taehmyres-autora1620490624 Taehmyres Autora

Jeon Jungkook, advogado, sócio nominal de uma das maiores empresas de advocacia de Nova Iorque. Extremamente inteligente, persuasivo, confiante e muito atraente. Trajando finos ternos, tem o tribunal como uma arena e julgamentos como jogos preferidos, esses que ele raramente perdia. Dono de uma elegância invejável e um egocentrismo absurdo, Jeon faz de sua carreira sua maior conquista. Nunca se apaixonou, nunca se permitiu apaixonar-se, deixar-se controlar por sentimentos. A não ser, como forma de cativar o júri e intimidar os réus, ele preferia manter-se longe das emoções. "Sou contra ter emoções, não contra usá-las." Mas o quanto isso seria posto em cheque quando o seu caminho se cruza com o de Kim Taehyung, um jovem fotógrafo de cabelos coloridos, sorriso encantador e muitos segredos, que por obra do acaso ou não, acaba dividindo um táxi consigo em uma tarde chuvosa, e o que era para ser um gesto educado, casual, se transforma em uma conversa, um jantar, um vício. Manter-se longe de Taehyung e de todo o desejo que passou a ter por ele fora impossível para Jungkook. Ele se permitiu, se entregou, confiou. Estava mesmo mudando o rumo de sua vida planejada e bem-sucedida, por outra pessoa. Começava a achar-se um louco, enquanto saia da joalheria com um belo anel de noivado a caminho do tribunal… "Hoje é dia de jogo, Babe." Jeon só não imaginaria que nesse momento de sua vida estaria perdendo em seu próprio jogo. Estava tão imerso em Kim Taehyung que pela primeira vez cometera um erro, aceitou um caso às pressas, o que não costumava fazer, estudou os envolvidos superficialmente confiando em sua experiência e capacidade, seria um caso fácil, mas deixou uma identidade passar, um nome que agora estava materializado à sua frente. Caso 206 Estado contra Kim Taehyung ou como é conhecido nos autos: Mongtae. Acusado em mais de três cidades de furto e falsidade ideológica. — Como se declara, Senhor Kim? — Inocente, Meritíssima.


Фанфик Группы / Singers 18+.

#Advogado # #BTS #Taekook
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Prólogo


“Mantenha a compostura, não importa o quão difícil esteja a situação.”


O relógio preso acima da bancada da Juíza Miller marcava nove e quarenta e duas da manhã. Há exatos vinte minutos, Jungkook saia apressado da joalheria, eventualmente atrasado, mas extremamente feliz. Há exatos quinze minutos, dirigia de forma um tanto quanto imprudente pelas ruas de Nova Iorque desejando chegar a tempo de não ser repreendido pelo atraso ou prejudicar seu cliente, esse que nem pôde conhecer devidamente, por assumir às pressas o caso que lhe foi designado no dia anterior. Mas, ainda assim, dirigia cantarolando uma das suas playlists conectada no seu Mercedes Benz. Há quatro minutos, Jungkook entrou pelas portas do tribunal a passos largos e apressados.


Foi diminuindo o ritmo à medida que a silhueta do seu cliente se formava em seu campo de visão. O homem o esperava sentado de frente à juíza, ocupando o banco dos réus. Uma corrente elétrica percorreu sua espinha, reconheceu aqueles cabelos negros, longos e ondulados, e no instante seguinte que parou de frente ao homem a quem pertencia à caixinha que estava em seu bolso direito, sentiu toda a felicidade que tomava conta de cada parte do seu corpo se esvair em um piscar de olhos.


Naquele instante em que ouviu o nome de Kim Taehyung ser proferido pela juíza durante a apresentação do caso em questão, foi como se o mundo parasse. Não enxergava mais nada a não ser os olhos castanhos que aprendeu a amar. Ali… vazios à sua frente.


Não ouvia o arrastar das cadeiras que soava ao passo que todos os presentes se acomodavam em seus lugares, mal conseguia respirar, sua mente fervilhando em milhares de questionamentos, dúvidas e uma única certeza.


Foi enganado. Amava um vigarista.


— Sr. Jeon, acredito que assim como eu, seu cliente ficou feliz já que o senhor resolveu se juntar a nós no último momento. — Nem ao menos ouvia a repreensão sutil da juíza, as palavras dela eram abafadas pelo som dos seus batimentos ecoando de forma infrene em seus ouvidos. — Sr. Jeon, queira sentar-se, por favor.


De repente, foi como se todos seus sentidos voltassem de uma única vez. Seus ouvidos voltaram a capturar o som ao seu redor, seu cérebro processou o chamado e seus pulmões pesados voltaram a inflar à medida que puxava o ar com leve dificuldade. Sentia as extremidades do corpo trêmulas, mas seus olhos se mantiveram firmes no homem à sua frente.


