sweet-mary Mary

Cecília Paternostro é âncora do Vinte Horas, o telejornal mais assistido e respeitado do país. De férias da redação e em isolamento por causa do Coronavírus, a jornalista aproveita o tempo disponível para organizar os álbuns de fotografias e quando encontra lembranças de uma inesquecível viagem ao lado de Cid, um dos seus melhores amigos no mundo inteiro, o passado vem à tona. Vinte anos atrás, Ceci era uma tímida caloura de jornalismo e Cid era o garoto mais bonito da turma. Clichês à parte, entre eles estabeleceu-se um profundo vínculo de amor e amizade, amizade essa tão verdadeira que permitiu ao amor ser vivido sem preconceitos, amor esse tão sincero que compreendeu com resignação os desencontros de dois destinos em busca de compreenderem o propósito maior de suas existências.


Romance Contemporâneo Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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D i s c l a i m e r s

Olá, amigos e amigas! Tudo bem? Sim, bem de verdade ninguém está, ninguém imaginou que passaríamos por semelhante situação, no entanto não me agrado com alardes, não sou oportunista e meu objetivo aqui é desanuviar dessa rotina entediante forçada pelo isolamento social, que adiou muitos dos planos e sonhos que eu (não só eu, vocês também) tinha para 2020.

Depois de uma crítica pesada, injusta e cruel que recebi de uma pessoa detestável desta plataforma, eu simplesmente parei de escrever e meu 2019 foi horrível porque sem me sentir capaz de fazer o que mais amo, meu emocional ficou em frangalhos, não fui produtiva e sinto que não pude ser útil aos demais. Entretanto, 2020 já começou exigindo de mim ação. Em janeiro eu perdi meu avô materno e nunca tinha experimentado vivenciar a perda de alguém tão próximo porque meus avós por parte de pai não eram chegados a mim e faleceram quando eu era criança.

Meu avô materno apoiava minha arte. Ele não tinha mestrado nem doutorado em linguística, não lia para caçar erros e desmerecer meus esforços, então mesmo que tudo que eu postasse no meu facebook fosse conteúdo antigo, ele me acompanhou até pouco antes de morrer e dizia a todos que queria muito ganhar na loteria para me ajudar a publicar minhas histórias, me chamava de "Fátima Bernardes", apostava bastante em mim e era o único parente que sempre me incentivou a escrever. Os outros fazem chacota e para os parentes do meu pai, eles me tratam como se eu fosse uma analfabeta, assistam os primeiros capítulos de Maria do Bairro, quando a Maria ainda fala errado, não tem modos, é ignorante, assim eles me veem, mesmo eu estando a um ano de me formar na faculdade e já tenha publicado trabalhos meus em duas antologias poéticas e até mesmo escrito livros, eles não dão o menor valor.

Fiquei muito triste quando uma tia minha que vem aqui em casa de vez em quando para se gabar das viagens que fez e tal, RIU quando minha mãe contou que meu vô morreu. Ela RIU. Isso me doeu na alma. A vida dele valia muito. Minha vó está sofrendo muito com tudo, não só porque vai ter que esperar mais uns dois meses até se tornar pensionista. Meu primo ficou muito abalado e agora é o homem da casa, tem o meu priminho de segundo grau, louco pelo Homem Aranha, eles formam uma família. Não é só porque eles não são ricos, não viajam para o exterior, que não são gente, não merecem respeito, não têm algo para ensinar.

Aos poucos eu estou tentando voltar a escrever e vou postar aqui as inspirações da Ceci, uma personagem que surgiu em 2018, meio sem querer. Eu gosto de explorar os sentimentos dela porque ela é bissexual e já viveu grandes amores com mulheres e homens, personagens esses que também foram criados junto com ela e outros que já existiam. Ela tem me ajudado a me aceitar nesse sentido, que posso gostar de mulheres e homens, de sexo, sem culpa, sem nojo, sem raiva.

Eu não estou aqui pedindo críticas, então se meu texto estiver ruim ou inferior demais para o seu gosto peculiar, procura outra coisa, não utilize a seção de comentários para me magoar com palavras que não quero ler, eu não queria ter que escrever um texto de quase mil palavras para implorar para, POR FAVOR, me deixarem ser eu, a minha escrita fluir.

Desculpe-me se soar soberbo me expor dessa forma, no entanto, estamos vivendo tempos sombrios e precisamos mais do que nunca criar formas de sobreviver dia após dia, sempre no aguardo de que notícias boas cheguem e nossas vidas retornem à normalidade sem grandes sequelas porque inevitáveis elas já são.

Peço licença apenas para postar. Combinado? Se não gostar, procura outra história, outra autora, só não venha me infernizar.

Sem mais delongas, envio meu amor, solidariedade e carinho a todos os leitores de todos os cantos do Brasil e do mundo, minhas preces, minhas boas energias e espero que neste momento em que pouco posso ser útil em termos monetários e médicos, a minha escrita sirva de alento e companhia para preencher esses dias tristes das nossas histórias.

Com amor,

Mary ♥


22 de Março de 2020 às 18:15 0 Denunciar Insira 1
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