atherabeckman Ruana Aretha Beckman

Uma jovem e o seu crescimento científico despertam um novo olhar sobre uma vida um tanto interessante que despertará na história do centro de Pesquisa de Saurium. Um ser quase adormecido, talvez sofra de sonambulismo e ande por aí por vezes. Mas Aiyra é muito curiosa e teimosa, sempre desimpedida a encontrar o desconhecido.


Fantasia Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#romance #aliens #fantasia
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A friagem do dia

O dia iniciava em uma friagem brusca, eu estava tentando acordar depois de ter uma vaga impressão de algo me fitando do assoalho do meu quarto. Parecia real, mas prefiro pensar que estava sonhando, por vezes tenho essa sensação, engraçado é acordar como se eu já estivesse acordada há muito tempo, minhas olheiras estão me transformando em um zumbi acadêmico.

Abro as janelas e sinto um vento frio leve no meu rosto, da janela vejo muitas folhas no chão, gosto de pisar nelas e as sentir estalando. Estava ansiosa para sair de casa naquela manhã, me levanto calmamente com o meu vestido de lã laranja e com minhas meias fofas de coelho, eram tamanhos os ventos que o vestido dançava com a força deles, sinto uma boa sintonia naquela friagem.

Decido arrumar a cama, possuo esse costume, acordar e arrumar a cama, para quando chegar me sentir acolhida pela sensação de organização. No mesmo momento, na cama da preguiça, Nanami apenas se recolhia no seu canto de todos os dias e me olhava como quem dizia, " trabalhe para mim, humana", deixei a Nanami na mesma posição e fui para a cozinha deixar a alimentação dela para o dia, fico sem preocupações, pois a Nanami se alimenta bem, afinal é a minha quatro patas canina comportada e orgulho da mamãe dela.

Após toda a organização habitual, me entrego ao banho matinal, discutindo comigo mesma no banheiro durante a queda das gotas no meu corpo, é sou meio doida, fico imaginando assuntos aleatórios para conversar sozinha e possíveis debates. Me encaminho ao quarto, troco de vestes, como as minhas da rotina mesmo, blusa geek, calça jeans e botinas.Embora o dia inicie desse jeito, saio de casa com respiração mansa acompanhando o ar frio, talvez os ventos acalmem a correria daquele início do dia, caminho próximo de um hospital psiquiátrico abandonado que fica próximo de onde moro, passo por ele todos os dias para chegar no centro de pesquisa.

Naquela rua sinuosa vejo dona Rosa, senhora de meia idade, que mora em uma casa a caminho do centro de pesquisa e próximo do hospital psiquiátrico, cabelos grisalhos em tom roxeado, judiada pelo tempo, mas sempre de bom humor, todas ás vezes me cumprimenta com o seu aceno matinal e todos os dias diz para eu ter cuidado com as minhas andanças.

Adentrando o centro de pesquisa encontro o seu Camilo, com os seus 48 anos, porteiro do centro de pesquisa, quase sempre de cara amarrada, mas não pode ver um cachorro que a expressão muda para uma felicidade sem tamanho. Quando há algum animal perdido próximo ao centro, é o primeiro a avisar ao nosso grupo de resgate a animais, além de sempre nos contar a sua história de carinho com o seu cachorro Bruce , resgatado de um bueiro e deve a vida a ele, pois estava passando por dificuldades na vida, Bruce veio em um bom momento.

Há um bosque pequeno na entrada do centro de pesquisa, há aqueles que dizem que este centro, no qual trabalho, este se chama Centro natural científico de pesquisa de Saurium, é visitado por aliens. Sempre rio pensando nisso quando observo um canto isolado do bosque, é um pátio retirado próximo ao laboratório de zoologia, seria aquele o espaço onde as aeronaves faziam pouso?!Seria o máximo!

Incrível pensar que ali na minha cidade haveria uma ligação intergaláctica, já pensou, como seria um benefício grandioso a ciência, mas daí penso como haveria uma guerra religiosa por isso, o ser humano precisa evoluir juntamente a ciência, oh céus, o quanto já teríamos evoluído se a ciência estivesse atrelada a outros seguimentos sem estribeiras alheias.

