dissecando Edison Oliveira

Em uma ilha remota, onde as esperanças não existem, um jovem descobre o lado sombrio que aquela floresta esconde.


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Короткий рассказ
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TODOS OS ANJOS SE FORAM



O menino está com os olhos cobertos, sentado e com o corpo chacoalhando. Ele sabe que deve estar em uma espécie de barco, pois respingos constantes e rajadas de vento atingem o seu rosto violentamente. Ele pode escutar apenas o vento, o ronco do motor e o som agitado do mar. Em algum lugar daquele barco, seu pai deve estar com um charuto na boca e o rifle apoiado no ombro. Eles marcaram aquela aventura ainda no verão passado, nas férias de Denis do colegial. Lembrava-se exatamente das palavras do pai, sentado ao seu lado nos degraus da varanda.

— Nós iremos, rapazinho. Ano que vem. Ou no próximo. Mas sim. Nós iremos.

O pai não dissera exatamente aonde eles iriam, mas garantiu ser um lugar especial, repleto de aventura e dor. Quando Denis escutou a palavra DOR sentiu um aperto incômodo no estômago, mas aquilo logo passou quando o pai lhe encheu de balas de goma.

Eles já estavam em alto mar há muito tempo, talvez há uma hora ou quase três, e Denis já começava a sentir algumas dores sutis no traseiro. Seus olhos também começavam a arder, e assim que os coçou sobre o pano, Denis percebeu que o barco começava a reduzir a velocidade. Aquilo lhe trouxe um certo alívio, e agora sua barriga resmungava de ansiedade e não de dor. Passou a escutar os pensamentos novamente, e bem ali perto, a voz inconfundível do pai surgiu às suas costas.

— Puta merda! Que vista, meu caro.

— Eu disse que era belo, não disse? — essa era uma voz mais branda, e ela pertencia ao magricela dono do barco. Denis o viu uma única vez, quando ainda estavam combinando a viagem em uma lanchonete local.

— O Doutor está presente hoje? — quis saber o pai de Denis.

— Acho que está, sim. Ele adora participar dos jogos, quando tem tempo.

Pelos próximos cinco minutos, nada se ouve no barco além do vento, das ondas do mar se chocando contra a proa e apenas aquilo. Denis se mexe aflito no banco (ele está com uma coceira irritante em um dos olhos), e involuntariamente leva um dos dedos até ele para coçar. Uma mão que só podia ser a do pai interrompe o seu movimento no caminho.

— Nada de tirar a venda ainda, rapaz — ordena o pai.

— Não pretendia tirá-la. É que meu olho está ardendo. Não acredito que permitiu que cobrissem meu rosto.

— Não só permiti, como fui o autor da ideia, — revela o pai, soltando uma gargalhada depois.

— Preparar para ancorar! — grita eufórico o magricela, e por um instante sinistro Denis acreditou que o pai iria dar um tiro para o alto em sinal de reverência.

Ele sente que o barco diminui cada vez mais até finalmente parar. A mão de seu pai se enfia debaixo de sua axila e o faz ficar de pé. Denis leva a mão até o rosto na esperança de arrancar a sua venda, mas logo é interrompido novamente pelo pai.

— Calma, rapaz. Ainda não.

— Mas eu vou tropeçar se for andar deste jeito!

— Eu levo você, não se preocupe.

Denis pensou em continuar falando, mas uma voz dentro de si o convenceu de que aquilo seria inútil. Ele seguiu o protocolo e deixou ser levado até um lugar que cheirava mal e tinha grama no chão. Fazia um calor absurdo por ali, e o suor já escorria por sua testa e suas costas. Quando a mão do pai o deteve pelo braço, Denis recebeu permissão para tirar a sua venda. Seus olhos arderam ainda mais quando foram expostos à luz solar.

