lemanuh Srta. Alma

Entre os pecados que regem o mundo, sempre há um inerente à uma pessoa. Cada qual é dotado de seus preceitos, virtudes e acima de tudo, um pecado imoral. A ganância, talvez inveja, quem sabe ira. Existem segredos, mentiras, ódio e avareza. Uma palavra pode significar muito, num momento onde pouco é absolutamente tudo. Há medo, incapacidade, culpa isso numa mistura que era matéria prima para o doce veneno em que estava fadado a se engasgar. É complexo, é genial. É basicamente o som da lira do diabo, ecoando alto dentre os homens da terra. ATENÇÃO! Fic com relação homoafetiva incestuosa. Aviso prévio para ninguém vir me falar merda depois. "Baby, i'm right here - Baby, eu estou bem aqui"


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#yaoi #lemon #naruto #uchihacest #itasasu
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Capítulo 1

O ambiente silencioso mergulhado na luz avermelhada dos castiçais de vidro espalhado pelo lugar, vez ou outra era entrecortado pelo som da louça fina se encontrando com a madeira da mesa.

O líquido dentro da xícara então se ondulou quando as mãos delicadas o apoiaram na superfície.

_ Sasuke nunca esteve pior. - A mulher suspirou apoiando suas costas na poltrona macia fechando seus olhos. _ Dislexo, anti-social, estável e agora depressivo? Tem de concordar comigo, o garoto nunca será mais do que a vergonha deste clã.

O rapaz seguiu tomando seu chá aparentemente em paz mas quem tivesse um pouco mais de atenção notaría seus dentes cerrados e os músculos rígidos de sua face.

_ Sasuke não é a vergonha deste clã. - Foi tudo o que ele disse após segundos de silêncio.

A governanta então sorriu.

_ Não é o que as notas escolares dele vem dizer. Seu comportamento também. Se ele continuar dessa forma será expulso mais uma vez.

_ E imagino que você tenha uma ideia clara de como lidar com o problema. - Ele encarou a mulher quando os olhos frios dela se fixaram nos seus.

_ Seu pai tinha uma ideia clara do que faria com ele caso isto se tornasse recorrente, devo refrescar sua memória?

_ Meu pai está morto. - Itachi foi taxativo. _ As preferências dele já não nos vem ao caso.

_ Mas a ideia não deixa de ser viável. - Ela replicou séria. _ Aliás, como planeja seguir com este estorvo em suas costas quando tiver de assumir as responsabilidades da família? Itachi dentro de um ano sua faculdade vai chegar ao fim, suas responsabilidades serão muitas e eu não estarei aqui para frear seu irmão problemático. É essencial que se livre disso o quanto antes. Eu não quero que essa família caia em desgraça.

Itachi cerrou seus olhos sentindo aquele sentimento estranho o fazer quase transbordar. O ódio não era seu estado de espírito mais comum entretanto se tornava real quando aquele assunto vinha à tona.

_ O sangue Uchiha está bem representado. Não há com o que se preocupar. Não será meu irmão que me tirará do caminho a ser trilhado. Agradeço a preocupação mas, tudo está sob controle. - Ele afirmou.

_ Tudo sob controle você diz? - A mulher novamente sacou sua xícara de chá. _ Mercado parado, ações nas alturas, consumidores de olhos abertos para a concorrência e os carniceiros voando baixo? É isso que você chama de "sob controle"?

O rapaz então suspirou profundamente apoiando sua xícara na mesa. Ele apoiou seus cotovelos nos joelhos e seus olhos encaravam fixamente as íris da mulher.

_ Eu sou o herdeiro de Fugaku e nunca decepcionei o meu pai. Ele confiou em mim até seu último sopro de vida e eu fui leal a ele até o fim. A seis anos ele partiu e desde então eu carreguei seu legado com toda a honra que meu sangue exige e no fim, tudo o que eu te peço é que deixe-me lidar com os problemas de minha família, será pedir demais? Sasuke é meu irmão. É meu problema e eu vou lidar com ele da forma com que eu julgar mais pertinente então por que não foca seus esforços em seu trabalho e me deixa fazer o meu?

Cada palavra soava calma e ponderada mas eram como pequenos filetes de gelo. Itachi não se importava em parecer arrogante ou prepotente. Se tratando daquela mulher ele não se importava com absolutamente nada.

Ela por sua vez o encarou séria por vários segundos até que seus lábios enfim se dobraram num sorriso aberto que mostrava seus dentes amarelados em decorrência do excesso de nicotina.

_ Como queira, jovem Uchiha. Eu estarei aqui, sempre pronta a limpar o chão onde os abutres comerão a sua carne.

Ela se ergueu.

_ Seu tio Madara, nunca esteve tão perto de tomar seu posto. - Afirmou ao cruzar a mesa. _ Melhor não dar a eles, razões para comemorar.

O andar dela ressoou pelo piso polido até que ele sumisse de vista e um pouco mais. O tilintar dos sapatos contra o soalho martelavam sua cabeça a cada passo da mulher e Itachi preferiu ter certeza de que ela estava bem longe antes de se erguer.

Num suspiro cansado ele abriu seus olhos e se deparou como um visitante inusitado.

