luraywriter Luray Armstrong

Kirishima aceita o desafio de seus amigos: tentar pegar o garoto mais estressado, briguento e fechado do colégio. Assim, ele se aproxima de Katsuki Bakugou com segundas e terceiras intenções, sem sequer imaginar que na frase “O cão é muito bem articulado” o sujeito da frase era Bakugou.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#gay #lemon #kiribaku #bnha #smut
Короткий рассказ
1
3.2k ПРОСМОТРОВ
Завершено
reading time
AA Поделиться

Tão fácil quanto tirar doce de criança

Uraraka pagou sua inscrição na prova que podia mudar sua vida com a consciência pesada. Sabia que o que estava fazendo não era 100% certo, entretanto, com sorte, não seria algo que fosse resultar em nada demais.

Só dessa vez, só dessa vez, ela queria um pouco mais de sorte do que a que lhe foi dada a vida toda.

E que Kirishima a perdoasse.

.

.

.

Kirishima se aproximou do garoto de cabelos loiros quieto na biblioteca.

— Oi, príncipe, tudo bom?

Olhos vermelhos parecidos com os seus lhe fitaram de forma agressiva. O rapaz parecia aborrecido.

— Tem trezentas mesas pra sentar. Vaza. E se me chamar de príncipe de novo eu enfio tuas bolas no teu cu.

Kirishima pigarreou, nervoso. Qualquer pessoa iria embora dali. Não havia motivo que o prendesse naquela mesa. Exceto um. A aposta.

Ele lembrava bem das palavras de Hanta, Denki e Rikido lhe provocando, dizendo que ele não era capaz, que não conseguia. Eijirou Kirishima conseguia! Ele jamais dava pra trás num desafio.

Quando estava no ensino fundamental Eijirou se sentia fraco, inútil, inseguro, mas desde que entrou no Ensino médio pintou o cabelo de vermelho, entrou pro time de basquete e ganhou mais cinco centimetros de pau. Tudo isso com certeza resultou na melhora de sua autoestima e autoconfiança.

E seus amigos mais íntimos o havia desafiado. Era do costume deles desafiar um ao outro o tempo todo pelas coisas mais bestas e ninguém nunca desistiu de um desafio. Kirishima não seria o primeiro.

O desafio era um pouco complicado, na verdade. Kirishima havia comentado que achava ser bi há alguns meses com os amigos, mas nunca tinha pegado nenhum garoto até hoje. Suas suspeitas se baseavam no relato de um amigo que um dia brincou sobre quando estava batendo punheta para um vídeo pornô e a câmera de repente focava na bunda do homem e ele gozava nesse momento e o quão desconfortável se sentia.

É que tipo, eu já tava gozando, ta ligado? Não dava pra parar. Tava naquela cena linda dos peitos da mulher lá balançando e tal e ela gemendo, perfeito. AI DO NADA, corta pra bunda do cara e eu gozo. Eu lá gosto de bunda de cara? Queria gozar vendo aqueles peitos…

Kirishima lembrava bem das palavras do amigo e de como na hora ele riu, mas o pensamento voltava à sua mente de vez em quando.

Ele não se sentia desconfortável. Não tinha problema nenhum em ver bunda de homem. Talvez, às vezes, encarasse até demais os amigos nus no vestiário depois do treino.

Todavia, não sabia como se sentir sobre isso. Também não tinha certeza se queria beijar garotos, até porque as garotas o deixavam bem ocupado!

Mas de alguma forma, seus amigos decidiram pegar no seu pé por isso. Brincaram, dizendo que Kirishima estava com medo de levar um fora de um garoto. Com medo que seu charme não funcionasse em homens. Ousaram até dizer que de fato não funcionaria.

Kirishima jamais deixaria dizerem isso dele. O Eijirou de hoje não era um covarde, não era medroso. Era lindo, gostoso, charmoso e tinha pau grande! Ele era um homem bissexual (provavelmente) e como dizia o ditado: caiu na vila o peixe fuzila.

Ainda não tinha certeza total de como podia definir sua sexualidade, mas tinha certeza que se tinha cu ele podia comer.

Agora, com seu charme, era só fazer a pessoa querer. Essa parte seria mais fácil se seus amigos não tivessem escolhido a pessoa mais difícil do mundo. Talvez fosse culpa de Eijirou por ter dito que o tal Katsuki era muito másculo, okay. Mas tinha que ser logo ele?

O cara mais fechado e isolado da escola, que todo mundo costumava evitar e só falava com Tokoyami, o emo gótico meio esquisito mas até que bem legal, que parecia mais uma existência etérea na escola do que uma pessoa, então talvez nem contasse como alguém com quem Katsuki falava.

Mas ele era másculo, com as roupas pretas e a cara de mau, com sua pose de “sou bom demais pra falar com qualquer um”. E era inteligente. Inteligência era algo bem masculo.

Talvez não tenha sido uma boa ideia aceitar o desafio, ou, pior ainda, chamar o garoto de príncipe. Usar o masculino de princesa, que ele sempre usava com as meninas, aparentemente não era muito bom com homens. Anotado. Talvez Eijirou tivesse que aprender como era flertar com homens.

— Bem, eu só queria falar com você. Tava reparando em ti esses dias e você é mó gostoso. — Kirishima tentou uma abordagem mais direta, pensando que talvez funcionasse.

Se alguém chegasse assim nele provavelmente ganhava no mínimo um beijo.

— Eu sou. — Katsuki concordou. — Um gostoso que não quer falar com você.

Kirishima suspirou. Ele era um cara complicado, hein?

Era melhor sair por hoje. Perder a batalha para ganhar a guerra. Com um sorriso e erguendo os braços em redenção, ele levantou e saiu, seu olhar uma promessa clara de que aquela não seria a última conversa deles.

.

.

.

Na hora do almoço no dia seguinte Kirishima andou com segurança até a mesa onde estava Katsuki, comendo enquanto mexia no celular. Ele sentia o olhar de seus amigos fixo em si, e o de mais e mais pessoas à medida que notavam para onde ele estava indo.

Katsuki se tornou conhecido no colégio por expulsar a gritos e fazer escândalo quando qualquer um sentava em sua mesa no almoço, exceto Tokoyami, o que comprova a teoria de Kirishima sobre o garoto ser uma existência etérea. Se divino ou diabólico, ninguém sabia.

Hoje ele estava sozinho, quase servido numa bandeja para o ataque de Kirishima.

Ele sentou na mesa bem em frente a Katsuki, a bandeja de comida esbarrando na do outro de propósito pra chamar atenção. Bakugou levantou o olhar do celular para ver quem o perturbava, a expressão em seu rosto mandando arrepios de medo ao ruivo, que disfarçou com um sorriso confiante.

— Olá, gostoso. — Ele falou, a língua passeando pelos dentes afiados e o peito estufado tentando chamar a atenção de Katsuki para seus músculos.

— Vai se fuder.

Kirishima suspirou, juntando toda sua determinação.

