jungdae jungdae

Jeongguk só queria se empanturrar em um Doritos apimentado. Porém, ao sair para ir até a lojinha de conveniência tão familiar, não imaginava conhecer o encrenqueiro Taehyung, o atendente boca suja que, mesmo o Jeon não gostando de doce, insistia em lhe oferecer os seus famosos dedos de mel. taekook | bottom!jk | hard lemon


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Короткий рассказ
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Único, como os dedos do Taehyung

Jeongguk buscou com os olhos a arma, aparentemente em cima da mesa, depois voltando o olhar para a porta, calculando quantos passos precisaria dar até que fugisse por ela. Era um momento de tensão; sentia o suor escorrendo pela linha da coluna numa lentidão que lhe fazia cosquinhas. Abanou a cabeça, descartando a vontade de meter a unha na gotinha salgada e coçar a pele que pinicava. Precisava de concentração. O plano ele já tinha. O inimigo não dava sinais de que se mexeria tão cedo.


Era agora ou nunca.


O castanho se moveu na maior velocidade que a natureza havia lhe dado — uma merreca —, a mão direita estendida como se, por um milagre, o braço fosse se esticar como um elástico velho e alcançar a superfície de sua pequena mesa. Pequena mesmo, puta que pariu, mal cabiam dois pratos juntos. Mas, voltando, Jeongguk saiu correndo de onde se encontrava, soltando um grito, talvez pela emoção que o corpo sentia ao se exercitar depois de três semanas, em direção a carteira quase vazia.


Não viu como, mas na certa havia calculado errado — era ruim nessas coisas de soma —, porque no momento seguinte o inimigo surgiu do ar, voando como aqueles esquilos esquisitos, numa confusão de pelo seboso em direção ao lindo rostinho jovem de Jeon Jeongguk. Foi tarde demais, quando viu o gato gordo estava por cima, miando pela sobrevivência fajuta que tinha, e o plano havia fracassado como sempre.


— Gato idiota — era o mínimo que pode murmurar antes de se soltar do amor desmedido de seu bichinho, bufando antes de jogar o gato longe e laçar a carteira quase vazia por cima do móvel, se encaminhando para a porta. — Não tem comida, Gato! — Gato era o nome do gato. — O imprestável do Jimin sumiu com todo meu salário, só me deixou o couro antigo da minha carteira. — Jeongguk quase chorou, mas se conteve. Estava conversando com um gato, onde ele iria parar?


Park Jimin era uma espécie de inquilino. Espécie, porque ele não morava lá, mas continuava aparecendo apenas para furtar toda a comida que conseguia, e isso queria dizer muita. Fático dia em que Jeongguk ofereceu a cópia de sua chave para aquele folgado. Agora, quando chegava em casa após um dia exaustivo na faculdade, encontrava Gato e Jimin esparramados em seu sofá — antes — limpo. Era uma falta de vergonha na cara e no focinho sem tamanho, como se fosse uma afronta ao homem que trabalhava para manter aquele muquifo em pé, ou em outras palavras, um desrespeito para com Jeon Jeongguk e seu cansaço.


E, em dias como aquele, quando o castanho chegava mais exausto que saco de batata em pé, ele percebia que, realmente, deveria enxotar Jimin de sua residência. Que tipo de amigo usava da esperteza e da falta do que fazer para invadir o apartamento alheio e comer de tudo que havia na geladeira? Puta merda, viu. E ainda tinha Gato, que só comia ração selecionada… Uma vez por ano.


Para Jeongguk, há uma palavrinha mágica chamada prioridades. E a prioridade ali naquele momento era sua fome de dois meses inteiros, não a ração cara. Sendo assim, ignorou o bicho, saiu porta a fora com um sorriso animado e não, não tinha hora para voltar. Tudo porque a loja de conveniência para a qual se dirigia, enquanto descia as escadas, funcionava vinte e quatro horas por dia.


Abençoado seja Namjoon, o dono da espelunca bonitinha. O rapaz era bom quando não se encarava ele por mais de seis segundos inteiros. Simpático, até.


Claro, só teve um episódio com Kim Namjoon que até hoje é digno de dúvidas. Era um belo dia de sexta, como agora. A diferença era que Gato insistiu tanto para sair que Jeongguk pegou a bola de gordura nos braços e levou até o estabelecimento pertinho do prédio onde mora (veja só, o bicho tem vontade própria). Não bastou muito, talvez uns treze passos, duas olhadas no preço da pinga — não que o Jeon fosse comprar — e uma encarada intensa de Namjoon para o Gato, este muito bem acomodado nos braços de Jeon, o dono. Pronto, a merda ‘tava feita a partir daí.


Namjoon se levantou de trás do balcão, onde vivia sentado. Olha só, foi uma coisa esquisita, e mais esquisito foi o fato dele se encaminhar para onde Jeongguk estava, observando os picles nos vidros transparentes. Na mesma hora, o castanho engoliu em seco, sentindo aquela presença de ‘vou bater na sua cara’ que o Kim tinha quando este parou ao seu lado, pigarreando. Jeongguk ignorou, claro, começando a assoviar como se não fosse com ele.


Mas não deu certo pagar de surdo.


— Esse gato… — Namjoon, com aqueles fios verdes despenteados, falou baixo, como se trabalhasse pra bandido. Jeongguk o olhou com a cara confusa, talvez sorrindo amarelo, não se lembrava. — O gato é meu.


— Quê? — Foi o que o Jeon falou, e talvez até Gato também. Não ‘tava entendendo porra nenhuma. Ia tentar falar em inglês, vai que Namjoon desistisse.


— Você escutou. O gato, você me roubou ele — acusou, apontando pra bola de pelos cinza. Que afronta!


— Não roubei porra nenhuma — tentou ser educado. — Gato está na minha família desde… que ele entrou no meu apartamento e comeu o Peixe, é.


Algo mudou na cara de Namjoon, mas logo ele voltou ao semblante usual. Aquele de que tá pouco se fodendo.


— Seok não é um assassino — afirmou. Então Seok era o antepassado de ficha limpa. — Tenho quase certeza de que você o viu na loja e o furtou!


— Como se furta um gato? — Jeongguk pensou em voz alta, olhando para os picles na prateleira. — Um gato que assassina peixes de família.


— Ele devia ‘tá com fome. Seok sempre está com fome. — Namjoon deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos do avental. O Jeon concordou com o Kim. Gato também sentia a fome de todos os gatos de rua em sua barriga.


Talvez aquele fosse mesmo Seok. Só precisava conferir o histórico de crimes do gato de duas identidades, esse enganador.


— Até que Gato fale a verdade, estamos num impasse aqui, Namjoon — Jeongguk pegou um vidro de picles, aquela coisa estranha. — Tem alguma ideia do que possamos fazer?


