l-b-goularte Luana Borges

O que pode acontecer em um ano? Quantas reviravoltas podem ocorrer? Irei te apresentar a vida de um rapaz confuso, com sua família um tanto bagunçada, e que se deparou com a vida batendo em sua porta. Nada é simples ou fácil, a solidão e os desejos da juventude estão a beira de colapso, e de repente, quando tudo parecia perdido ou monótono, a vida trouxe uma flor. Como você reagiria ao passar por tantos desafios? ____________________ Aviso de gatilho: História para maiores de +16 anos, uso de bebida alcoólica, depressão, ansiedade, gravidez na adolescência e aborto.


Драма 18+.

#meses #casal #conto #romance #drama
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Janeiro e Fevereiro

Por agora, conhecer quem sou não é tão importante, mas, quero contar uma história que me marcou… então, vamos a um ano carregado de tudo um pouco.

Mês de Janeiro


Que sensação estranha, pensava o rapaz, olhando, em silêncio, para o teto branco do quarto bagunçado. O dia estava quieto e solitário, como sempre, uma lágrima chorosa se aventurava na face do jovem, ele aceitava o fato de ser só. Era apenas mais uma pessoa... Sem amigos ou amores, com a família quebrada, como um copo que encontrou o chão após uma briga.


No quarto ao lado, a irmã mais nova, de quinze anos, entregava-se a migalhas de atenção, por um rapaz qualquer que lhe dizia coisas bonitas, a moça aceitava aquelas frases e sorria boba, mesmo sabendo que talvez não fosse real, agarrava-se àqueles sentimentos superficiais. Deitada na cama de solteiro, coberta por uma colcha rosa, ela posicionava a câmera para mais uma selfie.


O irmão mais velho estava no banheiro, chorando em silêncio, sua mente lhe torturava com frases ácidas do seu pai, dizendo para ele como era diferente e não fazia nada certo. Perdendo o ar pelo choro forte, segurava-se para não fazer barulho... Não podia gritar sua dor, sentia-se confuso, lembrando da sensação de liberdade que tinha fora de casa e queria sentir aquilo a todo momento, mas, em seu interior, tinha uma pequena voz, uma bem amargurada, que lhe chamava de egoísta por pensar só em si.


Na cozinha, com uma garrafa de whisky, o patriarca da família bebia na esperança de esquecer, queria tirar da memória a traição que havia feito à esposa, foi levado pelo momento e dormiu com uma mulher que tinha conhecido no bar. Pensava no casamento de vinte anos e de tudo pelo o que eles passaram, a culpa o consumia, tentava pensar no que fazer, se contava ou não à mulher que esteve sempre ao seu lado, a mulher que batalhava em uma empresa, em seu alto cargo, para sustentar a família, contar que a havia traído...


A mãe... estava tão ocupada com papéis que não pensava nada de diferente.


Dentro da casa perfeita havia uma família quebrada. O rapaz sem amores permaneceu no chão do quarto, ouvindo música, soltando lágrimas fujonas e pedindo a qualquer ser que governava o futuro das coisas uma mudança, pedia baixinho um amor para mudar seu pequeno mundo. Queria sentir algo real antes de ser velho demais e incapaz.

Mês de Fevereiro


A sala de aula parecia fria como um frigorífico. Congelando sonhos e carnes. O garoto sem amores observava o quadro ao mesmo tempo em que o professor se esforçava para explicar sobre fanatismo religioso, havia murmurinhos e debates sem base ou conhecimento sobre o que seria religião. A atenção do rapaz de cabelo castanho bagunçado foi despertada pela batida na porta.


A sala ficou em silêncio e nenhum daqueles alunos fez gracinhas, temendo ser a diretora do colégio estadual, que botava medo em qualquer aluno bagunceiro. Para o alívio de alguns, era apenas a coordenadora trazendo mais uma aluna para a sala, com sua calça preta, cabelo liso e testa tampada pela franja, a moça encarava a sala com um olhar amigável.


