juanpablo Juan Diskay

Uma história, de uma paixão improvável, de um escritor que abandonou os prazeres das grandes cidades para viver, mesmo que tardio, um, talvez dois grandes amores em lugar pacato, proporcionando muitas entregas, descobrimentos e uma grande paixão. Uma era a infidelidade secreta. A outra a filha da infidelidade secreta. A história no momento não teria fim. Ela iria até onde pudesse e até onde eles quisessem.


Эротика 18+.

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O VIZINHO ESCRITOR

O pesado e afiado machado dividia os tocos secos de árvores falecidas em várias partes, material de encomendas dos vizinhos de Walt Smith, um escritor que abandonou a uns dez anos a vida agitada de uma grande cidade para viver em um lugar isolado.

Não porque quis ou planejou, mas a força do destino o trouxe para cá, no início para cuidar de sua mãe viúva, que padecia de uma doença sem cura e terminal. Após a viagem da mãe para o paraíso, ele decidiu estabelecer ali definitivamente o seu lar. Filho único, nunca casara, e as poucas relações amorosas foi com esporádicos relacionamentos e jamais se firmou para situar uma definição conjugal. Já nem lembrava direito o nome delas.

Vivia numa pequena fazenda rodeado de outras tantas. O lugar ficava a cerca de duzentas milhas da cidade mais próxima. Todos se conheciam e trocavam favores e materiais para se manterem. Continuou com a sua principal profissão, escritor, porém fazia outras atividades para manter a manutenção da propriedade. Uma delas é fornecer madeira para os vizinhos.

Parou um pouco para descansar e ouvia o trote de cavalos puxando a carroça que aproximava para buscar uma das encomendas de toras.

Carl Miller, vizinho e amigo, informou um dia antes que a esposa buscaria a madeira, pois estaria fora por alguns dias viajando. Normalmente viriam de camioneta, mas a esposa não sabia dirigir.

Vestiu a camisa, por respeito, e aguardou a aproximação da bela esposa de Carl, que apesar da dura vida na fazenda e seus quase quarenta anos e três filhas, mantinha suas formas de uma mulher conservada, com olhos e cabelos negros, corpo um pouco acima do peso, mas as curvas de sua juventude ainda permaneciam.

— Bom dia, Sr. Walt!

— Bom dia, Sra. Marta! Seja bem-vinda!

— Obrigada! O material está pronto?

— Quase! Falta apenas algumas toras!

Walt ajudou a amarrar os cavalos, e aproximou da carroça, para ajudar Marta a descer. Ele a segurou pela mão, e ela, desajeitada, acabou escorregando um pouco, sentindo as mãos firmes e seguras de Walt na sua cintura.

— Opa! Quase caí!

— Está segura agora!

Os olhos se atraíram, enquanto Walt continuava com as mãos firmes no seu corpo. Ela enrubesceu com a situação, pois tinha outras intenções além da busca da lenha, intenções essas alimentadas nos últimos tempos das incessantes abordagens visuais de Walt, mantendo em silêncio seus desejos até que a alma começou a ferver com os flertes, esquecendo da sua monogamia de ter conhecido apenas um homem na vida, e esperando uma oportunidade de expressar seus anseios pelo discreto vizinho.

— Aguarde ali na varanda! Já vou terminar!

De personalidade forte, Marta conduzia e controlava sua vida e sua família com mãos firmes e dominadoras, aprendizado herdado da sua criação e formação de seus ancestrais que sempre viveram por ali, naquela comunidade.

Observava o vizinho exercendo sua força na preparação da madeira.

— Sr. Walt? Sr. Walt?

— Sim, Sra. Marta? Atendeu Walt, parando seus afazeres, apoiando o braço no longo cabo do machado.

— O senhor considera Carl como amigo?

— Claro, para não dizer que é o meu melhor!

— O senhor já casou?

— Não! Quando eu fui para a cidade estudar, tive algumas companhias, mas nada certo. Sem compromissos! Por que estas perguntas?

— O que fez ficar por aqui?

— Primeiro para cuidar de mãe! Depois alguém tinha que continuar cuidando da fazenda!

— Carl sempre quis comprar aqui!

— É! Eu sei! Sempre me oferta uma proposta!

— Nunca estive em outro lugar! Nasci e cresci sempre por aqui!

— Sei!

— Ouço histórias da grande cidade, mas por algum motivo, nunca interessei!

— Também sei disto!

— Não entendo por que largou o conforto e as facilidades de lá, para viver aqui, com as limitações deste lugar!

— Olhe ao seu redor, Sra. Marta! Natureza, silêncio, paz, raízes...! Nada do que tem na civilização vale isto daqui! E continuo acho estranho...!!!!

— O que?

— A senhora curiosa com estas coisas, que de alguma forma se refere a minha pessoa! Não tem vistas muito boa para a comunidade quando uma esposa dedicada e estabelecida como a madame, fique conversando com seu vizinho, na ausência do seu marido!

Ela olhou ao seu redor e fitou novamente para ele. Baixou o olhar e respondeu.

— Não vejo ninguém por perto, sr. Walt! Carl teve o capricho e o cuidado de informar ao líder da igreja que eu viria aqui buscar a encomenda! E também sou humana! Às vezes preciso usar o meu espaço! Fazia anos que eu não saía do nosso sítio a não ser de casa para Igreja aos domingos! E também de alguma forma precisava conversar com alguém, além das minhas amigas da comunidade! E como é um homem discreto e respeitoso, não vejo nenhum mal nisso!

— Tudo bem! Me perdoa pela inconveniência!

— Posso usar o seu banheiro?

— Sim! Claro!

— Fiquei ansiosa com esta jornada e acabei esquecendo das minhas necessidades humanas! (Risos).

— Não precisa me explicar! É bem aqui! Fique à vontade!

— Grata!

Walt ouviu o trinco, depois o barulho do jorro na água e logo depois a descarga. Prevaleceu um silêncio por um tempo. Na cozinha tentando arrumar algum agrado para a surpreendente visita, ouviu o pequeno ranger do assoalho, anunciando a sua aproximação.