Namjoon pegou o vidro da mão do mais novo, buscando a resposta da criação do mundo no verde chamativo.


— Eu aceito a guarda compartilhada.


— Feito. — Apertaram as mãos, Gato ainda dormindo como se não tivesse sido adotado por dois caras.


— Vai levar os picles?


— Não tenho dinheiro pra picles. — Jeongguk bufou.


— Aceito pagamento felino.


Dias depois, Jeongguk descobriu que Namjoon era um bom pai. Bancava a ração de gato, dava banho no demoniozinho e, olha só, devolvia a bolinha em seu apartamento na hora certa, todos os domingos. Não sabia como haviam resolvido os papéis naquilo, mas por alguma razão desconhecida, Jeongguk ficava com o bichano durante a semana inteira e o Kim, após trabalhar para garantir o sustento, tinha Seokggato aos fins de semana.


Coisa muito estranha. O Jeon achava que tinha algo de errado nisso.


Quem não parecia ter gostado muito disso era Seokjin, o muso inspirador no nome do Gato. Em outras palavras, o namorado de Namjoon. Com uma vassoura na mão, ele ameaçou o Kim de morte quando soube da adoção. Jeongguk só assistia, sentadinho atrás do balcão da loja — veja só onde a intimidade o levou —, enquanto Seokjin tentava quebrar o pau, literalmente, na cabeça do namorado desnaturado.


Jeongguk apenas concordava, claro, enfiando uma quantidade de Doritos apimentado na boca e vigiando o sono de Seokggato.


— Eu não acredito que você falou que sou algum tipo de padrasto pra essa criatura possuída — Jin carinhosamente gritou, apontando para o bichano.


— Calma, amor — Namjoon falou mansamente, com as mãos na frente do corpo como forma de proteção. — É o melhor para o bichinho.


— Melhor é um caralho no seu cu, Kim Namjoon! — Jeongguk gargalhou, chamando atenção.


— Se você quiser, Seok-hyung, pode ser o pai do Gato. Eu fico como babá provisória.


Seokjin fez um barulho, parecendo emocionado. Namjoon suspirou aliviado, dando um joinha para Jeongguk. Se esse fosse o problema desde o início, teria pagado o picles com a bola de pelos.


Agora a situação estava controlada, e Gato tinha três pais oficiais. Era muita sorte pra um assassino de peixes só.


O Jeon abanou a cabeça, já entrando dentro do estabelecimento que tanto gostava. O casal de pombinhos havia tirado o fim de semana de folga, talvez para transar, não sabia ao certo. Namjoon falou umas coisas esquisitas, tipo afogar o peixe no riacho. Bem burrinho, coitado.


Tudo que Jeongguk sabia era que Seokjin tinha colocado alguém para ser atendente substituto em seu lugar, algum primo distante. Moço educado, portador de um conhecimento sobre números e que varreria bem o chão, foi o que disse. Então, tava tudo certo, né? Não precisaria se preocupar com ninguém lhe perguntando o motivo de encarar os picles como um lunático. Era apenas curiosidade, oras.


O castanho enfiou as mãos no bolso, de repente estranhando o frio que fazia ali. ‘Tá que ele curtia uma brisinha de inverno no corpo, mas não em nível calota polar. Puxou desajeitadamente o zíper da blusa de frio jeans que usava — por cima do moletom preto —, dando uns pulinhos como se tivesse algumas formigas no pé. Quem era o maluco homem das neves que ousou colocar aquele ar-condicionado nessa temperatura? Um assassino, não tinha dúvidas!


Falando em formigas, Jeongguk torceu o cenho, imaginando aquelas pequenas praguinhas com uma formação semelhante a de cheerleaders, andando por aí atrás de doce. Ugh, se tinha algo nesse mundo que o castanho achava mais estranho que picles em conserva, era o fanatismo de alguns para com balas e qualquer coisa que portasse muito açúcar. Sua boca chegava a ficar dormente só de imaginar algo assim em contato com sua língua, credo.


Andou mais um pouco, vasculhando as prateleiras de absorvente e pasta dental, procurando por nada mesmo. Jeongguk sabia que em lojas de conveniência era onde seu espírito estranho se mostrava: olhar os preços de produtos que nunca compraria ou que eram esquisitos demais podia ser a atividade mais divertida nessa vida, verdade seja dita. Por isso, não se incomodou ao abrir os tampos das garrafas de amaciante, sentindo o cheiro de flores que não conhecia. Odioso.


Abandonou aquele espaço pequeno entre as prateleiras de limpeza, fazendo uma nota mental: dizer a Namjoon para aumentar o espaço da porra das prateleiras. Quase ia derrubando os papéis higiênicos, oras.


O universitário quase chorou de emoção quando seus passos o levaram na direção da perdição, mais conhecido como prateleira dos salgadinhos apimentados. Ah, aquele lugar… O que dizer? Não havia palavras que descrevessem a paixão doentia de Jeongguk para com pimenta. Ele adorava sentir aquele sabor queimando sua língua, fazendo um caminho de fogo por seu estômago e ativando sua gastrite. Revigorante, claro.


— Vai levar alguma coisa ou ‘tá difícil? — Jeongguk pôde escutar uma voz do além, levando os olhos até o balcão por instinto.


Deu de cara com um carinha desconhecido, com um semblante semelhante ao de Namjoon quando este sentia fome: assustador. Porém, os cabelos num tom de vermelho e os olhos afiados como os de um gato de rua denunciavam o parentesco inexistente. O Jeon varreu o local com os olhos, com direito a uma viradinha no corpo, pra ver se o cara falava mesmo com ele.


— É com você mesmo, gracinha. — Oh, ele lia mentes! Espera, gracinha? — Se for roubar alguma coisa, aprenda a ser mais discreto.


— Não vou roubar nada! — Que mania desse pessoal de o assimilar a um ladrão, credo. — E não me chame de gracinha…


Jeongguk mordeu o lábio inferior, voltando a observar as embalagens bonitinhas de salgadinhos. Porém, agora que tinha consciência da presença de mais alguém, não conseguia evitar de observar de soslaio, fazendo uma descrição mental do rapaz: Vermelho ofuscante nos fios, olhos meio delineados, um braço coberto de tatuagens coloridas e bons modos nulos. Por que quem seria otário o suficiente para mascar um chiclete nojento enquanto descansava os pés em cima do balcão de uma loja de família? Pobre Namjoon, que merda ele ‘tava pensando ao contratar um marginal?