Ouço alguém me chamar de longe. Deve ser a Helena, trabalha como veterinária, uma destemida e revolucionária pela causa animal do campus de pesquisa e da cidade, uma garota negra com um belo cabelo cacheado, penso, como ela consegue estar sempre elegante, se uma revista a visse, com certeza a chamaria e faria um enorme sucesso.

-Aiyra! Grita Helena.

-Olá Helena, bom dia, quem diria logo cedo ouço berros. Digo em tom irônico.

-Temos que averiguar sobre o processo de adoção de uns cachorros, estou cuidando deles e estão cada vez mais sorridentes. Diz Helena alegremente.

-Vamos disponibilizar as fotos nas redes sociais! Poderia adotar, mais tenho a minha Nanami, você sabe como a Nanami é ciumenta, para adaptar ela a outro ser de quatro patas será uma dificuldade tamanha, mas em breve vou adotar mais uma amiga a ela. Disse empolgada.

Dali nos despedimos, e cada uma se encaminhou para o seu ambiente de trabalho. Chegando no meu laboratório tomei um enorme susto, parecia que eu estava entrando em uma caverna quando vi o meu chefe. Ele sempre amou o que faz, trabalhar com solos é a vida dele, mas ele esquece de viver e também deixa a sua aparência a desejar, então nos assusta com o seu jeito por vezes, o doutor Alberto é bastante sério, mas é competente no que faz.

-Bom dia Dr.Alberto! O que temos de novo para hoje? Eu disse sorridente, mas se pudesse olhar para a parede seria melhor.

-Olá Aiyra, temos duas coisas a fazer, faremos uma coleta no dia 2 de setembro e por hoje vamos fazer umas análises granulométricas, mas hoje na verdade terei que sair mais cedo, apenas vim ditar as ordens e sairei as 14 horas do centro,e agora estou indo à uma reunião, e diga ao senhor Yan o que eu disse, sempre atrasado 10 minutos. Disse o Dr.Alberto em tom sério.

-Entendido Dr. Alberto. Farei as 10 amostras hoje e as demais análises químicas deste solo. Disse seriamente.

Mas percebi algo descrito nas amostras.

-Ah...sim... que nome estranho desse lugar...Disse pensativa.

Enquanto isso, o Dr. Alberto se despediu e saiu. Estava iniciando mais um dia no laboratório de solos, cronometrando todas as análises, porque sou meio obcecada com minutos quando se refere a trabalho, ainda mais análises químicas, tudo tem minuto, e se passar terá que ser refeito.

Ao olhar para fora do laboratório estranhamente meus olhos notavam algo, como se alguém anotasse tudo o que eu estava fazendo, tenho essa sensação há mais de dois anos, desde quando me encontrei na pesquisa, já sabia o que eu queria, mas as portas e janelas estavam trancadas a mim, há pesquisadores muito egoístas nesse país ou seria em boa parte, não vamos generalizar não é.

Estava perdida ali nos pensamentos sobre um possível stalker espiritual, quando de repente o Yan aparece que nem um zumbi na vidraça do laboratório.

-Yan!Você é louco!Disse assustada.

-Sabia que iria te assustar, sempre quando estás concentrada ou pensando em algo, é assustada facilmente! Rá na tua cara!. Disse o Yan disse rindo.

-Sinceramente, quando eu te olho, nem parece ser phD em geologia.Parece que é phD na palhaçada.Disse em tom irônico.

Yan possui phD em geologia,tem um gato chamado Netuno, é apreciador das artes naturais, religioso ás vezes quando se lembra que a família é de Deus.É um jovem em um corpo de velho,alto, forte, de cabelo cacheado preto, com apenas 30 anos já tem um currículo lattes invejável, embora se atrase para praticamente tudo, até hoje não entendo como tanta virtude intelectual não o faça ter muitos amigos.

Também não sou de muitos amigos, conto nos dedos os que eu tenho, me sinto por vezes sozinha, mas tenho a Nanami comigo. Estou fazendo doutorado na área de Ciência do Solo, pertenço a cidade quente e com cheiro de tacacá.