Os cabelos escuros estavam molhados como se ele houvesse acabado de sair do banho. As roupas eram negras como de costume, uma calça moletom e uma blusa de frio consideravelmente grande para si. Os pés como sempre também, tocavam o chão diretamente, porque Sasuke tinha algum ódio mortal por sapatos.

Itachi o fitou com atenção. O olhar frio e distante também lhe era comum. Seu rosto carregava um semblante vazio, algo muito distante de um adolescente daquela idade. O mais velho suspirou se erguendo.

_ Devia ter me dito. - Ele bradou sério dando a volta na mesa para parar frente a frente com o menino.

_ De que adiantaria? - Sasuke respondeu num sussurro longínquo.

_ Eu poderia ter feito algo a respeito.

_ Não poderia. - O adolescente rebateu. _ Você nunca pode. - Ele o encarou.

Itachi optou pelo silêncio. Talvez seu olhar sério já dissesse muito. Mais até do que ele gostaria de transmitir. Seus olhos tinham tantos sentimentos. Havia tanto naquelas íris que Sasuke sentiu inveja do mais velho. Desejou aquela capacidade de sentir de verdade. O mundo era monocromático demais dali de seu ponto de vista.

_ Você está ferido. - O mais velho observou.

Ele levou seus dedos inconscientemente aos lábios feridos e a maçã de seu rosto arroxeada e levemente inchada.

_ Eu acabei discutindo com alguns garotos na escola. - Explicou.

_ Quem?

Sasuke permaneceu em silêncio.

Seu irmão deu um passo em sua direção tocando seu rosto levemente para o fazer lhe encarar.

_ Quem? - Ele repetiu sério encarando o mais profundo dos olhos negros do menor.

E a postura dele era tão esguia e impunha tanto poder, que Sasuke estremeceu até o último fio dos cabelos de sua nuca.

_ Kiba e o Aburame. - Ele respondeu.

O mais velho cerrou seus olhos passeando sua língua pelos lábios carmesim.

_ Ignóbil espécie Inuzuka. - Ele voltou a lhe encarar. _ Vai me dizer se te ferirem de novo. Fui claro?

Sasuke sorriu desacreditado acenando negativamente com sua cabeça.

_ O grande herdeiro Uchiha realmente tem tempo livre para lidar com os problemas do aborto da família?

As palavras chegaram a seu peito como uma faca afiada. Ouvir coisas desse tipo sempre machucava um pouco, mas sempre pareceu mais dolorido, sentir tal qualidade de sentimentos.

Itachi engoliu em seco.

_ Tenho que estudar. - Ele ergueu seu tronco fitando o mais baixo em seguida. _ Te vejo a noite, tudo bem?

A resposta não passou de um aceno positivo e o mais velho deu-se por satisfeito. Vindo de Sasuke, já era mais que o suficiente.

IRÔNICO OU NÃO,

Era um tempo chuvoso. A noite caiu ruinosa e mais uma vez Sasuke não queria se erguer de sua cama. Os sons e os passos no corredor indicavam que a balbúrdia lá fora já estava pra começar e ele nunca antes quis mais estar distante.

O jovem caçula da família Uchiha nunca gostou muito de festas de gala mas por infortúnio do destino, eram as favoritas de sua linhagem. O gosto requintado do clã sempre fora agraciado com o prazer na ostentação. Gostavam de brilhar sua riqueza e esbanjar de seus luxos sempre que uma oportunidade batia a porta.

Mas existia naquele âmbito um filho a parte, ignorado e lúgubre para o rutilo de sua parentela.

Sasuke sentia -se mais como um bicho no circo. A atração principal ou como seu pai quando vivo gostava de o lembrar, aquele que não faz nada direito.

Ele era tímido, retraído, temeroso, irritadiço e doente. Nascera errado e por isso ninguém iria o perdoar. Mas não era como se quisesse o perdão deles. Ultimamente ele já não queria absolutamente nada.

O quarto até então escuro e fúnebre fora tomado pela luz vinda do corredor quando a porta foi aberta sem qualquer cuidado. E a voz calma e ponderada não o deixava se enganar.

_ Hora de acordar Sasuke. A festa já está para começar. - Shisui sorriu de lado de maneira gentil.

Se havia no mundo algo que Sasuke odiava mais que os sorrisos falsos de seu primo, era a voz dele. Talvez o simples fato da existência daquele homem já fosse razão o suficiente para que ele não se sentisse à vontade para respirar daquele ar.

Shisui era tóxico no mais íntimo de sua existência. Ele o odiava.

Mas era ruim desapontar Shisui. Ele tinha artimanhas e seus jogos poderosos. Ele sabia como fazer da vida de Sasuke um inferno, e um bem pior do que o convencional. Por isso Sasuke se sentou ainda embriagado pelo sono que o dominava.

_ Talvez fosse interessante você tomar um banho. - Ele disse fechando a porta e em seguida acionando o interruptor.

A luz repentina fez Sasuke cerrar seus olhos sensíveis com força e o mais velho riu.

_ Isso é por dormir o dia inteiro e não fazer absolutamente nada de útil para ajudar o seu irmão. - O primo disse e sorriu.

As críticas eram sutis, geralmente veladas numa brincadeira boba ou numa recomendação ou conselho que por Deus, Sasuke odiava ouvir.