— Isso no seu olho é delineador? — Kirishima franziu o cenho em confusão, distraído pelo detalhe nos olhos de Bakugou.

— É. Algum problema? — Bakugou respondeu com agressividade.

— Não! Não, não po. É que eu acho do caralho passar esse negócio, eu dei um de presente pra minha mãe esse ano e eu não tenho ideia como que alguém consegue não passar isso dentro do olho, misericórdia. Foda demais. Ficou lindo em você. — Kirishima falou com sinceridade.

Ficava mesmo lindo nele. Combinava com o estilo dele também.

— Ta. — Katsuki respondeu, num tom muito mais calmo do que antes.

Kirishima viu naquele tom mais suave uma brecha.

— Então — falou sorrindo e erguendo sua mão em direção ao outro — acho que a gente começou meio errado, né? Meu nome é Eijiro Kirishima.

Eijirou se apresentou como se não fosse um dos alunos mais populares da escola, e esperou o outro apertar sua mão e se apresentar também como se não soubesse o nome dele.

— Bakugou. — o outro falou, sem apertar sua mão.

Eijirou deixou o braço cair sobre a mesa e bebeu seu suco, não se deixando abalar.

— Bakugou…? — Eijirou perguntou, esperando ouvir o primeiro nome do outro.

Supostamente, eles não deviam se conhecer. Se dissesse que sabia o nome dele não teria como explicar o porquê sem trazer a tona sua fama, e não achava que seria legal ter essa conversa. Era melhor manter as aparências.

— Bakugou. Quer que eu soletre? B-a-k-u-g-o-u. Bakugou.

Okay, ele realmente não queria dar o primeiro nome. Tudo bem, Katsuki.

— Okay, Bakugou. Eu acho que a gente podia se conhecer e se divertir junto, que tal? A gente pode sair pra algum lugar, quem sabe beber um café, comer alguma coisa. Eu pago. — Kirishima ofereceu, sorrindo um de seus mais falsamente inocentes sorrisos.

— Tu paga? — Bakugou perguntou, uma sobrancelha erguida.

— Eu pago. — Eijirou afirmou, sentindo que podia se arrepender de afirmar isso.

— De boas então.

— Hoje quando acabar a aula a gente se vê? — Eijirou perguntou, esperançoso.

— Ta. — Bakugou falou e levantou da mesa, indo embora com os restos em sua bandeja para jogar fora.

Kirishima sorriu e comemorou, procurando seus amigos que o encaravam e lhes mostrando o dedo do meio.

Nenhum desafio era grande demais para Eijirou Kirishima.

.

.

.

Nenhum desafio era grande demais para Eijirou Kirishima, mas Katsuki Bakugou se esforçava.

Depois de ser arrastado para um café chique e caro e ver Katsuki pedir um café até simples e logo em seguida a sobremesa mais cara do cardápio, Eijirou teve que se contentar com um capuccino médio e uma sensação de que não seria fácil.

Kirishima falava com as paredes, guiando um monólogo que já durava quase uma hora desde que pegou Katsuki na hora em que foram liberados até o presente momento, em que o loiro mordiscava sua sobremesa cara sem muito interesse, com cara de quem não estava achando muito gostoso.

Foi 60 reais num pratinho minusculo! Kirishima achava bom que aquilo estivesse gostoso ou ele não sabia nem o que podia fazer.

Vendo Katsuki terminar o café e perto do último pedaço de bolo, Eijirou aceitou que não ia conseguir nada naquele dia. De novo, perder a batalha para ganhar a guerra. Viva hoje, lute amanhã.

— Eu adorei ficar aqui com você hoje. — Kirishima falou.

— É mesmo? — Katsuki falou, a expressão desconfiada de quem tinha feito seu fim de tarde desagradável de propósito.

Eijirou juntou sua força de vontade. Se pegasse Katsuki ganhava a aposta e ainda ficava com um cara que, de fato, era muito másculo e gostoso. Só vantagens.

— Sim, mesmo. A gente bem que podia se ver de novo, né? Quem sabe um cineminha, assistir alguma coisa, comer uma pipoca… — Eijirou sugeriu.

Com medo que tivesse que pagar por mais isso também, ele evitou sugerir um jantar antes ou depois.

Katsuki apoiou o rosto em sua mão, a cara apática de quem estava extremamente desinteressado e o olhar vagando pelo restaurante, sem pressa em responder.

— É, pode ser.

— Esse fim de semana então?

— Ta.

— Cê me dá seu número pra gente combinar direitinho? — Eijirou pediu, tentando disfarçar a irritação crescente com um sorriso e um tom charmoso.

Katsuki revirou os olhos e pegou o celular de Eijirou de sua mão, colocando o número de qualquer jeito e levantando da mesa em seguida.

— Não me liga. Manda mensagem. Não me liga nem se estiver morrendo. — Ele falou por cima do ombro enquanto saia do café.

Kirishima suspirou. Perdeu mais uma batalha e essa parecia uma grande guerra.

.

.

.

Kirishima chegou ao cinema 20 minutos antes do combinado e esperou Bakugou por mais 25. Cinco minutos atrasado, o outro parecia pouco se importar. Decidiram rapidamente sobre qual filme iam assistir já na fila pra comprar os ingressos e o ruivo decidiu não opinar sobre quão ruim e chato o filme que Bakugou escolheu parecia ser. Talvez se fingisse interesse conseguiria algo com ele mais rápido? Se não dormisse durante o filme ao menos teriam assunto para conversar.

Como ainda tinham tempo antes do filme começar, ficaram na praça de alimentação, assim Eijirou conseguiu finalmente ter uma conversa com o loiro. Sobre o filme, nunca nada muito pessoal, mas pelo menos ele estava respondendo mais, então não iria abusar de sua sorte.

Antes de entrar para o filme eles foram comprar a pipoca e o refrigerante, Kirishima se gabando pelo chocolate que ele tinha comprado fora do Shopping, já que saia mais barato, e oferecendo o doce para ele antes mesmo de entrar. Com uma pipoca gigante e dois copos de refrigerante médio eles entraram na sala escura, se acomodando em seus lugares.

Kirishima ficou feliz contemplando o fato de que tinha gastado menos naquela saída pro cinema do que no café daquele dia. Pelo menos até agora.

Katsuki se sentou à sua esquerda e pediu para Eijirou segurar a pipoca. Mandou seria mais ade quado, na verdade, mas tudo bem. O filme começou e como Eijirou imaginou ele era chato. Já passavam de vinte minutos de filme e a sala estava quase vazia, ninguém mais vinha. O ruivo se contorcia um pouco pelo frio, mas agradecia o barulho alto das caixas de som no fundo da sala do cinema que não o permitiam dormir. No fundo da sala no escuro, com Katsuki tão calado, naquele friozinho gostoso? Ele podia dormir e até roncar alto a qualquer momento se o barulho não fosse alto.

Todavia, menos de dez minutos se passaram quando Katsuki mudou o copo de lugar e aproximou seu braço do braço de Eijirou. Era um mero detalhe, mas Eijirou havia usado demais o truque do cinema com garotas para não notar.