O universitário se fez de desentendido quando os seus olhos esbarraram com os do possível atendente novo. Que droga ‘tava pensando ao reparar desse jeito tão descarado alguém que nem conhecia? Pigarreou, lendo o preço do Doritos pela oitava vez, só agora se dando conta do absurdo que estava. Quase seis reais naquele saco de ar! Mas, ah, era tão gostosinho… Fez um bico indignado, tinha quase certeza que o idiota do Namjoon havia subido o preço, sabendo do seu amor desmedido pelo saquinho de morte.


— Aquela cabeça de abacate me paga — reclamou baixinho, mal percebendo o corpo um tiquinho maior que o seu escorando na prateleira, ficando de frente com o Jeon e cruzando os braços. — Ai que susto, porra! — Levou a mão ao peito, num gesto másculo quando esbarrou no ruivo esquisitão.


— Que boquinha suja. — O ruivo fez uma cara chocada. Que ator dissimulado! — Gostei. — Sorriu, olhando Jeongguk de cima a baixo. Que sem vergonha.


— Não ande por aí assustando os clientes, que saco. — Jeongguk odiava sustos, sim. Eles tinham a capacidade de mudar seu humor, então agora a única coisa que sentia vontade era de socar a cara do outro.


Quando não obteve resposta, o castanho encarou o mais alto, com uma cara duvidosa. Franziu o cenho, tentando saber de qual que era aquela cara de sonso pra cima dele, não deixando de evitar o piercing no lábio rosadinho do ruivo. Bem elegante, teve que reconhecer. Mas aqueles olhos afiados estavam o dando calafrios.


— Perdeu alguma coisa na minha cara? — Ah, qual é, Jeongguk não era o poço da educação também. — ‘Tá me atrapalhando, estranho.


O ruivo se desencostou da prateleira, enfiando as mãos no bolso do avental da loja. A língua serpenteou para fora, lambendo o lábio inferior para logo depois os dentes puxarem o próprio piercing. Jeongguk olhou hipnotizado todos aqueles gestos sexuais, e tinha quase certeza de que sua cara deveria estar expondo seu lado virgem, porque logo escutou a risadinha contida do sem vergonha na sua frente. Ah, golpe baixo, golpe baixíssimo!


— Você gosta dessas porcarias? — O provável atendente apontou para os salgadinhos. Porcarias? Que ultraje! — Hm, picante… Interessante. — O ruivo analisou um dos pacotes, meio desinteressado. Porém, o sorriso cínico continuava lá, como uma afronta ao psicológico frágil do Jeon.


O castanho pegou alguns pacotes rapidamente, abraçando-os como se fossem seus bebês. Aquele idiota não sabia de nada.


— Porcaria é o caralho! Não fale assim da minha fonte de vida — Jeongguk disse mesmo, daquele jeito estranho que ele tinha quando se sentia ofendido. Olhou raivoso para o maior, tentado a acertar sua cara com algum pacote.


— Que gracinha, você ‘tá nervoso. — E parecia realmente feliz, aquele cabeça de fósforo. Até fez um carinho nos cabelos de Jeongguk, que olhava com cara de otário para o outro otário.


— ‘Tá achando que eu sou o quê, hein? — Deu um tapa na mão ousada, ficando na defensiva.


— Você parece um daqueles gatinhos quando estão com fome — explicou na cara de pau. Ok, essa era nova. Ser comparado a Gato era o fim da picada. — Gostei disso também…


Algo de errado não estava certo ali. Primeiro, era o caralho daquele ar-condicionado ligado para congelar todo mundo, e o fato daquele atendente estar apenas de regata, com os braços atraentes para fora como se fosse verão. Segundo, que tinham mais picles na prateleira do que se podia comprar, e Jeongguk sabia que picles não era campeão de venda nem no Inferno. Terceiro, era aquele olhar de fome do ruivo em cima do Jeon, aquela língua dissimulada que adorava dar um passeio para fora da boca e as tatuagens interessantes que ele possuía. Jeongguk tinha um fraco por caras com ares de gangster, poxa. O que ele iria fazer sobre aquilo?


Entretanto, quem ofende seus salgadinhos estava marcado de morte, sim senhor! A cobra ia fumar e seria agora, ou ele não se chamava Jeon Jeongguk.


— Escuta aqui, projeto de animal! — E meteu o indicador no peito alheio mesmo, fazendo sua cara mais irritada. — Eu nem te conheço pra você sair me cantando por aí, e não ofenda minha comida, é.


— Taehyung. — Jeongguk estava há uns bons segundos com cara de nada, tentando entender aquele código. O ruivo suspirou, revirando os olhos. Porra, ele ficava bonito até com cara de cu, que afronta, Mãe Natureza. — Meu nome é Kim Taehyung, gracinha.


— Ah, outro Kim não, por favor — Jeongguk clamou, fazendo drama e tudo, até que algo fez clic em sua cabecinha. — ‘Peraí, Kim? Você é o tal primo do Jin?

— Sou. Surpreso? — O universitário acenou positivamente, meio espantado. Seokjin era tão educado, menino de ouro. De onde havia saído o projeto de rapper? — Deve ser por eu ser mais bonito.


— E mais estranho — completou, mal percebendo que não havia discordado. Taehyung sorriu com aquele piercing provocador de meninas virgens, revirando o bolso do avental e puxando de lá um pirulito. — Ugh, você gosta disso?


Kim Taehyung, o atendente agora com nome, franziu as sobrancelhas claras, enfiando o doce na boca e analisando a feição desgostosa do mais baixo.


— Não posso viver sem doce. — Falou cinicamente, meio imitando o Jeon quando este se referia aos seus salgadinhos péssimos. — Não gosta?


Jeongguk olhava o cabo do pirulito desacreditado. Bom, ele sabia mais do que ninguém que ninguém era perfeito. Mas seria castigo da natureza cuspir Taehyung ali e o fazer amar açúcar? Que decepção, vida.


— Odeio essas coisas… essas coisas cheia de açúcares estranhos. Prefiro meu Doritos. — Voltou a abraçar a embalagem, o amor de sua vida.


— Tem certeza? Eu posso te mostrar como é bom e viciante.


Jeongguk riu daquela piada, daquele jeito escandaloso de quando ‘tava nervoso. Muitas coisas poderiam acontecer naquela vida, tipo Gato ser magro e vegetariano e Jeongguk arrumar outro peixe. Mas nunca, nunquinha, o Jeon colocaria algum doce gosmento na boca.


— Como você é engraçado, Taehyung — falou entre risos, não percebendo a aproximação repentina do Kim.


