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embaixada-brasileira Inkspired Brasil Os autores estão indecisos, escondidos, com medo: a Gramática os ameaça de todas as formas. É neste cenário caótico que um esquadrão se formou: soldados competentes em busca de justiça, recrutando mercenários para lutarem ao seu lado e, juntos, combaterem o Obscurantismo. Assim, o Esquadrão da Revisão ergue-se contra a tirania da Gramatica para submetê-la aos autores. Entender como funciona a gramática normativa é a base de qualquer escritor. Passar a ideia da cabeça para o papel de forma harmônica é a maior dificuldade de muitos literatos. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês que a gramática não é uma tirana; ela não passa de uma ferramenta que serve para ajudá-los. Juntem-se ao nosso esquadrão para desvendar os mistérios da Gramática e de suas normas.

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Um pouco sobre preposições: O que são e como usá-las

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Um pouco sobre preposições: O que são e como usá-las

Texto por Megawinsone e Camy


Olá, caro leitor! Tudo bem?


Neste pequeno texto, falaremos sobre as preposições, os tipos que existem, o porquê de conhecermos essa classificação e as diferenças das preposições para os advérbios. Preparados? Então vamos!


A preposição é uma palavra invariável que une dois termos numa mesma oração, submetendo um termo ao outro e, com isso, formando relações que fazem sentido dentro de uma frase. Assim, nós temos um termo antecedente (vem antes da preposição) e um consequente (vem depois da preposição).


Dentro da escrita, é essencial sabermos quais são as preposições, como elas funcionam e qual verbo ou termo acompanham, porque elas fazem a união entre as frases. Quem tem dificuldade em utilizar preposições não consegue elaborar um texto coeso e suave de ler, porque preposições bem utilizadas impedem que o texto seja travado e cheio de termos soltos. Assim como as conjunções (que veremos em breve), elas são a cola que mantém as frases unidas e com sentido.


As preposições essenciais só funcionam como preposição. Isso significa que sempre, em qualquer contexto, elas têm função prepositiva. Você provavelmente as viu durante o Ensino Médio (é bem comum os professores pedirem para que as decoremos): a, antes, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.


As preposições acidentais, por outro lado, são palavras que funcionam como se fossem uma preposição, mas também podem ter outras classificações de acordo com o contexto. É o caso de: durante (pode ser advérbio temporal), como, menos, senão (pode ser substantivo), segundo (pode ser numeral), entre outras.


➔ André foi o segundo a cruzar a linha de chegada. (numeral)

➔ Mariana tomou uma decisão segundo sua consciência. (preposição)


Assim como os advérbios, as preposições expressam diversas circunstâncias. Celso Cunha as separa em preposições de movimento e preposições de situação. Dentro de cada grupo, ele ainda faz a separação entre noção, tempo e espaço. Não trabalharemos com classificações tão específicas porque isso foge um pouco do nosso objetivo, porém achamos importante que você saiba que existem divisões mais específicas dentro das preposições.


Nós trataremos apenas sobre circunstâncias, porque isso é o importante na hora da escrita.


Analisemos alguns exemplos de circunstâncias:


➔ Estivemos em Berlim. (lugar)

➔ O ônibus veio de Porto Alegre. (lugar)

➔ Na próxima assembleia, não votarei em branco. (modo)

➔ As idosas foram colocadas em fila. (modo)

➔ Infelizmente o destino de Laura será decidido por votação. (modo)

Por quase três anos, ele morou nessa casa. (tempo)

➔ Maria chegará em duas horas. (tempo)

➔ A casa já está desocupada por seis meses. (tempo)

A duzentos metros daqui, passa uma estrada de ferro. (distância)

➔ Maria morreu por atropelamento. (causa)

Com a enchente, os agricultores perderam toda sua produção agrícola. (causa)

➔ Chorou de alegria. (causa)

➔ Esse trigo veio do Uruguai. (origem)

➔ Joana apagou suas anotações à borracha. (instrumento)

➔ Minha mãe podou a roseira com uma tesoura de jardinagem. (instrumento)

➔ Marina veio para ficar em definitivo. (finalidade)

➔ Comprei estes docinhos para alegrar o aniversariante. (finalidade)

➔ Alex chegou de ônibus. (meio)

➔ O vizinho irá percorrer a América do Sul de ponta a ponta só de moto. (meio)

➔ Amélia gosta de conversar sobre culinária. (assunto)

➔ A reunião anual será sobre economia doméstica. (assunto)

