ihopegguk Leandro Monteiro

Hoseok não pensara que ao mudar-se para um apartamento próximo à sua faculdade, traria tantos problemas para sua perfeita vida. Decerto, apaixonar-se pelo seu vizinho, tarado, hétero e aparentemente homofóbico, foi uma das piores decisões que tomou em sua miserável existência. Agora teria que lidar com as consequências de suas atitudes impensadas. Apenas um conselho: não sejam vizinhos de Jeon Jungkook.


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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Capítulo 1: Meu vizinho é um idiota

Hoseok sempre odiou segundas, quer dizer, desprezava qualquer coisa que o fizesse sair do seu apartamento, logo após acordar. Então, odiar uma segunda-feira por fazê-lo levantar de sua confortável cama não parecia errado, mas sim, uma ideia bastante convidativa. No entanto, caso fossemos listar coisas que ele realmente odeia, seu vizinho estaria presente no topo de sua lista.

Jung Hoseok é um jovem adulto, com seus 25 anos, que está concluindo seu curso de literatura. Por motivos econômicos, mora em um apartamento sozinho próximo à sua universidade. Não há como negar que sua vida é o sonho de qualquer pessoa, já que alcançou vários objetivos no decorrer dela. Graças aos céus, como o próprio diz, conseguiu mudar-se há alguns anos para o seu cantinho, apesar de amar seus pais, viver sem eles era, em partes, gratificante. Felizmente, sempre obteve apoio para o queira fazer, por exemplo: estar fazendo à faculdade que deseja e sua sexualidade. Além disso, como se não bastasse, recebe todos os meses uma mesada, que jura a todo custo ser apenas um agrado, mas todos sabem que ele sempre fora um garoto mimado. Ademais, de brinde, ganhou liberdade de ir às festas sem precisar dar satisfações e ter hora para voltar, mas não é algo que faça regularmente, já que prefere mil vezes o conforto do seu lar.

Entretanto, há algo que torna sua vida perfeita imperfeita e, no caso, não é algo, mas sim, alguém. Seu vizinho, Jeon Jungkook, ou Mr. Gostoso, como Hoseok gosta de chamá-lo quando se encontra na solidão dos seus pensamentos e apartamento. Faz quatro anos que ele atormenta à sua vida, desde quando conseguiu uma vaga para cursar sua faculdade em Seul e mudou-se para cidade grande. O destruidor de corações e vizinho tarado, outros apelidos criados especialmente por Hoseok, é o ser mais afrontoso existente na face da terra, por quê? Vejamos, uma cara, possivelmente hétero, chegar na residência de outro cara, abertamente homossexual, apenas de samba canção, exibindo um peitoral firme e abdômen trincado, está pedindo para ser assediado. No entanto, além dessas tentações que tem enfrentado diariamente, não há maior problema em ser vizinho de Jungkook, ele é agradável e gentil. Hoseok lembra-se de já ter oferecido para servir de travesseiro para ele e até de esponja para ensaboar seu corpo, coisas que qualquer amigo faria, mas infelizmente ele sempre entende com uma brincadeira e Hoseok fica na vontade, como de costume. Espere um pouco, contrariando o que disse, existe sim um grande problema em ser vizinho de Jungkook, o aborrecimento de Hoseok ser completamente apaixonado por ele, desde que seus olhos caíram sobre aquela carinha atraente e fofa.

Como mencionei anteriormente, não é um romance, por culpa de Jungkook, também porque o amor de Hoseok é inteiramente unilateral, já que tem plena certeza que seu vizinho tarado é cem por cento hétero. Hoseok é homossexual, explicação do seu fascínio, mas mesmo que fosse hétero, certamente seu tombo pelo vizinho também permaneceria intacto, embora que renegado, porque até o mais hétero dos héteros não conseguiriam resistir em olhar para o desgraçado do Jeon. Com o tempo, aprendeu a lidar com seu amor platônico, mesmo que fosse difícil não doía tanto. Mentira, só Hoseok sabia como doía e como uma vontade psicopata de matar aquele homem crescia em seu peito, quando ele aparecia com alguma mulher e chamava-a de amor em sua frente, ou qualquer que fosse o apelido nojento. Obrigava-o a ouvir falar sobre ela e passar à noite escutando gemidos ensurdecedores e batidas em sua parede, pois ambos também eram vizinhos de paredes.