— Aqui estamos, rapaz — anunciou o pai, mas a visão de Denis ainda estava turva e ele utilizava os nós dos dedos para esfregar os olhos. Assim que a visão se ajustou momentaneamente, Denis enxergou uma floresta ao fundo, e uma clareira à sua frente. Na clareira havia um tronco de árvore morta, com os galhos secos e tortos como braços esqueléticos. Denis não percebeu a princípio, mas depois de alguns segundos observou o menino amarrado neste mesmo tronco. Não dava para ver dali, mas o garoto parecia estar acordado.

— Que merda é essa? — perguntou Denis ao pai. O senhor Tadeu Silveira mantinha um sorriso sinistro no rosto.

— Este é o lugar, garoto. O lugar que prometi a você.

— Por que ele está amarrado ali?

O pai pareceu não ouvir e estendeu o rifle para o filho.

— Pegue isso. Com cuidado, pois está carregado.

— Espere, eu não… Para que está me entregando sua arma?

Os olhos de Tadeu brilharam de satisfação.

— Para que mais? Quero que atire nele.


O doutor Malone descia as escadas quando enxergou o tumulto no parque a frente.

Ele endireitou os óculos de sol e acelerou os passos. Coisas como aquela costumavam ser comuns em sua ilha, — principalmente quando o visitante entrava ali pela primeira vez.

Quando chegou mais perto, descobriu que se tratava de Tadeu Silveira, agitado e gritando com um garoto jovem. Presumiu que o menino deveria ser o seu filho, pois era submisso e quando falava olhava diretamente para o chão.

— Mas que há, aqui? — gritou o doutor.

Tadeu virou-se imediatamente para ele quando reconheceu a sua voz.

— Doutor? Desculpe pelo incômodo, mas estou com um probleminha aqui.

— Deixe-me adivinhar. O garoto, provavelmente seu filho, está se recusando a dar um tiro naquele monstro. Adivinhei?

Tadeu assentiu. O doutor passou por ele e se posicionou diante de Denis, que olhava para ele com algo nos olhos. O doutor interpretou aquilo como ódio.

— Escute, jovenzinho — começou o doutor, uma fala mansa que acalmava suas pacientes na ala de pediatria. — Já atirou antes?

— Só em latas de cerveja. Mas não vou atirar em ninguém que…

— Aquilo preso na árvore, — interrompeu o doutor, agora olhando na direção do garoto amarrado no tronco. — É uma aberração. Assim como todos os outros nesta ilha. Ele também é um espécime raro. Digo isso porque é o nosso mais velho. Tem treze anos.

Denis estremeceu ao saber que o coitado tinha a mesma idade que a sua.

— Ele foi abortado aos cinco meses, — continuou o doutor, como se estivesse em uma de suas inúmeras palestras. — E desde então vive neste lugar. Para a sociedade, e principalmente para suas mães, essas coisas não existem. Foram rejeitados ainda no ventre. Gravidez não planejada. Baixa renda, miséria, enfim, acredite no que quiser, mas existem mulheres que rejeitam suas crias e me pedem favores. As pessoas não imaginam o que um cientista pode fazer. Ele pode inventar a cura do câncer. E criar um feto abortado como um filho.

As pernas de Denis tremiam. Sua cabeça girava e ele achava que estava a ponto de desmaiar. Procurou as palavras e não as encontrou, olhou ao redor (enxergou ao longe o garoto ainda preso, movendo-se devagar) e então viu o pai. O rosto carrancudo, o rifle segurado ao lado do corpo. No que diabos ele estava pensando?

Denis tinha a falsa ilusão de que o conhecia, e agora estava ali, preso em uma ilha no meio do oceano com um doutor que parecia saído dos filmes do James Bond e um menino amarrado num tronco de árvore. Haviam outros ali, dissera o doutor. Denis sentiu o gosto de bile na boca e pôs as mãos nos joelhos. Duvidava que conseguiria andar.

— Você quer dar uma olhada? — era a voz de alguém, e só quando Denis ergueu a cabeça descobriu que era o doutor.

— O quê?

— Vamos até à árvore. Vou mostrar aquilo para você.