➔ A casa de praia é de Eduardo. (posse)

➔ Comprei um vestido de seda. (matéria)

➔ A cama de Lucas é de madeira. (matéria)

➔ Hoje terá jogo do Vasco contra o Flamengo. (oposição)

➔ Luna é contra o consumo de carne. (oposição)

➔ Marcos saiu com os colegas da faculdade. (companhia)


Como deu para perceber, as preposições não têm sentido único. “De”, por exemplo, pode ser usado em diversas situações diferentes, porém não deixa de ser uma preposição. Pegamos pouquíssimos exemplos e não chegamos nem perto de abordar todas as situações possíveis, entretanto nosso objetivo aqui é passar para você uma ideia geral do que são as preposições e de como elas funcionam dentro da frase.


Além das preposições simples, também temos as locuções prepositivas, que são duas palavras ou mais que exercem a função da preposição. Elas normalmente são formadas por advérbio + preposição.


Apesar de já ser tarde, eu não quero ir embora. (oposição)

De acordo com a professora, precisamos estudar mais. (concordância)

➔ Minha ideia foi de encontro à dele. (oposição)

➔ Minha ideia foi ao encontro da dele. (concordância)


Parece familiar? Ah, sim, as locuções prepositivas são MUITO parecidas com as locuções adverbiais. A melhor forma de diferenciá-las é a seguinte: locuções prepositivas terminam sempre com uma preposição.


Antes de sair, trocamos mais um beijo. (locução prepositiva)

Em breve, iremos à praia. (locução adverbial)

De perto, ele parece menor. (locução adverbial)

➔ Estacione perto do carro vermelho, por favor. (locução prepositiva)


Para finalizar, falaremos sobre as contrações e as combinações. O fenômeno de contração é próprio das preposições. Ele ocorre quando uma preposição se junta a um artigo ou a um pronome, eliminando alguma letra. A crase e os pronomes possessivos da terceira pessoa (dele, dela, deles, delas) são contrações, por exemplo. A combinação ocorre quando nenhuma letra é eliminada.


Importante: o sujeito da oração não pode ser contraído. Vejamos alguns exemplos:


➔ Fui ao (a + o) parque da (de + a) cidade. (combinação, contração)

➔ A amiga dela (de + ela) não é minha amiga. (contração)

Nesta (em + esta) casa, eu não entro! (contração)

➔ Juro pela (por + ela) minha mãe mortinha que não fui eu! (contração)

Aonde (a + onde) você pensa que vai? (combinação)

➔ Ela caiu num (em + um) poço. (contração)

➔ Está na hora de a gente conversar sobre isso. (aqui não podemos unir para “da gente conversar”, porque “a gente” é sujeito do verbo conversar)

➔ Vamos à (a + a) praia? (contração, porque une a preposição exigida pelo verbo “ir” ao artigo do substantivo “praia”)


Não entraremos na questão da crase em específico agora porque, para que você realmente a compreenda, é preciso que falemos sobre transitividade verbal, que ainda não chegou ao Esquadrão (será abordado assim que terminarmos as classes de palavras). Além disso, ela tem uma e outra regra que são específicas. Teremos um post inteirinho dedicado apenas e unicamente à crase quando for o momento certo, combinado?


É isso o que temos para falar a respeito das preposições. Esperamos que você tenha compreendido como elas funcionam e aprendido a reconhecê-las em algumas frases.


Quaisquer dúvidas, pode perguntar que estamos à sua disposição.


Beijos!


Revisão por Anne Liberton


Referências:

CUNHA, Celso. Gramática do português contemporâneo. Belo Horizonte: Editora Bernardo Álvares S/A, 1971.

DIANA, Daniela. Preposição. Toda matéria: conteúdos escolares, Rede 7Graus, 2018. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/preposicao/>. Acesso em: 28 out. 2018.

GUIA completo sobre preposições. Colégio Web, [S.l.], jan. 2014. Disponível em: <https://www.colegioweb.com.br/portugues/guia-completo-sobre-preposicoes.html>. Acesso em: 28 out. 2018.

PREPOSIÇÃO: Tipos, Quais são, Definição, Conjunção e Exemplos Práticos. Figuras de Linguagem, [S.l.], abril 2018. Disponíviel em: <https://www.figuradelinguagem.com/gramatica/preposicao/>. Acesso em: 28 out. 2018.

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21 мая 2019 г. 0:00:58 0 Отчет Добавить 1
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Advérbios!

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Advérbios!

Texto por Megawinsone e Camy


Olá, caro leitor! Tudo bem?