_ Que horas são? - A voz rouca e embargada do adolescente tomou o quarto.

_ São 19 e 15. Você tem exatos 45 minutos antes que alguém dê por falta de nós dois lá embaixo. - Shisui respondeu checando as informações em seu relógio.

_ Ninguém vai dar por falta de mim lá. - Ele afirmou num bocejo se arrastando para fora da cama.

_ Claro que a esmagadora maioria de fato pouco se importa se você estará lá ou não. - Ele disse dócil ao o ver atravessar o quarto rumo ao banheiro. _ Mas existe uma pessoa que vai sim notar sua ausência e por ele, estou aqui agora.

_ Quanta gentileza. - Sasuke ironizou adentrando o banheiro e fechando a porta às suas costas.

Para seu azar o fato de estar dentro de um cômodo a parte, não abafou por completo a voz de Shisui e ele podia o ouvir claramente.

_ Se quer minha opinião, Itachi deveria deixar de lado essa fissuração por você.

Sasuke o ouviu dizer enquanto tirava suas roupas para o banho.

_ Acho que ele devia realmente cogitar um tratamento mais duro em sua relação.

O chuveiro também não o impedia de escutar.

_ A governanta disse que você se envolveu em confusão novamente. Desse jeito vai acabar sendo expulso pela terceira vez esse ano.

O adolescente ligou a água quente e suspirou quando se viu obrigado a se pôr debaixo do líquido.

_ Logo, escola alguma vai querer aceitar você.

Ele podia escutar o som dos passos de Shisui e perceber que ele mexia com algo dentro de seu quarto. Apesar de se sentir mal e tremendamente irritado, Sasuke preferiu ignorar.

A água quente caindo sobre seu corpo de certa forma relaxava e o despertava junto disso.

_ Eu concordo com a governanta. Itachi devia pôr em prática os planos de seu pai. Não me leve a mal mas, alguém sempre tão disposto a fazer o que não é certo não merece o tratamento que você tem.

Sasuke deslizou suas mãos por seus cabelos tentando evitar o stress extremo com o primo.

_ Mas o que podemos dizer? Itachi é seu irmão e ainda que você não mereça, ele te ama. Ele não abre mãos de você de forma alguma e eu me sinto muito mal porque você não tem a mínima capacidade de recompensá-lo. Sasuke, por que é tão egoísta?

O adolescente inconscientemente apertou seu punho em seus próprios fios de cabelo. Aquela afirmação pegou fundo em seu peito. Egoísta? Ele nunca pensou em si naquela condição.

Afinal, tudo o que ele mais fazia era tentar não estar no caminho do Sr certinho. Tentava ao máximo evitar que o brilho de Itachi fosse ofuscado por sua escuridão. Ele sempre buscava distância do sinônimo de perfeição e agora queriam lhe convencer de que era sua culpa se Itachi não desistia de si?

Sasuke não o obrigava a permanecer ali. Si mesmo já havia desistido a muito tempo mas culpá-lo por seu irmão não ser capaz? Era cruel até demais.

Mas Shisui não acabara.

_ Mas você sabe que pode ajudar no processo não é? - Ele riu docemente.

Logo o cantarolar dele tomou o ambiente e o som do chuveiro cessou.

_ Existe algo muito eficiente que você pode fazer por nós. Algo tão grande que ajudaria tanto… - Ele parou por um segundo, quase receoso. _ Fazer assim como Mikoto e…

Nesse instante a porta se abriu de solavanco acertando a parede num baque surdo que atraiu a atenção do mais velho.

Sasuke o encarava como se o desafiasse a continuar e o primo então sorriu.

_ Separei uma roupa pra você. - Ele apontou o terno na cama.

Sasuke encarou as peças esticadas e hesitou. Era como se o veneno de Shisui estivesse impregnado no tecido.

Mas ficar na presença dele poderia ser ainda pior então ele foi até a roupa e a vestiu. Enquanto isso o mais velho ficou de costas para si.

_ Está noite Sasuke, seu irmão completa vinte e um anos. - Ele disse ao se virar quando o mais jovem já estava vestido.

_ E? - Sasuke indagou apanhando de sua gravata.

O primo riu e se aproximou em auxílio.

_ Dentro de um ano ele completará 22. Nessa idade ele finalmente poderá assumir a liderança do clã e todos os bens da família serão dele. - Ele empurrou o nó fechando o acessório. _ É algo muito importante e requer grande responsabilidade e dedicação… - Terminou ajeitando o tecido. _ A pergunta é, você estará pronto para quando seu protetor não ter tempo para você?

Sasuke encarou aquele olhar calmo e despreocupado e se perguntou como ele podia dizer algo tão sério sem carregar qualquer traço de culpa. Seu coração se acelerou em seu peito e ele então percebeu que havia caído direitinho no jogo daquela víbora traiçoeira.

Logo o riso dele tomou o ambiente e o adolescente engoliu em seco.

_ O que foi? Você empalideceu de repente. - Ele tocou sua testa. _ Deve ser porque você não come a muito tempo. Venha vamos descer.

Dito isso Shisui agarrou seu punho e Sasuke a contragosto teve de acompanhá-lo ao andar debaixo.