Claro, por estar saindo com Katsuki nem sequer passou pela sua cabeça que o cinema e a escolha de filme chato mais o lugar no fundo da sala do cinema fossem uma estratégia para se pegarem durante o filme, até porque o loiro parecia tão não esse tipo de pessoa que Kirishima pensou naquele encontro como mais uma pequena batalha para se aproximar dele e não a grande guerra de vencer a aposta.

Mas devagarzinho, tão sutil que nem combinava com ele, Katsuki escorregou a mão do apoio para o braço da cadeira para o braço de KIrishima e então para a coxa do ruivo, que respirou fundo.

Ele ia mesmo só pegar no seu pau por cima da calça? Nem um beijinho antes? Não era como se Eijirou fosse esse tipo de cara fácil, achava muito bom ele pelo menos lhe dar um bom beijo de lingua antes de sonhar em relar a mão…

Puta que pariu, ele ta pegando no meu pau”, Eijirou pensou surpreso, a respiração acelerando enquanto sentia a mão quente de Katsuki acariciar seu pau por cima da calça jeans escura, o fazendo esquecer do frio intenso da sala.

Eijirou afastou um pouco o saco com o resto de pipoca já esquecida para ficar apoiado no seu apoio para os braços da cadeira, segurando de leve com a mão direita enquanto o braço esquerdo se aventurava por cima dos ombros de Katsuki, que continuava encarando a enorme tela de cinema como se sua atenção estivesse voltada 100% para ela. Talvez estivesse. Mas isso ia mudar agora mesmo!

Deslizando seus dedos de leve pelo ombro de Katsuki enquanto seu braço envolvia seu pescoço, Eijirou puxou o loiro para mais perto e começou a depositar selinhos bem sutis na pele branca que a gola V da camisa preta deixava exposta.

Logo Bakugou estava expondo mais de seu pescoço, inclinando a cabeça para o lado oposto e dando a Eijirou mais espaço para beijar e chupar sua pele de leve. O mais alto sentia seu pênis endurecer e ficar cada vez mais desconfortável dentro de sua calça apertada.

Quando pensou em destacar sua bunda grande e durinha Eijirou estava muito feliz com aquela calça. Agora que ela apertava seu pau, que também estava grande e durinho, ele odiava aquela calça com todas as suas forças.

Bakugou, finalmente, decidiu abrir o botão de sua calça e puxou o zíper lentamente, o torturando. A mão quente logo puxou seu pau para fora, o frio da sala atingindo o pequeno Eiji.

Kirishima suspirou no pescoço de Bakugou ao sentir a mão do outro deslizar por seu pênis, subindo e acariciando a cabecinha com cuidado e depois descendo o caminho todo para apalpar as bolas ainda escondidas pela roupa íntima.

Eijirou respirou pesado no pescoço de Bakugou, notando que isso o fez se arrepiar. Então a princesa de gelo realmente sentia coisas, né? Eijirou voltou ao pescoço de Katsuki, dessa vez mordendo e chupando a pele clarinha, que mesmo no escuro conseguia ver ficando avermelhada.

Como adorava marcar as pessoas, era bom que Katsuki dissesse logo que não queria ser marcado, ou sairia daquela sala de cinema com o pescoço roxo. Não que Eijirou fosse largar seu novo brinquedinho assim tão fácil, ver a pele tão clarinha dele ser marcada estava lhe deixando ainda mais excitado.

Eijirou gemeu baixinho quando Katsuki cuspiu na própria mão e voltou a punheta que fazia ainda mais rápido, fazendo com que chegasse cada vez mais perto do orgasmo. Tentou esconder seus gemidos em forma de mordidas e chupões mais fortes no pescoço do outro, a língua deslizando pela pele branca e macia, ouvindo suspiros de prazer dele.

Estava curioso sobre a sensibilidade de Bakugou em seu pescoço, portanto testou se isso se estendia a nuca dele. Foi agraciado com um gemidinho rouco quando puxou o cabelo dele bem na base da nuca, aproveitando de sua sorte para arranhar com suas unhas curtas pela nuca dele.

Excitado e distraído, Bakugou acelerou a punheta em seu pau, apertando ainda mais a mão que deslizava por seu comprimento. Eijirou mordeu forte a pele dele tentando não gemer. Não conseguia mais controlar seus quadris e se permitiu empurrar contra a mão dele para ganhar sua punheta no ritmo que desejava, a mão esquerda puxando o cabelo do loiro de leve vez ou outra.

Kirishima puxou sua camisa preta por debaixo do casaco vermelho e colocou por cima da cabeça de seu pau. Ia arruinar uma camisa linda, mas era melhor do que gozar solto e melar tudo, não tinha uma opção melhor no momento.

Kirishima percebeu que Bakugou adorava um golpe baixo quando o loiro virou o rosto e o beijou, a língua adentrando sua boca e acariciando e chupando sua língua. Assim o ruivo gozou, arruinando sua camisa preta preferida com sua porra enquanto Katsuki Bakugou chupava sua língua com força, imitando um boquete, e a mão dele punhetava seu pau. A única coisa que Eijirou pôde fazer foi puxar o cabelo dele e tentar não derrubar a pipoca, ainda em seu colo.

Como contaria aos amigos que chegou ali feliz por estar conseguindo uma péssima conversa com Bakugou e saiu dali muito bem aliviado depois de gozar na mão dele , não tinha ideia.

Mas ao menos ele venceu a aposta.

Eijirou Kirishima nunca dá pra trás num desafio.

.

.

.

Katsuki Bakugou admitia que era uma naja. Na frase “O cão é muito bem articulado” o sujeito da frase era Bakugou.

Disfarçando um diabólico sorriso de canto que se refletia no espelho, ele lavava as mãos no banheiro do cinema, logo enxugando as mãos e voltando para a sala, ficando ao lado de Kirishima, para beijá-lo pelo resto do filme.

Katsuki notou facilmente que Kirishima estava feliz. Claro que estava, afinal ele venceu a aposta.

Katsuki disfarçou sua própria felicidade, até porque estava bem longe de acabar. Ele só tinha hoje, provavelmente, e pretendia fazer bom proveito de seu pedaço de bi incubado.

Bakugou tinha um crush em Eijirou há meses. Tudo começou quando ele foi arrastado para um jogo de basquete de seu colégio e viu o ruivo fazer três cestas de três pontos. Veja bem, Katsuki amava homens talentosos, inteligentes e bem sucedidos, o que muitas vezes o levava a crush proibidos e platônicos em professores e outros homens bem mais velhos.

Entretanto, ele sabia que talento também se estendia ao físico e que coordenação motora e bom desempenho em esportes e danças era um tipo de inteligência. Vendo o quão bem o outro jogava e aproveitando para espiar o tanquinho malhado quando ele tentava enxugar o suor do rosto com a camisa, Katsuki involuntariamente desenvolveu um crush no outro garoto.