Neste texto abordaremos simples e rapidamente o que são os advérbios, as locuções adverbiais, quais tipos existem e a importância deles para a escrita. Além disso, mostraremos a você algumas maneiras de utilizá-los.


Você sabe o que é um advérbio? Não? Então vamos lá!


O advérbio é a palavra que modifica um verbo, um adjetivo, outro advérbio ou uma oração.


Não é essencial que se saiba o nome de todos os tipos de advérbios e sua classificação na hora de escrever, porém identificá-los é, sim, muito importante. Cada palavra tem uma posição dentro da nossa língua. Quando nós invertemos a ordem comum das frases (seja para torná-la mais interessante, para evitar que as estruturas se repitam ou por qualquer outro motivo), isso altera a pontuação. Saber o que é um advérbio é essencial para que você saiba onde e por que certas vírgulas precisam ou não existir. Além disso, os advérbios são invariáveis, o que significa que não existe um advérbio feminino e outro masculino e eles também não possuem plural. Essas são informações que todos escritores devem conhecer, pois saber como e quando utilizar os advérbios nos ajuda a desenvolver textos mais claros, organizados e coesos.


O advérbio é uma classe de palavras muito ampla e diversificada, o que torna difícil de classificá-los. Devido a isso, alguns gramáticos, como Bechara, por exemplo, gostam de tratar sobre “circunstâncias adverbiais”. Isso significa que, em determinados contextos, os advérbios são classificados de acordo com seu papel naquela frase. O problema aqui é que entramos no assunto de adjuntos adverbiais e da função das palavras dentro da frase, o que não é nosso objetivo ainda. Por isso, trabalharemos com as circunstâncias adverbiais mais comuns (modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação e dúvida). O que você precisa saber é que há outras circunstâncias, porém essas não são necessariamente formadas por advérbios e, por isso, adiaremos o assunto para quando trabalharmos Sintaxe.


Locução adverbial


As locuções são um conjunto de palavras que exercem a função do advérbio. Geralmente ela é formada por uma preposição + substantivo ou adjetivo ou advérbio.


Olhem a seguir:


Às vezes, vou à praia.

(Aqui, temos uma locução adverbial temporal, porque às vezes indica tempo. Vezes é um substantivo e esse às é uma preposição contraída.)

➔ Agora está tudo às claras.

(Claras é um adjetivo. Neste contexto, às claras exerce o papel de uma locução adverbial modal.)

➔ Quero vê-la de perto.

(Perto é advérbio de lugar, de é preposição. Neste contexto, a expressão de perto cumpre a função de uma locução adverbial de lugar.)


Apesar de encontrarmos exemplos de locuções adverbiais formadas por essas três classes gramaticais (como vimos nos exemplos), o mais comum é que sejam formadas por preposição + substantivo.


Advérbio de modo


Como o próprio nome já diz, o advérbio de modo indica como as coisas acontecem. É importante sempre ver o contexto da frase, pois algumas palavras podem ser classificadas de maneiras diferentes de acordo com sua posição.


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Exemplos:


➔ Fui bem no concurso.

(Indica a maneira como a pessoa foi no concurso.)

➔ João estava andando depressa na rua por conta da tempestade que se formava no horizonte.

(Aqui o advérbio modifica o verbo andar, porque indica como a pessoa está andando.)

➔ Rita falava calmamente.

(Modifica o verbo falar.)

➔ Ele infelizmente perdeu todo o seu salário em jogatina.

(Modifica a oração, pois é um comentário à frase. Advérbios desse tipo geralmente exprimem um juízo pessoal a respeito do que foi dito.)


Advérbio de intensidade


Como o nome deixa claro, os advérbios que exprimem intensidade modificam adjetivos (normalmente) para aumentar ou diminuir a intensidade da oração.


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Exemplos:


➔ Ele comeu bastante na festa de noivado.

(Modifica o verbo comer.)

➔ Maria é tão inteligente.

(Modifica o adjetivo inteligente.)

➔ Ricardo é pouco exigente com seus funcionários.

(Modifica o adjetivo exigente.)

➔ Ele é ingênuo em excesso.

(Modifica o adjetivo ingênuo.)


Advérbio de lugar


Estes advérbios indicam localização e direção. Podem se referir a locais físicos ou abstratos.


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Exemplos:


➔ O computador está dentro do armário.

➔ João está fora de alcance.

➔ Minha alma está longe da sua.

➔ O dinheiro está embaixo do livro.