O lugar estava lotado. Abarrotado de pessoas que não conhecia bem e outras tantas que se lembrava mas com as quais nunca teve contato.

Chegando ali o primo soltou seu punho mas lhe agarrou o braço o trazendo para perto podendo assim sussurrar-lhe ao pé do ouvido: _ Não" cause" essa noite, caso contrário vai se arrepender. - Disse.

Sasuke sorriu. Era irônico o querer ali mas não querer que ele chamasse atenção. O fato era que, ser apenas ele já despertava a curiosidade dos demais.

Shisui ainda lhe sorriu doce antes de caminhar rumo a multidão em direção a uma mulher ruiva bonita e seu marido aparentemente gentil.

Sasuke ainda percebeu os olhos oceânicos do homem olhando em sua direção com curiosidade mas logo se virou saindo dali. O que menos precisava no momento era de mais julgamentos.

Num suspiro pesado ele alcançou o outro lado do salão parando perto da mesa onde a comida era servida. Não estava com fome. O clima tenso ao seu redor o fazia ter náuseas. Ele podia sentir os olhos sobre si e era tenebroso. Queria correr, mas do que adiantaria? Para onde fugiria se por um acaso sumisse dali de fato? Não havia no mundo lugar pior que aquela mansão. Porém distante dela, Sasuke não tinha um lugar.

Mas tão rápido o desconforto cessou seu furor momentaneamente quando chegou a festa alguém que por alguns segundos era mais importante do que o caçula. Ele também olhou.

Itachi tinha dons diversos. Entre eles sua boa aparência era um dos mais destacados. Os fios negros de seus cabelos lisos escorriam por suas costas e ombros. Seu corpo esguio e definido dava o ar de sua graça por debaixo da social branca quase com uma transparência que só quem tivesse bastante atenção poderia notar. Seus sapatos de marca negros combinavam com a calça também social e da mesma cor.

O irmão estava de pé no alto da escadaria e não havia uma só pessoa no interior daquela sala que não estivesse olhando para ele. Sasuke assim como os outros mantinha seu olhar vidrado nele e era como se o mundo ao seu redor houvesse desaparecido num passe de mágica.

O mais velho tinha um olhar distante, transmitia calma e domínio e acima de tudo, parecia pouco interessado com tudo aquilo. Mas no fim o mais velho sorriu.

Um sorriso tão belo que fez as entranhas de seu caçula gelarem. Itachi era tão lindo. Perfeito em seus diminutos detalhes, tão incrivelmente capaz que o caçula sentia-se intimidado. Intimidado tanto quanto atraído pelas capacidades dele. A infinita capacidade de perfeição do mais velho.

Sasuke de repente se pegou sentindo aquela qualidade de sentimentos confusa que sempre voltava a si para o fazer sentir-se mal.

Num suspiro cansado ele desviou seus olhos do mais velho quando ele o notou ali. Aparentemente sequer Itachi acreditou que estaria ali pois assim que lhe notou o mais velho desceu as escadas e cumprimentando um ou outro convidado. E aceitando cada parabéns ele finalmente o alcançou do outro lado do salão.

_ Que bom ver você aqui. - Itachi sorriu gentil levando suas mãos a seus bolsos.

Sasuke o encarou novamente de perto e engoliu em seco quando seu corpo respondeu de uma forma nada bem vinda, a aproximação.

_ É… - Ele engoliu em seco encarando os sapatos polidos do mais velho. _ Shisui insistiu para que eu viesse. - Respondeu.

_ Suponho que ele também tenha escolhido sua roupa. - O mais velho disse num tom divertido.

Sasuke riu ínfimo e seu irmão notou o leve enrubescer de sua face.

_ Sim, foi ele. - Disse.

Itachi riu levando sua mão direita às bochechas quentinhas do mais jovem.

_ Se quer saber minha opinião, você fica muito melhor nos seus moletons convencionais. - Ele disse ao se aproximar devagar do lóbulo da orelha dele.

Sasuke sentiu seu corpo inteiro se arrepiar com a voz grave ali tão próxima de sua aurícula. Um sorriso tímido fora quase inevitável e nesse ponto Itachi se afastou encarando seu rosto meigo. Sasuke poderia não ser frágil, mas era delicado. Para seu irmão, ele era quase como uma porcelana cara e valiosa.

Mas o momento estava terno demais para ser real e naquele instante uma nova voz acrescentou ao diálogo. Sasuke já sentiu seus músculos enrijecerem quando ele reconheceu a fala de Shisui.

_ Vejo que já notou… - O mais velho apoiou sua mão esquerda no ombro de Itachi que se virou para lhe ver. _ Consegui tirar o bichano arisco de seu hábitat natural. - Ele piscou para Sasuke.

_ Ele tem estado tão deprimido ultimamente. - Itachi afirmou se virando para ficar frente a frente com o outro. _ Obrigado por o fazer vir até aqui hoje.

_ Não precisa agradecer. - Shisui o fitou com parcimônia. _ Eu entendo que ele esteja passando por um momento difícil. Todos estamos mas iremos superar.

Sasuke sentiu um ódio sem tamanho correr por suas veias. Como ele conseguia ser tão falso? Era o mesmo que conviver com duas pessoas diferentes ao mesmo tempo.

