hellen-heveny1585513162 Hellen Heveny

Amor. Um sentimento abrasador, Suas brasas podem ser pacificas, aquecendo um coração gelado mas também podem ser nocivas, quebrando uma alma e deixando-a em pedaços. A historia neste livro relatada Em nada fala de amor Por uma das gêmeas contada Jovem esta que conheceu somente a dor. Odilia, Odie, Cisne negro Abandonada, desprezada, trocada Um coração marcado pelo desprezo Renascido pela vingança Em busca por um amor verdadeiro. Mas, nesta busca insana Por um sentimento que nunca conheceu Sua mente e coração engana Ao olhar nos olhos negros Daquele que em seu coração so tinha gana Por um poder que não era seu.


Fantasia Medieval Todo o público.

#epoca #traição #amor #bruxa #lagodoscisnes
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Prologo

Os olhos negros se abriram mais uma vez para escuridão.

Ele se ergueu do chão frio.

Folhas secas estavam grudadas em suas vestes, e a lua iluminava, ao menos um pouco, a densa floresta onde ele se encontrava. Levou as mãos aos olhos, esfregando-os com um pouco de força e, logo em seguida, piscando varias vezes, tentando se acostumar com a pouca luz do ambiente.

Estava atordoado.

Passou as mãos em suas roupas, totalmente negras, tão escuras que chegavam a se misturar ao quase breu da floresta, tentando tirar as folhas e a terra que sujavam o tecido. O ar estava frio, e um peso havia se instalado no local, uma energia negra, maligna. Ele sabia que estava errado, sabia que era perigoso praticar magia negra com “o olho” aberto, porém ele não podia perder tempo, ele não tinha tempo a perder. Os restos do ritual ainda estavam ali, porém o corpo dela foi consumido pelo fogo, não havia nenhum vestígio de sangue.

O sacrifício foi grande, um fardo pesado de mais.

“Eu jamais me perdoarei.”

Ele passou as mãos nos cabelos escuros, os fios, antes bagunçados, se alinharam um pouco mais, e por fim, começou a caminhar. Suas pernas doíam, seu corpo estava tão fraco e debilitado que ele quase não conseguiu chegar a sua cabana, que ficava mais ao fundo da floresta, numa bela clareira, próxima a um grande lago. Ao chegar à clareira, avistou a pequena cabana, feita de madeira, com um belo e bem cuidado jardim que tomava todo o espaço da frente. Um pequeno caminho de pedras se fazia presente entre as muitas e muitas flores. Ao olhá-las, Ele se lembrou dela.

“Foi necessário”

Ele repetia para si mesmo, caminhando lentamente sem olhar para as flores. O vento frio e cortante da floresta atingiu seu corpo, e foi inevitável não se lembrar dos gritos dela, mas Ele não parou ate que estivesse la dentro. Após ascender a lareira e tomar um chá de ervas, ele começou a pegar todos os pertences Dela que estavam na casa, roupas, todas simples e macias com o cheiro doce e delicado impregnado em cada peça, jóias, ela quase não as tinha, nunca gostou de adereços, e ate seu grimório, afinal não havia nada naquele livro que Ele já não soubesse de cor.

Saiu com tudo nas mãos, levando para os fundos da casa, onde havia montado uma pequena fogueira, perto de uma roseira.

Inspirou profundamente fechando os olhos.

Expirou.

O fogo se acendeu.

Ele abriu os olhos e jogou os pertences da mulher ali sem nenhuma cerimônia, no fogo. Ficou observando-os queimar, lentamente, enquanto a fumaça subia para os céus. Parte de seu coração se arrependia, parte pedia perdão. Mas a outra parte, a parte maligna e fria, estava feliz. Por alguns momentos ele se lembrou dos momentos felizes que haviam passado juntos, de tudo o que ele havia ensinado a ela, de como ela era só uma garota inexperiente quando o encontrou. Ela o chamava de seu salvador, mal sabia que estava dormindo ao lado de seu carrasco, mas Ele era um ótimo ator.

Ele precisava de um sacrifício, sangue puro e inocente. Ela era a coisa mais pura e gentil que ele havia conhecido. Sabia que ela seria perfeita para desempenhar seu papel em todo o plano que lhe concederia o que ele mais queria.

A vida.

“Foi Necessário”

Repetiu para si uma ultima vez, e então, após consumir qualquer vestígio das coisas que pertenciam à mulher, o fogo se apagou.

- Descanse em paz, Fleury, espero que um dia possa me perdoar, mas era necessário.

29 de Março de 2020 às 20:32 2 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo Capitulo 1

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Relógio Relógio
Caramba que dark gostei
April 01, 2020, 19:31
Davi Morais Davi Morais
Que escuro, que tipo de história macabra é essa que você está fazendo? Kkkkk
March 30, 2020, 15:25
~

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