➔ Vemos água à distância.


Advérbio de tempo


São os advérbios que apontam para quando as coisas acontecem ou aconteceram; indicam o tempo.


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Exemplos:


Amanhã é o meu primeiro dia de aula.

Sempre estarei contigo.

Nunca é tarde para mudar.

(Aqui é importante tomar cuidado porque, dependendo o contexto, o advérbio nunca também pode indicar negação.)

Em breve estarei pronta.

Enfim ele passou no vestibular.


Advérbio de negação


São as palavras que indicam uma negativa. É importante analisar o contexto, porque nunca, por exemplo, também pode ser um advérbio temporal.


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Exemplos:


Jamais comprarei aquele carro.

Não quero escutar suas desculpas.

➔ Sei o que vou fazer da minha vida.

➔ Ele nem te escutou.


Advérbio de afirmação


São as palavras que indicam concordância ou afirmação.


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Exemplos:


➔ Ele está certo!

➔ José está encrencado, com certeza.

Certamente ela gosta dele.

➔ Ela vai, sim, viajar.


Advérbio de dúvida


São os advérbios que indicam dúvida. De novo, é importante cuidar o contexto. Normalmente “com certeza” é locução adverbial de afirmação, porém pode, também, ser de dúvida.


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Exemplos:


Será que ele volta?

Talvez pare de chover amanhã.

Sepá lerei um livro mais tarde.

➔ Não posso dizer com certeza, mas acho que não vou.


Advérbio interrogativo


Quando organizamos frases interrogativas (diretas ou indiretas), usamos alguns advérbios que indicam circunstâncias de causa, lugar, modo ou tempo. Por isso, é bem provável que já os tenhamos visto em algum momento. Apesar disso, é bom separá-los para que você os compreenda melhor.


Exemplos:


Por que você fez isso? (causa)

Onde eles foram? (lugar)

➔ Bem que eu queria saber como passar nessa prova. (modo)

➔ Não sei quando terei tempo de organizar minhas coisas. (tempo)



Grau do advérbio


Outro ponto interessante a respeito dos advérbios é que eles não sofrem mudança no singular nem no plural, assim como também continuam os mesmos diante dos gêneros masculino e feminino. No entanto, sofrem algumas mudanças em graus superlativos (analítico e sintético) e comparativos (igualdade, inferioridade, superioridade).


No grau comparativo, temos como exemplo:


➔ Ana é tão alta quanto Maria. (igualdade)

➔ Jana é menos bonita que Luna. (inferioridade)

➔ Marcos é mais bonito que Maurício. (superioridade)


No grau superlativo, temos:


➔ Lulu mia muito baixo. (analítico)

➔ Lulu mia baixíssimo. (sintético)

➔ Mel late muito alto. (analítico)

➔ Mel late altíssimo. (sintético)


E é isso que temos para falar hoje. Esperamos que você tenha compreendido como eles funcionam, as características principais de cada um e suas diferenças. Sabemos que os nomes e classificações podem causar confusão, entretanto você não precisa decorar todos eles. O mais importante é entender a lógica por trás dessa nomenclatura e a importância dos advérbios nas frases.


Quaisquer dúvidas, pode perguntar que estamos à sua disposição.


Beijos e até depois!


Revisão por Karimy


Referências

BECHARA, Evanildo. Advérbio. In: ______. Gramática escolar da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. p. 274-282.

______. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Lucerna, 2009.

DIANA, Daniela. Advérbio. Toda matéria: conteúdos escolares, Rede 7Graus, entre 2011 e 2018. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adverbio/>. Acesso em: 15 out. 2018.

MESQUITA, Roberto Melo. Advérbio. In: ______. Gramática da Língua Portuguesa. 6. ed. Barra Funda: Editora Saraiva, 1997. p. 336-343.

PEREZ, Luana Castro Alves. O que é advérbio? Brasil Escola, Rede Omnia, Goiânia, [entre 2005 e 2018]. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-adverbio.htm>. Acesso em: 15 out. 2018.

SIGNIFICADO de advérbio. Significados, Rede 7Graus, Matosinhos, out. 2014. Disponível em: <https://www.significados.com.br/adverbio/>. Acesso em: 15 out. 2018.