— Obrigada, mais uma vez!

— Por nada! Fique à vontade! Está servida de alguma coisa? Café, suco, água...??? Tem bolo e queijos......!!!

— Não, muito grata! Já fiz o meu desjejum!

Correu os olhos no ambiente. Ficou admirada com a limpeza e a organização.

— Tem alguém que arruma suas coisas?

— Sim! Eu mesmo!

— O senhor que arruma e limpa tudo?

— Sim! Por que não?

— Acho estranho! Aprendi que nós mulheres é que devamos cuidar e manter a casa limpa!

— Herdei da minha mãe estas coisas! Na cidade grande também temos que nos virar sozinhos! E sou metódico também! Tenho algumas manias e uma delas e limpeza e organização! A senhora é a primeira pessoa a entrar na minha casa nestes últimos anos!

— Quantos livros....

— Minha biblioteca particular! Tem tudo o que precisar para estudar!

— É escritor, não é?

— Sim!

— Escreve o que?

— Romances, dramas, aventuras...

— Não entendo nada disto! Mal leio a bíblia!

— Deveria ler outras histórias! Recomendo!

— Para quê?

— Conhecimento é uma dádiva! Um presente!

— Tenho outro assunto para tratar com o senhor! Disse num tom repreensivo e encostando na mesa.

— Qual outro assunto? Assombrado com a atitude e com a beleza da mulher.

— Não sei por onde começar, mas gostaria de saber porque o senhor fica me olhando tanto nestes últimos meses? Tanto na igreja e quando vai na minha casa almoçar!

— Mas...Glup...é que....

— Pensa que me engana, sr. Walt? O que passa na sua cabeça? O que está querendo ver em mim??? Sou uma mulher casada e mereço respeito!

— Eu sei, dona Marta! Eu não queria deixar a senhora desconfortável.... e nem imaginava que a senhora teria percebido!

— Não estou desconfortável! Estou desapontada! Sou esposa seu melhor amigo! Pensei que o senhor seria amigo dele!

— E ainda sou....

— Certas coisas são pecados, Sr. Walt!

— Espera aí? A senhora está na minha casa, me chamando a atenção porque olho a senhora quando nos encontramos? Eu olho mesmo!

— Está vendo? Me desrespeitando na frente da minha família! O que pensa quando fica me olhando?

Walt logo entendeu a falsa indignação de Marta, sentindo uma excitação e aproximou da tensa mulher, suspirando bem próximo do ombro, coberto apenas pelo cordão do vestido.

— Quer mesmo saber, Sra. Marta? Cochichou no ouvido dela.

— Eu sei exatamente o que está querendo...! Suspirou forte, cerrando os olhos, sentindo arrepios por todo o corpo.

— Agora lê pensamentos?

— Eu sei! Eu sei o que pensa...! Ofegando.

— Vou lhe dizer o que penso, quando olho para a senhora!!!!

— Eu sei... urnnnff...o que... está querendo! Traquejou, sentindo as mãos fortes de Walt, deslizando nas coxas, levantando o vestido até a cintura daquela puritana mulher.

— Seu atrevido! Pare! Quem disse que o senhor dev....

Walt apertou seus seios firmes, apalpou a bunda, ainda sobre a calcinha. Olhava nos olhos assustados daquela mulher e deslizava com vigor as mãos no corpo inerte e sem forças para reagir.

— Pare, Sr. Walt! Seu desmoralizado! Estava desejando a mulher de seu melhor amigo! Pare...

— Estava não! Estou! E estou vou te mostrar o que penso quando olho para este corpo maravilhoso!

— Pevertido! Safado! Pare! Não sou dessas mulheres! Me larga!

A mão correu no ventre dela, e enfiou dentro da calcinha, alcançando a vulva peluda. Marta gemeu alto, sentindo a pressão e a afobação daquele homem viril, apesar de seus cinquenta e poucos anos.

— Faça a leitura verdadeira de meus pensamentos! Disse beijando os ombros e o pescoço, enquanto continuava deslizando as mãos no corpo dela.

Continuou com o sarro, percebendo que ela foi ali, exatamente para aquele momento.

— Pare, Walt! Olha que você está me transformando...!!!

— Diga que não quer, que eu paro! Falou já tirando seu grosso membro para fora, puxando a mão dela para segurá-lo.

Ela segurou pela primeira vez um pau duro. Olhou para aquele músculo rijo, realizando seus mais íntimos desejos, lembrando que sempre foi privada desta vontade.

Walt friccionou o clitóris da amante, e ela provou de mais uma sensação nunca sentida. Um orgasmo expeliu sua pura vida para fora, revelando uma mulher que despontava os mistérios de seu próprio corpo. Walt sentiu a dor das mãos apertando seu mastro. Ela gritou com o prazer.

— O que foi isso, Meu Deus????? Rosnou assim que recuperou o fôlego, ofegando forte.

Tirou a mão dela, e apressadamente tentou tirar a calcinha, mas acabou rasgando-a, e levantando uma das pernas, encostou a glande avermelhada na entrada molhada, e deslizou vagarosamente o membro duro dentro dela.

— Aaaiiii! Ahhhhhh! Gemeu Marta, sentindo a diferença anatômica do segundo cacete na sua vida.

— Era isso que andava pensando quando olhava para você!

— Seu pecador depravado! Está me transtornando! Eu não devia!

— Era isso que você queria? Continuando a meter.

— Era...! Era...! Meu Deus!

— Está gostando, Sra. Marta?

— Estou!

Walt acelerou as penetrações, sacudindo o corpo de Marta, e precocemente projetou seu caldo dentro da desejosa gruta. Urrou como um cão, e apertando o corpo da cobiçada mulher no seu.

Marta perdeu as forças das pernas, desmoronando no chão, chorando de remorso.

— Porque eu fiz isto, Meu Deus? Me perdoa! Me perdoa! Desabou a chorar.

Walt a segurou, levantando-a, abraçando-a, a conduziu até o banheiro.

Retornou, anestesiado com que acabara de acontecer, e limpou a bagunça gerada.