Contudo, Hoseok foi esperto e soube lidar com seu lado psicopata em relação ao seu amor por Jungkook, afinal, como gostava de se auto lembrar, ele nunca seria o homem certo para apagar seu fogo. Assim sendo, procurou outras pessoas, envolveu-se com muitos homens e atualmente está em um relacionamento com Jimin, um puta de um homem gostoso, aclamado por todos em sua faculdade, mas que estranhamente comprometeu-se com Hoseok, apesar de ter noção que seus sentimentos não eram correspondidos. Hoseok aceitou, apenas porque estava cansado de viver nos cinco contra um, enquanto olhava enfurecido para as fotos do seu vizinho tarado na calada da noite. Não, ele não era um aproveitador e egoísta, somente queria carinho e atenção, também alguns afagos no escurinho do seu quarto. Todavia, estava fatigado, dado que às vezes nem os carinhos especiais de Jimin davam conta e voltava novamente para as malditas fotos do seu Mr. Gostoso. Claro, visto que o filho de uma mãe também era modelo, além de ocupar o lugar do pai em sua editora e cursar administração. Como disse: Jeon Jungkook é o homem perfeito, mas não apropriado para Hoseok.

Balançando sua cabeça para os lados, Hoseok tentou enxotar os pensamentos com seu vizinho para fora de sua mente, seu dia seria especial e não queria ter que lembrar do causador de sua frustração diária. Jimin estava a caminho, hoje completam cinco meses de namoro e Hoseok mesmo não estando tão animado, esforçou-se para transparecer estar, já que de certa forma era um dia especial para Jimin.

Era cedo, por volta das 06:30, Hoseok encontrava-se sentado à mesa, uma caneca de café fumegante à sua frente. Pelas suas contas, faltava pouco para o seu vizinho adentrar sua casa, exalando uma constrangedora familiaridade com o lugar, trajando unicamente um short curto e oferecendo-o um belo sorriso ladino. Tornou-se uma rotina, sempre faziam esse mesmo ritual, Jungkook vinha à sua casa, tomava seu cafezinho e retornava para sua residência. Hoseok acostumou-se, exceto às vezes que por um triz não tinha um ataque epilético por não poder tocar despudoradamente aquele homem, ou quando era tocado intimamente, mas aprendeu a suportar. Jimin não gostava de Jungkook e vice-versa, havia muito ciúmes envolvido em ambos os lados, mesmo que não fizesse sentido seu vizinho sentir ciúme. Contudo, nada poderia fazer, não tirava razão de Jimin sentir-se inseguro, porque se sentiria da mesma forma caso estivesse em seu lugar.

Hoseok estava ficando impaciente, acordou-se cedo ‒ sempre se acordava, mas diferente dos outros dias, esse era domingo ‒, e faziam bons minutos que se encontrava naquela cozinha, apenas esperando por Jungkook e nada do sujeito aparecer. Esse hábito que adquiriram, não era nada agradável aos olhos dos seus amigos, já que temiam que sofresse algum preconceito do seu vizinho hétero pegador. Eles sempre o alertavam e afirmavam terem o visto fazendo caretas desagradáveis quando estava com Jimin, mas como um belo boboca, Hoseok não se importava, Jungkook nunca tinha dito nada grosseiro sobre sua sexualidade, então apenas ignorava e continuava com a amizade. Uma amizade estranha, deve-se acrescentar.

