nebularae

A Rua 5 é cheia de segredos. Cada casa é um livro e cada pessoa um universo. E se eu te contasse todos os segredos da Rua 5, você não acreditaria. Mas tem alguns segredos, que você deveria saber se pretender ler essa história: 1) Pinky é o dono da rua. Nada, nem ninguém está acima dele. E o que Pinky quer, Pinky consegue. 2) A casa três é o point de drogas. 3) Ninguém dá festas como Jung Hoseok, mas você não deveria colocá-lo frente a frente à Jackson Wang se não quer ver briga. 4) Jeon Jungkook, o boxeador da casa oito está de volta do reformatório após um ano. 5) Pinky nunca quis algo na intensidade que quer Jeon Jungkook. Agora volte ao segredo número um.


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Prólogo

Nos últimos seis anos, durante todas as quartas-feiras, era dia de feira de artesanato na Rua 5 e não era bem que a prefeitura aprovava aquela conglomeração fechando uma rua inteira no meio da semana, mas porque a população da região simplesmente não se importava.

Então, era como um decreto da população: na quarta-feira, ninguém pegava a Rua 5. Nenhum carro, moto, ônibus ou bicicleta. Era tudo para as pessoas.

Naquela quarta-feira em específico, Min Yoongi, da casa três, estava descendo o quarteirão, um cigarro mentolado entre os lábios finos enquanto mantinha uma conversa baixa com o rapaz ao seu lado.

Se as quartas já eram agitadas por si só, aquela quarta, dez de junho, foi agitadíssima!

As perguntas se rodearam em "já fez dois anos?", "ele vai continuar morando aqui?" e "esse garoto é maluco", enquanto atravessavam o corredor de barracas de espetos de peixe e bordados.

Parando de frente à uma barraca onde vendiam camarão frito, Yoongi alcançou a carteira, tirando algumas notas; o cigarro ainda pendia firme entre os lábios e ele tragou, soltando junto com a fumaça do cigarro: — Dois.

A atendente, uma mulher rechonchuda e de baixa estatura, com bochechas cheias e coradas, assentiu, abrindo um sorriso para Yoongi. Esticou-se então, ficando na ponta dos pés para esfregar os fios tingidos de azul do rapaz, os olhos se fechando com a risadinha.

Eis aqui algumas das verdades que você vai conhecer nesta curta história: só tinha medo de Min Yoongi quem tinha motivos para temer.

— Ainda está na mesma casa, Yooni? — Perguntou pacientemente, afastando-se para pegar filés de peixe cortados em pedaços pequenos e dispostos dentro de uma grande vasilha de tempero. — Cuidado com o que se mete, hm? — Soltou, mas não voltou a palavra ao rapaz ao lado de Yoongi, como se sequer ele existisse.

Não que aquilo realmente fosse um incômodo, porque o garoto espichado e caladão pareceu sequer notar. Apenas se manteve calado.

— Vou tomar cuidado, Sra. Lee. Precisa de ajuda com isso aí? — O Min perguntou, a observando se esforçar para carregar a bacia. — Não vai dar um jeito nas costas, hein?

— Agora já consegui. — E riu, começando a tirar os filés um por um da bacia, os dispondo sobre uma tigela de farinha. — Garoto Jeon. — Ela chamou pela primeira vez e, finalmente, o rapaz deixou os olhos caírem sobre a imagem miúda, as mãos enfiadas nos bolsos do moletom e a mochila pendendo nas costas, atento. — Camarão a mais pra você. Por ter voltado.

E não disse mais nada, concentrando-se no próprio trabalho.

Jungkook até pensou em dizer algo, alguma coisa como um "valeu, é bom voltar pra casa nesse clima de merda!", mas no final, apenas encolheu os ombros, num agradecimento mudo. Antes mesmo de ter que ir, quando ainda morava ali com a mãe, não era muito de falar. Sempre fizera a linha caladão.

Ficaram ali, em silêncio; Yoongi fumando e Jungkook divagando por incontáveis minutos até que recebessem tigelas de camarões, uma consideravelmente mais cheia que a outra, e palitos de madeira.