Foi lá fora, assustado, pensando se alguém havia seguido-a. Sem controle, começou a juntar a madeira e tentava organizar na carroça. Marta apareceu na porta, mais calma, e aguardou ele terminar de carregar. O telefone tocava insistente.

— Alô?

Alô, Walt?

— Sim! Quem fala?

É Carl!

Seu coração gelou. Quase perdeu os sentidos.

—Oi, Carl!

Desculpe o incomodo, mas a Marta já saiu? Liguei em casa e ela ainda não chegou!

— Está saindo agora! Eu não tinha terminado de cortar a lenha, e pedi para aguardar um pouco! Acabei de carregar! Irá sair agora! Respondeu aliviado.

Ahh, bom! Estava preocupado! Mas tudo bem!

— Quer falar com ela?

Não! Não precisa! Agora estou mais tranquilo!

— Qualquer coisa, é só me avisar!

Obrigado, Walt!

Aproximou de Marta que evitava olhá-lo.

— Era Carl! Preocupado com você!

— Eu ouvi!

— Venha! Vou ajudá-la a subir!

Ela posicionou e novamente os corpos se tocaram. Marta paralisou. Walt segurava-a pela cintura e ela retornou para o chão, não querendo subir. Encostada na carroça, Walt deslizou a mão, acariciando o corpo dela. Puxou novamente o vestido até a cintura, expondo a bunda alva. Enfiou uma das mãos entre as pernas dela, sentido o calor e a umidade na vagina a pouco penetrada.

— Você ainda quer mais...

Ela abriu um pouco as pernas, autorizando a sequência, e ele tirou o já ereto mastro para fora, beijou-a na nuca e no pescoço, abaixou o quadril, ajeitou a cabeça na entrada da insaciada vagina, apertou entre os pequenos lábios e subiu penetrando novamente. Marta gemeu empinando sua bunda, sentindo gostosamente o membro duro do vizinho enchendo-a novamente. Walt segurou-a pela anca e a penetrava carinhosamente, observando seu cacete entrando a saindo da buceta molhada. Marta gemia e ofegava. Ele acelerou e logo tirou para fora, gozando no quintal. Ela ainda estava apoiada na carroça, ofegando. A segurou novamente pela cintura e a impulsionou para cima.

Quase sem forças, ela sentou, olhou para Walt sorrindo. Puxou as rédeas e acionou os animais para a viagem de retorno para sua casa. Walt a observou até sumir nas curvas da estrada. Marta sentiu milhares de vontades naquele momento. Queria continuar ali, saboreando o seu pecado. O vizinho havia decomposto a sua vida.

Walt retornou para dentro da casa, sentou e viu a calcinha rasgada em cima da mesa. Observou o trilho do corrimento dos pingos de seu esperma indo até à porta do banheiro. Estava excitado ainda. Fazia mais de dois anos que não ficava com alguma mulher. Os sonhos e os desejos alimentados quando imaginava fazendo amor com Marta, foi realizado. Só não imaginava que ela também o tinha também como o seu desejo.

Ele gostava dela até então quando a via como a esposa do seu melhor amigo. Agora alimentava outro sentimento. Sentiu medo das consequências se Carl ou alguém da pequena comunidade descobrisse alguma coisa. Poderia destruir uma família. Ninguém teria a mesma confiança que antes. Irá manter o segredo deste momento para sempre.

— E se ela contar para alguém? Pensou.

Domingo de manhã, parou a camionete na porta da grande casa da família de Carl Miller. No dia anterior, Carl ligou novamente pedindo que as levasse para a Igreja naquele domingo, pois ainda demoraria de dois a três dias para retornar. Walt levantou a preocupação de como a comunidade veria aquela atitude. Aliviou ao saber que sua atitude até foi recomendada pelo próprio líder da igreja, e que evidentemente toda a comunidade saberia.

Pensou em Marta todos os dias que antecederam, e aguardava justamente este domingo para ter a oportunidade de vê-la novamente. Só não imaginava que a teria tão perto.

Milene, a mais nova, Claire e do meio e Anne, a mais velha, apareceram timidamente, e logo aproximaram. A beleza delas eram destacáveis. Pele clara, bochecha rosada, espremidas em vestidos floridos, elas realmente eram filhas da mãe delas. A semelhança entre elas era notória.

— Ainda bem que puxaram a mãe! Pensou sorrindo.

— Bom dia, Sr. Walt! Cumprimentaram quase ao mesmo tempo, aguardando a matriarca autorizar o embarque.

Logo apareceu a pessoa que dominou seus pensamentos nos últimos dias. Era nítida a timidez apresentada por ela. Não conseguia sequer olhar para ele. Caminhou, olhando para baixo e quando aproximou, levantou os olhos, que brilhavam de emoção.

— Bom dia, Sr. Walt!

— Bom dia Sra. Marta!

Fingindo estar alheio a presença dela, rodeou o carro, abrindo a porta para que elas entrassem. As três moças ficaram atrás, e Marta, trêmula e ofegante, sentou no banco do passageiro.

Walt fechou as portas, rodeou por trás na camionete, e apoiou a mão na carroceria, fingindo estar mexendo no sapato, mas na verdade estava recuperando o fôlego, pois estava com nítidas expressões de uma forte emoção. Seu coração estava disparado e apaixonado.

— Carl informou quando retornaria? Perguntou enquanto dirigia.

— Disse que seria até terça, no máximo! Respondeu Marta, nervosamente.

Walt olhou pelo retrovisor, percebendo a mais velha, Anne, o olhando fictamente.

— Será que esta moça percebeu alguma coisa? Pensou.

Na igreja ele sentou mais ao fundo, como de costume, observando discretamente a família de Carl, sentadas, juntas, próximas à primeira fileira. Marta se continha em orações, talvez suplicando pedidos de perdão pelo seu “terrível” pecado.

Quase duas horas depois, Walt conversava com alguns moradores no pátio externo da capela.

— Sr. Walt! Sr. Walt! Chamava a Anne.

— Pois não, Srta. Anne?

— Minha mãe o chama!

Pediu licença e aproximou de Marta. Aos olhos dele, ela estava mais linda do que nunca.