Sinceramente, Hoseok queria fuzilar Jungkook com uma bazuca por fazê-lo levantar do seu confortável assento, ainda mais, por ter abandonado tão cedo sua aconchegante cama. Mas fazer o quê, seu lado trouxa cantarola mais alto e quando se deu conta caminhava em direção à porta do seu apartamento. Parecia que carregava o mundo sobre os ombros, por causa do esforço em movimentar os pés.

Xingando, Hoseok locomoveu-se até a porta do seu vizinho, jurando cometer um suicídio caso ele o fizesse esperar por muito tempo. Poderia usar o celular e ligá-lo? Poderia, com toda certeza. Mas sua mente nublada pelo sono, não o fez raciocinar corretamente e quando essa ideia surgiu em sua cabecinha, encontrava-se em frente ao apartamento dele. Hoseok é apaixonado por seu vizinho tarado, porém, neste momento, o que mais queria era pôr suas mãos envolta daquele pescoço mordível.

― Jeon Jungkook, seu cachorro, sem vergonha, abra esta merda que você chama de porta. ― Certo. Talvez, só talvez, tenha exagerado, mas quem não ficaria irritado ao acordar tão cedo.

Um gemido alto soou através da madeira e Hoseok pulou assustado. Recostando seu ouvido contra à porta, escutou barulhos, xingamentos e mais gemidos. Arrepiando-se temeroso, julgou ser o humano mais estúpido do planeta e que seu vizinho gostava de sexo selvagem. Existia um motivo para Jungkook não ter aparecido em seu apartamento, o homem estava com uma mulher no dele. Merda, sentindo uma imensa vontade de pular pela pequena janela que tinha no final do corredor, Hoseok afastou-se minimamente da porta, achando melhor correr para sua casinha e enfiar-se debaixo dos seus lençóis.

No entanto, quando voltou sua posição, um barulho soou em suas costas e à porta da casa do seu vizinho estava aberta. Girando novamente, Hoseok quis morrer, ali mesmo, naquele corredor, pelo motivo desse maldito estar em sua frente sem camisa e com um cobertor cobrindo suas partes íntimas. Hoseok suspirou ruidosamente, mas elevou o olhar assim que uma tosse forçada chegou aos seus ouvidos.

― Acho melhor você ter algo muito importante para mim dizer, Jung. ― Hoseok sentiu-se ficar do tamanho de uma formiga, sob o olhar cortante do seu vizinho.

― Você não foi ao meu apartamento hoje, todos os dias tomamos café juntos, esqueceu? ― Hoseok não quis parecer tão carente, mas pareceu.

― Eu não vou. Acho que era para estar óbvio, já que não apareci. Tenho coisas mais importantes para fazer. ― Hoseok nunca tinha escutado palavras tão ácidas vindas de Jungkook. Certamente, ele nunca tinha falado dessa forma, não consigo. Foi inevitável se sentir magoado. ― Eu estou namorado, não irei mais à sua casa. Minha namorada não é homofóbica, mas ela não gostaria que eu frequentasse a casa de…

― Tudo bem, seu idiota! Bastava apenas dizer que não iria e ponto. Não há necessidade de querer me humilhar, não que eu me sinta, porque ofender minha sexualidade não é algo que irá me atingir. Eu apenas sinto muito ter me tornado amigo de um macho escroto como você, caso tenhamos sido amigos algum dia. Desejo felicidades ao seu namoro. Passar bem, seu porra.

Hoseok voltou ao seu apartamento transtornado, seus amigos tinham razão, deveria ter ouvido eles. Jungkook não passava de um preconceituoso de merda. Nunca pensou que o ouviria dirigir tais palavras para consigo. Hoseok não sabia pelo que ficava irritado; o preconceito presente na fala do seu vizinho, ou por ele confirmar está namorando. Apaixonar-se por Jungkook foi uma das piores coisas que fez na vida, agora teria de lidar com as consequências de suas atitudes impensadas.

30 de Março de 2020 às 19:03 0 Denunciar Insira 1
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