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lucasrios Lucas Rios A vida é como uma montanha russa de emoções. Em um instante estamos sem fôlego de tanta excitação. Outrora, há quedas tão bruscas que trazem consigo medo e desespero. Conheça um pouco dessa breve história.
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O dia de ontem
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O dia de ontem

Ontem acordei pensando que seria o melhor dia do ano, afinal, estava há uma semana sem ver a mulher que eu gosto e em pleno meio da semana, eu tinha esse encontro marcado com ela. Quando enfim o dia raiou, acordei cheio de energia...(resolvi todos os meus compromissos e obrigações, arranjei um tempo pra ir à praia, cuidei do meu corpo, da alma, e acreditei que seria um dia perfeito).

Até que chega a tão esperada hora de vê-la (meu coração estava alegre, ansioso). Ao chegar à sua casa, sentei ao lado dela no sofá pra assistirmos um filme como o combinado, e foi inevitável não querer avançar e beijá-la com vontade. Na verdade, nós dois ali sozinhos, após outros encontros, conversas e sinais de desejo, é óbvio que eu já estava mais que pronto pra ter a primeira relação sexual com ela. (Mais que pronto, muito afim). Mas na primeira investida, a consequência do meu comportamento foi completamente inesperada.

Ela disse: " Tu veio aqui só pra isso"?

Eu respondi: " não vim só pra isso, mas tu sabes que eu quero".

E em seguida ouvi coisas como: " Nem tudo que queremos a gente pode ter" ou "As pessoas sentem coisas diferentes em intensidades diferentes".

De fato, são apenas verdades que tenho conhecimento, mas isso me levou a uma reflexão imediata, pois me perguntava o que havia de errado ali...O problema seria a falta de interesse em mim? Ou a questão era algo que envolvia o mundo interno dela, o qual eu não tenho acesso?!

A partir dali, já não sabia dizer o que seria de nós e uma confusão tomou conta de mim por um instante, afinal, já tínhamos um vínculo estabelecido, já havíamos frequentados lugares únicos, conversado sobre relacionamentos, sexo, etc. ( Dos assuntos mais profundos aos mais triviais). O que me marcou não foi o fato do sexo em si não ter acontecido, mas foi o distanciamento dela em termos de conexão com a minha pessoa, pois antes parecia estar tudo entendido entre nós, apesar das nossas diferenças gritantes.

A essa instância, eu me encontrava em choque térmico. Meu coração caloroso estava congelado após esse balde de água fria.

Tentei agir com naturalidade e aproveitar o resto da noite ao lado dela, mas parece que a intensidade e profundidade na qual vejo coisas e pessoas provavelmente a assustou.

Sentindo que chegava a hora de ir pra casa, eu decidi deixar de lado a razão mais uma vez e busquei expressar simplificadamente um pouco do que eu sentia por ela. Eu disse: " Eu gosto de ti. Eu gostei muito de ter te conhecido e jamais vou pensar nessa experiência como perda de tempo ou encará-la com arrependimento. Já não sei se ainda estamos ficando ou se já não mais...mas eu vou ficar na minha. Eu não insisto em fazer parte da vida de alguém se não sentir que o outro também me quer por perto. Então, vou te deixar a vontade pra tu viver da forma que deseja. Só saiba que independentemente do que aconteça, eu vou guardar carinho e boas lembranças de você".

E depois dessas palavras, apenas percebi o olhar atento dela, sinalizando que assimilou tudo o que eu disse, e por fim, tudo o que eu recebi dela foi o seu silêncio.

Eu não queria apenas sexo, eu realmente gostava dela. Não sei o que é mais triste: O fato dela não ter percebido a importância que ela teve pra mim ou pensar que justamente por saber disso, possa ter sido o motivo dela se recuar dessa maneira.

Então, após essa noite tão esperada se tornar inesperada, retornei pra minha casa com uma sensação ruim. Me senti frustrado e confuso, afinal, havia investido minhas melhores expectativas naquele dia, junto àquela pessoa.

Assim, percebi o quão complexo são as emoções, sentimentos, escolhas... Pois no final da noite, me peguei sem sono, olhando pro teto com algumas lágrimas caindo ao travesseiro e lembrando do dia quando começou. Pensando no quanto poderia ter sido maravilhoso.

20 сентября 2019 г. 0:33:13 0 Отчет Добавить 1
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Quando nos conhecemos

Nos conhecemos ao acaso, em meio a uma festa. De tantas pessoas que ali estavam presentes, foi ela quem despertou o meu interesse. Talvez não tenha sido apenas pelo fato de que ela chegou até mim e fez um elogio que me surpreendeu, afinal, naquela mesma noite eu havia ficado com mais duas mulheres que também eram atraentes e simpáticas. Na verdade, existem coisas que não cabem uma explicação lógica, apenas a percepção daquilo que já está presente de alguma forma. Com a música nos ouvidos e o álcool agindo em nosso organismo, trocamos vários beijos e tivemos boas conversas naquele local. Fora que eu achei ela linda com aquele piercing no nariz e suas tatuagens pelo corpo. Resolvi então pedir seu número de telefone e, assim, descobrimos juntos que morávamos no mesmo bairro.