Jeongguk sentiu uma mão na sua cintura, junto a um calorzinho naquela área sensível de seu corpo. Puta que pariu, não era pra ninguém saber de sua sensibilidade no primeiro flerte, mas a desgraça já estava feita quando ele soltou um maldito suspirinho, o suficiente para atiçar a curiosidade do atendente meia-boca. Taehyung sorriu aquele sorriso arrombador de hímens, olhando o Jeon de cima com os olhos febris. O pirulito continuava lá, batendo o cabo no metal do piercing do inferno.


Que a luz divina salvasse a alma de Jeongguk, amém.


— Também estou achando engraçado… — Parou, acariciando as costas do universitário.


— Jeongguk. — Quem era aquele filho da puta obrigando-o a revelar seu precioso nome? O Kim sorriu ao escutar, e que sorriso.


— Vou te dar uma chance para negar isso. — Sinalizou com os olhos, grudando os corpos num rompante desgraçado. As mãos do Jeon seguraram instintivamente o avental brega, e Taehyung pareceu gostar, esta sendo a resposta de que poderia prosseguir com o pacto, porque aquele clima só poderia ser obra do demônio.


O universitário se encontrava numa situação interessante. Veja bem, nem mesmo sua curiosidade sobre picles pareceu existir quando acompanhou a mão do ruivo indo em direção ao cabo do doce, retirando-o após uma sugada. Também não ligou quando o Kim botou a língua pra fora (maldita), molhando os lábios antes de se aproximar de seu rosto avidamente.


Ah, como descrever a confusão que foi ao sentir a boquinha de Kim Taehyung na sua, de surpresa? Foi um lance estranho inicialmente. Porque, meu Deus, aquele piercing gelado fez milagres quando tocado no lábio inferior do Jeon, a língua de Taehyung logo pedindo passagem e sugando o músculo molhado de Jeongguk de uma forma tão bruta que as pernas vacilaram. Tacou o foda-se e recebeu todos os tiros que eram os lábios frenéticos do ruivo nos seus, engolindo o resto de dignidade que ainda restava em seu corpo quando o Kim serpenteou a desgraçada da língua em todos os cantos de sua boca. Jeongguk sentiu que estava perdendo naquele jogo, sendo assim, buscou o gosto de Taehyung entre sugadas desesperadas, movendo sua boca no ritmo frenético que o mais alto havia ditado.


Um gosto doce invadiu sua língua, e Jeongguk quase chorou ao constatar que era do pirulito de anteriormente. E estava divino. Tratou de tocar a ponta da língua na semelhante do ruivo, agradecendo aos deuses por toda a habilidade concedida a Kim Taehyung, que parecia sorrir safado em meio às lufadas de ar, mordendo e puxando os lábios do Jeon de uma maneira sexy demais para ser recordada. Mas, porra, ainda precisavam respirar, e foi com muito custo e dor na virilha que o universitário afastou Taehyung, enchendo os pulmões de ar.


Porra, quase que ia morrendo.


— Puta merda — foi o que Jeongguk conseguiu dizer ao fim, ainda meio desesperado por ar.


Puta merda — Taehyung repetiu, soltando-se do garoto e balançando os fios vermelhos. — Não foi tão ruim…


— É, não foi. — Silêncio. Taehyung parecendo ter descoberto um exoplaneta novo e Jeongguk pensando em tudo que não fosse picles.


A bem da verdade, aquela merda de dia tinha virado do avesso total. Desde quando Jeongguk deixava de comprar salgadinhos para beijar estranhos? Melhor dizendo, desde quando o Jeon beijava, meu Deus? E com um ruivo metido a bandido!


Estava tão assustado e sem reação que nem se tocou da segunda burrada da noite, só se ligando quando tentou engolir o restinho de saliva. Estava… doce? Que porra era aquela?!


— Maldito! — Taehyung se assustou com essa. — Eu disse pra você, seu idiota, que odeio o caralho do açúcar.


— Não parecia. ‘Tava sugando minha língua tão forte que quase fiquei duro. — Desnecessário, claro.


Jeongguk o olhou, dessa vez com um brilho assassino no olhar. O Kim sorriu, expondo a fileira de dentes alinhadinhos. Não passava de um dissimulado, aquele arrogante.


— Pois avisa pra esse seu pau que eu não gostei nada. E me atenda de uma vez por todas! — O Jeon apontou o dedo na cara do ruivo, logo depois enchendo os braços com as porcarias que amava e se encaminhando até o balcão.


— Vai comprar tudo isso?


— Se eu aguentei trocar saliva com um cara como você, tenho certeza que posso comer toda a pimenta desse mundo. E pare de me olhar como se eu fosse um vidro de picles! — Bufou irritado, tentando alcançar a carteira no bolso traseiro, ainda segurando a bomba gástrica.


Puta merda, será que era possível odiar alguém em tão pouco tempo? Pois era isso que Jeongguk teve certeza de estar sentindo quando Taehyung deu uns passos tranquilos em sua direção, o prensando bonito entre seu corpo e a madeira do caixa. É, ferrou.


— Deixa que eu te ajudo. — O menor não teve tempo de reação, e não pôde xingar o Kim quando sentiu uma mão apertar sua bunda descaradamente.


— O que ‘tá fazendo, imbecil? — Arfou, sentindo Taehyung alisar as bandas de uma forma lenta.


— Tentando tirar sua carteira, não ‘tá sentindo? — E com sentindo, ele se referia a massagem que fazia na cara de pau nos sagrados glúteos do Jeon.


Taehyung soltou uma risadinha ao pé do ouvido do castanho, arrepiando aqueles pelinhos da nuca.


— Tem certeza que vai levar isso? — Sussurrou, a língua passando no espaço pertinho do lóbulo da orelha de Jeongguk.


O Jeon ‘teve que se controlar, admitia. Ficar com uma ereção apenas por umas passadas de mão na bunda e uma maldita língua se esfregando em seu pescoço era o cúmulo do absurdo! Era, não era?


— O que mais eu poderia querer levar?


Ah, a famosa frase que antecede todo o caos na vida de um jovem universitário, mãe de um gato esfomeado e apaixonado por coisas verdes. Se todo mundo soubesse qual seria a frase-erro que iria proferir antes de uma desgraça acontecer, Jeongguk tinha certeza que o mundo se tornaria chato. Porém, naquele caso específico, onde Taehyung quase lascava umas palmadas em sua traseira em pleno expediente, ele preferia saber com todas as forças qual seria seu ato de atiçar o demônio. Porque, caralho, se ele soubesse que uma simples frase poderia mudar todo seu futuro brilhante, ele teria fechado a porra da boca.


Mas a merda já ‘tava feita para dar pra trás. E temia que se, literalmente, desse algum passo numa esquiva formidável, ia bater de encontro ao membro desperto do Kim. Macacos que o mordam, que enrascada em plena sexta-feira 13!