Foi a primeira vez que ele tinha crushado alguém de sua idade, então finalmente podia deixar de ter algo platônico com pessoas inatingíveis. Todavia, Bakugou quebrou a cara ao ver mês após mês seu crush passar o rodo em todas as meninas do colégio. Um grandíssimo hetero. Tinha se apaixonado por um hétero.

Bakugou tentou lidar e esquecer seus sentimentos, mas um dia, por acidente ou destino, ele ouviu a conversa de Kaminari e Sero, grandes amigos de Eijirou, comentarem sobre acharem que o ruivo era bissexual. Desde então, Katsuki ligou seu gaydar com mais atenção, tentando não deixar a esperança, expectativa ou mesmo o pessimismo entrarem em seu caminho.

E sim, seu gaydar apitava algumas vezes.

Contudo, Bakugou era uma pessoa que muitos, inadvertidamente, chamariam de tímido. Ele não conseguia se relacionar com pessoas ou ser o primeiro a começar conversas, ficava sem jeito falando com quem não conhecia. Mas o que muitos chamariam de timidez, Katsuki chamava de ‘ódio pela raça humana’. E era bem isso.

Ele odiava cada ser humano. Todos eles e cada um, até a si próprio às vezes. Negros, asiáticos, brancos, gays, héteros, trans, cis, ace, allos. Não importava, ele odiava a todos sem nenhuma distinção de raça, cor, gênero ou orientação sexual e romântica. Se fosse humano, ele já odiava.

Isso resultava em péssimas interações com os humanos que ele odiava um pouquinho menos, ou odiava e ainda assim queria foder com eles. Aos dezoito anos finalmente pôde ir às baladas em sua cidade e assim nem precisava falar muito para conseguir as experiências sexuais que queria, sem o excesso de envolvimento humano que odiava.

Mas com Kirishima aquilo não parecia que ia funcionar, então Bakugou se perguntou como poderia arrancar um pedaço daquele homem para si. Foi vendo a paixão que ele e os amigos tinham por apostas que ele teve a ideia.

Contudo, não podia se aproximar tão fácil dele ou dos amigos dele, mas era amigo, nem sabia como, de alguém que podia: Uraraka.

Ochaco trabalhava num emprego bem ruinzinho, que havia atrasado seu pagamento, o que era recorrente. Porém, ela tinha uma prova para fazer para ganhar uma bolsa 100% numa faculdade prestigiada, para a qual ela estudava há séculos, e sem seu salário não tinha como pagar a prova.

Em sua defesa, Bakugou teria dado a ela o dinheiro para a prova simplesmente. Mas além dela ser muito orgulhosa e poderia não ter aceitado, ou tratado como um empréstimo, a oportunidade era simplesmente muito boa para deixar passar.

Então, como o demônio mal intencionado que era, Bakugou disse que daria o dinheiro à amiga se ela conseguisse apostar ou desafiar Kirishima a ficar com ele. Como a mulher competente que era, ela lhe saiu melhor do que encomenda.

Uraraka lhe contou tudo: ela estava presente quando apostaram que Kirishima não conseguia pegar Bakugou, mas manipulou os garotos de forma tão sutil que nenhum deles sequer percebeu que a ideia era toda dela. Claro, Denki e Hanta não eram o ápice da inteligência do colégio U.A., mas Ochaco merece seus créditos.

Assim, jurando que a ideia e a aposta era um segredo só deles, Kaminari, Sero e Kirishima agiram como a pequena mosca que gruda na teia da aranha.

E agora era hora de Bakugou devorar Kirishima. Tinha sido tão fácil quanto tirar doce de criança.

Bakugou e Kirishima saíram do cinema sorrindo travessos um para o outro, levando o segredo que era só deles até que tivessem um momento a sós com seus celulares para contarem aos amigos.

Eijirou ofereceu uma carona a Katsuki para levá-lo para casa em seu carro, como o burguês safado que era. O sorriso malicioso dele deixava claro que estava esperando mais alguns beijos no carro, mas ele mal sabia que ia ganhar muito mais.

Por mais que agora soubesse que ele era mesmo bi, Bakugou sabia desde o começo que as chances de Eijirou sumir de sua vida depois de ganhar a aposta eram enormes, então hoje era seu último dia e ele ia aproveitar o quanto pudesse e até mais.

Já no carro, Bakugou evitou Eijirou quando ele tentou lhe beijar, discretamente virando o rosto para mexer em seu celular como se não tivesse notado a aproximação dele, só para continuar com a ceninha de se fazer de difícil, sem a menor necessidade, claro.

Guiou ele por um caminho parecido com o da sua casa, mudando a rota em algumas ruas para cair na rua mais escura e deserta, um local que ele conhecia bem, próximo a sua casa. Sabendo que era seguro e que Kirishima provavelmente toparia, ele tirou sua blusa de manga longa logo depois de dizer a ele para virar na rua que tinha seu ponto preferido para foder num carro.

— Encosta ali. — Bakugou apontou para o local, sinalizando seu ponto preferido.

Kirishima não pareceu nada confuso ao estacionar o carro bem no escuro. Ele desligou o veículo e virou para o lado para assistir Katsuki tirar sua calça e roupa íntima, só então retirando seu casaco e blusa. Bakugou não lhe deu tempo nem de abrir o botão da calça antes de sentar no seu colo.

Completamente nu, o loiro sentou nas coxas musculosas de Kirishima, tomando cuidado para não bater sua cabeça no teto do carro. Eijirou deslizou as mãos pelas coxas fartas e logo apertou a bunda macia, deixando sua mão por lá mesmo enquanto Katsuki esfregava seu pau no abdômen musculoso do outro.

Os dois se beijaram com fome, o desejo fazendo o carro ficar mais quente mesmo na noite fria e no ar-condicionado do carro. Bakugou se vingou dos puxões que seu cabelo recebeu puxando o cabelo de Kirishima de volta, os longos fios ruivos e sedosos entrelaçados em sua mão.

Eijirou apertou sua bunda com força, esfregando o pau que endureceu dentro de suas calças na bunda nua de Katsuki, que rebolou em seu quadril. O loiro logo pegou uma de suas mãos e chupou dois de seus dedos, olhando fundo nos olhos vermelhos ao simular um boquete nos dedos longos.

A respiração de Eijirou acelerou ao se dar conta do quão longe Bakugou pretendia ir naquele momento, sua mão livre caminhando entre os corpos dos dois para liberar seu pau de suas roupas, se atrapalhando com a tarefa pois não conseguia desviar os olhos de Katsuki, que chupava seus dedos com desejo, babando e deixando muita saliva escorrer por sua mão.

Quando notou que Eijirou colocou o pau pra fora, Katsuki direcionou ele mesmo os dedos molhados em saliva para sua bunda, ansioso por provar daquele membro gostoso que o ruivo tinha entre as pernas.

Ele colocou um dedo com cuidado, Katsuki já relaxado deixou-o afundar em si, rebolando com vontade. As línguas se encontravam com vulgaridade dentro das bocas banhadas em saliva, o desejo e tesão quase palpáveis no ar do carro.