No dia seguinte, mandei uma mensagem e iniciamos ali uma relação de contato. Aproveitando o fato de morarmos no mesmo bairro, a convidei pra sair e acabamos indo tomar umas cervejas em um bar tranquilo perto das nossas casas. Foi a partir daí que nos conhecemos melhor. Pudemos observar juntos as nossas diferenças gritantes na forma de se comportar e compreender as coisas. Mas isso não foi motivo para gerar desinteresse ou espanto em mim, pelo contrário, me senti motivado a conhecê-la cada vez mais e gostava muito do fato de nos respeitarmos da forma como cada um era, sem o intuito de modificar ou influenciar o outro.

Eu e ela tínhamos algo em comum. Ambos havíamos saído de longos relacionamentos recentemente, portanto, uma relação de compromisso não era o que nenhum de nós estávamos buscando e essa conversa surgiu com a iniciativa dela. (Talvez com o objetivo de me prevenir/alertar). Ela deixou claro que não queria envolvimento e eu me mantive de acordo. Me submeti a simplesmente viver esses momentos com ela, sem esperar que algo sério viesse a surgir. Mas o que eu não sabia, era que àquela altura eu já estava encantado pelo seu jeito independente, sem apego à coisas e pessoas.

Como eu disse, nós percebemos desde o início o quanto éramos diferentes em muitos sentidos. Eu, por exemplo, com uma visão profunda acerca da vida e ela não dando tanta importância à detalhes que pra mim faziam total diferença. Eu com a minha necessidade de tocar, fazer carinho e expressar meus sentimentos e ela com uma certa aversão à esse carinho expressivo e dificuldade em falar sobre suas emoções. Eu, com um estilo de vida mais reservado e ela com sua sociabilidade latente entre pessoas e ambientes... Até então, sabíamos que seria um desafio manter uma relação, mas isso não era problema, até porque não estávamos esperando por nada disso, pelo contrário, estávamos fugindo disso.

Nos encontramos várias vezes, inclusive em lugares que ela dizia nunca ter levado alguém, como em sua casa, por exemplo. Conheci sua prima que morava junto a ela e alguns dos seus amigo(a)s. Da mesma forma, tivemos conversas profundas que ela me disse não ter costume de falar com outras pessoas, e esses pequenos indicadores pareciam ser um sinal que eu não era uma pessoa qualquer, que por algum motivo, bom ou ruim, eu era diferente para ela. Mas ao mesmo tempo que existia sintonia enquanto estávamos juntos, o interesse da parte dela parecia sumir quando não estávamos perto. Eu tentei algumas vezes descobrir sozinho o motivo dela se comportar dessa forma...Hora ela dizia sentir saudades de mim, me tratava bem; Outrora eu parecia nem mais fazer parte da vida dela. O que significaria isso? Será que de fato ela não se importa ou é uma estratégia para não se permitir viver um relacionamento novamente? Talvez a resposta concreta eu nunca encontre, e nem pretendo buscá-la mais.

Eu sempre fui uma pessoa com amor próprio, que aprendi a conviver com a solidão em alguns momentos por escolha própria. As minhas experiências de vida me ensinaram a selecionar as pessoas que tenho à minha volta, mas também a tratar quem quer que seja com gentileza e respeito. Ao longo da minha vida, passei a maior parte dela namorando. Eu sempre tive olhares voltados pra mim, oportunidades que estavam ali me esperando, mas apesar do meu jeito "fofo", não era qualquer mulher que recebia de mim esse afeto espontâneo e autêntico. E logo quando encontrei alguém que despertou em mim essa vontade de cuidar, de expressar carinho e querer bem, descobri que pra ela isso possui um outro significado, talvez como algo excessivo, desnecessário e até aversivo. Mas o que eu deveria fazer? Anular a melhor parte de mim e fingir ser alguém que não sou? Ou sufocá-la em meio a tantos beijos, abraços e conversas profundas? Nenhum dos dois. Busquei um certo equilíbrio entre razão-emoção. Dei o espaço necessário, respeitei nossas individualidades e aproveitei o melhor de cada momento que passava junto a ela. (Mulheres com esse perfil comportamental geralmente se atraem por pessoas que se mostram interessantes e desapegadas; Pessoas que prezam pela sua liberdade e que não se limitam a uma rotina). E eu sabia de tudo isso. Tinha em mãos a "fórmula" para conquistá-la, ou pelo menos, para não perdê-la. Eu até mudei um pouco. Mas, ainda assim, escolhi valorizar e manter a minha essência.

O tempo foi passando e eu não sabia dizer ao certo como as coisas estavam. Aliás, aparentemente estava tudo certo. Havíamos deixado claro o que queríamos e o que não queríamos naquele momento, conversávamos pelo whatsapp (embora pouco), mas sempre que dava, marcávamos de nos ver. E pra mim, embora tão distinta de mim, era boa aquela presença. Aquela companhia.

Tudo parecia bem, até que chegou um dia que tanto esperei e nunca esperei ao mesmo tempo: O dia de ontem.

20 сентября 2019 г. 0:23:54 0 Отчет Добавить 1
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