Itachi encarou o irmão e sorriu de lado.

_ Vamos. A família Uchiha é forte para lidar com mais essa desavença. - Ele disse.

_ E estaremos aqui para o que der e vier. - Shisui sorriu. _ Eu e Izumi… - Ele acrescentou ao tocar as mãos da moça que acabava de se juntar ao diálogo.

Sasuke naquele momento sentiu-se entrar em alerta. Sua prima Izumi era a irmã mais nova de Shisui e uma grande amiga, assim como o irmão que era considerado o melhor amigo de Itachi. Mas além disso, Izumi era conhecida por sua gentileza e paciência. O adolescente nunca falou muito com ela ainda que a moça tenha insistido muito e costumeiramente.

Em teoria ela era um amor, mas na prática Sasuke sentia um certo temor inconsciente dela. Isso pois a relação da mulher com seu irmão mais velho por muitas vezes já foi confundida com muito mais que uma amizade.

A verdade era que o adolescente se sentia ameaçado por ela. De alguma forma ele temia que ela tirasse seu irmão de si e Sasuke não poderia lidar com mais aquilo.

O mais velho por mais de uma vez já havia afirmado que sua relação com a prima era inocente e ele a amava mas não de tal forma. Mas por alguma razão seu irmão não tinha tanta convicção. Não pois Itachi era bom em jogar com sentimentos. Ele tinha todo aquele charme que conquistava e a capacidade de não se importar nem um pouco em com quem ele se envolvia.

Sasuke sabia disso. Sabia que suas dúvidas não eram desleais e tinha plena certeza das capacidades de seu irmão mais velho.

Tão rápido ele odiou Itachi. O odiou por fazê-lo sentir-se daquela forma. O odiou por atravessar a linha entre o amor e a doença e lhe fazer sentir pior em relação a si mesmo. Sasuke odiava o fato de Itachi ser um grande covarde e esconder seu verdadeiro ser. Odiava aquelas mãos firmes e brancas, com seus dedos finos e veias aparentes, as unhas médias e rosadas e seu pulso ali amostra.

Sasuke odiava o sorriso em que ele transmitia tanto afeto. Odiava os dentes alinhados, brancos, quadrados e perfeitos que habitavam aquela boca. Odiava os lábios rosa chiclete molhados e hidratados, finos. Detestava sua pose reta e a superioridade que emanava. Odiava tantas coisas que se continuasse a prestar atenção iria se pegar amando.

Por isso ele se virou. Por isso ele pensou em ir embora aliás, ninguém ali já prestava atenção em si. Ele iria, porém…

A fala de Shisui no segundo em que se virou, chamou sua atenção.

_ A tia Mikoto, ela era louca a gente já sabia. Mas suicídio? Ela não teve responsabilidade pelo filho problemático que ela deixou pra trás. - Foi o que disse.

Sasuke sentia que muita coisa em sua vida era tolerável. Ele já havia lidado com muito mesmo para evitar gerar problemas para seu irmão. Mas era sua mãe. Era a memoria dela. Ainda doía muito mesmo após aquele tempo. Sua mãe não era louca. Ela estava cansada demais. Ninguém é obrigado a viver num mundo podre e escroto e depois ainda ser julgado. Sua mãe estava morta, isso não mudaria, mas seu filho poderia mudar a ideia que ainda se mantinham dela. Era o mínimo.

O adolescente se virou. Itachi acabava de retornar muito provável que houvesse ido pegar uma bebida. Era lógico. Shisui nunca diria tal coisa na presença dele.

_ Víbora peçonhenta… - Sasuke sibilou mais alto do que calculara. Os três lhe encararam.

_ O que disse? - O primo sorriu fingindo-se de desentendido.

_ Minha mãe não foi irresponsável. - Ele bradou. _ Ela só sabia que o filho problemático dela, podia continuar sozinho.

Shisui se virou pra si e sorriu ainda pouco acreditado no que acontecia. Até que ele o encarou e engoliu sua saliva.

_ Desculpe. Não sei do que está falando. - Ele disse.

Mas não era o que seus olhos queriam dizer. "Se pode continuar sozinho, por que depende tanto de seu irmão?" Era o que estava escrito em sua retina.

Sasuke não pensou. Ele nunca pensava quando o ódio lhe dominava. Ele já não aguentava o cinismo e a falsidade de Shisui. Já na suportava a dor de perder sua mãe e não ia permitir que a denegrisse daquela forma.

Mas na realidade, o adolescente só se lembrava de ter partido para cima do primo idiota deferindo com toda sua força um soco que lhe acertou na face.

Entretanto, no meio daquela balbúrdia que se tornou sua briga, Izumi muito provavelmente quis defender seu irmão e no meio disso ela caiu sobre a mesa.

Houve um estrondo da Madeira se partindo em duas e em consequência tudo aquilo que estava sobre ela, rolou em direção a fissura, sobre o corpo da mulher. Ela gritou, o sangue e o tilintar da louça se quebrando chegaram aos sentidos de Sasuke como um choque de realidade.

Sua garganta secou e seus olhos se marejaram. Ele tinha de sair dali. Virando-se sem qualquer atenção sobre o que havia ao seu redor ele correu. Sua intenção era o jardim mas um par de mãos o impediram.

