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Após semanas ouvindo um sobre o outro através de seus irmãos, Louis e Harry não poderiam se conhecer de uma forma pior e desejarem não se encontrarem mais. Porém, Louis já havia prometido à Liam que passaria o seu aniversário e o Natal com ele e a família de Zayn, e Harry nunca deixaria de passar o Natal com sua família por causa de um escritor amargo o que significava que teriam de passar três dias juntos. Nessa época em que dizem que tudo pode acontecer, três dias podem mudar tudo que pensaram um sobre o outro no bar do aeroporto de Londres.


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December 23, 2016: Prologue

Antes de deixar vocês lerem! Essa fic tem cinco capítulos, então ela é bem curtinha. Estou apenas revisando e postando, mas, caso passem erros, peço perdão desde já. Para melhor entendimento:

- Até o dia 26, o penúltimo capítulo, estamos em 2016!

- Harry tem 22 anos e Louis 24/25;

- Zayn é irmão postiço de Harry e Liam adotivo de Louis;

Dito isso, espero que gostem da minha primeira fic com temática de Natal! sz

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"A inspiração é como um bebê. Não escolhe uma hora decente para chegar ao mundo. Não tem nenhuma consideração com o pobre poeta." Ele ouviu em algum lugar, e embora não soubesse exatamente onde, estava ciente de que essa era uma das frases mais assertivas que já ouvira na vida. Ele mesmo era a prova viva disso. Tomlinson nunca tinha ideias do que escrever em momentos de tranquilidade ou ociosidade, muito menos quando tentava tê-las. Pelo contrário, ele sempre as tinha nos momentos mais impróprios: em meio a reuniões, viagens, enquanto estava dirigindo de volta para casa... E nesse caso, no bar do aeroporto de Londres, enquanto esperava por seu voo para Manchester.

Com sua dose de whisky pela metade, Tomlinson tinha os olhos azuis atentos às palavras que ele mesmo escrevia em seu notebook. Os dedos trabalhavam com agilidade, jogando as informações que foram criadas aleatoriamente por sua mente, lutando contra o tempo e a bateria do aparelho. Estava tão concentrado que não percebera as inúmeras tentativas da ruiva à sua esquerda de ter alguma atenção de sua parte, menos ainda percebeu quando ela bufou e se levantou frustrada por não conseguir nada além de um "uhum" quando comentou com o escritor sobre o movimento do bar, outra coisa a qual ele estava alheio desde que começou a transcrever sua ideia, menos ainda percebeu que a maioria das pessoas já haviam saído do espaço, ou que a música Jingle Bells estava tocando pela terceira vez em menos de uma hora dentro do aeroporto e que na TV outro filme de comédia romântica havia começado.

Um suspiro de alivio escapou-lhe pelos lábios assim que terminou de passar todas as ideias para o Word e salvou mais uma vez por garantia antes de fechar o notebook, pegando o copo e dando um pequeno gole. O ardor desceu por sua garganta deixando para trás o sabor da bebida e Louis voltou os olhos à pequena TV do bar, apenas para dar de cara com o filme e revirar os olhos em insatisfação, desviando-os em seguida para seu copo, analisando o liquido dourado que lhe era muito mais interessante e real do que as histórias de filmes como aqueles.

Ele detestava esse tipo de filme desde que chegou à conclusão de que nunca encontraria alguém para si. Tivera vários namorados e namoradas, mas nem um deles foi capaz de mantê-lo apaixonado por um longo período de tempo, sem contar que todos pareciam ter defeitos com os quais ele nunca aprenderia a lidar, fora é claro os que apenas queriam aproveitar de seu dinheiro. É como se fossem as pessoas erradas, e depois de muitas tentativas e algumas decepções, especialmente após seu retorno à Inglaterra, ele simplesmente sufocou o desejo de ter alguém para si e conformou-se que seria um eterno solteirão – mas não estava conformado em não poder formar uma família e foi por isso que há alguns meses começou a trabalhar nisso quase que secretamente.