— Por que não leva os dedos de mel? — Jeongguk escutou bem? Aquele metido estava lhe oferecendo doce? — Eu te mostro como eles são bons, Jeonggukie. — Pôde escutar uma risada de Taehyung vacilar próximo ao seu ouvido, lhe causando um arrepio daqueles de lascar casca de abacate, mas nunca iria admitir.


— O que porcaria é isso? — Quase miou, mas manteu o orgulho segurando a maldita boca fechadinha. — Sabe… Eu só quero morrer de gastrite em paz! — Soltou, talvez oferecendo um espacinho a mais pra mão de Taehyung apertar sua cintura. Só um pouquinho mesmo, oras!


Pelo deus dos gatos, aquilo era uma ereção se roçando no vão entre suas pernas? Desde quando ele excitava atendentes de lojinha? Era melhor gritar por socorro, dar um perdido e levar um picles, quem sabe.


— Ah, me entristece muito essa sua teimosia, docinho. — Docinho o caralho! — Você pode não gostar, mas eu sei de um lugar que iria adorar conhecê-los.


Ok, Jeongguk, recapitule a cagada da qual entrou. Recapitular sempre é bom, é.


O Jeon tentou desviar das sensações gostosas demais para seu corpinho dar conta sozinho, respirando fundo e prendendo a vontade de dar o pé dali. Contou pequenos gatinhos, percebendo que realmente estava enfiado em uma enrascada sem tamanho… Ok, talvez não totalmente enfiado, risos, risos. Não bastando a vergonha que sentia, e que até mesmo Jimin sentiria dele, riu de nervoso, mordendo os lábios tão intensamente que o Kim percebeu, logo dando um beijo estalado no início da nuca do mais novo.


Acode, senhor picles! Jeongguk está de pau duro e não é uma simulação.


— Ainda não entendi nada do que você ‘tá falando, Kim. — Fez a linha sonsa mesmo. — E como vou aceitar qualquer coisa de você? Nem sabe o meu nome. — Se fez de desentendido, e por uma fração de segundos sentiu seu corpo ser abandonado. Não gostou nada disso, vale ressaltar.


Taehyung descolou o tronco das costas quentinhas do castanho, para logo depois encostar a cabeça pertinho do ponto sensível no pescoço alheio, inspirando um cheiro gostosinho.


— Seu nome é Jeon Jeongguk e isso basta, não?


Jeongguk arregalou os olhos, meio pela emoção, meio pela voz rouca que pareceu espancar sua virilha.


— Como sabe disso? — Quase soltou um risinho de felicidade quando a cintura foi enlaçada com força. Mais uma coisa pra manter em segredo, obrigado. — Ah, Seokjin


As mãos voltaram com força, deslizando pelas coxas, até que o Jeon sentiu um dedo ousado passar por lugares além das flores. Claro, a partir daí se recordou de que era um moço direito, se virando pronto para dar na cara do ruivo espertinho, se não fosse pelos lábios se chocando contra os seus, a língua pedindo passagem e Jeongguk a concedendo sem demora, recebendo o músculo quente enquanto segurava no balcão do jeito que podia.


Não durou muito, talvez o tempo que bastou para Taehyung sugar o lábio inferior alheio, sorrindo e prensando o corpo do castanho contra o balcão; ousou até mesmo a dar uma última sugada na língua de Jeongguk, separando-se lentamente e observando o rosto vermelho do Jeon lhe fitar meio desnorteado.


— Sua boca é tão docinha, amor. Aqui — apertou a carne dos glúteos — também é? — E com isso, Jeon Jeongguk entendeu quem iria conhecer a porcaria dos dedos de mel. ‘Tava fodido, literalmente, em nome do sem or.


Até tentou parar com a brincadeira, porém Taehyung foi mais rápido, esfregando as ereções por cima dos tecidos. Pela primeira vez, Jeongguk odiou profundamente aquele uniforme de atendente que o Kim usava; o maldito só serviu para impedir — ainda mais — que o Jeon sentisse com perfeição a intimidade alheia se roçando descaradamente na sua. Levou as mãos, antes apoiadas firmemente no balcão, até os ombros do ruivo, fincando ali as curtas unhas.


Ah, se soubesse que precisaria arranhar alguém pra sobreviver, teria trazido Gato.


O Kim lhe sorriu antes de apertar a bunda do Jeon, que foi levantado do chão com a pressão. Jeongguk até tentou não olhar os castanhos profundos lhe fitando enquanto praticamente fundia os corpos, entretanto foi impossível: Taehyung já jogava longe seu moletom, que passou pela cabeça do castanho mais rápido que cano lubrificado em encanação.


— Taehyung, porra, eu vou ficar com frio — reclamou e franziu as sobrancelhas quando o tronco ficou nu; se assustou por não querer de verdade o calorzinho das roupas, porque Jeongguk gostou quando as mãos grandes do Kim deslizaram sem pudor pela pele exposta.


Ah, ele sabia que era gostoso, claro. Mas ter a confirmação através da língua depravada de Taehyung, que molhou o lábio inferior, era melhor que Doritos, tenha dito.


— Eu prometo que vou te esquentar rapidinho — o ruivo disse, afundando o nariz na clavícula do Jeon, logo mordendo e recebendo um suspiro em resposta. — Vou começar te mordendo todinho.


Jeongguk sentiu os cabelos serem puxados, e em seguida a língua alheia deslizar próximo à sua orelha. Taehyung tocou com a ponta do indicador o mamilo esquerdo do castanho, o frio do dígito causando uma sensação de choque no mais novo, que agarrou o avental ridículo do Kim para se apoiar.


O carinho em sua cintura continuou até o ruivo lamber ambos os mamilos, dando uma atenção especial ao direito, beliscando a pontinha. Jeongguk quase sorriu quando o gelado do piercing do Kim tocou aquele ponto, mesclado às sucções consecutivas que recebia nos botões. Ah, se alguma divindade pudesse escutá-lo, se depararia com imensos xingamentos.


— Caralho, vai com calma — teve que se impor quando Taehyung puxou seu mamilo com os dentes, soltando rapidamente e repetindo o processo. — Assim você vai… — O Kim soltou um risinho divertido, não deixando Jeongguk concluir quando soprou de leve o rastro de saliva que havia deixado.


— Você tem um corpo bonito, Jeon — O ruivo informou, agarrando uma das coxas do castanho e a enlaçando em sua cintura, apenas para se encaixar melhor no meio das pernas fartas. Com uma piscadela, voltou a se esfregar na virilha do mais novo, mordendo o maldito piercing e fazendo uma careta com o atrito gostoso.


Caralho, se Taehyung soubesse o efeito daquela cara desgraçada em Jeongguk, ele não franziria as sobrancelhas enquanto roçava aquele pau no coitado do Jeon.