O adolescente se debateu e lutou mas a outra pessoa foi mais forte e o guiou para um cômodo os trancando lá dentro.

Sasuke estava tão alterado que sequer percebeu que quem o trouxe até ali fora seu irmão.

Quando a luz foi acionada ele então se percebeu no quarto de Itachi e logo as mãos dele tocaram seus ombros o fazendo lhe encarar.

Sasuke esperou raiva, repreensão, vergonha ou até decepção. Mas ao invés de qualquer uma dessas coisas o rosto do mais velho expressava preocupação. Ele havia destruído a festa do mais velho, agredido seu melhor amigo e ferido a mulher que era importante para ele e nem dessa forma seu irmão ficou bravo. E deveria ter ficado.

O adolescente estava em choque. Seu peito estava em um misto de alívio e culpa. Ele não queria o ódio de Itachi mas sentia que merecia. Ser bem tratado depois de tudo isso fazia parecer que Itachi o amava e isso doía. Doía porque ele não se achava digno de tal amor.

_ Desculpa… - Sasuke sussurrou.

Sua voz falou quando as lágrimas inconscientes brotaram de seus olhos.

_ Eu sinto muito Itachi. Me desculpa. - Ele bradou levando suas mãos ao rosto para conter as lágrimas incessantes.

_ Sasuke… - Itachi o trouxe para seu abraço. _ Não chore por favor. - As mãos do mais velho estavam trêmulas e Sasuke sentiu mais culpa. _ Eu estou implorando, não quero te ver chorar.

Como efeito exato contrário ao que foi pedido Sasuke chorou ainda mais. Ele se sentia a cada segundo mais culpado e apavorado pelas atitudes que cometeu e a docilidade e compreensão de Itachi o faziam se sentir mais idiota a cada segundo por ter dificultado ainda mais a vida de seu irmão.

_ Ei… - O mais velho o abraçou mais forte sentindo as lágrimas quentes molharem sua roupa. _ Está tudo bem. - Ele sorriu sentindo o cheiro dos cabelos do menor.

_ Não… - O outro soluçou. _ Eu estraguei tudo de novo.

_ Não! - Itachi bradou. _ Não. - Ele repetiu ao tocar o queixo de Sasuke o fazendo lhe encarar em seus olhos. _ Não, você não estragou. - Disse ao tocar com seu nariz a pele da bochecha do menor.

O mais velho sorriu fechando os olhos extasiado.

_ Você apenas deu fim a aquela festa insuportável e me permitiu poder aproveitar aquele que eu gosto de verdade. - Ele segurou a cintura de Sasuke com maior firmeza tirando seus pés do chão.

O mais novo sentiu seu coração disparar no exato segundo em que os lábios dele tocaram os seus.

_ Sasuke, eu estive contando os segundos para ter um momento a sós com você. - Ele abriu seus olhos determinados. _ Obrigado por me propiciar esse momento, justo no dia do meu aniversário.

Os dedos do mais velho deslizaram pelo corpo menor. Sasuke se arrepiou quando a esquerda firme se emaranhou pelos fios de seu cabelo, enquanto isso a mão direita descia por sua posterior com um toque firme ainda que delicado.

_ Por favor. Não chore mais. - Ele pediu beijando o rosto do mais novo no caminho de suas lágrimas.

Itachi sentiu o líquido salgado em seus lábios e não evitou se excitar. Sasuke sabia ser saboroso em cada mínimo detalhe. Desde seu corpo quente, às suas lágrimas frias. Tudo era delicioso e singelo nele. E seu irmão necessitava. Precisava daquele corpo para sobreviver. Precisava tocar Sasuke porque já era um vício, quase como uma droga.

O mais velho encarou os olhos e feições do menor. Ele parecia confuso e assustado e Itachi sentiu seu peito doer.

_ Sasu… - Ele o ajeitou em seus braços, fazendo sem dificuldade, com que as pernas do menor circundassem sua cintura.

Itachi sorriu bobo.

_ Sasu, por favor, fique comigo essa noite. - Ele suplicou.

Sasuke nunca sentia tal sensação passar. Toda vez que Itachi lhe fazia esse tipo de proposta seu peito batia arrítmico. Mas não era como se não estivesse disposto a dizer que sim. O mais velho poderia pedir um milhão de vezes, pois um milhão de vezes sua resposta seria a mesma, sim. Infinitos sim's porque ele amava aquela sensação. Amava se entregar ao mais velho, amava tudo, infinitamente tudo que ele estivesse disposto a lhe dar.

E pela primeira vez na noite Sasuke sorriu. Nada muito exuberante mas fora mais que o suficiente para encantar o mais velho.

Itachi não segurou seu impulso e antes mesmo de receber sua resposta ele colou seus lábios aos dele dando início a um ósculo intenso e aprazível que abrasou todos os sentimentos até então aprisionados em seus peitos.

O maior invadiu a boca alheia quase faminto por aquele toque. Sua língua procurou a dele com tanto afinco e quando a encontrou abusou dela. Saboreou, sugou e pediu por mais quando a falta de ar fez Sasuke implorar por oxigênio.

Os lábios do menor estavam inchados e vermelhos. Seu irmão adorou o ver respirar profundamente já não mais entregue a seu choro anterior.