“ Vamos lá, Jungkook, se recomponha!”


Desviou o olhar pela primeira vez desde que entrou no tribunal e voltou-se para a juíza Miller, uma mulher bem intimidadora apesar das feições remeterem a uma doce senhora com seus óculos redondos apoiados quase que na ponta do nariz. Suavizou as expressões, acenou positivamente para ela e sentou-se ao lado do seu cliente, cumprimentado-o como se não tivesse acordado ao lado dele naquela manhã.


— Bom dia, Sr. Kim, sou Jeon Jungkook. — Em um movimento automático estendeu a mão para um cumprimento, recuando imediatamente, quando percebeu o quão trêmulas elas ainda se encontravam. — O Sr. Min me pediu que o representasse em sua ausência.


E ali estava o advogado Jeon Jungkook, o mais novo e melhor negociador de Nova Iorque em sua presença totalmente profissional, imparcial e especialmente fria. A voz firme, coluna ereta, maxilar trincado, e um olhar capaz de fazer qualquer felino selvagem recuar em seu ataque.

Para Jungkook, tribunais eram o seu coliseu particular onde sobrepujava oponentes. Os promotores evitavam ao máximo um confronto direto, suas negociações eram praticamente cem por cento eficazes pelo simples fato de que, aceitando um acordo, evitava-se uma disputa no tribunal com o implacável, e como era conhecido pelos concorrentes: Sr. Arrogante.


Por mais desagradável que fosse a situação que estivesse, aprendeu a jamais demonstrar fraqueza, não em meio ao seu jogo favorito, não mostraria ao seu oponente que ao seu lado encontrava-se a única pessoa capaz de desestabilizar sua confiança e expor às suas fraquezas. Não daria ao promotor Park essa valiosa informação, muito menos demonstraria ao homem ao seu lado, que sua mente estava confusa tanto quanto o seu coração estava partido.


Não aguardou o retorno do cumprimento por parte de Taehyung, voltou a atenção a juíza Miller que pedia ao promotor que desse início às deliberações do caso por parte da acusação.


Enquanto o Kim mantinha a exata postura desde o momento em que Jungkook parou à sua frente. Era como se suas feições espelhassem sua mente em completo vazio. Sentado em frente a meritíssima não estava Kim Taehyung, e sim seu alter-ego Mongtae; o homem de muitas faces.


— Em vista da situação econômica do Sr. Kim, do risco de fuga e da natureza dissimulada de suas ações, o estado sugere que a fiança seja negada e a prisão imediata. — A voz do promotor serviu como um start em sua mente. Tinha que manter o foco. O jogo tinha começado. — São acusações de falsidade ideológica e inclusive estelionato em mais de três estados.


— Meritíssima, o Sr. Kim é um sujeito comum, não representa risco de fuga, e este é o seu primeiro suposto crime e a promotoria até o momento não apresentou uma única prova contra meu cliente. Nessas circunstâncias, a menos que o estado tenha alguma nova informação referente a gravidade dos crimes de falsidade ideológica, eu acho até mesmo uma ofensa à constituição manter o Sr. Kim detido sem direito a fiança em sua primeira audiência.


— Estou muito inclinada a concordar, Sr. Jeon.


— Meritíssima eu não faria isso se fosse a senhora, o Sr. Kim concordou em nos dar uma confissão completa — lançou a tentativa de estender as declarações e convencê-la a recuar da sua clara decisão.


— E ele deu, Sr. Park? — questionou de forma direta. Já tinha anos de experiência para saber quando promotores e advogados tentavam dissuadi-la com falácias.


— Não, meritíssima. — Declarou claramente derrotado.


— Bem, então na minha opinião o estado não conseguiu estabelecer uma base persuasiva para sua moção. — Deu por encerrada as declarações e deliberou. — Determinarei uma fiança ao Sr. Kim e seguiremos com as datas do julgamento com o réu em liberdade provisória.


Geralmente este era o momento em que fazia questão de olhar diretamente para os oponentes e sorrir. Um simples repuxar de lábios petulantes, acompanhado do arquear de uma das sobrancelhas e o ajeitar da gravata no terno perfeitamente alinhado ao corpo bonito.


Porém, naquela manhã todo seu ritual da vitória foi sobreposto pelo peso da joia em seu bolso, pelo olhar do Kim que estava voltado para si, e pela dor em seu coração que voltou a pulsar desenfreadamente, assim que a juíza ditou o valor da fiança e deu por encerrada a audiência.


Ouvir a voz grave de Taehyung lhe chamar fez seu sangue ferver. Fechou os olhos buscando forças para manter-se calmo.