— Sr. Walt! Preciso levar Milene e Claire na casa dos Morgan’s! Escola dominical! É algum impedimento para o senhor?

— Absolutamente, Sra.! Vamos lá!

Deixou as meninas nos Morgan’s, e no caminho, teve uma ótima informação.

— Sr. Walt! Carl me pediu para perguntar-lhe se o senhor aceita almoçar comigo e Anne hoje?

— Seria um incômodo?

— Claro que não! Ele quer apenas agradecer a ajuda que o senhor nos proporcionou hoje!

— Não foi nada, Sra. Marta! E não me sentiria confortável na ausência dele!

— Não se preocupe! Pode ficar na varanda enquanto nós preparamos o almoço!

— Eu e mamãe já até começamos a preparar! Exclamou Anne.

— Obrigado! Sussurrou, com um raro sorriso, olhando para Marta e Anne, que também sorriam.

Sentando na varanda, incomodado com o ócio, chamou Marta.

— Desculpe, Sra. Marta! Estou um pouco incômodo! Tem algo que posso fazer? Que eu possa ajudar? Perguntou, evitando olhar para ela.

— Já que quer ajudar, na baia dos cavalos tem duas portinholas que estão estragadas. Carl nunca tem tempo para consertar. E como eu vi que você é caprichoso e organizado, talvez possa usar suas habilidades para consertá-las!

— Ufa! Ainda bem! Vamos lá ver o problema! E obrigado pelo “caprichoso e organizado”!!!!

— Mas você é! Aguarde que vou avisar Anne!

Caminhou vagarosamente em direção ao paiol, logo ouvindo os passos apressados de Marta.

Ela mostrou o problema e onde estaria as ferramentas. Ele refletiu de que ela retornaria para a casa, mas não. Ficou olhando-o, executando o conserto. Serviço simples mais a habilidade, logo as portas foram consertadas.

— Eu não disse? Exclamou Marta, testando o reparo.

— Estou precisando conversar com a senhora! A voz trêmula informava o nervosismo de Walt.

— Não temos muito tempo para conversar! Eu também preciso!

— Não consigo parar de pensar na senhora!

— Estou assim também!

— Tenho medo de perder o controle! Não tenho onde buscar ajuda!

— O que nós fizemos, foi conforme as nossas vontades, e teve um impacto muito forte na minha vida! Você é um homem já acostumado com as coisas do mundo, e cheguei até culpá-lo por ter me colocado numa situação alheia a minha vida. Mas eu desejei também! Queria saber como seria fora deste meu mundo!

— O que você achou?

— Sr. Walt! Temos muitos mistérios ainda para descobrir! Já não me vejo como uma mulher submissa aos limitados ensinamentos de minha mãe, e também a capacidade limitada de meu esposo! Tive que tomar muita coragem para aceitar as suas abordagens! Cada dia eu alimentava a minha imaginação e minha curiosidade de saber de como seria eu estar com o senhor! Fui além! O meu coração está confuso! Gosto do senhor, mas não mais como o amigo da família, que sempre respeitou! Agora eu sinto algo diferente, algo que nem mesmo por Carl eu senti! Eu dei muita ousadia para que o senhor entrasse na minha vida! E entrou!

— Eu sinto muito por isso tudo! Acho que tenho um ponto de vista diferente pois tive acesso a várias condições de relacionamento e minha própria vida me ensinou! Sou solitário por natureza! Tenho sim, minhas necessidades humanas por ser um homem independente! Os mistérios do coração jamais entenderemos! De uma hora para outra, eu comecei a observá-la como uma mulher, não como esposa do meu amigo! Não sei te dizer porque ou quando exatamente! E sim eu tinha imaginado ter um momento de intimidade com a senhora! Além de tudo que aconteceu, que eu pensava ser apenas mais um momento na minha vida de homem, descobri que alimentei um sentimento muito maior!

— O que faremos, Sr. Walt?

— Eu não sei!

Ele aproximou, deslizou a mão carinhosamente no rosto alvo e liso, ajeitou os fios soltos atrás da orelha, e ela, com os olhos fechados, aproveitava também aqueles gestos carinhosos, pois nunca havia recebido.

Ele abraçou o rosto dela com as palmas de suas mãos, aproximou e colou os lábios no dela. Ele o segurou pelos braços, sentindo a língua dele deslizando nos lábios cerrados. Entreabriu sua boca e a língua penetrou suavemente. Assustou com o gesto.

— Faça o mesmo! Sussurrou Walt, repetindo o carinho.

Ela abriu a boca e entrelaçou sua língua com a dele. Adorou aquele aceno e abraçados curtiram por alguns minutos aquele beijo apaixonado.

— O que é isto que estou sentindo? Marta reclamou, interrompendo o carinho, experimentando uma excitação refletindo em todo seu corpo, umedecendo instantaneamente sua vagina.

Pendurou novamente no pescoço do amante, e continuou o carinhoso beijo, já sentindo os carinhos que as mãos ágeis de Walt deslizando no seu corpo ainda sobre o vestido, apertando no seu.

Marta, inerte, estava completamente entregue aos carinhos dominantes de Walt, que apresentava seu desejo com muito menos afobação que da primeira vez que estiveram juntos. Demonstrava ser um homem carinhoso e apaixonado. Não se limitou a explorar e descobrir um pouco mais do que sua amante teria para oferecer.

Ajoelharam sobre a alfafa espalhada no piso, e Walt já iniciava a levantar o vestido, deitando sobre ela, entrando entre as belas pernas.

Ela continuava inerte aos carinhos, se limitando apenas deslizar as mãos nas costas dele, ainda sobre a camisa, e mantendo sua boca colada, descobrindo o sabor de um beijo e não querendo soltar mais.

Walt aliviou o corpo, desabotoando a calça, e expondo seu mastro duro e latejante, esfregando no ventre e na vulva escondida pela calcinha. Os corpos se esfregavam e Marta começou a assimilar alguns movimentos no quadril, apertando os dois sexos. Walt enfiou a mão na lateral da calcinha e a encheu com a vagina quente e molhada. Entendendo que aquele era o momento, puxou a calcinha de lado, e aliviando o corpo, encostou na entrada da gruta, e Marta, em um movimento corporal, levantou o corpo autorizando a penetração.