Ele o levou até a cama o depositando devagar sobre ela.

Sasuke não relutou ao se deitar quando o mais velho o instigou a o fazer. Itachi sorriu amável e ele suspirou.

_ Você é lindo. - Ele disse.

O adolescente corou instantaneamente. O mais velho sorriu. Sorriu e o fitou com atenção.

Logo seus dedos cuidadosamente deslizaram pelo corpo menor até atingir a cintura por sobre a roupa.

_ Você é incrivelmente lindo Sasu. Eu não me canso de te olhar. - Ele disse.

Em seguida ele subiu mais seus dedos podendo tocar a pele do pescoço livre do menor. Sasuke vibrou cerrando seus olhos inconscientemente. Seu irmão sorriu.

_ Se me permite, eu vou te despir agora. - Anunciou.

Sasuke engoliu em seco. O nervosismo nunca deixaria de ser uma realidade. Mas apesar disso, ele acenou positivamente.

Itachi respirou profundamente e cerrou seus olhos os abrindo em seguida. Sempre chegava um ponto em que ele tinha a ciência de que não podia voltar atrás.

_ Bem… - Ele disse tirando o blazer do menor. _ Me diga se algo te incomodar.

Sasuke acenou positivamente e seu irmão deu-se por satisfeito. Após tirar o blazer ele removeu do menor cada peça uma a uma até que não restasse nada além de sua pele.

Ele o encarou vidrado. Cada polegada atrativa. Cada centímetro ali, entregue e inteiramente seu.

_ Meu… - Ele sussurrou tocando as coxas do outro com delicadeza.

Sasuke gemeu com o mísero toque e o mais velho sorriu.

_ Inteiramente meu… - Ele voltou a dizer mais alto desta vez quando tocou a cintura dele.

_ Tachi… - A voz do outro soara embargada.

O mais velho respirou fundo para controlar seus próprios anseios e abriu a gaveta ao lado da cama retirando dela um pote e um preservativo.

_ Okay Sasu, em breve poderemos pular está etapa mas por hora é importante. - O mais velho sorriu dócil e o menor assentiu com a cabeça.

Itachi sorriu ladino levando a embalagem do preservativo aos lábios do rapaz que o segurou ali.

_ Uau. - Ele exclamou.

Naquele ponto sua excitação reclamou por debaixo dos tecidos apertados. Mas ainda era cedo. Logo ele tirou seu smartphone do bolso da calça e bateu uma foto.

_ Tachi… - Sasuke clamou manhoso.

_ Não se preocupe Otouto. Só seu Nii-Chan terá acesso a isso. - Afirmou.

Sasuke pareceu pouco conformado mas se convenceu. Afinal de contas, ele confiava em seu irmão. Acima de tudo, não era a primeira foto embaraçosa que Itachi tirara de si e certamente não era a última.

Mas deixando o aparelho de lado, o mais velho o apoiou sobre a cômoda e voltou sua atenção para o que era interessante de verdade.

Sasuke conhecia bem aquele gel viscoso que Itachi acabava de despejar sobre os dedos. Ele cerrou seus olhos. Era estranho ter os dedos de seu irmão dentro de si mas era bom.

_ Sasu, olhe pra mim. - Itachi falou.

O rapaz engoliu em seco. Seus olhos se abriram bem a tempo de o indicador da mão direita de Itachi forçar a sua entrada devagar.

Ele mordeu de leve a embalagem do preservativo se esforçando muito para manter seus olhos abertos e fixos em Itachi.

Era só um dedo. Metade de um. Mas se tratando de sexo, ou se tratando de seu irmão, aparentemente já era bastante.

Itachi mordeu seu lábio inferior ao perceber a ereção de Sasuke pulsar por um mísero dedo em seu canal. Aquele garoto era mesmo um vadio.

O mais novo por sua vez respirava fundo a medida com que o outro se movia em seu interior. O irmão então arriscou o segundo dedo e Sasuke sentiu a diferença. Um gemido agudo escapou de seus lábios e o preservativo caiu sobre seu tórax. Itachi gostou da reação e passou a estocá-lo devagar com seus dedos sempre é claro, respeitando os limites do menino.

Itachi estava quente. Seu irmão parecia tão saboroso e quente. Ele podia sentir a cada vez que seus dedos eram sugados pelo canal estreito, ou quando eram prensados em cada tentativa de alargar o canal, o preparar para algo maior. E ele já fantasiava o algo maior. Tanto que por apenas tocar sua ereção sobre a roupa ele sentiu o peso daquela tensão sexual.

_ Sasu, você me enlouquece. - Ele sussurrou ao retirar seus dedos dele e se debruçar contra seu corpo para beijar seus lábios.

Sasuke o agarrou com ânsia trazendo seus lábios pra si. Ele estava afoito, Itachi observou quando as pernas os juntaram ainda mais.

O mais velho sentiu a ereção de Sasuke contra seu abdômen e sua própria ereção pulsava implorando por atenção.

Os lábios estavam ocupados tão envolvidos naquele jogo de sedução carnal e prazerosa. Itachi passou a simular o movimento e o mais jovem gemeu alto. O mais velho sorriu aproveitando a deixa para enterrar seu rosto no pescoço dele.