Sua vida amorosa era um desastre, e ele tentava não pensar nisso até seu telefone tocar. A foto de Charlotte estava na tela, com o cabelo rosa pastel e um sorriso enorme enquanto segurava uma miniatura de Torre Eiffel. Uma foto aleatória, tirada dias antes de Louis voltar para Inglaterra e deixá-la na França com as gêmeas. Ele sentia falta das irmãs, é claro, mas também sentia falta da Inglaterra e por isso resolveu voltar, especialmente após a morte de Fizzy, deixar Liam sozinho parecia errado e não é como se ele se sentisse em casa quando estava em território francês.

Suspirou, ciente do motivo da ligação.

Liam havia passado os últimos dois meses insistindo para que Louis fosse para Holmes Chapel passar o Natal com ele e a família de Zayn, seu noivo. Ele realmente preferia ficar sozinho, mas depois de muitos pedidos e algumas chantagens emocionais, o de olhos azuis percebeu que seria quase impossível fugir disso sem que o irmão passasse o resto das vidas de ambos lembrando-o do ano em que Louis preferiu ficar sozinho a passar seu aniversário e o Natal com seu irmão mais novo. Então ali estava ele, esperando um avião para passar seu aniversário e o feriado com o irmão, o cunhado, a família dele que ele não conhecia e sem as irmãs, ao mesmo tempo que estava dedicado a fingir que não sabia as intenções de Liam sempre que ele comentava sobre o irmão postiço de Zayn.

Seria um longo feriado, ele sabia disso... e por isso até cogitou não atender a ligação, mas o fez porque sabia que poderia ser bem pior se não o fizesse.

― Espero que seja sério. ― Disse levando o copo aos lábios mais uma vez.

Credo! ― Charlotte exclamou do outro lado da linha, fazendo Louis sorrir travesso. ― Esse mau humor é contagioso? Espero que não!

― E eu espero que não seja infinito, mas se está ligando para checar se estou no aeroporto esperando o avião, sim, eu estou. ― Louis bem sabia que provavelmente era exatamente para isso, já que Liam passou a semana inteira falando sobre o voo dele e que ele não podia perder, ou esperar para ir justo no dia de seu aniversário.

Ao menos Liam conseguiu te convencer de ir um dia antes do seu aniversário.

― Na verdade ele só me encheu o suficiente para que eu aceitasse a ideia. ― Tomlinson apontou. ― O que houve?

Nada. ― Ela respondeu, mas por seu tom Louis sabia que havia mais alguma coisa. ― Liam me falou sobre o cunhado dele... ele mora em Londres também, disse que você não quis ver a foto, mas sinceramente, acho que devia, o cara é um gato.

Tomlinson respirou fundo e revirou os olhos ouvindo sobre o assunto que a irmã puxara. Liam havia contado sobre Harry, como se não quisesse dizer nada, porém, não demorou para que ele e Zayn começassem a contar vários interesses em comum do rapaz e eventualmente comentaram que ele era solteiro também. Era óbvio que estavam tentando fazê-lo se interessar pelo rapaz, mas essa não era uma coisa na qual Louis estava interessado e por isso ele relutou em ir procurar pelo irmão de Zayn em suas redes sociais.

― Agora você também está dando uma de cúpido?

Só estou dizendo, que ele é uma graça e você podia tentar conhecê-lo!

― Nem pensar. ― Louis respondeu de imediato, terminando a bebida e pedindo com um gesto para que o barman lhe servisse mais. ― Vocês precisam parar com isso de querer me apresentar para os amigos e conhecidos de vocês como se fosse um problema eu estar solteiro.

O de olhos azuis agradeceu ao barman com outro gesto pela nova dose e ouviu a irmã mais nova bufar.

Ok, se você diz... ― Ela resmungou e deu uma pequena pausa, antes de suspirar: ― Escuta, vou sair com as meninas para comprar o que falta antes que uma delas dê um ataque de nervos... nos falamos depois, ok? Boa viagem.