— Ainda gosta de molho, Jeon? — Ela disse novamente e Jungkook apenas assentiu. Ainda estava com o moletom do centro; além de seu nome estampado no peito, tinha seu código nas costas.

Haviam dois tipos de posturas comuns à adolescentes infratores quando eles retornavam do Reformatório: Ficavam duramente envergonhados ou estranhamente orgulhosos. Talvez porque aquilo fosse como ser preso e quando voltavam, tinham mais respeito das micro facções da rua. Burrice.

Jungkook considerava os dois burrice, então, voltando do reformatório, ele não tinha vergonha tampouco orgulho.

Só queria chegar em casa e dormir numa cama confortável sem o garoto latino com quem dividia quarto reclamar em espanhol sobre como odiava aquele lugar. Todas as noites ele queria dizer: "Foda-se, ninguém se importa, puto. Isso não foi feito pra você gostar mesmo!", mas terminava se calando e tentando dormir.

— Você emagreceu. — Ela comentou, batucando as unhas curtas no pequeno balcão de madeira e então, ergueu as sobrancelhas, como se o avaliasse: — Precisa ganhar massa pra voltar para os ringues.

E então, o silêncio voltou a encher o lugar; Yoongi já havia, a este ponto, deixado o cigarro de lado para comer os próprios camarões, vez ou outra empapando-os de pimenta antes de levar à boca.

Jungkook não respondeu, jogando o molho sobre o próprio prato plástico, enchendo a boca de camarões para não precisar falar nada com ninguém; nem mesmo com a senhora gentil que lhe falava sobre ganhar peso.

Ele estava banido do boxe regional e consequentemente do nacional, mas as pessoas ali eram simples demais para compreender aquilo. Não deixariam que ele sujasse as luvas de sangue.

— Não sabia que a pena para assassinato estava mais curta. — Ouviu o chamado vindo de suas costas, mas não se moveu, ainda comendo em silêncio. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, aquilo aconteceria, porque estava voltando para a mesma vizinhança que recordava-se dos carros de polícia em sua porta e da polícia o algemando para fora da casa.

A mesma vizinhança que assistira os corpos serem tirados de sua casa enquanto ele tinha as mãos ensanguentadas.

— Vamos fazer alguma coisa? — Yoongi soltou baixinho, após engolir um camarão, mas Jungkook negou. Ainda não estava totalmente livre: precisava se manter longe de confusão pelos próximos doze meses e ainda atender à uma associação de moradores regional porque se recusara a ir às sessões com uma psicóloga que insistia em dizer que ele tinha problemas graves relacionados à seu temperamento.

— Olha pra mim, seu desgraçado! — Ouviu novamente o mesmo chamado, da mesma maldita voz irritante, mas não se moveu, ainda comendo os próprios camarões pacientemente e quando aprumou a postura, sentiu o ar denso ao seu redor. As pessoas o encaravam, como se esperassem que ele retrucasse, que partisse para cima dele, quando aquele tipo de comportamento nunca fora seu forte.

Ir para o reformatório poderia não ter mudado a forma que Jungkook se via, mas certamente mudou a forma que era visto nos arredores.

Abrindo a boca com lentidão e viu todos ao redor se curvando como se estivessem se atentando para ouvi-lo e, olhando para a mulher a sua frente, disse: — O molho é muito bom. Obrigado.

E então, voltou a comer, em silêncio.

— Isso não vai ficar assim, Jeon. — Ouviu-o mais uma vez e aquele cara estava falando tanto. Doía seus ouvidos. — Isso não vai ficar assim não...! Eu vou...

— Vai fazer o quê? — Cortou-o, engolindo o último de seus camarões e se virando para olhá-lo, as sobrancelhas erguidas em julgamento nítido. O rapaz a sua frente era muito parecido com o próprio pai; tinha os fios escuros raspados e era possível ver uma tatuagem aparecendo em sua nuca. Estava enfiado em uma camisa branca e jaqueta de couro com uma serpente verde bordada. Jeon riu: — Você. Vai. Fazer. O. Quê? — Soltou e então, se levantando, caminhando lentamente até ele: — Pode fazer o mesmo que seu pai fez quando eu o matei naquele dia: Nada. Pode chorar e me implorar para parar. Talvez você também tenha enchido seu rabo de droga, como ela? — Ergueu uma sobrancelha: — E eu vou fazer exatamente o que fiz com ele.

