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Num tempo de crise nos navios piratas, a maneira de Zico conseguir tesouros e riquezas foi colocar sua única filha na boca do lobo, a fazendo de isco para conseguir roubar o ATEEZ, que era o navio pirata mais rico de todos os tempos, agora liderado pelo mais jovem dos filhos do Capitão Gancho, Hongjoong Gancho. capa por @vantelovis


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#ateez #Kim-Hongjoong
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ONE

Olhava meu pai esperando uma resposta do porquê eu ter sido ameaçada por um tripulante do próprio barco. Mesmo eu tendo lhe degolado, eu queria uma bela resposta pois sinceramente aquele momento podia ser minha morte se não tivesse sempre uma espada comigo.

- Eles andam revoltados. - A resposta do meu pai foi a mais estúpida que já ouvi em toda a minha vida, pois não é por uma revolta que se tenta matar a filha do capitão. É, surrealmente, um pedido de morte.

- Tentar matar a filha do capitão é um ato de revolta para você? - Vejo ele respirar fundo e se levantar.

- Quando eu entender que devo lhe dar uma explicação eu lhe chamo. - Revirei meus olhos. Meu pai e eu não tínhamos a mesma relação de antes, o que poderia falar que era prejudicial. Sei que ele nunca vai esquecer que sou sua filha, mas poderá chegar ao ponto de ele me tratar como trata os tripulantes. E eu jamais quero isso.

Saí do seu espaço fechando a porta com força, sentindo-se o barco tremer um pouco. Tratei de ir para meu espaço cómodo, o que podemos chamar de quarto, pois contem um colchão simples e uma coberta, que inclusive, foi eu que a roubei numa das nossas viagens. Ela é bonita, simples de cor bege, mas bonita.

Peguei o livro que minha avó me deixou antes de partir, faz uns anos que não oiço falar dela no barco, pois simplesmente meu pai não dá valor à sua mãe. Se eu tivesse uma eu contaria tudo o que conquistei enquanto ela estaria segura numa casinha com chocolate quente em dias frios.

Mas é claro que sonhos não passam de ilusões.

Pelo que sei, minha mãe era uma pessoa reservada que meu pai conheceu durante uma viagem longa no oceano atlântico. Assim que chegou em terra, fingiu se passar por um garoto normal pois a mesma vendia peixe. Nazaré era sua alcunha e o sítio onde ela permanece, sem saber mais de minha existência.

Seu rosto é desconhecido por mim, mas as histórias antigas de meu pai me davam esse calor, agora não mais. Meu pai está ficando velho e claramente vai dar seu lugar para seus braços direitos a quem eu recuso-se chamar o que ele tanto quer. A única filha dele sou eu e eu que devia ficar com esse barco.

Passei para a próxima página do livro e notei que uma frase estava sublinhada com uma linha muito fina de cor preta, e em cima tinha uma nota que era: "Deixarei para minha neta."

Não evitei sorrir, o livro falava sobre piratas, histórias fictícias pois realmente piratas não precisam ser barbudos e pelo que sei, todos nós temos roupas limpas e água do mar para nos lavarmos. Mas fora isso, estava sendo engraçado, pois realmente eram várias histórias.

A frase que minha avó sublinhou fora "Mesmo que sejamos meninos do pai ou mãe, tem sempre algo que deixaremos de lado, e isso poderá se tornar insuportável". O rumo da frase falava de uma garota que queria um barco, e o pai lhe deu, mas assim que a garota ficou sozinha percebeu que seu pai tinha ficado distante, ao ponto de lhe dar um barco sem nem lembrar-se que a filha tinha somente dezasseis anos.

No final a garota acaba voltando para o barco do pai e tem uma breve discussão, mas acabam por se resolver pois a mãe aparecesse sei lá eu de onde.

Histórias curtas, mas algumas são engraçadas. Mas a frase que minha avó tinha sublinhado se adequou tanto ao que estou sentindo com meu pai mesmo que o recorrer da história seja muito fora de nexo.

Alguém bate de leve na porta que se encontrava meio aberta, mas eu fazia questão de obrigar todos a bater antes de entrar, pois nunca sabe em que estado eu poderei me encontrar.

- Seu pai disse para ir pegar algo para o jantar assim que atracarmos. - Falou o sujeito sem sequer entrar. Falei apenas um curto e simples "hmhm" e fechei o livro guardando dentro de uma caixinha que só eu continha a chave. Sempre a escondia em locais diferente, esquecendo até algumas vezes onde a escondi.

Ao sentir o barco atracar andei em direção a um baú que continha lanças e espadas tudo misturado, mas eu apenas precisava de uma lança simples que deve para pescar peixe.

- Já sabe o que deve fazer, vou preparar madeira para colocar no nosso pequeno pote para assar o peixe.

- Entendido pai. - Se retirou subindo as escadas e eu peguei a lança testando se era a indicada para o serviço e, como não estava com nenhum vestígio de uso, resolvo levar essa mesmo.

Subi as escadas até o convés vendo três marujos montando uma pequena mesa portátil que tínhamos roubado e, para fazer de bancos, barris de vinho vazios. Teria que apanhar peixe suficiente ou passaríamos mais uma vez fome mesmo navegando no mar todos os dias. Cada vez é mais difícil arranjar peixe e quando roubamos sempre estamos em perigo de perder um dos marujos que está responsável pelo roubo e é chato não ficarmos com nada, mas sim uma despesa de funeral, que consiste em atirar o marujo ao mar com depoimentos antes. E para mim é uma grande despesa de palavras que não são merecidas.

- Não esquece de não morrer. - Impressionante de como metade dos marujos eram falsos com suas palavras, e eu percebi isso ao um deles quase me degolar hoje.