Eijirou logo adicionou até o terceiro dedo, tomando cuidado quando Katsuki se mostrava desconfortável. Afinal, em termos de preparação não era tão diferente de transar com uma garota.

Quando o outro já se sentia mais confortável e gemia alto contra sua boca Eijirou retirou seus dedos, procurando o pacote de camisinhas que deixava em seu carro, correndo para colocar uma em seu pau que já ficava vermelho de tesão, sem nenhuma fricção suficiente para aliviar seu desejo.

Sorriu ao achar o último pacotinho de lubrificante que tinha lá e passou por cima de seu pau já vestido na camisinha, logo guiando o quadril estreito de Katsuki para que sentasse bem em cima de seu pau, gemendo ao sentir o calor e aperto do outro.

Sentiu a bunda farta encostar em suas coxas quando Katsuki o acomodou completamente dentro de si e se concentrou em não se mexer. Era tão, tão gostoso estar dentro do loiro e ver a expressão dele de prazer enquanto sentia os espasmos que ele dava quando tentava se concentrar em relaxar.

Depois de poucos minutos o carro já balançava do lado de fora, os vidros do carro embaçados e os gemidos altos podendo ser ouvidos por quem passasse bem perto. Mas como Bakugou já bem sabia, ninguém passava naquela rua. Portanto aproveitava a tudo o que tinha direito, gemendo, chupando e marcando a pele de Kirishima, rebolando com força para que Eijirou atingisse sua próstata em cada metida.

As mãos fortes marcam os quadris de pele clara, Kirishima descendo Bakugou em seu pau com força, sentindo seu orgasmo se aproximar mais rápido cada vez que o loiro sussurrava “Eijirou, me fode” com aquela voz rouca cheia de sacanagem. A pele suada brilhando na luz fraca do carro, o cabelo loiro colando na testa e ficando cada vez mais bagunçado, o peito musculoso e cheio exibindo mamilos rosados que ele chupava com força e mordia sempre que podia.

Katsuki era lindo. Mas sendo fodido com força e gemendo seu nome ele era uma obra de arte ainda mais bela.

O orgasmo atingiu Bakugou primeiro, Eijirou repetidamente puxando seu cabelo com força e arranhando sua nuca a gota d'água para que sua porra melasse o abdômen dos dois de uma vez.

Sentindo Katsuki lhe apertar e sentar em seu pau como se sua vida dependesse disso Kirishima gozou, apertando ainda mais a coxa musculosa do homem em seu colo, sabendo que no dia seguinte ele provavelmente estaria roxo e cheio de marcas para lembrar de Eijirou.

Depois de se limparem na medida do possível, Eijirou finalmente ficar sem a camisa preta manchada com seu gozo e colocar apenas seu casaco vermelho e Katsuki se vestir, os dois garotos foram para a casa de Katsuki de verdade.

Eijirou beijou o outro rapaz com carinho antes dele sair de seu carro, e Katsuki pensou que era apenas um gesto cheio de charme de um garanhão. Todavia, Kirishima achava especial o que tiveram, afinal Bakugou era seu primeiro garoto, desde o primeiro beijo até todo o resto.

Ainda assim, ele foi para casa e contou a vitória, narrando para os amigos como bravamente, de alguma forma que ele não sabia como, domou o dragão belo, mas aterrorizante, que era Katsuki Bakugou.

Enquanto isso, o verdadeiro vitorioso era Katsuki, que enganou seu crush num truque de mestre digno de fanfiction.




Capítulo 2 — A criança voltou para te dar um chute no saco


Bakugou riu da expressão tímida de Kirishima. Um homem enorme daquele tamanho corando porque Katsuki dissera que queria sentir o pau dele no fundo de sua garganta. Mas que coisa…

Para quem estava fodendo-o com tanta vigorosidade no último mês, ele ficava bem tímido em público…

— Katsuki, aqui não… Eu já disse que você falando essas coisas me deixa excitado, eu não posso sair de pau duro no meio de uma sorveteria. — Eijirou sussurrou em seu ouvido, olhando ao redor.

Após aquele encontro no cinema, Katsuki conseguiu o que queria. Se aproximou de Eijirou, tinha o número dele e eles eram… amigos de foda? Algo assim, na visão dele. Não era como se antes ele tivesse sido completamente apaixonado por Eijirou, como se houvesse muito sentimento ou algo assim, portanto foi fácil se acostumar à nova dinâmica deles.

Eles não se falavam muito no colégio, nem apareciam muito juntos por lá, mais por vontade de Bakugou do que qualquer outra coisa. Ele gostava de ficar sozinho, enquanto Eijirou amava ficar com seus amigos.

No entanto, saiam juntos toda semana para vários encontros, por insistência de Eijirou, ou para motéis quando Katsuki o convencia. Aquela mesma rua da primeira transa já se tornara uma velha conhecida, e após qualquer encontro tarde da noite Kirishima dirigia para lá sem sequer receber instruções para tal. Já era rotina ajudar o ruivo a descer pela janela de seu quarto às quatro da manhã para que não fosse descoberto que ele passou a noite em sua casa.

A última coisa que faziam nesses encontros era dormir.

Mas, por algum motivo, passaram a ser mais lentos e trocar carinhos, sempre por iniciativa de Eijirou. Katsuki não pensava muito sobre isso. O carinho não lhe incomodava, mas ficava perturbado ao notar que não incomodava, e empurrava o assunto para o fundo de sua mente, preferindo ver seja lá o que tinha com Kirishima como algo estritamente sexual. Talvez uma amizade sexual, mas nada muito além.

— O que? Tá com medo? Pensei que você fosse um cara másculo, Eijirou. — Katsuki provocou.

— Você sabe que eu sou. Mas masculinidade não tem nada a ver com andar por aí de pau duro.

Os dois riram, ainda sentados muito perto um do outro, as vozes sussurrantes como se falassem do maior segredo do mundo, mas sem de fato se importar se os outros ouviam.

Kirishima se aproximou para beijar Bakugou e o loiro retribuiu, logo sentindo o gosto do sorvete de chocolate na boca do outro, as línguas se encontrando com paciência. A mão que já estava na coxa dele apertou a carne e Katsuki foi agraciado com um suspiro leve e um sorriso pequeno em meio ao beijo, seguido de uma mordida em seu lábio inferior, os dentes afiados machucando a pele, o que fez o loiro se arrepiar completamente.

— Eu vou pagar e te levar pra casa. A não ser que você tenha decidido me escutar e vá fazer a atividade de Química amanhã, aí a gente pode ir lá pra casa e…

— Nope. Eu tenho que correr com algumas pesquisas e você não vai me atrasar dessa vez. Mas… — Katsuki estendeu a sílaba, um sorriso malicioso se desenhando em seus lábios ao ver o quão esperançoso estava Eijirou. — Nesse fim de semana eu acho que to livre e meus pais vão viajar, então…

Eijirou beijou-o de novo, um mero encostar de lábios dessa vez, não deixando o sorriso morrer.