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7 мая 2019 г. 0:00:06 0 Отчет Добавить 0
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Extra sobre verbos: Erros mais comuns



Extra sobre verbos: Erros mais comuns


Texto por Camy


Finalmente, chegamos ao nosso último texto sobre verbos! Não estamos nem perto de esgotar o assunto, porém acredito que, sob o ponto de vista da escrita, nós conseguimos ver o essencial. Para encerrar de vez, falaremos rapidamente sobre o gerúndio, alguns verbos irregulares, as vozes da oração, e faremos uma revisão rápida a partir de alguns dos erros mais recorrentes nos textos que eu já li na Internet.


Prontos? Café na mão? Então vamos!


Gerúndio


Ele não apresenta tempo, aparecendo da mesma maneira tanto no pretérito quanto no futuro e no presente. É possível perceber o tempo pelo contexto (outros verbos na frase) ou pelo seu verbo auxiliar, “estar” (que nem sempre aparece). O fundamental do gerúndio é lembrar que ele é utilizado em ações simultâneas. Sempre pense: meu personagem pode fazer essas duas coisas ao mesmo tempo? Vejamos alguns exemplos:


Pegando o condicionador com as duas mãos, esfrego meu cabelo. (Não, porque está usando as duas mãos para pegar o condicionador. A menos que esfregue o cabelo contra a parede ou algo assim.)


Saindo da festa, vejo minha mãe. (Sim, é possível sair de um lugar e ver uma pessoa.)


Saio da aula de ginástica mexendo no celular e falando com meu namorado. (Sim, é possível andar, mexer no celular e falar ao mesmo tempo).


Saindo da aula de ginástica, mexendo no celular e falando com meu namorado. (Não. O problema aqui foi que faltou um complemento à frase. Você não pode ter apenas verbos conjugados no gerúndio porque ele sempre precisa estar acompanhado de outro verbo. É o outro verbo que nos dará as informações que faltam. Do jeito que a frase está, nós nem conseguimos saber o tempo em que a situação acontece. Faltou um “Estou”, ou “quando x aconteceu” ou mesmo “sinto-me cansada”. Enfim, a frase precisa de um verbo conjugado em algum de seus modos).


Aproximando-se, descansa a testa contra a sua. (Parece ok, mas não está. “Aproximando” indica movimento. Não há como a pessoa se aproximar e descansar a testa ao mesmo tempo, porque “descansar” exige que os personagens estejam parados. “Aproxima-se, descansando a testa contra a sua”, por outro lado, está correto. A pessoa se aproxima e permanece por um tempo descansando a testa.)


Estava se aproximando quando sentiu um cheiro ruim. (Aqui está ok, porque não é preciso estar parado para cheirar alguma coisa, é possível fazê-lo enquanto se movimenta.)


Essa nossa pequena pausa para falar sobre o gerúndio tem menos a ver com normas gramaticais do que o resto. Não é muito difícil entender como ele funciona, e seu uso tem mais a ver com bom senso do que com regras. Certas ações não podem ser feitas em simultâneo; logo, não podemos usar o gerúndio.


Há certo preconceito com o gerúndio porque muitos autores pensam que ele polui o texto. Quando mal utilizado, isso é verdade. Textos com muitas construções parecidas são cansativos de ler (e isso não se refere apenas ao gerúndio; textos com muito particípio ou muitos verbos com a mesma terminação próximos um do outro também se enquadram aqui).


Verbos irregulares

Quem já participou de pelo menos uma aula de gramática sabe que, na Língua Portuguesa, exceções são quase a regra. Temos muitos verbos irregulares que não se encaixam no que foi dito nos outros textos. Os mais importantes, a meu ver, são os verbos ir, ser e haver.


IR: Falamos muito sobre ele nos outros textos, desde sua importância na construção do futuro até seu papel como verbo auxiliar. Usá-lo na formação do futuro é uma maneira informal de escrever. Mantenham isso em mente quando estiverem trabalhando na sua história.


SER: Aconselho que entrem num desses tantos sites de conjugação e analisem as formas do verbo “ser” em todos os tempos. Ele pode ser um pouco complicado, mas é essencial que saibamos lidar com ele. Nós não temos um radical que se mantenha em todos os tempos (eu sou, eu era, eu fui, se eu fosse, que eu seja…), o que pode nos confundir às vezes. Aqui temos tabelas muito úteis.


HAVER: Poderíamos ter uma página inteira só sobre este verbo. Trarei alguns exemplos quando tratarmos dos erros mais comuns. Por ter mais de um significado possível, às vezes é difícil sabermos como utilizá-lo. Quando ele tiver o sentido de existir, sempre estará no singular.

Se estiver em dúvida sobre como conjugar um verbo, pesquise. Você demorará menos de cinco minutos para fazer isso e, acredite, não vai se arrepender.