Lancei um olhar mortal e subi para a beira do barco onde se localizava uma escada de corda, mas eu nunca a descia por completo pois isso mostrava um "certo medo" e eu gosto de arriscar pulando.

- Peixinhos saibam que vão ser meus. - Eu quando vi um pequenino cardume de peixes passar uns metros na minha frente na parte mais funda, as que ainda se tinha pé. Atirei a lança quando mais pude e consegui um deles. Esses peixes maior parte das vezes se encontravam nas partes com rochas, mas era bom estarem passeando por aqui. - Anda cá peixinho peixinho. - Falava coisas parecidas como chamamento de animais domésticos apenas por diversão, pois realmente pescar não era das minhas coisas favoritas.

A minha coisa favorita é colocar um inimigo ou intruso na prancha.

.

- Vinte e um peixes pequenos serve para nosso jantar? - Perguntei mostrando o balde que continha os peixes.

Olhares esfomeados olhavam os peixes e eu percebia bem esse olhar, pois ao ver meu pai preparando o fogo para colocar os peixes a assar, minha barriga roncou totalmente.

- Recorde batido, para admirar. - Falou meu pai pegando o balde de minha mão e eu tentei não arranjar argumentos para comentar. - Irão comer assim que eu assar todos, quem sequer tocar num, fica sem o dedo ou mesmo a mão. - Ameaçou assim que todos se sentaram nos bancos de barril. Eu olhava meu pai esperando os peixes e assando um a um, estava me dando água na boca.

- Capitão, o que será de nós sendo que vamos entrar em crise? - Perguntou o sub-capitão, Kyung não era de muitas palavras com o meu pai, mas fora do alcance dele era o mais tagarela do barco.

- Teremos que ter um roubo histórico para tudo voltar ao normal, mas não vejo nenhum barco à deriva faz semanas. Estamos ficando sem nada a não ser peixe.

- Iremos conseguir pai... A avó sempre disse para acreditarmos. - Riu e eu comprimi meus lábios olhando para outro canto.

- Pare de pensar que vida de pirata tem um fim bom. No dia que eu morrer você não vai ter grande coisa na herança, tudo graças à sua avó. - Era habitual ele culpar minha avó de todos os problemas que estamos tendo e claro que eu como filha tenho que me calar pois eu sei que ele não tem piedade nem com a sua única filha, mas sim tem mais piedade com outras pessoas que o atraiçoaram.

Meu pai às vezes é um burro.

- Podem começar a comer. - Brindamos cada um com um peixe na mão e começamos e eles começaram a comer alegres. Eu fingia estar pelo menos um pouco feliz, mas ao ver meu pai sorridente com os marujos eu me sentia uma intrusa pois minha relação com ele está tão perdida.

Após confirmação de todos alimentados troquei de roupa e olhei ela pequena janela que resumidamente era um buraco feito por mim para conseguir olhar o mar, mas como já tive problemas com isso por causa de entrar água e frio, pedi para me ajudarem a colocar vidro. E ficou maravilhoso.

Pensei em pegar o livro de minha avó e voltar a ler até prega no sono, mas algo tirou minha atenção, tinha algumas pessoas, bem longe, brincando na água e isso lembrou minha infância quando eu brincava com meu pai...

"- Papai papai, eu consegui apanhar um peixe." - Falas e lembranças estavam na minha cabeça e depois de anos senti meu corpo enfraquecer e lágrimas surrateiras escorrerem por meu rosto.

Decidi não olhar mais para os garotos pois foi por causa de um olhar simples que eu estou chorando no momento ao lembrar que eu era o tesouro mais valioso de meu pai, agora quase pareço um dos marujos, sem algum significado.

- Vi que o barco do ATEEZ atracou horas depois a bastantes milhas daqui, mas dá para analisar. O que faremos? - A voz do sub-capitão foi ouvida e rapidamente sequei minhas lágrimas indo até a porta fechando ela para conseguir ouvir sem me verem, pois a coisa que mais se ouve no barco é a conversa de qualquer um, seja quem for, seja que assunto for. Tanto que eu ja ouvi falarem sobre o suposto naufrágio da tripulação inimiga de meu pai, mas não sei se é verdade.

- Precisamos de recursos e alimento é um deles. - Fechei meu punho quando ouvi que era meu pai, não queria sentir aquela fraqueza sentida à minutos de novo.

- E o que pensa em fazer? - Demorou algum tempo para eu conseguir ouvi meu pai responder.

- Eu tenho um plano, mas é muito arriscado contar dentro do barco. - Não consegui ouvir mais nada a não ser passos se aproximarem do meu quarto então rapidamente pulei para meu local dormitório e me virei para o lado fechando meus olhos.

- Não devíamos entrar no quarto de sua filha sem bater senhor. - O sujeito que falara tinha razão, mas eu não podia opinar pois sentia a presença do meu pai de perto e não queria ser descoberta sendo que eu ouvi a conversa dele.

- Minha ideia é a mais estúpida que alguma vez tive e provável eu perder o meu tesouro mais valioso se não correr bem. - Os dedos de meu pai passaram de leve em meu cabelo.

- Você vai colocá-la meio do seu pano? - Meus lábios tremiam e a vontade de chorar voltou, eu senti falta do carinho do meu pai, e pelo que estou presenciando eu sentirei falta até da tremenda presença dele.

- Sim... Eu vou colocar minha filha na boca do lobo. - Fez mais algum carinho e se retirou e eu não consegui ouvir mais nada. Eu estava totalmente fraca de pensamentos, que plano ele teria em mente? Porque eu terei de ser colocada no meio?

Ele vai roubar o ATEEZ?

16 мая 2021 г. 15:50:10 0 Отчет Добавить Подписаться
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