— Tudo bem. — Ele disse, se levantando para ir pagar a conta.

Já que ele sempre acabava tomando a iniciativa de pagar, não era Katsuki que iria recusar, não é mesmo?

Bakugou observou Eijirou se distanciar, chegando à filinha do caixa com calma. De repente, Uraraka apareceu em sua frente, a expressão chocada de quem viu um defunto.

— Você e o Eijirou estão namorando? — Ela perguntou.

— Que? Claro que não.

— Vocês se beijaram!

— A gente tá se pegando só, sua doida. — Bakugou rebateu.

— Você já contou a verdade pra ele? Tem que contar!

— Por quê? — Katsuki perguntou, confuso.

— Ele merece saber, eu acho que ele gosta de você, Katsuki!

— Gosta de mim? Por favor, como que alguém ia se apaixonar por mim, Ura? Eu, hein. Além do mais, ele é um galinha, não se apaixona. Ta só me fodendo. E muito bem, obrigado.

Uraraka corou, se recostando na cadeira onde Eijirou antes estava sentado, e respirou fundo.

— Eu acho que ele gosta de você. Mas okay. Só, por favor, se ficar sério conta pra ele. Eu to me remoendo de ter brincando com ele assim. Apesar que ele parece bem feliz… — Ela divagou. — Eu espero que ele me desculpe e te desculpe. Vocês combinam. — Ela concluiu, com um sorriso.

Bakugou semicerrou os olhos, ofendido.

— A gente não “combina”. A gente tem química, só. Não é nada demais, pode relaxar que não vai ficar sério, tá, caralho?

— Eu só não quero magoar ele. Ele é galinha, mas não merece ser magoado. — Uraraka falou.

Ela olhou para trás, vendo Eijirou voltar e se levantou da cadeira, encerrando o assunto.

— Oi, Ura! Cê quer um sorvete? Eu pago. — Eijirou ofereceu, abraçando forte a garota, um sorriso doce nos lábios.

— Não precisa. Eu to indo pro trabalho, tô até meio atrasada. Só passei pra cumprimentar vocês. Mas obrigada.

— Quer uma carona? — Kirishima perguntou.

— É aqui pertinho. Tchau e obrigada. Vejo vocês no colégio, beijos! — Ela falou, soltando beijinhos na própria mão e dirigindo a eles enquanto saia. Eijirou acenou para ela, se voltando logo para Katsuki com um sorriso largo nos lábios.

Pensando no que Uraraka dissera, Katsuki concluiu que não. Eijirou não merecia ser magoado.

.

.

.

Naquele mesmo fim de semana, Katsuki já estava adiantado com todas as suas atividades e seus pais haviam viajado, com previsão para retornar apenas na quarta-feira. Cumprindo sua palavra, ele avisou Eijirou. E foi assim que, apenas 20 minutos depois, o jogador de basquete apareceu em sua porta com uma bolsa enorme afirmando que pretendia passar o fim de semana inteiro em sua casa.

— Você pretende passar dois dias aqui ou um mês? — Bakugou indagou notando o quanto a mochila parecia prestes a estourar de tão cheia.

Eijirou riu, sem se importar com seu tom grosso, e simplesmente entrou na casa. Ele avaliou cada cômodo por onde passava, olhando com atenção para as fotos de Katsuki que enfeitavam a sala em molduras simples. O ruivo caminhou rapidamente pelo corredor de entrada até a sala, e então abriu a porta para a cozinha e bisbilhotou sem entrar. Ele fechou a porta em um instante e virou de volta para Katsuki.

— É massa olhar tua casa no claro da luz do sol, e sem ter que correr pro teu quarto escondido.

Bakugou revirou os olhos, um sorriso pequeno em seu rosto. Ele tinha desenvolvido um gosto estranho pelas piadas bestas de Eijirou e seus comentários irônicos que nunca carregavam nenhuma acidez real. Por trás da pose de galinha, ele era só um menino muito doce, incapaz até mesmo de usar um sarcasmo efetivo.

Sem dizer nada, o loiro se dirigiu ao seu quarto, ouvindo os passos do outro em sua cola, devagar, sem pressa. Ele pretendia passar dois dias em sua casa, de qualquer forma. Não tinha por que ter pressa. Mas, aparentemente, Eijirou não concordava com ele, pois assim que entrou em seu quarto ele jogou a bolsa no chão de qualquer jeito e agarrou Bakugou por trás, os braços fortes e malhados envolvendo sua cintura.

— Tava com saudades de ti.

O sussurro em seu ouvido arrepiou seus braços e fez algo em seu estômago se revirar. Ele não sabia se o sentimento era bom ou ruim. Ao mesmo tempo em que se sentia tenso, também se sentiu derreter. Claro, não podia ser tão bobo a ponto de cair tão fácil numa conversinha dessas de Eijirou. Ele não era idiota.

— Com saudade, é? — Katsuki perguntou, o sarcasmo pingando de sua língua.

— Claro, ué. Não posso?

Assim, de forma nada sutil, as mãos de Eijirou escorregaram por dentro de sua calça, apalpando seu pau suavemente. Bakugou logo sorriu, grato por voltarem a sua dinâmica normal. Uraraka estava alucinando se achava que qualquer coisa romântica poderia acontecer entre eles algum dia.

Katsuki encostou no corpo de Eijirou, esfregando sua bunda na virilha dele enquanto sentia os toques do outro em sua intimidade. Era notável que havia sido o primeiro homem com quem ele se envolveu, certos toques tímidos ou sem jeito deixavam o fato gritante. Mesmo assim, Kirishima se mostrava um ótimo aluno e um mês depois seus toques eram mais habilidosos, certeiros. Com as mordidas afiadas que ele dava em seu pescoço, seu pau logo endureceu, envolto na mão quente.

Bakugou envolveu sua mão nas madeixas ruivas, puxando a boca dele para um beijo libidinoso, ambas as línguas se enroscando com muita saliva. Kirishima pressionou o corpo dele contra o seu, roçando o pau duro dele em sua bunda enquanto apertava seu pau. Katsuki virou-se no abraço de Eijirou, beijando-o com gosto enquanto puxava os cabelos dele, a outra mão puxando para fora o pênis do outro e masturbando ambos em conjunto. Kirishima passou a andar devagar, guiando-o para a cama sem quebrar o beijo.

Deixou seu corpo ser derrubado na cama, ao mesmo tempo que ele caia por cima de si, o corpo forte quase esmagando o seu, arrancando o ar de seus pulmões de um jeito gostoso. Eles se ajeitaram de forma desleixada na cama, tiraram as roupas ao mesmo tempo em que subiam para se encostar nos travesseiros, deixaram as peças caírem ao redor da cama sem nem olhar para onde ia.