Vozes da oração


Voz ativa: É quando não temos um verbo auxiliar. Alguns autores explicam como sendo “quando o sujeito pratica a ação”, porém há exceções, e eu, particularmente, não sou muito chegada a essa definição. É voz ativa quando:


“Ele segurou uma batata”

“A vaca produz leite”


Voz passiva: Quando temos um verbo auxiliar. A definição mais comum é “quando o sujeito sofre a ação”, porém, de novo, há exceções. Não entrarei em detalhes porque isso não é relevante para a escrita. É voz passiva quando:


“A batata foi segurada por ele”

“O leite é produzido pela vaca”


A definição não é importante. O essencial aqui é que vocês saibam usar as duas vozes. Isso porque, na hora de escrever, utilizar apenas uma voz deixa o texto maçante. A fim de que as palavras fluam de forma harmônica, é sempre bom misturar construções frasais.


Erros comuns


“Eu não tenho nada haver com isso!”

O verbo haver não tem o sentido de “relação” (eu não tenho relação com isso). Correção: “eu não tenho nada a ver com isso”.


Calesse! Eu seria louca se acredita-se em você.”

É muito comum confundir a conjugação do verbo no pretérito do subjuntivo com um verbo unido a um pronome por hífen. A maneira mais simples de saber quando usar cada um: o verbo conjugado nunca pode se separar, porém é possível separar o pronome do verbo. Não temos como dizer “seria louca se se acredita em você”, mas é possível dizer “Se cale!”. Então: Cale-se! Eu seria louca se acreditasse em você.


Fazem cinco anos que a gente não se vê!”

Quando nos referimos a tempo, o verbo “fazer” SEMPRE fica no singular. Correção: Faz cinco anos que a gente não se vê!


“Se eu o ver aqui de novo, haverá briga.”

Isso vai parecer muito estranho, eu sei, mas a forma correta do verbo “ver”, no futuro do subjuntivo, é “vir”. Correção: Se eu o vir aqui de novo, haverá briga.


“Mesmo com raiva, manti o sorriso.”

Parece natural falarmos assim, porém o verbo “manter” tem a mesma conjugação do verbo “ter”. Assim, o correto é: Mesmo com raiva, mantive o sorriso.


“Meu pai finalmente tinha chego em casa.”

É bastante comum encontrar o particípio do verbo “chegar” escrito assim, mas o correto é “chegado”: Meu pai finalmente tinha chegado em casa.


“Ontem, pela primeira vez, ela pode confiar em alguém.”

Sabemos que a frase está no passado graças ao “ontem”, e o verbo “poder”, na terceira pessoa do pretérito perfeito, tem acento. É fácil verificar isso porque a pronúncia é diferente (“póde”, presente, versus “pôde”, passado). Checar a pronúncia, falando o verbo em voz alta, é uma maneira útil de ver se ele está escrito certo, visto que há alguns que se diferenciam apenas pelo acento. Correção: Ontem, pela primeira vez, ela pôde confiar em alguém.


“Na semana que vem, eles saíram para jantar.”

Confundir pretérito perfeito e futuro do presente é muito comum. Lembrem-se: -ão, em verbo, sempre indica futuro. No caso do exemplo, o verbo está conjugado no passado, porém estamos falando de algo que ainda não aconteceu. Correção: Na semana que vem, eles sairão para jantar.


Houveram muitas explosões ontem”

O verbo haver, quando tem o sentido de “acontecer” ou “existir”, sempre fica no singular. Por isso, o correto é: Houve muitas explosões ontem.


A muito tempo atrás, eu morava aqui.”

Quando estamos nos referindo ao pretérito, é sempre “há”. Por esse “há” já indicar o tempo, o “atrás” deixa a frase redundante. Correção: Há muito tempo, eu morava aqui.


“Daqui cinco dias nos veremos de novo.”

Como eu disse no exemplo passado, “há” indica passado, não futuro. Correção: Daqui a cinco dias nos veremos de novo.


E é isto! Espero que tenham entendido como os verbos funcionam na nossa língua e a importância deles. O compilado de erros finais fomos eu e a Anne que fizemos; acreditamos ter abordado os mais comuns, mas, quaisquer dúvidas, estamos à disposição nos comentários. Muito obrigada a quem chegou até aqui! Um beijo e um queijo, e até mais!


Revisão por Anne Liberton


Referências

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Lucerna, 2009.