Com dificuldade, Denis seguiu os passos do doutor.


A árvore parecia muito maior de perto.

O sol estava implacável, quente, e Denis sentiu-se adentrando em um enorme forno à céu aberto. O doutor ia à frente, os passos firmes, o olhar sempre adiante. Às vezes, ele retirava um lenço do bolso interno do paletó e o esfregava na testa. Denis seguia com náuseas, e quando olhava para o lado e enxergava o pai sorrindo e carregando aquele rifle, concluía que era aquilo que o deixava com nojo. Quando chegaram diante da árvore, o doutor virou-se especificamente para Denis e abaixou os óculos até a ponta do nariz.

— Está pronto, jovem? Mesmo que não esteja, aposto que vai querer usar o rifle de seu pai assim que olhar para a cara dessa coisa.

Tadeu jogou a cabeça para trás e gargalhou. Denis engoliu a seco, e quando o doutor afastou o corpo, o garoto enxergou outro menino, igual a ele, a mesma altura, magro e com os olhos vermelhos de tanto chorar. Então Denis olhou com mais atenção, e viu que aquilo não eram olhos. Eram órbitas vazias, com pus escorrendo dali. O menino tentava lamber, agitando a língua verde de um lado para o outro.

— Monstruoso, não é? — e a voz do doutor estava novamente tranquila, quase um lamento. — Quer saber onde estão os olhos dele? Bem, o putinho os comeu. Esticou essa língua horrorosa e sugou um por um. São os efeitos colaterais de se criar um feto por tanto tempo. É uma abominação. Essa coisa não fala. Não pensa. Só está aqui porque eu lhe dei uma oportunidade. E como ele agradece? Comendo os próprios olhos. Isso é justo, meu jovem?

Denis sabia muito pouco sobre justiça, mas entendia o suficiente sobre certo e errado. Ele deixou que o sol esquentasse um pouco mais o seu corpo, deixou que seu espírito se mexesse e quase fugisse dali, para bem longe, e então olhou para o pai. O homem ainda seguia com a mesma carranca, suando e deixando marcas circulares na camisa na altura do peito.

— Me dê o rifle, — pediu Denis, o braço esticado.

Tadeu estava pronto e feliz por entregar a arma, quando foi interrompido pelo doutor.

— Não tão rápido. Como sabe que ele vai atirar na coisa e não em mim?

Tadeu soltou um riso engasgado, quase um soluço.

— Ele não faria isso. É um bom garoto.

— Sabe, Tadeu, nós médicos adoramos um termo muito utilizado nos momentos ruins, difíceis para qualquer pessoa. Certo, admito que apenas eu costumo falar isso, logo após provocar algum aborto. As mães olham para mim, com lágrimas nos olhos, e perguntam se já acabou, se já me livrei daquilo que carregam no ventre. Sabe o que eu respondo?

Tadeu faz que não com a cabeça. Denis suspeita que o pai sente medo do doutor.

— Eu digo: todos os anjos se foram. Isso serve também para o empasse que estamos enfrentando. Não há anjos aqui, amigo. Nesta ilha, o diabo é sua única referência. Então, não venha me dizer que ele é um bom garoto. Mudança de planos.

Denis ouviu a parte final, depois apenas um som muito alto, um estampido que o fez levar as mãos até os ouvidos. Ele viu o pai caído, com sangue no meio do peito, as pernas se debatendo. Correu na direção dele e agarrou em seus ombros, sacudiu até observar que havia sangue saindo de sua boca e que seus olhos permaneciam abertos, mas sem olhar para lugar nenhum. Denis gritou pelo nome do pai, soluçando, quase se afogando com o próprio pavor.

— Não há mais nada que fazer por ele, — diz o doutor, guardando a pistola na cintura.