Sou baixa, com aproximadamente 1.55 de altura, com cabelos pretos um pouco além dos ombros, não sei como que classifico a minha cor, acredito que seria um pouco branca, meio complexo essa questão da cor, tenho olhos puxados, característica frequente de onde eu nasci, tenho 55 quilos queria eu conseguir alcançar as coreanas de 48 quilos mais eu amo sushi,amo pizza, amo hambúrguer, que fascínio por essas gostosuras de todos os finais de semana, ou quando eu tiver vontade, não sou modelo, quero comer mesmo.

Tenho a minha canina de quatro patas chamada Nanami, foi adotada durante o período do carnaval em frente a minha casa, fugiu de algum lugar sombrio e quem a acolheu foi a pessoa mais sortuda do mundo, eu mesma, desde então a Nanami é a minha criança e muito bem tratada, a minha bolsa de pesquisa quem o diga, uma menina cara.

Na ‘vibe’ dos pensamentos sobre a vida, aquele dia passou rápido, finalizei como o esperado todas as amostras. O Yan estava corrigindo umas dissertações de mestrado dos seus mestrandos mais velhos que ele, sempre muito atento a tudo em sua volta, como consegue ser atento ao que lê e ao que escreve, ao meu ver é um dom divino.

Quanto a mim, sou muito dispersa. Eram 17 horas, como estava um frio acolhedor, resolvi passear na praia que ficava próximo de casa, amo aquele lugar, é onde descrevo pensamentos do fundo do meu ser, aprecio a escrita também, mesmo não lendo tanto, existem palavras que nunca ouvi na vida mas na hora da escrita elas vem até mim, se enquadram no pensamento , mas sempre as procuro para ver se realmente é o que se encaixa.

A praia naquele final de tarde estava vazia, então resolvi buscar a Nanami em casa, para passear e apreciar a calmaria da brisa em consonância com as ondas do mar, o frio se achegava de mansinho, mas se acalentava com o carinho da natureza.

7 de Abril de 2020 às 21:31 1 Denunciar Insira 2
Continua… Novo capítulo A cada 30 dias.

Conheça o autor

Ruana Aretha Beckman Um mero ser neste planeta que escreve o que vem a mente, aprecia o pequeno ao maior ser puro, protetora da sociedade fofinea, temida entre eles, pois quer apertar todos, possui grande amor pela natureza , sempre ao dispor dos sonhos e da fantasia. *Ps. Espero que sigam e curtam as histórias e poesias, agradecida por toda gentileza.

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para verificar o cumprimento das Regras comunitárias e ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se você não quiser verificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através de Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada "Em revisão" pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "Um ser quase adormecido, talvez ande" em vez de "Um ser quase adormecido talvez ande" ou ainda "Um ser, quase adormecido, talvez ande". Uso de vírgula para unir frases que deveriam estar separadas por ponto, como em "essa sensação, engraçado" em vez de "essa sensação. Engraçado". Falta de potuação para separar vocativos de frases, como em "Trabalhe para mim humana" em vez de "Trabalhe para mim, humana" 2)Classificação: gostaria de pedir atenção quanto à classificação indicativa da história: ela está marcada como Todo público, o que quer dizer que até mesmo uma criança pode ler a história, pois não contém palavras de baixo calão, violência e outros. Se for esse o caso, deixe como está. Caso não, peço que mude para que a história se enquadre nas Regras comunitárias. 3)Outros: uso de "mais" no lugar de "mas", como em "mais prefiro pensar" em vez de "mas prefiro pensar". Uso de dois tempos verbais na narrativa, como "estava" - no pretérito - e "é" - no presente. É importante escolher apenas um tempo verbal para a narração. Uso de hífen em vez de travessão para marcar diálogos. Falta de travessão no fim de diálogos e antes do inciso do autor. Observação: os apontamentos acima são apenas exemplos retirados de sua obra, há mais o que ser revisado. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Também disponibilizamos o serviço de Correção editorial e de estilo, que é uma revisão mais profunda e profissional, realizada por revisores capacitados e experientes. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
April 16, 2020, 14:10
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