― Até depois.

Tomlinson desligou o aparelho, colocando-o sobre o balcão após checar o horário. Cinco e meia. Se tudo desse certo, em uma hora pegaria seu voo e por volta das oito e meia estaria chegando à casa dos pais de Zayn, que conhecia bem. Liam e Zayn estavam juntos há dois anos, e apesar de nunca ter conhecido a família de Zayn exceto por sua irmã postiça, Gemma, ele conhecia Zayn muito bem e adorava o pintor, que estava sempre falando sobre seus irmãos. O pai de Zayn havia casado com a mãe de Zayn, o que resultou nele ganhando outros dois irmãos além das irmãs de sangue, e um desses dois irmãos era Harry, de quem ele sempre falava, mas Tomlinson nunca vira.

Zayn e Liam moravam em Doncaster, onde Louis passou sua vida antes da mudança para França e onde Liam permaneceu, e Zayn era o único de seus irmãos a morar lá, por isso, sempre que ele ia para lá, eram apenas os três e, uma vez, Gemma e o marido, Niall, um irlandês que sempre estava rindo de alguma coisa completamente aleatória. Ao que sabia Harry morava em Londres também, e os demais em Holmes Chapel, a cidade Natal de Harry e onde Zayn passou boa parte de sua vida após sair de Bradford e antes de morar em Doncaster.

― Oi! ― Uma voz rouca soou, chamando a atenção de Louis e ele voltou os olhos naquela direção, surpreendendo-se com o que encontrou.

O homem mais bonito que já vira estava de pé ao seu lado, olhando-o com curiosidade. Louis observou-o por um momento, sem saber o que dizer, apenas memorizando aquela bela imagem. Cachos que roçavam em seus ombros e destacavam-se no tecido branco da camisa de botões cujos três primeiros estavam abertos, deixando uma parte de alguma tatuagem que ele não pôde identificar em seu peito exposta. O rosto emoldurado pelas mechas castanhas claras possuía uma expressão amistosa e um sorriso de canto que o fez sentir sortudo por estar sentado, do contrário estaria com as pernas bambas apenas por ver os olhos verdes intensos estavam presos em si.

Questionou-se por um momento como seria beijar os lábios do outro, mas acabou repreendendo o pensamento a tempo de ouvir o que o outro tinha a dizer:

― Desculpe, posso?

Ele apontou o assento vazio ao seu lado com o indicador e Louis assentiu veemente, não sem antes notar os vários anéis e as manchas coloridas na pele de seus dedos.

― Claro. ― Sorriu.

O cacheado sorriu de volta e sentou, pedindo por um martini enquanto Louis tratou de desviar os olhos para a TV, com medo de encarar demais.

― Indo para casa? ― O recém chegado indagou.

― Na verdade, não exatamente. ― Contou, voltando os olhos ao cacheado mais uma vez. ― Meu irmão vai passar o Natal com a família do noivo e insistiu para que eu fosse passar o meu aniversário, que é amanhã, e o Natal com eles. Disse que ninguém deveria ficar sozinho nessas duas datas apesar de eu ter tentado explicar a ele que não tinha problema, conhecendo-o como conheço, provavelmente ele me lembraria eternamente que eu não fui passar esses dias com ele mesmo que não tivesse nenhuma outra opção além de ficar sozinho.

O cacheado estreitou levemente os olhos:

― Parece não gostar tanto dessa ideia... ― Observou, agradecendo brevemente ao barman pelo martini que lhe foi entregue e sorvendo um gole. ― Não gosta do seu cunhado?

― Eu gosto sim, ele é ótimo e faz bem ao Liam. ― Tomlinson respondeu serenamente a mais pura verdade. ― Esse não é meu problema.

― Então tem um problema? ― O desconhecido indagou curioso, apoiando o queixo na mão enquanto o observava.