Naquele momento, o rapaz sem amores... se tornou um rapaz confuso. Quase ninguém devia ter percebido, mas ele viu. O cordão de Star Wars brilhando sobre a blusa de uniforme, é fácil achar adolescentes que são fãs de Harry Potter, Percy Jackson ou Corte dos Espinhos, mas achar fãs verdadeiros de Star Wars, que entendiam o significado daquele cordão, encontrar fãs que iam além da modinha de um filme novo, era difícil. Aquilo chamou a atenção do rapaz, sentiu a necessidade de conversar com ela e se aproximar.


Após uma breve apresentação, vergonhosa, que o professor de história pediu para a moça nova, ela sentou em uma cadeira qualquer do outro lado da sala, em oposição ao lugar do rapaz confuso.

Ele a olhou,

Ela o encarou de volta,

Ele ficou nervoso e

Ela sorriu.

Quase um clichê de filme...


25 июня 2021 г. 18:56:22 5 Отчет Добавить Подписаться
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Hillary La Rocque Hillary La Rocque
Olá! Faço parte da Embaixada brasileira do Inkspired e estou aqui para lhe parabenizar pela Verificação da sua história Nossa, se era para tocar no mais íntimo do meu ser, você conseguiu. Tive que me segurar para não chorar, ao mesmo tempo que toda a narrativa fazia com que várias lembranças viessem à tona. Foi de quebrar e aquecer o coração, tudo ao mesmo tempo. Pessoas tão diferentes, cada uma com sua história, ponto de vista e questões que as movem e afligem, tudo entrelaçado e contado de forma tão sensível e harmônica, que é impossível não nos fazer refletir em como a vida real é exatamente assim. É como dizem: dentro de cada pessoa reside um universo. Embaixo do mesmo teto, mesma família ou qualquer outro ambiente, sociedade e grupo, existem muitas histórias, dores e sonhos. Toda essa complexidade da vida foi retratada perfeitamente, em cada detalhe alegre e de partir o coração. Acompanhamos as aventuras e desventuras, em um período de doze meses, de duas famílias totalmente diferentes e, ao mesmo tempo, intimamente semelhantes. Ambas destroçadas, com filhos implorando por amor e socorro, silenciosamente, ao passo que procuravam resolver os próprios problemas sem incomodar os pais. Pais que, sem perceber, negligenciavam seus filhos, jurando fervorosamente que tudo o que faziam era por eles e para eles, quando na verdade, só estavam buscando agradar aos próprios corações, enquanto os outros pequenos universos/integrantes da casa, se despedaçavam silenciosamente a cada dia. A diferença entre ambas foi uma simples atitude de amor e acolhimento, em um momento crítico, que gerou ainda mais atitudes de amor pelo outro, e por si próprios, dentro do que antes parecia ser a família mais desajustada de todo o enredo. A atitude de amor reconstruiu uma família antes condenada, enquanto o orgulho enraizado e inflexível dos pais da outra família, que antes acreditava-se ser perfeita, a destruiu junto a uma perda trágica, que afetou ambas as famílias. Acompanhar o processo de superação do rapaz que perdeu o amor de sua vida, e o da família dele, também foi tocante e trouxe ensinamentos valiosos. Também é possível perceber a economia de descrições das ambientações e cenários, para focar no cenário verdadeiro que se encontra dentro de cada um dos personagens e suas relações entre si e com o mundo, mantendo-se agradável e focada no que de fato importa para a narrativa. Escolher a música Hold On, acrescentando trechos dela durante um dos momentos mais emocionantes e tristes da história, foi uma sacada cruelmente bonita, tocante e inteligente. Você é má, mulher. Hehehe Gostaria de apontar algo que certamente passou despercebido no quinto parágrafo do capítulo 3, o substantivo "irmã" ficou escrito como "irm". De resto, tudo muito bem escrito. Bom trabalho! A história é maravilhosa e bem elaborada. A Dona morte, apesar de ser uma figura normalmente sombria, foi colocada de um jeito tão bonito e delicado que a tornou incrivelmente leve. O conjunto inteiro está perfeito, meus parabéns. Ficamos por aqui. Desejo-lhe boa sorte e sucesso com seus próximos projetos, e que sejam tão ou mais bonitos como esse foi. Beijos no coração, e, até mais!
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