23 апреля 2019 г. 0:01:09 0 Отчет Добавить 0
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Verbos no futuro e no imperativo: Como e quando usá-los



Verbos no futuro e no imperativo: Como e quando usá-los


Texto por Camy


Olá! Vamos continuar nosso assunto sobre verbos! Chegou a hora de analisarmos as possíveis conjugações do futuro tanto no indicativo quanto no subjuntivo. Depois, encerraremos falando sobre os verbos no imperativo, que ainda não tivemos a oportunidade de analisar.


Café na mão? Tudo pronto? Então vamos lá!


O momento de usar qualquer um dos futuros da Língua Portuguesa depende muito do tempo da sua narrativa. Explicamos muito melhor sobre o que é o tempo da narrativa e como ele funciona neste texto aqui. Simplificando: se estiver escrevendo a cena no presente, você utiliza o futuro do presente; se estiver escrevendo a cena no pretérito, o futuro do pretérito (o nome é bem autoexplicativo).


Futuro do presente do indicativo


Vantagem: Todas as conjugações são construídas da mesma forma (nos verbos regulares).


Singular: Acrescentar -ei ao verbo na primeira pessoa, -ás na segunda e na terceira.


Plural: Acrescentar -emos ao verbo na primeira pessoa, -eis na segunda e -ão na terceira.


Levantar → Eu levantarei às seis.

Amar → Tu ainda o amarás por muitos anos.

BeijarEla o beijará pela primeira vez na quinta-feira.

Chorar → Nós choraremos a sua morte.

Apagar → Vós o apagareis de suas vidas.

Falar → Eles falarão sobre você.


Sofrer → Eu sofrerei por ti.

Beber → Tu beberás demais.

Morrer → Ela morrerá em alguns meses.

Receber → Nós receberemos um prêmio.

Escrever → Vós escrevereis melhor com prática.

Bater → Eles baterão o carro.


Sacudir → Eu sacudirei os lençóis.

Mentir → Tu não mentirás na entrevista.

Dividir → Ele dividirá a comida.

Fugir → Nós fugiremos de carro.

Dormir → Vós dormireis a noite inteira.

Desistir → Eles desistirão de sair.


O maior erro que eu vejo os escritores cometerem é confundir o pretérito perfeito e o futuro do presente. Lembrem-se: -ão é sempre futuro.


Eles desistiram ontem. (pretérito perfeito)


Eles desistirão amanhã. (futuro do presente)


Futuro do pretérito do indicativo


Aqui lidamos com situações que teriam acontecido num possível futuro caso elas não fossem interrompidas. Numa narrativa que se passe no passado, esse tempo é usado para indicar algo que pode acontecer nos próximos capítulos; isso porque, de acordo com a gramática normativa, a história toda já aconteceu (porque se passa no passado). É algo que aconteceria caso não houvesse um evento que o impedisse.


Vantagem: Todas as conjugações são formadas da mesma maneira aqui também.


Singular: Acrescentar -ia ao verbo na primeira pessoa, -ias na segunda e -ia na terceira.


Plural: Acrescentar -íamos ao verbo na primeira pessoa, -íeis na segunda e -iam na terceira.


Levantar → Eu levantaria às seis na manhã seguinte.

Amar → Tu ainda o amarias por muitos anos.

BeijarEla o beijaria pela primeira vez na quinta-feira.

Chorar → Nós choraríamos muito a sua morte.

Apagar → Vós o apagaríeis de suas vidas.

Falar → Eles falariam sobre você.


Sofrer → Eu sofreria por ti.

Beber → Tu beberias demais.

Morrer → Ela morreria em alguns meses.

Receber → Nós receberíamos um prêmio.

Escrever → Vós escreveríeis melhor com prática.

Bater → Eles bateriam o carro.


Sacudir → Eu sacudiria os lençóis.

Mentir → Tu não mentirias na entrevista.

Dividir → Ele dividiria a comida.

Fugir → Nós fugiríamos de carro.

Dormir → Vós dormiríeis a noite inteira.

Desistir → Eles desistiriam de sair.


Esse recurso é muito utilizado quando você deseja revelar um “spoiler” no fim de uma cena. Por exemplo: sua personagem principal conhece um interesse romântico, e você desenvolve o primeiro encontro dos dois. A frase final da cena é a seguinte: “Ela o beijaria pela primeira vez na quinta-feira.” Todo o diálogo foi escrito no pretérito (“Bom dia”, disse ele), porque seu tempo narrativo é o pretérito. Entretanto, você quer falar algo que se passará no futuro desse pretérito (no caso, o beijo); é aí que você usa o futuro do pretérito.