Louis o analisou momentaneamente, tentando encontrar um vestígio de tédio, mas tudo que encontrou foi curiosidade. Ele parecia verdadeiramente interessado em ouvir sobre aquilo, mesmo que não tivesse nada a ver consigo e Louis ficou curioso sobre isso.

― Eu não sei se devo encher alguém que nem conheço com meus problemas amorosos e familiares. ― Ele disse divertido.

― Nesse caso, vamos ajeitar isso... ― Ele disse esboçando um sorriso travesso e estendeu a destra para ele: ― Edward.

― Louis. ― Tomlinson respondeu.

Harry teria dito que sabia, mas estava curioso sobre o homem. Achou que ele poderia reconhece-lo, mas ao que tudo indicava isso não aconteceria tão fácil e por isso preferiu não dizer seu primeiro nome.

― Então, Louis, conte-me o que te incomoda. ― Pediu sorvendo um gole de sua própria bebida. ― Às vezes falar em voz alta pode ajudar, sabe?

Estava um pouco bêbado, por isso pareceu sensato contar a um completo estranho sobre vida amorosa. Ainda assim, não estava bêbado o suficiente para usar todas as palavras que lhe vinham em mente, ou seja, ele falaria, mas antes estava tentando pensar em como o faria.

Suspirou, dando-se por vencido.

― Hm, não é nada realmente importante. ― Tomlinson começou, pensando em como poderia dizer aquilo sem parecer patético. A verdade era simples: seu irmão o queria apresentar a alguém e com seu histórico terrível de pares, Tomlinson tinha certeza que isso não acabaria bem. ― Eu sou aquele tipo de pessoa com dedo extremamente podre, e agora meu irmão e meu cunhado querem que eu conheça o irmão do meu cunhado.

― Se eles conhecem, não acha que pode ter mais chances de dar certo? ― Harry indagou curioso sobre aquilo.

― Não. ― Louis respondeu sinceramente, surpreendendo Harry com a resposta direta. ― Não me entenda mal, mas eu atraio pessoas complicadas e às vezes acho que torno os relacionamentos ainda mais complicados... eu sinceramente não quero acabar conhecendo outro louco. ― Acabou dizendo diretamente e não percebeu quando Harry retesou, já que estava olhando seu próprio whisky. O cacheado bebeu todo o martini de uma vez. ― Não estou em um bom momento pra isso.

― E por que acha que ele é louco? ― Questionou, tentando esconder o receio e até certa mágoa na voz.

― Porque até hoje não encontrei ninguém que não fosse de alguma maneira. ― Ele respondeu simplesmente. ― Ele não deve ser louco perigoso, mas talvez seja alguém que está desesperado para arrumar alguém e por isso essa ideia estranha dos nossos irmãos de nos apresentar. Sinceramente, acho isso patético e se ele concordou talvez seja ainda mais.

Houve um pequeno momento de silêncio e ele até pensou que Harry tinha o deixado falando sozinho, mas quando olhou para o lado, ele ainda estava ali. Sério, de uma forma estranha. Louis não saberia dizer o que exatamente aquela expressão significava, mas definitivamente não era nada bom. Harry balançou a cabeça, assentindo para algo que provavelmente passou por sua mente e então riu sem humor.

Harry, ou Edward, colocou o dinheiro de sua bebida sobre o balcão, e olhou Louis friamente:

― Acho que o único louco e patético aqui é você. Querendo passar seu aniversário e o Natal sozinho quando obviamente tem uma pessoa que te ama querendo você perto e querendo ajudar enquanto você está aqui bebendo e reclamando feito um garotinho mimado! ― Foi a resposta dele, cortando o silêncio e acertando Louis com um tapa na cara que não foi real, mas Louis tinha certeza que um tapa seria menos constrangedor que ouvir aquelas coisas de um desconhecido. ― Além disso, nunca aprendeu que não se julga alguém antes de conhecer? Ninguém tem culpa se seu dedo é podre, talvez apenas você tenha, mas não terceiros... e você quer saber? Você é patético, e ele não está desesperado ao ponto de se submeter a ter qualquer tipo de relação com um escritor mal amado e amargurado que nem você, pode ter certeza disso.