— Você não pagou por aquilo...

— Você me deve mais do que eu a você, mas eu não estou cobrando, hm? — Revidou, os braços se cruzando na frente do peito enquanto piscava lentamente: — Pare de falar. Sua voz parece com a de seu pai e isso me deixa irritado.

E por fim, levantou-se, olhando ao redor.

A feira não tinha parado por completo, mas ainda sim, um grupo de curiosos amontoava-se ao redor deles e, bufando em irritação, Jungkook girou nos calcanhares, voltando a descer a rua, a mochila balançando nas costas e, apressadamente, Min Yoongi tentou o acompanhar, usando um palitinho de madeira para retirar pedaços de camarão dentre os dentes.

— Chegou bem, hein. — Ele comentou e, lançando o palitinho para longe, acendeu mais um cigarro a medida que se afastaram da feira. As numerações crescendo à medida que desciam o morro.

A Rua 5 era miúda, com aproximadamente dois quilômetros e tantas casas que quase não dava para contar, mas como toda rua de região periférica, era difícil se localizar, porque era tudo bagunçado. Então, a casa onde Jeon Jungkook vivera a vida inteira com sua mãe, o falecido padrasto — que queimasse no inferno, o irmãozinho e a tia era a casa oito, estranhamente construída entre a casa três e a casa doze. Na casa três, Min Yoongi vivia com seus irmãos, mas eles não costumavam ser tão amigos de Jungkook quando Yoon.

— Vamos jogar DBD depois? — O Jeon perguntou, parando à porta de casa, as mãos ainda enfiadas nos bolsos.

— Me avisa. — Yoongi respondeu baixinho. — Tenho um corre pra fazer hoje ainda, mas quando eu chegar jogamos. — E acenou com a cabeça, seguindo silenciosamente até a própria casa, jogando a bituca de seu cigarro à porta, antes de entrar.

Jungkook, entretanto, não entrou em seguida. Lembrou-se da última vez que olhou para aquele mesmo tapete desgastado; aquela merda estava em sua porta desde que sua mãe se casara com aquele desgraçado. Da última vez que vira aquela porcaria, tinha o sangue dele pingando de suas mãos e, estranhamente, as marcas dos pingos de sangue ainda estavam lá. Secas e desgastadas pelo tempo, mas uma clara demonstração que não havia tudo sido um sonho criado por sua mente.

Era real. Ele tinha matado aquele cara.

E quando o juiz o perguntou se ele se arrependia...

Ah!, a resposta sempre seria a mesma...

— Ei! — Ergueu os olhos, deixando-os cair na imagem do rapaz da casa ao lado: a casa doze. Era miúdo, enfiado em um jeans justo, All Star cano médio e um cropped de rede, expondo . Tinha tatuagens expostas no abdômen e um pirulito nos lábios finos. Os fios tingidos de rosa caíam na frente da testa, chegando até a sobrancelha bem feita e ele tombou a cabeça para o lado. — Bem vindo de volta.

Jungkook não o conhecia, então deduzia que ele era uma daquelas pessoas que tinham se mudado há pouco tempo para a vizinhança, mas ainda sim, ele não parecia desconfortável; era como se fosse seu lar.

— Se precisar de algo, me chame. — Disse simplesmente e tirou o pirulito da boca, erguendo as sobrancelhas antes de sorrir, sugestivo. — Eu sou o Pinky.

18 мая 2021 г. 18:51:10 1 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Eu não acho que eu seja bom. Mas eu já fui muito pior. Intenção de compra dos meus livros: https://forms.gle/6yb8CJR4Lx3CW5qs7 Grupo de leitores: https://chat.whatsapp.com/F8jzluwdemmAo4oXFDaQ4p

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Joy Namuu Joy Namuu
Ansiosa para o primeiro capítulo 🙏
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