Denis continua gritando, e então enxerga o rifle caído ao lado do corpo do pai. Ele salta na direção da arma, atrapalhado pelo medo, imaginando o trabalho que teria pela frente. Precisaria girar o corpo, engatilhar o rifle, mirar e acertar o doutor, tudo isso antes de ser atingido por um tiro. Essas coisas estavam em sua cabeça quando sentiu um golpe fortíssimo na nuca e tudo escureceu rapidamente. Seu corpo caiu sobre o cadáver do pai, e aquilo era o mais próximo que eles já estiveram de um abraço.


Denis mexia com a colher no pote de sopa. Dois pés de galinha flutuavam ali dentro, com unhas horrendas e amareladas. Estava naquele lugar há cerca de uma semana e a comida sempre fora uma droga, mas tinha a ligeira impressão que as crianças da outra ala se alimentavam pior. Achava aquilo porque via Dora, a velha rechonchuda, caminhando até lá empurrando um carrinho de sobras. Algumas crianças diziam que Dora tinha piolhos, e que os servia com as refeições.

Denis não sabia se aquilo era verdade, mas evitava comer toda vez que a velha coçava a cabeça diante dele.

Estava roendo o pé de galinha quando Sete sentou à seu lado. Sete era um dos mais antigos, não sabia a própria idade e tinha escamas nas costas.

— Parece saboroso isso que está comendo, — Sete diz, lambendo os lábios.

Denis empurra o pote para ele.

— É todo seu. Vai acontecer hoje?

— Vai, — confirma Sete, devorando os pés de galinha até os ossos.

— Espero que funcione.

Denis levanta da mesa e começa a andar pelo corredor cheio de crianças mutantes.


Quase todas elas eram capazes de falar ou de se comunicar de alguma maneira, mas Denis ignorou aquilo desde que foi alojado com elas. As crianças falavam sobre sonhos, e Denis interpretava tudo aquilo como pesadelos. Eles agora estavam na clareira, circundando a enorme árvore morta. Denis achava que ainda era capaz de enxergar o sangue do pai ali perto, mas não tinha certeza. No topo da árvore, em seu tronco central, pendia um saco de pano, oscilando de acordo com o vento. Todos olhavam para cima, admirados e com a boca aberta. O doutor surgiu logo em seguida, vestindo um terno branco impecável e seu já conhecido óculos de sol.

— Estão vendo a coisa lá no alto? — ele pergunta, e as crianças nada respondem, apenas continuam hipnotizadas com o saco esverdeado.

Denis é o único a não desgrudar os olhos do doutor. Ele também nota os dois brutamontes à seu lado, também de terno e óculos escuros. Na cintura do doutor, a pistola brilha quando tocada pelos raios do sol.

— Naquele saco, há uma aventura muito doce — revela Malone, orgulhoso. — Balas de todos os tipos. Chocolates também. Quem subir até lá primeiro, leva tudo.

Todos menos Denis se agitam.

— Mas, não será assim tão simples. Estes dois cavalheiros à meu lado fizeram uma aposta entre eles. E acreditem, ambos não querem perder. E farão o que for preciso para isso. Estão prontos?

As crianças respondem com palmas e gritos. Denis dá um passo para o lado, procura ficar fora da visão do doutor. Quando Malone oficializa a disputa com um tiro para cima, as crianças começam a escalar a árvore com uma rapidez incomum, e Noventa e Oito, um menino com três braços e duas cabeças, sai logo na frente.

Uma das cabeças grita para irem pelo centro, mas a outra prefere ir pela direita, e no meio da indecisão, Malone acerta um disparo certeiro em suas costas.

A criança despenca sem vida, o corpo deformado rolando pelo tronco da árvore.

— Na mosca! — ele grita, e um dos homens à seu lado solta uma gargalhada tirana.

De repente, um tiro de calibre maior é escutado. Uma das crianças, Dezoito, cai da árvore com o susto. Ela cai de traseiro, mas não se machuca. Dezoito exibe um sorriso de cento e cinco dentes e permanece acuada, encarando o autor do disparo, que para sua surpresa, é o garoto novo.