Walt movimentava o quadril, e suavemente penetrava na vagina, deslizando seu cacete, encostando seu púbis no dela. Parou um instante sentindo a carne quente apertando o prepúcio, e iniciou o movimento de tirar e colocar novamente, bem devagar.

— Ahhhhhh! Uhhhrrr! Gemia Marta, agora se deliciando daquele coito.

Alguns minutos passaram e ela paralisou seu corpo e um orgasmo explodiu em suas entranhas, fazendo-a gemer com um grito preso. Walt observava sua amante sentindo a plenitude do amor e movimentou um pouco mais rápido, colidindo na vulva enxarcada de umidade seminal e suor, e paralisou também, projetando jatos de esperma no cólo do útero de Marta.

Ficaram ali alguns minutos, acariciando os rostos e beijando incessantemente.

— Mamãe? Mamãe? Gritou Anne na varanda da casa.

— Anne! Estou aqui ajudando o Sr. Walt!

— O almoço está pronto! Venham!

— Já vamos! Respondeu arrumando sua roupa, enquanto Walt arrumava a dele. A caminho da casa perguntou.

— O que foi aquela sensação que senti novamente?

— É orgasmo! Eu solto o meu caldo! Você sente!

— E eu não solto? O caldo?

— Normalmente, não! Mas a umidade informa que gostou muito de fazer!

— Eu estava.... úmida?

— Sim! E muito!

— Me esqueci completamente da comida! Esqueci do mundo!

— Estou prevendo que vou sofrer! Nossas oportunidades acabarão quando Carl Chegar!

— É!

Walt se limpou, e logo sentou à mesa. Fizeram a oração de agradecimentos e se serviram.

— Meu Deus! Está uma delícia! Elogiou Walt.

— Foi Anne que fez quase tudo! Respondeu Marta, agora mais relaxada.

Após a refeição, dezenas de elogios e agradecimentos, antes de sair perguntou à Marta de como as suas filhas estavam sendo ensinadas. A ler e escrever.

— Ensinei um pouco do que sei para Anne e ela repassa para as suas irmãs! Carl tem muita dificuldade de ler e escrever! Próprio da nossa criação! Eu aprendi sozinha muitas coisas! Agora Anne que está na responsabilidade de alfabetizar as irmãs! São todas muito inteligentes!

— Eu tenho na minha casa muitos livros de conhecimento geral! História, Geografia, Matemática, e muitos outros como ficção em romances, dramas, amor, família...!! Talvez, com a autorização de Carl, quem sabe interessam em querer aprender, mais do que já sabem?

— Eu quero! Eu quero! Agitou Anne.

— Calma, minha filha! Seu pai tem que concordar!

— Peça ao Carl para me procurar, se quiser conversar sobre este assunto!

— Pode deixar, Sr. Walt! Mais uma vez obrigado pela ajuda!

— Eu quem devo agradecer pela recepção! Até mais e com suas licenças!

— Até mais, Sr. Walt!

Partiu vagarosamente, observado pelas duas, sendo que Marta, deixou os olhos enxarcarem de lágrimas, permitindo uma gota escorrer na sua linda face.

O que foi, mãe?

— Poeira!

Entraram para arrumar as coisas.

O barulho peculiar da camionete, alertou Walt a aproximação de Carl.

Estacionou e desceu em silêncio, aproximando de Walt. Estendeu a mão.

— Vim agradecer a sua presteza com a minha família! Marta e as meninas ficaram encantadas com a sua educação e respeito!

— Não fiz nada daquilo que você também faria por mim! E aproveitando a sua visita, eu tomei a liberdade, sem deixar de te respeitar, de informar a Marta e Anne que eu tenho na minha casa centenas de livros que poderiam ajudá-las no aprendizado da alfabetização!

— Olha, Sr. Walt! Normalmente eu ficaria deveras preocupado quando um homem fizesse este tipo de oferta para minha esposa e minha filha mais velha! Mas se tratando do senhor, que acho que foi a melhor das suas intenções, eu conversei com Marta e concordamos que poderia sim, ser uma ótima forma das minhas filhas terem mais conhecimentos sobre as coisas! Temos uma vida muito simples e a minha criação e da Marta foi também algo muito simples! Mal sei escrever meu nome, e pior ainda ler a bíblia!

— Ainda está em tempo, Sr. Carl! E jamais faltaria com “respeito” com a sua família ou com qualquer outra! Ofertei, na minha inocência e talvez ansiedade de querer agradar, sem pensar nas prováveis consequências que isto poderia proporcionar!

— Obrigado pela preocupação!

— Venha! Vou lhe mostrar o que tenho!

Carl, que também foi a primeira vez que entrou na casa de Walt, ficou admirado com a limpeza e organização, e mais ainda da coleção de livros que possuía. Acertaram que ele levaria alguns livros, devidamente filtrados pelos pais, para que as meninas entrassem no mundo do conhecimento e aprendizado. Walt selecionou vários que abordavam vários assuntos. Entregou pessoalmente na casa deles, só para ter mais uma oportunidade de ver Marta. Era nítido o brilho nos olhos dela quando o via.

A única forma de Walt ver Marta com mais frequência continuava a ser nos domingos durante os cultos. Evitava às vezes, sempre se desculpando, de aceitar os insistentes convites de ir almoçar na casa dos Miller. Sentia uma saudade imensa daquela mulher que uma vez inocente dos conhecimentos do mundo ainda o ensinou a quebrar o gelo de suas emoções, fazendo-o apaixonar por ela.

Sr. Walt?

— Sim?

É Carl!

— Olá, Sr. Carl! O que posso ajudar?

O senhor arrumou uma bagunça na minha vida!

— Como assim?

Não se preocupe! É uma bagunça boa! As meninas adoraram os livros, inclusive Marta também lido e aprendido muitas coisas com Anne sobre todos os assuntos!

— Mas que coisa boa! Fico feliz!