Futuro do subjuntivo


O subjuntivo sempre é usado em momentos de dúvida, incerteza ou condição. A dica aqui é utilizar quando ou se antes da frase (isso ajuda na conjugação).


Vantagem: De novo, todas as conjugações são formadas pelas mesmas regras.


Levantar → Quando eu levantar às seis...

Amar → Quando tu o amares...

BeijarQuando ela o beijar pela primeira vez...

Chorar → Quando nós chorarmos...

Apagar → Quando vós o apagardes de suas vidas...

Falar → Quando eles falarem sobre você...


Sofrer → Quando eu sofrer por ti...

Beber → Quando tu beberes demais...

Morrer → Quando ela morrer em alguns meses...

Receber → Quando nós recebermos um prêmio...

Escrever → Quando vós escreverdes melhor...

Bater → Quando eles baterem o carro...


Sacudir → Se eu sacudir os lençóis...

Mentir → Se tu não mentires na entrevista...

Dividir → Se ele dividir a comida...

Fugir → Se nós fugirmos de carro...

Dormir → Se vós dormides a noite inteira...

Desistir → Se eles desistirem de sair...


Aqui é importante tomar cuidado com o “se”: Ele serve de dica tanto para formar o pretérito do subjuntivo (se eu amasse) quanto para formar o futuro do subjuntivo (se eu amar). Por isso, sugiro que guardem “talvez” para pretérito e “quando” para futuro.


Ufa, passamos por todos os tempos! O futuro é o mais simples porque as regras são as mesmas para todas as conjugações. Como eu disse antes: é muito mais importante saber QUANDO se usa cada tempo do que COMO conjugá-los, porque as conjugações você encontra em diversas tabelas pela Internet. A questão é: de que adianta saber que o futuro do subjuntivo do verbo ver é “vir” (quando eu te vir…), se você não souber usar o futuro do subjuntivo?


Em diálogos e textos em primeira pessoa, vale lembrar que o mais comum é construir o futuro com “verbo ir + verbo principal”. Vou deixar aqui alguns exemplos (sem o “vós” porque ele já caiu em desuso):


“Eu vou fazer isso hoje”

“Tu vais sair amanhã?”

“Ele vai se ferrar na prova”

“Nós vamos estudar”

“Eles vão brigar”


Para encerrar nosso encontro de hoje, falaremos sobre o modo imperativo. No primeiro texto sobre verbos, eu o introduzi rapidinho dizendo que é a partir dele que indicamos uma ordem ou pedido. Não existe primeira pessoa, porque, em teoria, não podemos ordenar nós mesmos a fazer algo. No mundo da escrita, isso não se aplica tanto, porque muitos dos nossos personagens, em pensamento ou mesmo em voz alta, ordenam a si mesmos que terminem certa tarefa; nesses casos, o personagem costuma dizer o próprio nome e tratar a si mesmo na terceira pessoa.


Imperativo afirmativo


Para formar o imperativo afirmativo, nós usamos o presente do indicativo e o presente do subjuntivo. Para formarmos a segunda pessoa (tanto do plural quanto do singular), usamos o presente do indicativo (sem a letra s). Para formarmos as outras pessoas do discurso, usamos o presente do subjuntivo (sem alterações).


A imagem abaixo ilustra essa explicação:



Fonte: Blog de português


Imperativo negativo


Para formar o imperativo negativo, só é preciso acrescentar “Não” aos verbos conjugados no presente do subjuntivo.


“Não faça isso”

“Não o beije”

“Não sorria assim”


Por hoje é isso! No próximo (e último) texto sobre verbos, discutiremos alguns dos erros que eu mais tenho encontrado em textos aqui no site e falaremos sobre alguns casos especiais de verbos irregulares (mas nada aprofundado).


Espero que vocês tenham conseguido entender como os verbos funcionam e em quais momentos cada tempo verbal precisa ser utilizado. Quaisquer dúvidas, estou à disposição de vocês nos comentários!


Muito obrigada pela paciência. Um beijo e um queijo :*


Revisado por Anne Liberton


Referências

ARAÚJO, Ana Paula de. Imperativo. Info Escola, [S.l.] [entre 2006 e 2018]. Disponível em: <https://www.infoescola.com/portugues/participio-2/>. Acesso em: 13 jan. 2019.

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Lucerna, 2009.

9 апреля 2019 г. 0:00:43 0 Отчет Добавить 0
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