Com ambos os corpos nus, foi rápido para Eijirou deslizar dois dedos lambuzados de lubrificante para dentro de Katsuki, sabendo que ele já tinha se masturbado nesse mesmo dia (e sabia porque ele mandou fotos e áudios para provocá-lo). Com pressa, ele beijou e mordeu os lábios rosados do loiro, sem se importar se os dentes afiados iriam machucá-lo ou não. Quando sentiu que o outro estava mais confortável, colocou a camisinha. Com pressa, Bakugou inverteu as posições, ficou por cima do outro e logo sentou, deixando o pau dele ir fundo dentro de si. Com habilidade, Katsuki movimentou seu quadril, rebolando devagar para sentir o pau de Eijirou bem fundo dentro de si, soltando suspiros excitados no quarto claro, o sol do meio da tarde iluminando seu cabelo por trás.

Rapidamente ele se sentiu confortável para ir mais rápido, quicando no ruivo como se dançasse para alguma música, rebolando e mexendo o quadril com habilidade, cavalgando Eijirou num ritmo acelerado para seu bel prazer.

Após algum tempo, foi a vez de Kirishima mudar as posições, colocando Katsuki de quatro na cama, a bunda bem empinada e ao seu dispor, logo enfiando-se nele novamente e metendo com força em sua bunda. Eijirou acariciou a pele clarinha, logo estapeando a carne macia de sua bunda com força enquanto acelerava a velocidade das estocadas, fodendo Katsuki. O loiro gemia alto, sabendo que não havia por que se conter e desejoso por ouvir o ruivo gemendo consigo. Por isso, de propósito, passou a contrair sua entrada apertando o membro duro que o fodia com gosto e arrancando os gemidos grossos e roucos que tanto amava ouvir.

Sem aviso, Kirishima se afastou, usando seus braços fortes para virar Katsuki na cama. O loiro gemeu alto quando ele pegou as duas pernas em suas mãos, apoiando-as em seus ombros e voltou a penetrar, arremetendo com força contra o loiro, que sentia as bolas do outro batendo em sua bunda a cada metida. Seu orgasmo se aproximava com rapidez e Katsuki deixou-se ser arrematado pela explosão de prazer, o ápice o envolvendo de uma vez com força. Sua perna tremeu enquanto sua garganta doía pelo gemido rouco que emitiu. Eijirou meteu com força, levantando seu corpo e afastando seu tronco da cama enquanto ele gozava também.

Recuperado de seu orgasmo e com a respiração mais calma, algum tempo depois, Katsuki desceu com Eijirou para a cozinha, tranquilo por ver que tudo estava normal. Uraraka estava, de fato, alucinando. Continuou fingindo que as palavras dela não lhe caçavam até aquele momento.

.

.

.

No dia seguinte, Bakugou acordou ao som de uma música. Era calma, e a voz feminina era suave ao cantar.

A segunda coisa que ele notou, foi que Kirishima não estava na cama. Kirishima, que só faltava chorar para acordar e sair de sua casa às quatro da manhã. Kirishima, que em dias sem aula ficava na cama no mínimo até às onze. Katsuki se perguntou se estava tarde. Não era de seu feitio acordar tarde, mas fazia mais sentido do que Eijirou acordando cedo.

Bakugou abriu os olhos e deu de cara com o quarto todo enfeitado com balões vermelhos em formato de coração e sua respiração parou. Mas que porra?....

Só então ele notou qual a música que tocava e bufou, a raiva borbulhando em seu peito. Eijirou apareceu no batente da porta com uma bandeja enfeitada com uma rosa amarela e algumas comidas que ele não conseguia ver.

Bakugou se sentiu derrotado. Uraraka devia estar rindo onde quer que estivesse.

— Katsuki, eu… —

— Quem é a Bela e quem é a Fera, Eijirou? — Bakugou interrompeu.

Numa caixinha pequena na cômoda de seu quarto, tocava Sentimentos, música tema do filme A Bela e a Fera. Bakugou estava puto. Puto por vários motivos, mas principalmente por saber que era muito a cara de Kirishima escolher aquela música e colocar um significado nela, ainda por cima um significado que indicasse que ele era a Fera.

Eijirou riu sem graça para sua pergunta e escolheu não responder.

— Katsuki, tem algo que eu quero falar contigo. Por favor, não interrompe, se não eu perco a coragem. Eu sei que a gente começou tudo meio de brincadeira, nada muito sério. E eu sei que quem me vê ali no colégio sabe a minha fama e tals. Mas eu gosto de você, de verdade. É meio assustador pra mim, faz muito tempo que eu não gosto de ninguém, e nunca de um garoto. Mas eu queria que o que a gente tem fosse sério. — Eijirou respirou fundo. — E pra isso eu preciso te contar a verdade, olha…

— Não. — Bakugou interrompeu.

Puta que pariu aquela boca de praga da Uraraka ainda lhe pagava.

Controlando a respiração acelerada e fingindo que não estava afetado, Bakugou se sentou na cama direito.

— Eu tenho que te contar uma coisa. — Bakugou exalou com força o ar dentro de si. — Eu sei da aposta. Fui eu … eu que organizei a aposta. Eu pedi a Uraraka pra dar um jeito nisso e acabou que pareceu que a ideia foi de vocês. Eu sempre soube da aposta. Eu meio que fiz ela. — Bakugou falou de uma vez.

O loiro engoliu o nó em sua garganta e fechou sua expressão. Ele não queria admitir e nem pensar na dorzinha que tomava conta de seu peito à medida que os últimos dois neurônios de Eijirou processavam a informação e a feição dele se contorcia em mágoa. Sem dizer nada, Kirishima apenas deixou a bandeja no chão e saiu do quarto. Foi pior do que se Bakugou levasse uma tapa na cara.

Ele levantou da cama e caminhou até a porta. Na bandeja, estava um café da manhã com sucos, pães e um pedaço generoso de torta de morango que Kirishima sabia ser sua preferida. A bolsa enorme que ele trouxe estava agora bem mais vazia.

Kirishima tinha acordado cedo para organizar tudo.

Bakugou mordeu o lábio inferior. Era uma péssima hora para perceber que o rolo deles tinha ficado mais sério para ele também.

.

.

.

Kirishima fechou a porta do banheiro e sentou na tampa da privada. Aquilo era castigo pelas vezes que ele inevitavelmente quebrou o coração de alguma menina? Era assim que as pessoas se sentiam?

Era horrível.

Ele tinha realmente se esforçado. Queria fazer algo bonitinho para seu primeiro namorado. Por mais que sim, tenha escolhido o tema de A Bela e a Fera porque ele obviamente era A Bela e Bakugou A Fera, ele ainda queria algo romântico. Ele queria começar um relacionamento sério com o pé direito e no fim… acabou com isso.

Não conseguia ficar com raiva de Katsuki por organizar a aposta. Ele e Uraraka orquestraram tudo? Quem liga? Ele sabia muito bem que não tinha sido seu ato mais másculo ter aceitado a aposta em primeiro lugar, portanto, não se considerava no direito de julgar Katsuki.

Ele havia fugido, na verdade, porque estava triste. Era o primeiro homem que gostava, e não era correspondido. Em sua mente, ao reagir daquela forma à sua declaração, ficava claro que Katsuki estava lhe dando um fora, dizendo que não tinha interesse romântico algum em si. Isso entristecia Eijirou mais do que ele achava que iria.