— Acontece que elas já leram e releram os livros que o senhor trouxe da primeira vez!

— Então vou levar outros e fazer a troca!

Não sei se é incômodo, mas eu queria te pedir uma coisa!

— Claro! O que seria?

Anne está muito eufórica com esta possibilidade! Não sei se o senhor sabe, agora ela está repassando tudo que aprende para quase todas as meninas da comunidade! Conversei com os pais e nós vamos montar uma escola aqui na região!

— Puxa vida! Que coisa mais boa! Agora estou mesmo muito feliz!

É aí que eu gostaria de te pedir um favor! Enquanto construímos a escola, será que o senhor permitiria Marta e Anne usar a sua biblioteca para ajuntar os assuntos dos estudos para a escola!

— Sr. Carl! Será com muito prazer que eu cedo o espaço para que elas e mais alguém que também quiser vir, para usufruir o que quiserem da minha biblioteca! E tem mais! O que precisar na construção, é só pedir! E quando a escola estiver pronta, vou doar todos os livros necessários para a comunidade!

Não esperava menos do senhor! Vou avisar a todos!

— E quando começarão?

Se não for incômodo, pode ser amanhã?

— Incômodo algum, Sr. Carl!

Walt tremia de emoção. Via a possibilidade de estar mais perto de Marta. Pensaria numa forma de ficar novamente com ela. Excitou.

O corpo doía da noite mal dormida, afogado em sonhos e outras imaginações de quando Marta e Anne chegassem na sua casa. Levantou mais cedo do que de costume, preparou um pequeno café, imaginando que elas já teriam feito o desjejum quando chegassem. A forma calma e precisa de conduzir suas coisas foi substituída por um nervosismo e uma excitação quase incontrolável. Respirou fundo, e começou a raciocinar direito, controlando sua afobação. Poderia ser que ele nem conseguiria tocá-la neste primeiro dia. Anne já é uma moça de quase 20 anos, e era perceptível a sua esperteza. Sua ansiedade poderia colocar tudo a perder. Sentiu como um adolescente amadurecido.

Quase nove da manhã e ainda nem sinal das duas. Foi quando ouviu ao longe o barulho inconfundível da camionete de Carl. Aproximou rápido, e Walt fingia estar ocupado com alguma obrigação. Levantou a mão quando os viu. Aproximou do carro, abriu as portas para Marta e Anne descer. Desviou o olhar de Marta, para não levantar suspeita, sendo que na verdade queria abraçá-la e beijá-la. Adentraram na casa, mostrando onde poderiam ficar e quais livros poderiam iniciar os estudos.

— Estou muito feliz mesmo, podendo ajudar neste projeto!

— O senhor mesmo o iniciou, quando ofertou seus livros! Será o pai do nosso projeto! Exclamou Anne.

Felicitaram e informou ao Carl que as levaria em casa. Fingiu continuar a fazer as coisas, mas com o pensamento lá dentro de sua casa.

— Mãe! Que casa mais limpa! Ele mora sozinho aqui?

— Não sei, filha! Acho que sim! Tudo é mesmo muito organizado!

— Ele é um bom homem! Seria um ótimo pai!

— Olha, Anne! Não entre neste mundo! Não sabemos o que se passa na cabeça dele! Vamos fazer o que viemos fazer! Vamos incomodá-lo o mínimo possível!

Duas semanas se passaram e Walt e Marta sequer conversaram. Ele passava as noites em claro tentando acabar com este sentimento. Cada vez mais ficava mais forte o seu desejo e amor por Marta. Tão perto, mas tão longe. Continuava cuidando de suas coisas, e a rotina das duas em sua casa já era quase imperceptível. Walt, de alguma forma, já gostava de poder apenas ver Marta todos os dias. Na terceira semana, por uma surpresa do incontrolável destino, apenas Anne apareceu. Preocupado, aproximou da moça.

— O que aconteceu com sua mãe?

— Acordou com uma indisposição! Preferiu ficar em casa! Amanhã estará aqui, novamente! Respondeu, com um tom de malícia, percebido por Walt.

— O senhor poderia me ajudar em algumas indicações?

— Que tipo de indicações?

— É que eu e minha mãe estamos seguindo uma programação, e quase sempre temos que procurar em todas as prateleiras para acharmos o que queremos!

— Em todas as prateleiras?

— Sim!

— Olhe, Srta. Anne! Tem muitos livros aqui que vocês não deveriam ver ou ler! Então toda vez que precisar de um livro ou determinado assunto, me procure, por favor!

— Que livros são estes, Sr. Walt?

— Não force, Srta. Anne!

— Livros que falam de coisas???

— Aonde você quer chegar, Srta.? E que “coisas”?

— “Coisas” de homens com mulheres!!!

— Não me diga que você andou lendo algum livro deste?

— Algum, não! Vários!

— Meu Deus, Anne! O que você fez? O que seus pais irão pensar de mim? Como este projeto poderá continuar se todos souberem?

— Acalme-se, Sr. Walt! Entenda que eu já sou uma quase mulher! Meus hormônios estão a flor da pele e lendo aquelas histórias, eu acabei descobrindo algumas coisas que eu nem imaginava existir!

— Vou levá-la embora agora!

— Sr. Walt! Não tenho muitas opções aqui, neste lugar! Estou curiosa! Quero saber como é! Menti para você e minha mãe! Disse que queria estudar sozinha hoje! Mas na verdade gostaria é que o senhor me ensinasse também!

— Ensinar o quê?

— O mesmo que o senhor ensinou a minha mãe, naquele domingo no paiol! Ela mudou muito depois daquele dia! Para melhor!

— Meu Deus do céu!

— Viu de como sou confiável? Eu sabia de vocês e jamais contei para alguém!

— A srta. está me deixando louco!

— Sr. Walt! Não terei outra oportunidade!

— Não me invente algo que eu não quero fazer!

— Não quer fazer? Olhe para mim! Sou uma moça feia?

— Não! Não é isso! É que é muito improvável!

— Eu imagino o quanto gosta de minha mãe! Será o nosso segredo também! Por favor!