— Filho da puta, não faz isso — O Jeon informou num fio de voz, puxando mais o corpo alheio com a perna e levando o quadril na direção do ruivo. Ah, ele ‘tava gostando daquilo tudo lhe estocando por cima das roupas. — Essas roupas estão me irritando mais que sua cara cínica.


E estavam mesmo, porque logo o Jeon se esqueceu que era um garoto com modos, levando as mãos à própria calça para desabotoar aquela porcaria rapidamente. Precisava sentir mais antes que explodisse, e foi um alívio tremendo quando Taehyung se soltou de sua perna, sendo útil ao deslizar as calças apertadas do Jeon por suas pernas, liberando um pouco do aperto alheio.


— Vira essa bunda pra cá. — Seria um insulto caso Jeongguk não estivesse de pau duro, então ele só ‘tacou o foda-se e virou de costas, puxando Taehyung pelo avental para encaixar aquele corpão no seu. — Me deixa esfregar só mais um pouquinho aqui… — pediu rouco, encostando o membro rígido na traseira do castanho e recebendo um gemido baixo como estímulo. Estalou um tapa na bunda de Jeongguk, mexendo a cintura na carne farta como podia, juntando as costas suadas do mais baixo com seu tronco.


— Vai mais rápido, idiota — não, ele não implorou, vale ressaltar esse ponto. Apenas empinou em direção a Taehyung, talvez mexendo no ritmo frenético que o ruivo estabeleceu sozinho, se debruçando naquele balcão que jamais viu tamanha putaria.


Quando o castanho já estava gostando do membro sendo esfregado em sua bunda, tudo pareceu gelar quando, com uma lambida marota na linha de sua coluna, o Kim se afastou abruptamente, quase fazendo o menino Jeon chorar. Jeongguk olhou enfurecido por cima dos ombros, mas apenas a tempo de ver Taehyung praticamente rasgar sua cuequinha do seu corpo, com aquele olhar que beirava a loucura, e nem estava exagerando.


Sentiu um pouquinho de medo, sim, mas logo esqueceu quando o Kim agarrou seu membro fortemente, já começando uma masturbação desajeitada. Seria agora a hora de Jeongguk gozar no balcão de Namjoon? Que vitória, mãe natureza!


O Kim esfregou o dedão na fenda encharcada do Jeon, espalhando o pré-gozo pela extensão do membro do mais novo, fazendo-o revirar os olhos antes de começar umas estocadas na mão do ruivo. Puta que pariu, aquela mão era abençoada por seres divinos, pois logo continuou a bater uma bem gostosa.


— Vai mais rápido! — O Jeon trincou os dentes, sentindo a cintura sendo arranhada. Como se já não bastasse, recebeu um aperto forte em uma das nádegas e Taehyung impulsionando seu corpo pra frente, enquanto distribuía beijos por sua nuca já suada.


Alguém diminui a temperatura do ar-condicionado que a coisa ‘tá quente.


— Cacete, vou gozar.


Ah, se pudesse se lembrar que Taehyung, na verdade, era um grandissíssimo filho da puta, nem teria avisado de seu iminente orgasmo, pois foi só a cria de Satã escutar seus gemidos saindo mais altos de sua boca e a velocidade do quadril aumentando que parou, tirando a mão do membro do Jeon e soltando sua bunda.


E Jeongguk… Bom, teve que morder a língua e segurar o xingamento pela porra que não saiu. Chorou mesmo.


— Agora vai começar a diversão, bebê.


O Jeon queria mandar o filho do mal pra puta que havia o parido, se tivesse entendido sua frase. Deixou de se esfregar no balcão para olhá-lo desconfiado, vendo Taehyung jogar os fios vermelhos para trás antes de o virar, içando Jeongguk do chão e o botando em cima do balcão. Olhou-o atrevido, separando as pernas do castanho com força, expondo o mais novo mais do que deveria.


— Que visão bonita. — E Jeongguk corou. Porra, ele nunca corava, mas ao ver que ele se referia à sua entrada, praticamente na cara do infeliz, sentiu-se mais constrangido do que quando Jimin o flagrou se masturbando.


O que a seca não faz, meus amigos.


— O que está fazendo? — Sim, era uma pergunta retórica, porque Jeongguk sabia muito bem o que iria acontecer ao ver o Kim direcionar dois dedos à própria boca, chupando avidamente.


Hm, Jeongguk queria que ele chupasse outra coisa daquele jeitinho, risos, risos.


Quando terminou aquele pornô gratuito, o Kim lhe sorriu, levando o indicador na outra mãos aos lábios, indicando silêncio. O castanho ia perguntar o motivo, mas Taehyung apenas segurou sua coxa, direcionando os dedos melecados à entrada piscante de Jeongguk.


Que traidora! Quem havia deixado ela piscar em suspense daquele jeito?


Taehyung circundou o local, espalhando a saliva lentamente, focando os olhos febris para aquela parte do corpo do menor que tanto gostou. Ah, se não fosse calmo, já teria enfiado o dedo naquele cuzinho sem medir o tamanho do estrago, mas como era educado, apenas colocou a pontinha, tendo Jeongguk soltando um palavrãos e arqueando a coluna, provavelmente devido a invasão indesejada.


— Mas já está doendo? — O ruivo perguntou, adentrando mais um pouco no buraquinho que fervia, Jeongguk apenas mandando pragas mentalmente. — Imagina se eu estivesse enterrando meu pau. Você gritaria — afirmou, cheio de si.

O Jeon olhou-o furioso, encontrando forças para apontar o dedo do meio para aquele idiota. Taehyung enfiou o indicador inteiro em resposta, achando o aperto a melhor coisa já provada.


— Não… Não ouse mexer esse dedo — O Jeon avisou, mesmo que não estivesse em posição de exigir nada. Sentia os musculos tentando expulsar o intruso, causando um desconforto imensurável. E tudo piorava quando capturava aquele sorriso maldito em Taehyung.


Porra, ele não tinha compaixão ao seu cu sendo invadido? Provavelmente, não. Um cínico mesmo.


— Agora mesmo passa, amor — Taehyung suavizou a voz, alcançando a boca do Jeon e deixando um selar curto. — Você vai começar a gostar.


— O caralho que vou — Jeongguk quase chorou quando o Kim mexeu o dígito, fazendo movimentos enquanto tirava e recolocava o dedo, soltando suspiros pelo aperto.


— Puta que pariu — O Kim xingou, mordendo o lábio inferior. Jeongguk era todo apertadinho mesmo.