Denis segura o rifle que era do pai apontado para Malone. Sete escondeu a arma assim que ajudou a jogar o corpo do velho no mar. Fez isso em troca da sopa e pés de galinha.

Malone sorri, quase incrédulo.

— Puta que me pariu! É ou não é uma baita reviravolta no jogo?

— Ei, Malone, esse não é o merdinha em que você apostou? — Quis saber um dos sujeitos de terno. — Você disse que ele era uma coisa, assim como os outros!

— Mas ele é. Garanto a vocês.

— Ele parece bastante normal, para mim — retruca o outro sujeito. Este é mais alto e parece mais irritado.

— Calem a porra da boca! — grita Denis. Até as outras crianças se assustam. — Você matou o meu pai!

— Malone, do que ele está falando? — Interroga o grandalhão.

— Está delirando, só isso. Ele tem treze anos, já viveu demais.

— O suficiente para meter uma bala na sua testa.

Malone sorri, nervoso, a pistola se agita em suas mãos.

— Que valentia a sua, — ele diz. — Estou impressionado. Quando seu pai me disse que não queria mais você, fiz muito bem em mandá-lo trazê-lo para cá. Em pensar que sua mãe abortou você no oitavo mês de gravidez e não suportou o fardo. Foi por isso que ela cortou os pulsos, sabia?

O rifle sacudia nas mãos de Denis. Não queria chorar, demonstrar fraqueza diante do doutor, mas não estava conseguindo. Seus olhos estavam quase cegos pelas lágrimas, e seu coração dava coices no peito.

— Isso é mentira, — ele balbucia.

— Também queria que fosse. Você só está vivo por minha causa, garoto. É minha obra-prima. Nada de deformidades ou problemas sérios. É perfeito. É como eu. Sua mãe o matou antes mesmo de olhar para o seu rosto, e eu lhe trouxe para este mundo. Agora me diga: quem é o vilão desta história?

Denis respondeu apertando o gatilho. O disparo o empurrou para trás, e ainda teve tempo de ver Malone ser atingido na cabeça. Os outros sujeitos tropeçaram no corpo do doutor antes de saírem correndo para floresta.

Denis sentou-se no chão debaixo do sol, o rifle caído ao lado. As lágrimas já secavam em seu rosto, e sua cabeça começava a doer de tanto pensar. Seria mesmo possível?

Ele queria acreditar que não. O que o pai diria aos outros que sentissem sua falta? Denis não fazia ideia, mas lembrava-se vagamente de ver o pai ao telefone antes da viagem. Não sabia com quem ele falava, mas parecia nervoso, coçando a cabeça. Com raiva e confuso, Denis grita e olha para as outras crianças. Elas também parecem assustadas, revezando os olhares entre ele e o rifle.

Denis fica de pé. Ele olha para o saco no topo da árvore, sacudindo para cá e para lá.

— Aquilo pode ser de vocês, — ele diz. — Basta trazerem aqueles dois que correram para a mata. VÃO!

As crianças começam a correr em disparada na direção da floresta, prontas para sentirem o gosto doce do chocolate pela primeira vez.




20 февраля 2021 г. 18:33:21 2 Отчет Добавить Подписаться
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Welington Pinheiro Welington Pinheiro
Este conto é bem forte. Ele transborda horror em todas as direções. Da parte das deformidades (tema largamente difundido no horror) até as atitudes dos protagonistas. Incrível o que pessoas podem fazer com aqueles que elas não consideram pessoas. Dissecando, publique "Balões". Não o encontrei por aqui e quero lê-lo.
Afonso Luiz Pereira Afonso Luiz Pereira
Conto forte, de cenas pesadas, que eleva a crueldade humana no seu limite máximo na figura de um doutor psicótico que salva crianças abortadas para depois descartá-las de maneira mais abjeta ainda. Gostei muito da escrita fluida e simples de narrar, sem floreios, direta e penso que a história dentro da sua premissa foi muito bem conduzida. Minhas congratulações.
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