Walt sequer um dia havia observado aquela moça, quase mulher, de uma beleza especial, quase perfeita, e não imagina que estaria ali, a sua frente, sozinhos, se oferecendo para fazer amor. Se retirou, e na varanda suspirou forte, correu as mãos no cabelo e no rosto, tentando controlar a situação. A rejeição poderia ser ruim para aquele momento, visto que a moça estava determinada a conceber seu plano.

— Sr. Walt?

Walt se virou e assustou, admirando aquela moça, completamente nua à sua frente, exibindo um corpo monocromo magro, pele alva, seios assimétricos com duas aréolas rosadas e mamilos marrom escuro. As curvas afinavam sua cintura e abaixo abria contornando o externo das coxas, moldando as pernas. Entre as coxas os pêlos castanho-escuros dominavam o púbis, escondendo discretamente a divisão da vagina. Linda. Ele jamais havia visto uma mulher tão linda.

Ela desmanchou a trança, e apresentava um longo cabelo castanho-claro. Olhava-o com desejos.

— O que está fazendo, moça?

Ela aproximou, segurou-o pela mão e aproximando, com os olhos fechados, selou os lábios, deixando Walt completamente dominado.

Ele a segurou, levantou no seu colo, e a levou até um dos quartos, sentando-a na beira da cama. Ela expressava gesto de timidez, mas estava excitada e eufórica. Jogou os cabelos atrás de seus ombros enquanto observava Walt se despir, expondo o já ereto o grosso pênis de uns vinte centímetros. Seus 50 e poucos anos não eram apresentados naquele corpo de um homem viril e cuidadoso. Era a primeira visão de Anne diante de um homem nú.

Ele aproximou, segurou no rosto delicado, aproximou sua boca, lançando a língua nos lábios dela. Repreendido inicialmente, logo entreabriu a sua recebendo o músculo salivado, entrelaçando a sua em um beijo excitado e frenético.

Ela o deixou controlar toda a situação. Tinha sonhado de como seria, mas tudo poderia mudar.

Uma das mãos do amante acariciou suavemente seus intocáveis seios, fazendo-a sentir uma sensação deliciosa na alma. A outra deslizava nas roliças coxas, subindo pela cintura, enquanto continuavam o interminável beijo.

Ele desceu beijando o pescoço, o peito, os seios, a barriga, o ventre, lançou as mãos na parte interna das coxas, forçando-as abrir, e na sequência dos carinhos bocais, atingiu os pêlos pubianos, lambuzando com sua baba salival. Segurou na parte de trás dos joelhos, e abriu as pernas o máximo que pôde, e lançou sua boca na fenda virgem, lambendo e chupando ferozmente.

Anne gemia alto, segurando o amante pela cabeça, apertando-o na sua vulva. Ele descobriu o discreto nervo, quase escondido numa fina pele, entre os vários pêlos.

Chupou o clitóris com vontade, e logo Anne agitou, sentindo seu primeiro orgasmo na vida. Contorceu o corpo violentamente, gritando o prazer sentido. Walt não parou com a cunilíngua, segurando firme a moça embriagada.

Subiu sobre ela, esfolando na vulva seu mastro duro, observando Anne saboreando o orgasmo que acabara de sentir. Pegou uma das mãos dela e a fez segurar seu cacete, ensinando-a a masturbar. Ela apertava e ele indicava ser mais suave. Anne olhava hipnótica para o mastro, fazendo os movimentos de vai e vem apertando o prepúcio.

— Quer beijar ele???

— Não!

Ele desceu, escorregando a glande no corpo dela, e acomodou entre as pernas. Anne ofegava, com leves movimentos na cintura e no quadril. Walt olhou aquela vagina linda, que mal mostrava os pequenos lábios, com a fenda desaparecendo no períneo. Beijou a vagina novamente, e esfregou seu corpo na pele delicada da propícia amante. Fazia movimentos simulando penetrações, esfregando o corpo do pênis na fenda. Anne não parava de gemer, com os olhos cerrados, pensando no cacete duro relando na entrada da sua buceta.

— Quer agora?

— Hum, hum...! Balançando a cabeça positivamente.

Anne paralisou o corpo, espremeu os olhos e franziu a testa, esperando ser penetrada.

— Serei carinhoso!

Ele desceu novamente, labuzou a vagina o máximo com saliva, e novamente perguntou.

— Ainda quer mesmo?

— Sim! Eu quero! Sussurrou Anne.

Ele encostou a glande avermelhada na fenda rosa, aconchegando o corpo. Olhou para Anne que ofegava e gemia. Forçou um pouco a entrada. Ela curvou o quadril temendo a dor. Logo a cabeça começava a explorar os mistérios daquela gruta. Ele tirava e enfiava cada vez um pouco. Anne estava paralisada esperando o pior. Sentiu o rompimento da fina membrana no interior da sua vagina. Gemeu de dor. Olhou o membro duro entrando e saindo de dentro dela, com as manchas de sangue de sua pureza.

O prazer dominou a dor. Walt penetrava gostosamente nela. Ela gritava de prazer. Podia ouvir no lado de fora da casa. O pênis duro aconchegou na gruta virgem, deslizando sem parar. Anne acostumou com o ato e já contorcia sua bunda sob ele, suplicando amor. Ele forçava seu quadril no clitóris dela, sem demora, ela esticou ao corpo, sentindo outro intenso orgasmo, dando solavancos com os espasmos do gozo. Ele penetrava mais rápido, e quase não conseguindo segurar, tirou seu pênis de dentro dela, e começou a masturbar para ejacular fora.

— Não! Não! Eu quero dentro! Eu quero dentro!

Retornou a penetrá-la, e pendurada no pescoço dele, sentiu os jorros de esperma dentro da sua gruta insaciada.

Depois de fazerem amor mais duas vezes, deitaram um ao lado do outro. Anne levantou, exausta, e se dirigiu ao banheiro. Algum tempo depois, saiu e foi para a biblioteca. Logo apareceu totalmente vestida.

Walt ainda não acreditava no que acabara de acontecer. Tomou um demorado banho. Aproximou de Anne.