A voz de Sasuke devagar aumentava seu tom a medida com que Itachi sugava sem qualquer piedade a sua pele e quando ele pareceu enfim saciado se afastou.

Seus olhos se fixaram e o mais jovem sorriu.

O mais velho devolveu a graça sacando o preservativo por sobre o peito do menor.

_ Está pronto? - Ele encarou sério os olhos do menor que apesar de esboçar um temor longínquo expressavam mais prazer e excitação.

_ Sim. - Ele afirmou.

Itachi deu-se por satisfeito e sequer dignou-se a se despir por completo. E uma vez que seu membro estava livre finalmente e devidamente protegido ele se posicionou na entrada e forçou-se devagar contra o corpo menor.

Sasuke grunhiu agoniado e seu irmão imediatamente parou. O jovem respirava descompassado visando se acostumar com o tamanho dilacerante do mais velho. Seu baixo ventre pulsava e seu corpo vivia uma dualidade entre querer mais dele dentro de si e não aguentar muito a dor que a princípio aquilo poderia causar.

Mas Itachi era paciente e esperaria o tempo que fosse necessário, ou até pararia ali se assim Sasuke o quisesse. Ele sorriu amável observando as bochechas coradas do mais velho e acariciou seus cabelos macios.

_ Shhh… - Ele emitiu tranquilizador. _ Tá tudo bem Sasu. - Sorriu beijando seu rosto e lábios com delicadeza. _ Tá tudo bem. - Completou se movimentando devagar para dentro dele.

As unhas de Sasuke invadiram a camiseta de Itachi arranhando e ferindo sua pele mas ele não se importou. Na verdade o que realmente importava ali era que devagar os gemidos doloridos se tornavam gemidos de prazer e aquilo era o primordial.

O vai e vem ritmado era vagaroso e paciente mas já era o suficiente para matar um pouco o desejo intenso que os dominava. Itachi sentia-se ser engolido pela cavidade apertada e sua sanidade parecia passível a escapar a cada nova contração do canal ao redor de si. A voz tímida de Sasuke era como uma sinfonia para seus ouvidos e seus próprios gemidos de prazer começavam a surgir no meio daquela misto de sensações.

_ Tachi! - Sasuke o chamou e o mais velho grunhiu.

Seus movimentos começavam a ficar mais agressivos. O suor de seus corpos já molhava os lençóis e o quarto devagar era tomado em puro erotismo. Os sons sôfregos começavam a tomar dimensões enquanto as estocadas ganhavam velocidade.

Já não havia dor. Era só prazer, era só o desejo de receber mais e implorar por mais, só que de repente a mão de Itachi tapou seus lábios o impedindo de emitir sons.

Foi então que ele percebeu que alguém batia à porta.

Sasuke sentiu seu coração bater forte em seu peito até lembrar que Itachi havia trancado a porta por dentro o que os impedia de ser pegos no ato. Mas Itachi por sua vez não parecia tentado a parar de o estocar tão fundo e com velocidade.

O rapaz sentia seu corpo arder a cada segundo mais, seus músculos tremiam e suas mãos estavam seguras nas costas do irmão.

_ Itachi? - Era Shisui.

O mais novo sentiu a sensação ruim se intensificar. Ele pedia a Deus que o primo não os ouvisse ali.

_ Itachi, a Izumi não está ferida gravemente. - Ele falou. _ Você parece ocupado então nós já vamos.

Sasuke implorou para que ele fosse de uma vez. Antes que ele não pudesse mais segurar seu clímax.

_ Te vejo amanhã na empresa. - O primo suspirou. _ Conversaremos sobre seu irmão. Estou preocupado com ele.

O garoto não evitou revirar seus olhos. A preocupação de Shisui era tão real quanto sereias e fadas. Mas para sua sorte, após dizer isso ele de fato foi embora. E quase como uma comemoração, Itachi não aguentou muito antes de atingir o ápice do prazer. Sasuke veio em seguida se derramando em seus peitos e seu irmão finalmente lhe permitiu falar livremente, tirando a mão de sua boca.

Sasuke ainda gemeu uma última vez quando o membro lhe deixou por completo. Sua visão turva pode ver Itachi se erguer e descartar o preservativo corretamente antes de cair novamente na cama e o trazer para um abraço apertado.

O adolescente sentia seu corpo trêmulo e só então o frio dali pareceu fazer efeito sobre si. Itachi o abraçou e puxou os lençóis por sobre seus corpos e em seguida o aninhou em seu peito.

Sasuke naquele instante teve um choque de realidade que o lembrou da razão para que estivessem daquela forma e sentiu a amargura o dominar de novo. Ele precisava se desculpar no mínimo.

_ Itachi? - Ele quase que sussurrou com sua voz rouca. _ Me perdoa por favor. - Engoliu meio emocionado. _ Eu não quis estragar seu aniversário eu só… Não sei onde estava com a cabeça e…

_ Psiu! - Itachi chamou sua atenção.

O mais velho parecia cansado e suspirou.

_ Que besteira de se dizer. Você salvou meu aniversário anjo. - Ele sorriu beijando o arco de sua cabeça. _ Afinal, você é meu maior presente.

26 de Março de 2020 às 14:32 0 Denunciar Insira Seguir história
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