Com calma, Taehyung continuou, o braço tatuado sendo arranhado frequentemente pelas unhas curtas do Jeon, que resolveu apenas encostar a cabeça no balcão e tentar relaxar. Foi quando algo dentro de Jeongguk foi tocado de raspão, o fazendo gemer e abrir mais as pernas. O Kim parou os movimentos, sendo xingado pelo Jeon.


— Toca lá de novo! — Jeongguk nem se reconhecia mais, socorro.


— Aqui, amor? — E o ruivo remexeu o dígito, esfregando o pontinho mágico do castanho, que confirmou em um balançar eufórico com a cabeça. — Aguenta só mais um pouquinho, tá?


O Jeon nem respondeu, apenas começou a remexer o quadril em movimentos leves, ainda meio constragido por estar rebolando no dedo do atendente. Ora, não era todo dia que se passava por uma situação como essa, né? Bom, não era a rotina de Jeongguk, obrigado.


Mas ah, o que dizer daquela sensação maravilhosa de quando Taehyung cutucava bem lá fundo, trazendo à tona os gemidos vergonhosos do mais novo quando ia com mais força, parecendo gostar dos sons que provinham do castanho, que ‘tacou outro foda-se e relaxou, sentindo as costas grudarem violentamente naquela madeira mal pintada. O ar-condicionado só podia estar quebrado, porque não era normal todo aquele calor que estava sentindo.


E como se já não bastasse, o Kim cessou os movimentos violentos desferidos contra o pontinho, só pra ver a cara irritada do castanho o olhar como se fosse matá-lo. Taehyung segurou o riso, mordendo aquela língua fodedora de virgens e retomando os movimentos, não sem antes socar o dedo médio sem nem ao menos avisar ao Jeon, que sentiu um pouco daquela ardência do inferno.


Que se foda, o cu dele nunca foi tão bem tratado como agora. E ter aquele ruivão acertando sua próstata repetidas vezes era motivo suficiente para esquecer que estava em uma lojinha de família, provavelmente dando enquanto o estabelecimento continuava aberto pra qualquer um.


Se fodam todos, ele ‘tava adorando.


— Hm, você é bem guloso aqui em baixo. Isso tudo é pra mostrar que sua bunda tá gostando?


Ah, doce Taehyung… Menino danadinho com o único objetivo de fazer Jeon Jeongguk desistir de ser recatado e gemer mais alto com aquelas palavras. Kim Taehyung deve ter feito curso de como ser safado enquanto transa em cima de um balcão, porque o corpo do Jeon logo correspondeu à frase maldita, puxando e sugando os dedos do indivíduo para dentro de uma maneira intensa.


— Cala a boca, não fala assim — O adolescente respondeu com a respiração entrecortada, sugando uma grande quantidade de ar para dentro dos pulmões quando uma das nádegas foi violentada, um tapa forte sendo desferido na carne branquinha.


Taehyung laçou a cintura alheia, ajudando Jeongguk a ir de encontro com sua mão, observando quando os dígitos sumiam na entradinha, para depois reaparecerem, sendo engolidos com os movimentos incansáveis do mais novo. Era uma bela visão, e saber que Jeongguk estava gostando mais do que o esperado fazia-o sorrir divertido, olhando o rosto suado do castanho e o jeito em que seus fios grudavam-se lindamente em sua testa, a cor constratando com os lábios que eram maltratados pelos dentinhos alinhados do Jeon.


Pensando em dar mais prazer para o garoto, inseriu mais dois dedos, arrancando um grito mudo do outro, que remexeu-se em busca de um conforto inapaz de aparecer com a invasão repentina.


— Espera, Jeongguk — avisou, agachando-se e colocando o rosto na altura da entrada do castanho, que apertava fortemente o braço tatuado de Taehyung. — Não quero que se machuque, docinho. — Sorriu com a confusão aparente do mais novo, lambendo os próprios lábios antes de se aproximar da região sensível e soprar, assistindo de pertinho o arrepio cruzar o corpo de Jeongguk. O Kim não deu brecha quando circundo a área — e seus dedos — com a língua, arrancando mais um gemido manhoso do Jeon.


Porra… — Jeongguk xingou, meio fora de órbita, agarrando os fios ruivos com a mão direita, sua entrada sendo invadida com a língua atrevida que aprendeu a amodiar.


Taehyung prosseguiu, enfiando os dedos e lambuzando o exterior com a sua saliva, tentado a parar com tudo aquilo e foder Jeongguk devidamente. Mas escutar os lamúrios desconexos era ótimo, tanto que sorriu, surrando a próstata alheia curta e rapidamente, o quadril do Jeon voltando a se mexer por conta própria.


Foi quando o ruivo teve uma ideia, retirando os dedos de dentro do menor e levando a mão livre até o membro inchado do mais novo, massageando levemente, escutando a respiração de Jeongguk se tornar mais calma, porém ainda forte.


— Já ‘tá com saudade dos meus dedos, Jeongguk? — provocou, recebendo um “vai se foder” em resposta. Era incrível como o Jeon achava forças para lhe ofender depois de ser fodido com quatro dedos. — Tem certeza que não gosta de doces ainda? — Deu um aperto na glande do menor, ansioso pela resposta.


— Eu odeio — falou com convicção, alcançando a mão do ruivo em cima de seu membro e forçando-o a ir mais rápido; precisava gozar, caralho.


A resposta pareceu, por incrível que pareça, atender às expectativas do mais velho, que soltou uma risadinha antes de dar uma lambida na entrada rosadinha, sobressaltando Jeongguk, que olhou para aqueles olhos depravados. Antes que implorasse por mais uma lambida, entretanto, viu Taehyung socar a mão livre no bolso do avental, tirando de lá um pirulito bastante suspeito, livrando-o do plástico com os dentes e colocando-o na boca.


Jeongguk tinha um mal pressentimento.


— Vou fazer você mudar de ideia. — E com isso, o Kim chupou o doce, retirando-o da boca, com um filete de saliva anda conectando aqueles lábios ao pirulito. Jeongguk arfou com a visão, antes de arregalar os olhos com o que veio a seguir. — Fica quietinho, vai…


Taehyung passou a pontinha do pirulito na entrada do Jeon, lambuzando o doce do jeito que queria. O castanho tentou se levantar, porém, por algum azar do destino, a força exercida não foi o suficiente para parar o ruivo antes que ele adentrasse o pirulito em sua entrada, apenas o suficiente para que Jeongguk gemesse pela invasão inesperada.


— T-tira essa merda daí, idiota… Vai ficar grudento. — Jeongguk mordeu a palma da própria mão, tentando esquecer os movimentos de vai-e-vem que o Kim fazia, segurando o cabo do doce com força.