E então, simplesmente saiu dali, deixando Louis confuso para trás com seus próprios pensamentos.

Harry quase marchou pelo aeroporto, direto para aérea de espera enquanto ligava para Zayn. Precisava conversar com o irmão, dizer a ele que não queria mais conhecer Louis e por um momento até pensou em desistir do Natal em família, mas sabia que isso chatearia sua mãe e as irmãs e só por isso conformou-se que teria de ir. Zayn não atendeu às sete chamadas de Harry no espaço de vinte minutos e assim que seu voo chamou, Styles entrou sem nem pensar e colocou seus fones de ouvido no máximo, porém, antes de baixar o tapa-olhos para tentar dormir e digerir a raiva que sentia, um senhor parou ao lado de sua poltrona.

Com medo de que tivesse sentado na poltrona errada, o que não seria a primeira vez apesar de sua frequência em viagens de avião, ele tirou os fones e o senhorzinho de cabelos grisalhos como a barba e bochechas rosadas lhe ofereceu um sorriso doce:

― Você tem três dias... acredite, o Natal vai mudar sua vida. ― Foi o que ele disse, de forma suave, antes de sair dali e se encaminhar para o fundo do avião, deixando Harry completamente confuso.

O voo até Manchester foi tranquilo, e como de costume, ele pegou um táxi para Holmes Chapel, sequer percebendo que Louis estava no táxi da frente até que, cerca de uma hora depois que entrou no carro, o motorista parou a frente de sua casa, logo atrás de outro táxi.

Quando Louis saiu do carro, ele entendeu o que Liam quis dizer quando falou que a família de Zayn tinha tanto dinheiro quanto os Tomlinson. O lugar atrás dos portões de grades era uma mansão no estilo clássico, com janelas arqueadas nos dois andares distribuídas simetricamente e paredes brancas impecáveis. Algumas das luzes acesas permitiam ver partes do interior de alguns dos cômodos, entre eles, um cômodo que Louis pôde ver a parede grafitada. O lugar era lindo, com um jardim muito bem cuidado a frente e quando o taxista colocou a última mala para si. Ele havia insistido em tirar as malas por si, apesar de Tomlinson o achar velho demais para isso. Um senhor de terceira idade, um pouco acima do peso de bochechas rosadas, barba e cabelo brancos e boné vermelho, que definitivamente era bem mais forte que aparentava.

Louis agradeceu, e pagou-lhe dizendo para que ficasse com o troco e antes de ir o senhor sorriu:

― Não se preocupe, menino... em três dias tudo vai se ajeitar. Feliz Natal! ― Foram as palavras do homem, que voltou para seu carro e saiu dali.

Sem entender, Louis suspirou e virou-se para alcançar os puxadores das duas malas que trouxera, a tempo de ver Harry saindo de um táxi.

― Só falta essa... ― Ele bufou, puxando as malas consigo.

Edward, como conheceu, era mais alto que si, porém ele não estava nem um pouco preocupado com a diferença de altura.

― Você é rude comigo sem motivo e ainda me segue?!

Harry, até então alheio a aproximação do outro já que buscava por suas chaves levou um pequeno susto e o olhou sem entender por alguns segundos antes de rir:

― Você é sempre tão babaca e egocêntrico assim? ― Questionou. ― Acha que eu gastaria meu tempo e dinheiro atrás de você?

― É exatamente isso que parece que fez.

― Não, Louis. ― Harry respondeu. ― Eu vim passar o natal em casa.

Tomlinson ficou sem entender, e Harry não escondeu a satisfação em ver a confusão no rosto do homem que estava prestes a pegar o telefone para checar o endereço que Liam enviou quando os portões abriram e ele viu Liam e Zayn se aproximando com sorrisos enormes, alheios ao que aconteceu.