“ Calma, Jungkook.”


Respirou fundo, uma, duas, três… na quarta tentativa levantou- se bruscamente assustando todos que ainda estavam se retirando aos poucos, espalmando as mãos com força na mesa fazendo um som alto ecoar pelo local, cerrando os punhos ao ponto das falanges doerem e os nós dos dedos esbranquiçarem, não pensou, não hesitou.


Um som oco foi ouvido por todos quando seu punho foi de encontro a face do homem a quem confiou, a quem se permitiu amar. Exigindo a plenos pulmões explicações.


Abriu os olhos.


“ Você não pode fazer isso. Respira.”


Precisava sair o mais rápido possível dali ou a falta de ar que começava a queimar em seus pulmões e as lágrimas que ameaçavam cair o fariam realmente perder todo o autodomínio, e acabaria agindo totalmente fora do padrão de conduta de um advogado. Exigiria respostas dele, usando todas as forças que estava acumulando dentro de si para manter a aparência serena.


Respirou fundo... ainda estava sentado com os punhos cerrados vislumbrando em sua mente repetidas formas de nocautear seu cliente. Tinha que sair de perto de Taehyung. Até mesmo o cheiro dele que tanto amava agora servia como catalisador de suas ações. Então levantou-se e ignorou os chamados um tanto quanto desesperados dele, pegou sua pasta e caminhou novamente a passos apressados dessa vez em direção a saída. Precisava de explicações, mas não teria a mínima capacidade de ter um diálogo sequer com o Kim, sem sucumbir a todas as emoções que estavam lhe dominando no momento.


Não conseguiu chegar ao estacionamento, entrou no banheiro mais próximo enquanto retirava o celular do bolso e ligava para seu assistente.


Não era possível que ninguém sabia quem era o cliente da audiência que acabara de ter.


⚖️


Taehyung manteve-se sentado, acompanhando com o olhar Jungkook sair. Soltou o ar que estava preso nos pulmões, esfregou as mãos suadas na calça, tentando com todas as forças conter a lágrima solitária que ainda assim escorreu pelo seu belo rosto. Não queria que as coisas chegassem a esse ponto, não foi isso que planejou. Mas, não tinha tempo, tão pouco mais lágrimas para derramar, precisava se livrar desse julgamento e para isso precisava de um bom advogado e Jeon era o melhor.


Saiu a tempo de ver o outro dobrando o corredor à esquerda em direção ao banheiro. Sabia que ainda não poderia dar todas as explicações que ele exigiria, mas não pôde conter os próprios pés que insistiam em levá-lo mais uma vez de encontro a ele.


Entrou no ambiente no momento que Jungkook batia o celular com força na bancada à sua frente, com o barulho que fez, com certeza o aparelho não saiu intacto. O avistou com as mãos apoiadas na pia, a cabeça baixa, o paletó do terno fino dobrado ao seu lado.


— Jungkook — percebeu quando o corpo esbelto do outro ficou rígido e as mãos apertaram com mais força as bordas da bancada fazendo os músculos dos braços ficarem evidentes sob a camisa social —, vamos conver-


— Cala a porra da boca! — Praticamente rosnou as palavras, erguendo a cabeça, olhando fixamente através do espelho os olhos castanhos do homem que o usou. — Eu não vou ouvir nada de você.


— Jungkook, por favor, eu preciso de voc- — Tentou falar a todo custo, mas foi interrompido por um Jungkook transtornado, avançando como um touro furioso em sua direção, o imprensado contra a parede fria do local, fazendo suas costas doerem pelo impacto.


— Cala a porra da boca, Kim! — Taehyung jamais tinha o visto nesse estado. Pupilas dilatadas carregadas de escuridão, narinas infladas, face completamente avermelhada. Era como se a raiva que ele estivesse sentindo saísse por seus poros e se espalhasse pelo ambiente, tornando o ar pesado, difícil de respirar.


— Bunny…


— Não ouse me chamar assim — rosnou novamente, com os rostos tão próximos, o fazendo sentir contra a bochecha o ar quente que escapava dos lábios do outro. — Eu não te conheço.


Desde o momento que se deparou com o cliente daquela manhã, até as palavras finais do seu assistente encerrando a chamada ao telefone, Jeon manteve os mesmos questionamentos em mente.


“Quem é esse homem? Era tudo mentira? Como eu não percebi?”


Sentia a cabeça doer, o coração como se estivesse fora do seu corpo sendo esmagado por grandes mãos. Tentou a todo custo manter-se forte. Não queria mostrar fraqueza, mas constatar que realmente não conhecia o homem que a meses dividia a cama, que a semanas percebeu que sim, o amava a ponto de querer tê-lo em sua vida para sempre, foi demais para si. Aprendeu a manter a compostura por mais difícil que fosse a situação, mas até os mais fortes uma hora caem.


