shinia Bar-t-t-tender

Quando o verde deu lugar ao vermelho, Mikaela soube que aquelas promessas seriam eternas.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#seraph-of-the-end #mikayuu #owari-no-seraph
Conto
0
1.3mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

único

Eu sempre quis trabalhar numa história onde Yuuichiro abandona tudo e vira vampiro com o Mika, mas nunca tive oportunidade. Bem, aí está.
A cor verde significa liberdade, vitalidade e esperança.





Ele estava no corredor, esperando. Os olhos indo e vindo da porta até o chão branco sob seus pés. Não estava demorando, mas ele sentia como se esperasse há horas. Era o tipo de coisa rápida, na verdade. Com ele foi rápido, ou talvez simplesmente não tenha percebido. Estava morrendo, afinal.

Eles haviam conversado sobre isso. Para Mikaela era uma loucura impensável, mas Yuuichiro tinha lábia e o fazia repensar uma hora ou outra. Ele estava pensando que seria o melhor até hoje de manhã, mas agora tinha voltado à opinião inicial, e precisava fincar as unhas nas mãos para não interromper a cerimônia que se passava além daquela porta.

Ora, eram casados agora, que tipo de autoridade Krul tem para separá-lo do seu esposo em um momento tão importante? Ele se perguntava sabendo; ela o havia feito para que não sofressem em demasia. Conhecia muito bem a personalidade horrivelmente sensível dos dois.

Estava completando a nonagésima volta no corredor quando o grito esganiçado se fez ouvir. Ele deu um pulo grande, de susto, preocupação. Se esvaiu rápido assim como veio, e ele sabia bem daquela dor. Algo como ossos se quebrando, a carne se retorcendo, uma rejeição pura do corpo contra o sangue amaldiçoado que começava a entrar. Mikaela se debruçou na porta, o ouvido rente à madeira, embora pudesse ouvir a mesma coisa a metros de distância, se tentasse. Havia o farfalhar de roupa lá dentro, ossos estralando, e em seguida, nada.

Ele se afastou, e a porta foi aberta quase ao mesmo tempo. Krul estava lá, ao lado de um Yuuichiro meio pálido.

Os olhos verdes continuavam, mas estavam mortalmente apagados. Não parecia o olhar de alguém vivo. O brilho havia se perdido.

A rainha sorria como se dissesse “Você quase chorou, não é?” um olhar facilmente ignorado pelo vampiro que só voltava sua atenção ao homem à frente.

O loiro abraçou como se não o visse há anos. E o moreno gemeu baixinho com o contato.

— Ainda dói, Mika. — Disse, mas a mão trêmula foi até os cabelos loiros, se enterrou por lá e não permitiu que o mesmo se afastasse.

Krul fez cara de nojo, se desinteressando instantaneamente por todo aquele melodrama. — Sumam logo da minha frente. — E não precisou repetir.

À noite, deitados na rede larga, tão próximos quanto o possível, Mikaela pegou o pequeno frasco de vidro com sangue até a borda. Era dos amigos de antes, de quando eles pensavam que o mundo ainda tinha salvação.

Não tinha. Mas isso é coisa que só se descobre depois de velho.

— Você tem certeza? — Era a última pergunta. Yuuichiro estava prestes a atravessar uma porta que se fecharia para sempre assim que entrasse, Mikaela já tinha vivido aquilo, e ainda não sabia se o gosto agridoce no fundo da garganta era bom ou não.

Os olhos verdes estavam fixos nos seus azulados. O escuro já não era uma barreira para o moreno. — Tenho. — Ele tocou o frasco, aquilo escorreu pelos dedos inertes de Mikaela.

— Então olhe para mim enquanto o faz.

Yuuichiro concordou, o fez. Quando o verde deu lugar ao vermelho, Mikaela soube que aquelas promessas de amor seriam eternas.

24 de Abril de 2020 às 22:17 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Fim

Conheça o autor

Bar-t-t-tender Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Mais histórias

Photograph Photograph
A linguagem das flores A linguagem das flores
Protect your e-mail Protect your e-mail