Era frustrante, além de tudo. Ele tinha acordado cedo (para seus padrões) e organizado tudo o mais silenciosamente possível. O sono pesado de Bakugou, que só acordava no horário que seu despertador mental queria (o cara parecia um robô!), ajudou muito nessa tarefa. Ele tinha até comprado a torta de morango na melhor doceria que conhecia para que satisfizesse o gosto exigente do loiro. E mesmo assim, um belo de um fora.

Ele suspirou, tristinho. Pensou o quão teatral foi sair do quarto sem dizer nada e se resignou: tinha que acertar as coisas com Katsuki. Talvez pudesse dizer que foi uma pegadinha e voltar ao normal com ele? Era melhor do que perder contato de vez.

Seus pensamentos foram interrompidos pelas batidas de Bakugou na porta do banheiro.

.

.

.

— Eijirou? Tai né?

— To…

— Ta, escuta. Só escuta. Não me interrompa. Eu organizei a aposta porque gosto de você. Eu… eu sempre tive crush em você, já fazia um tempo e pensei na aposta pra pelo menos te pegar. Mas… acho que ficou… que foi além. Eu gosto de você.

Eijirou abriu a porta de uma vez, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

— Cê gosta de mim? — Ele perguntou, notando o cenho de Katsuki franzir.

— Sim. Mas não vou repetir não.

Eijirou o abraçou, um abraço apertado de urso.

— Quer namorar comigo?

Katsuki franziu o cenho, meio apavorado. Um gay panic intenso tomando conta dele.

Namorar? Namorar alguém? Namorar Eijirou?

Diversos “e se” passaram por sua mente. Mas Bakugou rapidamente lembrou-se de seu eu. Onde estava aquele garoto que armara pra ficar com seu maior crush porque não parava de pensar nele de forma alguma?

— Sim. Me desculpa por… por ter feito tudo desse jeito, eu só pensei que era o melhor… — Bakugou fechou a cara, pensando melhor. — O jeito mais fácil. Era o jeito mais fácil. Desculpa, eu só queria muito você.

— Que másculo! — Kirishima comentou, fazendo biquinho. — Desculpas aceitas. Me desculpa também pelo lance das apostas, eu sou um homem mudado. Não mais um galinha. — Eijirou concluiu, a mão direita erguida como num juramento.

Bakugou riu.

É. Ele tinha namorado agora.

.

.

.

Depois de uma longa conversa com Uraraka, que Bakugou depois descobriu ter sido mais sobre a garota e a família dela do que qualquer coisa relacionada a aposta, Kirishima se juntou com Katsuki na sala. O ruivo foi presenteado com um balde de pipoca, coca-cola, vinho, chocolates e o direito de assistir qualquer filme que quisesse.

Bakugou aguentou o mais pacientemente possível, como um reforço ao seu pedido de desculpas, cada filme de comédia ou ação pra lá de questionável que Eijirou gostava e pedia, até que a tela passou a mostrar o início de O diário da princesa. O loiro revirou os olhos com força, sem paciência para mais uma comédia, ainda por cima romântica. Ele pegou o vinho das mãos de Eijirou e encheu a boca, engolindo com rapidez e devolvendo ao outro, que bebeu com os olhos ainda presos à tela.

Mas isso Bakugou pretendia mudar.

Ele se abaixou entre as pernas do ruivo e puxou o pau dele para fora sem cerimônia, estimulando-o com as mãos e a língua que deslizava pelo comprimento devagar. Katsuki olhou nos olhos de Eijirou, que o olhava de volta claramente surpreso.

Assim que sentiu ele endurecer, Bakugou afundou o membro rígido em sua garganta molhada, engolindo-o com facilidade e gosto. Permitia-se engasgar com o pau dele cada vez que ia fundo demais, se deleitando e ficando duro também dentro de suas calças. Sentiu a mão forte afundar em seus fios loiros, o quadril do outro impulsionou para a frente, enfiou ainda mais dentro da boca quente.

Sem pena, Katsuki fez uma garganta profunda no pau de Eijirou, acomodando tudo dentro de si e engolindo o quanto conseguia, contraiu sua garganta o mais apertado que podia e então voltou, sugou com força o comprimento para passear delicadamente pela fenda na cabecinha com a língua.

Ele respirou fundo pelo nariz e se preparou para engolir Eijirou de novo, afundando seu rosto nos pelinhos pubianos ralinhos e pretos dele e manteve o pau fundo em sua garganta, tentando não engasgar. Segurando sua nuca com força para mantê-lo no lugar, Kirishima gozou fundo na sua garganta, gemendo alto, encobrindo o barulho da tv ligada.

Sem nem precisar engolir, pois a porra dele já estava fundo dentro de si, Katsuki levantou e sentou no colo dele, beijando Eijirou com gosto, sua lingua enrolando-se na do outro.

No fim, não tinha lá muitos arrependimentos pela ideia de sua aposta. Ele não apenas conseguiu ficar com Kirishima uma vezinha, como conquistou aquela montanha músculos como namorado. Considerando mesmo as problemáticas recentes, tinha saído no lucro.

Ele era, de fato, muito bem articulado.




notas: Espero que tenham gostado!!

Esta é uma fic que pertence ao desafio da Polibio do clichê às avessas e o tema foi:

8 - Você descobre que o cara mais bonito da escola na vdd fez uma aposta pra conseguir ficar com você… e ADORA isso. Não tinha ideia do quanto é fácil tirar dinheiro de gente trouxa /// OU surprise surprise, você que bancou a aposta pra pegar o gostoso burro no sigilo.

eu AMEI o conceito e queria muito escrever um Kirishima fuckboy, meio himbo, então foi isso que saiu. Eu penso em fazer uma continuação, talvez, ces estariam interessades? provavelmente SE houver uma seria postada em agosto ou setembro, pq preciso preparar as fics do KiriBaku Month para agosto!!

16 июля 2020 г. 19:59:10 2 Отчет Добавить Подписаться
3
Конец

Об авторе

Luray Armstrong Oiii Sou não binário e pansexual. Pronomes masculinos: ele/dele. Obrigado! Viciado em: SasuNaru, KiriBaku, WangXian. No meu perfil você encontra fics de Naruto, BNHA, PJO e em breve MDZS. Sejam bem viad0s! arte do perfil: Nathy Maki

Прокомментируйте

Отправить!
Monnys Monnys
Tomei vergonha na cara e vim ler a fic, ela tá na lista desse quando saiu o desafio da Políbio sksksksksksks Nossa, PERFEITA do início ao fim! Amei como trabalhou o plot, Bakugo é realmente muito articulado! Aproveitou até o último segundo e o Kiribaby tbm, sem dúvidas ksksksks Arrasou!

  • Luray Armstrong Luray Armstrong
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk obrigado por ler e por comentar <3!!! October 25, 2020, 20:45
~