― Ótimo. ― Harry disse aliviado porque estava começando a achar que suas chaves haviam ficado em casa.

― Harry, Louis! ― Zayn exclamou mais perto, saltando para abraçar Harry pelo pescoço enquanto Liam se aproximava de Louis.

Tomlinson havia congelado ao ouvir o nome pelo qual Zayn chamou.

― Oi, Zee! ― Harry sorriu abertamente, antes de cumprimentar Liam. ― Liam!

Zayn cumprimentou Tomlinson, antes de o olhar com mais atenção.

― Você está bem? Está pálido!

Louis o olhou sem entender por um momento, antes de voltar-se à Liam e Harry.

― Esse é o Harry?

Liam e Zayn se entreolharam sem entender e Harry desviou os olhos para o céu com um sorriso travesso de quem havia aprontado algo. Os dois, que até então não haviam entendido, assentiram.

― Vocês chegaram juntos, vieram no mesmo carro? ― Liam indagou curioso.

― Seu cunhado é louco! ― Louis exclamou para Liam que o olhou em repreensão. ― Não, sem essa cara, Liam! Ele disse que se chamava Edward.

Zayn olhou o irmão desacreditado.

― O quê? ― Harry o olhou e sorriu: ― Meu nome do meio é Edward, não menti. E ainda bem que me apresentei assim, porque pude descobrir que Louis acredita que eu sou um desesperado e maluco, portanto, ainda bem que não levei a sério o plano de vocês de nos apresentar por combinarmos porque definitivamente eu não combino com isso aí. ― Ele apontou Louis como se ele fosse um lixo, e pegou suas malas. ― Agora se me dão licença, vou matar a saudade dos nossos pais e irmãs, e depois dormir porque estou precisando muito de uma ótima noite de sono.

E dito isso, ele deixou os três sozinhos para trás. Zayn e Liam voltaram os olhos à Louis, que ainda olhava Harry desacreditado.

― Não foi bem isso que eu disse. ― Ele disse em sua defesa. ― Podemos entrar? Estou cansado e se continuar aqui vou dar um jeito de voltar para Londres...

E com isso os três entraram. Liam e Zayn preferiram não falar nada sobre o assunto durante o trajeto, e Harry e Louis fizeram o possível para se ignorar o tempo inteiro apesar de seus quartos serem literalmente de frente um para o outro.

Louis pôde conhecer Yaser, o pai de Zayn, e Anne a mãe de Harry e madrasta de Zayn, bem como pôde conhecer Doniya, Waliyha e Safaa, descobrindo que Niall e Emma, os únicos que conhecia na família, só chegariam no dia seguinte por causa do trabalho de Niall, e também estariam com Perrie e Jade, a irmã e a cunhada de Niall. Felizmente, ninguém fez perguntas sobre o motivo pelo qual os dois se evitavam e Liam e Zayn não pareciam dispostos a se meter no que seja lá que tivesse acontecido também, apenas os deixando em paz para lidar com as tentativas de se esquivarem um do outro.

No geral, Louis não estava arrependido de ter ido. Ele realmente gostou da família de Zayn, mas algo lhe dizia que esse Natal seria diferente... e ele acreditava que seria um longo feriado, porque seu pessimismo era o que falava mais alto a essa altura do campeonato após aquela gafe do aeroporto e o pior: Harry realmente parecia muito diferente de tudo com o que ele estava acostumado, mas seu orgulho não lhe permitiria dizer isso em voz alta, mesmo achando a cena de Harry rindo de algo que Safaa contava dramaticamente a coisa mais adorável de todas. Ele sentiu o coração aquecer com as gargalhadas de Styles, mas a melhor parte eram as covinhas. Ele sentia que poderia morar nelas... mas isso ninguém saberia, mesmo que Zayn tenha notado o olhar dele para aquela cena.

1 сентября 2021 г. 23:55:14 0 Отчет Добавить Подписаться
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