— Vamos!

Ela recolheu suas anotações e os cadernos, apertou no peito e o seguiu. Como sempre, abriu a porta para ela e no caminho o silêncio prevaleceu e apenas pequenos olhares. Anne tinha um discreto sorriso. Quando aproximava da casa dos Miller, Anne sussurrou.

— Obrigada! Nosso segredo! Adoro o senhor!

— Vá logo, menina!

— Outra coisa!

— O que é??

— Se prepare!

— Me preparar para o quê????

— Amanhã quem vai sozinha será a mamãe! Exclamou descendo do carro rapidamente, correndo para a casa.

Carl acenou de longe, e Walt olhou vendo Marta abraçando Anne, acenando para ele também. Contornou e retornou para casa. Entrou no quarto, olhando a cama desarrumada, testemunha de uma manhã totalmente excitante. Apertou sobre a calça o cacete, que estava duro de tesão, lembrando do corpo nú da filha da sua amada.

— Ela me seduziu! Resmungou tentando achar um culpado por tudo.

O que faria no dia seguinte quando Marta chegasse? Outro forçoso momento estava para acontecer.

Mais uma noite mal dormida, já imaginava de como seria estar agora com Marta. Ele sabia que seriam explícitos, face aos fatos e a oportunidade de ter estado com Anne no dia anterior. Enxergou nela uma menina experta e persistente, fazendo o quer com a sua vida. Nada a seguraria.

E Anne. Estava extasiada com tudo. O tesão era tanto que a noite teve um orgasmo espontâneo. Walt não sabia, mas ela planejava estar com ele outras vezes.

Carl chegou com Marta.

— Bom dia, Sr. Carl! Onde está a srta. Anne?

— Ela está revezando doença com a mãe dela! Ontem foi Marta, hoje foi ela que sentiu indisposição! Risos.

— Bom dia, Sra. Marta!

— Bom dia, Sr. Walt! Anne lhe deu trabalho ontem?

— Absolutamente! Tem uma filha maravilhosa e dedicada! Isto sem dizer da inteligência!

— Eu sei exatamente do que está falando, sr. Walt! Exclamou Marta.

Marta tremia vislumbrando o que estava para acontecer. Sabia que o seu tempo não seria exatamente para estudar.

Pediu licença e entrou na casa, enquanto Walt e Carl conversavam lá fora. Ouviu o barulho do carro desaparecendo e começou, sem controle, a ofegar sentido uma perda de ar. O coração ardia de paixão. Ouviu os passos do amante no assoalho da varanda, e logo já estava perto dela.

Tocou no seu ombro, e ela deitou na mão dele. Acariciou os longos cabelos, logo levantando-a. Se olharam.

— Estava com tantas saudades da senhora! Senti a sua falta!

— Eu também! Eu também! Soluçou Marta, abraçando-o forte.

Ele levantou o rosto dela e a beijou apaixonadamente. Apertaram os corpos na correspondência do abraço. Minutos se passaram. O tempo não importava.

Walt a levou para o seu quarto. Ela o olhava desejosa, sabendo da liberdade que teriam. Ele vagarosamente foi tirando peça por peça do corpo da sua amada. Não demorou, e ela já estava completamente nua, e acanhada, tentava em vão tampar com as mãos seus seios e sua vulva. A deitou na sua cama, e afastou tirando, bem devagar, as suas roupas. Marta ficou reprimida, pois era a primeira vez que ficava nua diante de alguém e era também a primeira vez que via um homem nú.

Cerrou os olhos quando Walt aproximou e deitou ao lado dela. A fez segurar seu pênis duro, e novamente se beijaram, enquanto deslizava as mãos no corpo e nos seios dela, alcançando a vulva quente e sedenta. Minutos se passaram naquelas caricias. Para Marta, tudo novo. Para Walt tentaria ser o melhor de si para Marta. Eles se queriam muito, sem restrições.

Walt se movimentou, subiu sobre ela, forçando-a abrir as pernas, e relou o corpo do membro duro na fenda, dividindo os dois grandes lábios. Marta gemeu.

— Ai! Como eu te quero! Sussurrou abraçando Walt, beijando-o.

Marta enfiou a mão entre os dois corpos apertados, segurou o pênis, e pincelou na entrada, forçando o quadril para cima, enquanto Walt forçou para baixo, penetrando vagarosamente nela. Ela urrou com o prazer. Ele começou o movimento de penetrar enquanto trocavam juras de amor e promessas. Segurava para não gozar, enquanto manipulava sua amante. Ela, como um vulcão em erupção, gritou experimentando um orgasmo nunca sentido. Remexia o corpo, mandando a mensagem de que queria mais. Muito mais. Walt sentiu a aproximação de seu momento, levantou o corpo e gozou violentamente na buceta da Marta. Sem perder a ereção continuou o coito, virando Marta de quatro, socando fortemente nela, enquanto olhava aquela bunda maravilhosa que tanto desejou. Passaram boa parte da manhã fazendo o máximo de amor que podiam. Depois de vários orgasmos, tomaram um banho, prometendo ter outros momentos como estes no futuro.

A levou em casa, e lá estava Anne observando a mãe aproximar, com um sorriso incrível no rosto, sabendo exatamente o que aconteceu naquela manhã na casa do Sr. Walt.

Voltou seus pensamentos para o futuro, vendo ali, duas mulheres, uma amante e a outra seu provável grande amor.

Retornou para sua casa. Sentou em frente ao computador e iniciou a digitação, escrevendo e contando uma grande história, de uma paixão improvável, de um escritor que abandonou os prazeres das grandes cidades para viver, mesmo que tardio, um, talvez dois grandes amores em lugar pacato, proporcionando muitas entregas, descobrimentos e uma grande paixão. Uma era a infidelidade secreta. A outra a filha da infidelidade secreta. A história no momento não teria fim. Ela iria até onde pudesse e até onde eles quisessem.

11 февраля 2021 г. 15:14:49 0 Отчет Добавить Подписаться
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Juan Diskay Imagino os segredos e desejos mais íntimos de um ser e alimento-os com histórias picantes.

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