As paredes internas do castanho engoliam completamente o doce, o que fez Taehyung soltar uma espécie de gemido rouco, antes que aumentasse a velocidade e tivesse os cabelos agarrados novamente pelo mais novo, que gemia contido.


Jeongguk seguraria seu orgulho; nunca gemeria — alto — para um doce. Nunca!


— Taehyung… Tá grudando — amansou a voz, olhando pidão para o ruivo, que correspondeu ao olhar.


— Eu vou limpar, bebê — tranquilizou o Jeon, não dando tempo para este processar a frase, pois logo em seguida sentiu o vazio em sua entrada quando o ruivo retirou o pirulito. — Prometo que vai ficar limpinho. — Lhe sorriu arteiro, aproximando a cabeça da entradinha e dando um beijo estalado no local, a língua sentindo o gosto de morango que tanto amava.


Alcançou o membro negligenciado do menor, iniciando uma masturbação rápida, investindo com o músculo contra o ponto sensível de Jeongguk, que parecia ter se perdido em pensamentos com Taehyung chupando fortemente sua entrada. Foi quando um esparmo forte atravessou o Jeon, deixando-o sem voz e o arrebatando; Taehyung continuava a estimulá-lo, dessa vez levando a língua até próximo ao seu membro, fazendo um caminho lento antes que voltasse a chupar a entrada do mais novo.


— Eu deixo você gozar, amor.


Jeongguk era fraco, ora bolas. Ter uma língua esfolando seu cu era demais, e num último puxar nos cabelos ruivos, gozou com força, arqueando as costas e prendendo a língua do Kim, que pareceu gostar, lambendo o gozo no abdômen alheio enquanto ele se recuperava.


Taehyung deu um beijo na clavícula do Jeon, aproximando-se do rosto do menor e sendo surpreendido por um beijo intenso; Jeongguk sugou sua língua, e antes de soltar o corpo maior, mordeu fortemente no local do piercing, fazendo o Kim reclamar de dor em um resmungo. Jeongguk abriu os olhos, a respiração voltando ao normal, e se permitiu sorrir minimamente para o outro.


Mas só um pouquinho!


— Você é bem gostoso, Jeongguk. — Alguém prenda Kim Taehyung antes daquela voz fazer estragos maiores em Jeon Jeongguk! — Eu quero te foder…


— Mas você já nã… — Foi impedido de prosseguir quando sentiu um volume em sua bunda. Mesmo que por cima daqueles tecidos, o Jeon suspirou pelo calor que tocou sua pele, se esfregando ali.


Suspirou fundo, levantando o tronco e se sentando, enlaçando as pernas na cintura do ruivo. Era agora que tirava — completamente — sua seca, amém.


O Kim traçou um caminho invisível pelas costas branquinhas do castanho, fincando as unhas no início das nádegas do menor. Quando foi em direção ao seus lábios, faminto, porém, ambos travaram quando escutaram vozes que vinham do lado de fora.


Eu já te disse, seu animal de duas patas! Não vou comprar camisinha que brilha no escuro nem se o Inferno congelar!


— É a voz do Seokjin?! — O Jeon indagou, olhando assustado para o ruivo, que pareceu compartilhar dos pensamentos.


É, tudo indicava que estavam fodidos.


Em um movimento rápido, Taehyung desgrudou-se do mais novo como um ninja em fuga, olhando para os lados. Jeongguk, por outro lado, continuava imóvel, e só voltou à realidade quando uma calça — aparentemente a sua — foi jogada em sua cara com certa força.


— Vai se fod—


Bom, amigos, é aqui onde Jeon Jeongguk jurou matar Kim Taehyung, de pau duro e tudo. Onde já se viu você empurrar o cara que quase comeu de cima de um balcão alto em direção ao chão? Pois foi isso que aconteceu, e o castanho só não soltou um xingamento alto quando caiu no chão porque o sininho costumeiro da porta da lojinha tocou, mantendo-o em suas dores silenciosamente.

Injustiça, isso sim.


— Taehyung, o que ‘tá fazendo parado aí como se tivesse esfaqueado alguém? — Era a voz da razão falando, mais conhecido como Kim Seokjin.


Santo Gato, proteja a alma de coito interrompido de Jeongguk.


— Hm… — Taehyung murmurou e parou. Jeongguk quis mesmo matá-lo. Nem pra inventar uma desculpa a praga servia.


— Vamos reformular… — Namjoon se pronunciou pela primeira vez e o castanho pôde visualizar a cara de bunda do indivíduo enquanto vestia as calças o mais rápido que podia. Taehyung lhe devia uma cueca, falando nisso. — Por que o Jeongguk voou do balcão e você tá de pau duro na minha loja?


— Você acreditaria se eu dissesse que é a puberdade agindo contra um ladrão de picles?


Puta que pariu, Kim Taehyung.


— Não gozou no meu balcão, gozou, Jeongguk? — O Jeon sorriu amarelo, tampando o peito e aparecendo com a maior cara de sonso. ‘Tava um frio do caralho, mas não deixou se abalar pelo olhar quente de gente de pau duro que Taehyung ostentava.


— Não se preocupe, Namjoon! Taehyung limpou direitinho. — Sorriu travesso. A vingança era fria como uma foda interrompida. — Mas e então, acho que já vou indo.


Se virou na intenção de pegar seu moletom, sentindo o pulso ser preso por dedos umidos — não queria saber nem o motivo. Era Taehyung. Ai, santa mãezinha dos gatos.


— Não vai levar picles? — Só podia estar de sacanagem. — Sabe, eu faço entregas.


Jeongguk queria muito que Taehyung socasse a entrega no meio do cu, mas manteve a classe e a dignidade até o último minuto… Mas claro, teve que abrir a boca.


— E a entrega pode ser paga com uma fodinha no meu ‘ap’? O Gato dorme cedo, mas ‘tô vendo que seu pinto não. — Risos, risos.


Ai, Jeongguk estava mesmo a fim de uns doces na boca.


— Se vocês não saírem do meu estabelecimento, vou quebrar a vassoura na cabeça dos dois. — Ah, o amor de Seokjin podia alcançar lugares onde pirulitos não iam.



10 мая 2020 г. 22:01:22 3 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

jungdae Tentando postar fanfics que eu devo desde que nasci. Extrema e perdidamente apaixonada por taekook, bakudeku e qualquer história que envolva fantasia.

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Maria alcivania Maria alcivania
Por favor continua ela 💜💜

  • jungdae jungdae
    Oi, meu bem! Infelizmente ela é uma one-shot mesmo, mas obrigada por ter lido aaa ♡ May 13, 2020, 22:32
jungdae jungdae
Capinha pela plasticjeon. Fanfic inicialmente postada em outra plataforma há um tempão.
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