As lágrimas antes contidas deslizavam suavemente por sua face em total contraste ao seu estado emocional. Fungou duas vezes, o que lhe fez focar no perfume gostoso do Kim. Lembrou que fora um presente seu. Amava sentir na pele do outro o cheirinho doce de morangos com champagne. Inconscientemente deitou a cabeça na curvatura do pescoço alheio, sentiria aquela sensação uma última vez.


Resvalou o nariz pelo pescoço longo e bronzeado, sentindo-o arrepiar-se com o movimento. Não se prolongou, juntou as testas, mantendo os olhos fechados, enquanto Taehyung sentia o gosto ferroso de sangue na boca, por descontar tudo que sentia no momento nos lábios inferiores presos aos dentes.


Diferente de Jungkook, ele ainda tinha porquê lutar para manter- se forte. Por isso levou as mãos vagarosamente ao encontro do rosto do advogado, temendo desencadear qualquer reação do outro, mas precisava ser ouvido.


— Jungkook, olha pra mim, por favor — sussurrou, tocando as pontas dos dedos frios nas bochechas úmidas do advogado, ato que o fez afastar-se instantaneamente, tomando consciência das suas ações.


“Recomponha— se, Jungkook… mantenha a compostura.”


Ergueu a mão em sinal de que não ouviria mais nada. Recuou ao passo que Taehyung tentava se aproximar.


— Eu vou lhe dar a cortesia que você nunca me deu — falava olhando nos olhos do outro, puxando o ar com força uma única vez para manter a firmeza de suas palavras, enquanto usava um tom ameaçador. — Vou falar a verdade na sua cara: melhor ter cuidado, esse seu traseiro será um prato cheio na prisão, benzinho, e eu não moverei um dedo para impedir.


Teve um pequeno vislumbre dos olhos do outro duplicando de tamanho com sua fala, enquanto lhe dava as costas retornando para a bancada onde estava seu paletó. Abriu a torneira, lavou rapidamente o rosto, usou uma quantidade a mais do que necessária de papel toalha para secar-se.


Fez tudo isso em completo silêncio. Taehyung permanecia no mesmo lugar, encostado na parede fria, seus olhos sempre estavam em Jungkook, mas preferiu não insistir, sentia o seu próprio limite chegar, não aguentaria por mais tempo, sabia que por mais doloroso que fosse merecia todas as ofensas que ele pudesse lhe falar. Mas, há circunstâncias em que ver algo simples como um objeto, pode arrancar de si camadas de proteção que nem a pior das ofensas teria capacidade.


Ver a pequena caixinha de veludo caindo no chão revelando seu conteúdo quando Jeon jogou o paletó por sobre os ombros para vesti-lo novamente, trouxe mais uma vez a sensação do mundo parando, mas dessa vez para Taehyung, que assistiu em câmera lenta Jungkook passar botão por botão em cada casa do paletó, ajeitando as dobraduras nos punhos, alinhando o colarinho.


O viu segurar a maleta e abaixar-se pegando a caixinha com a joia que a continha. Sentiu seu corpo tremer em espasmos, não era ali que deveriam estar. Desejou voltar no tempo para o início da manhã quando estava nu envolto a lençóis, observando-o dormir serenamente.


Sentiu o estômago revirar quando Jeon se aproximou novamente com a caixinha ainda em mãos, mas não ousou desviar o olhar.


Como se nada tivesse lhe afligindo, desfez o cenho franzido, olhou nos olhos do outro de maneira apática, guardando a caixinha no bolso interno do paletó.


— Alguém do escritório entrará em contato, Sr. Kim — E outra vez o advogado Jeon Jungkook está a frente de Taehyung. — Eles irão lhe informar quem assumirá seu caso e quando serão as próximas audiências.


A cena se repetia, os olhos castanhos brilhando em lágrimas contidas, acompanhavam a imagem do outro de costas para si, em retirada. Mas diferente da outra vez, os passos não eram mais apressados como se estivesse em fuga, eles eram firmes e convictos. Não o viu sair desenfreado pelas portas, ao contrário, ele parou para dar-lhe um último vislumbre de indiferença ao proferir:


— E por favor, retire suas coisas do meu apartamento ainda hoje.

8 мая 2021 г. 23:55:50 1 Отчет Добавить Подписаться
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ML Maria Luísa
Uma das minhas fanfics preferidas, autora não esqueça de ver as regras comunitárias para vc n perder a fic ou a conta, la tem muitas regrinhas pra cumprir principalmente q a sua contem cenas +18 fica atenta por favor !
~

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