plluxe thay .

Jovens garotas, doces com mel. Flores de sedução. Pequenos frascos de grandes venenos. Que nos beiram a perdição. Quão longe pode ir a imaginação humana diante do escuro vale da perdição? Qual o limite da linha tênue entre a sanidade e a insanidade? Porque tão cruéis planos invadem nossas mentes sem qualquer permissão? Cabe a nós a decisão de acatar seus pedidos silenciosos e sádicos ou somos apenas invadidos por eles, possessão? Sim, possessão. Possuídos pela face mais escura de nós mesmos, aquela ao qual todos possuímos e a todo custo tentamos esconder, mas nem sempre conseguimos. Ou então apenas...desistimos de tentar ser o que não somos. Para sempre.


Horror Todo o público.

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L.O.L.I.T.A

O desespero tomou conta de mim. Eu não sentia minhas pernas e meus pulmões pareciam estar enferrujados, mal respirava naquela sala escura. Mal me mantinha acordada em meio a toda aquela situação estranha, nada disso fazia o mínimo sentido.

Abri os olhos quando uma forte luz entrou em contato com meu rosto, percebi que estava no mesmo lugar, quanto tempo esta ali? Aquilo era real? Estaria sonhando? Eu não me mexia por qual motivo?

Tentei abrir minha boca para falar mas nenhum som foi emitido de minha garganta, apenas arranhões dolorosos silenciosos; passos me eram vistos por conta do sombreado do jogo de luzes mas eu também não os ouvia. Que tipo de doença havia me acometido?

Um homem se aproximou de mim, era forte e se encontrava sem camisa, com vestígios de fuligem por todo seu tórax, os cabelos negros emaranhados e o olhos azuis brilhantes me encarando. Respirei fundo, ou tentei, queria pedir a ele ajuda, ou gritar por socorro, mas nada disto era-me permitido, mexi minha cabeça para os lados de maneira um tanto frenética, observando que a sala mesmo iluminada pelo grande lustre de cristal continuava escura e castiçais de velas estavam espalhados por suas extremidades.

Eu não compreendia o que estava acontecendo, mas seria otimista demais ao pensar que ele havia vindo para me salvar, que talvez fosse um bombeiro ou coisa do tipo, até porque, eu não me lembrava de qualquer acidente.

Aliás, eu não me lembrava de nada. Me desesperei ao perceber que nem mesmo de meu próprio nome.

Ele se aproximou mais enquanto parecia dizer algo que não tive a possibilidade de ouvir, forcei meus braços a se mexerem e então notei que também não os sentia, mas estavam lá, inteiros e sem qualquer arranhão, isto não fazia o menor sentido.

Ele se aproximou mais um tanto, enquanto minha cabeça encostou em meu peito, pelo pouco pude ver, estava sem qualquer blusa ou sutiã. O desespero correu por minhas veias, isso seria alguma cirurgia clandestina? Eu tinha algum namorado com fetiches estranhos? Não sabia responder.

O homem pareceu dizer algo que não foi-me permitido ouvir, tocou meu braço de forma leve e foi subindo sua mão até meu ombro, onde pude sentir o contato. Sua mão se encontrava extremamente quente, ou talvez fosse meu corpo que beirava a gélida morte. Seu rosto se pôs acima do meu, de modo que pude notar, sem qualquer esforço a cicatriz fina e esbranquiçada em seu queixo, além dos sinais iniciais da idade próximo a seus olhos que brilhavam de forma estranha. Senti algo, uma espécie de choque em meu corpo, e demorei alguns segundos para assimilar o que havia acontecido. Sua mão esquerda estava acima do meu seio, o tocando, alisando-o para em seguida apertar de forma forte, eu quase gritei de dor, mas não o fiz. Em contrapartida segundos após o ato me encontrava gritando desesperadamente, sem emitir qualquer som, com os olhos cheios de lágrimas e meus mamilos provavelmente arroxeados em decorrência das fortes mordidas que haviam recebido. Eu praticamente lhe implorei com o olhar, enquanto ele apenas aproximou novamente nossos rostos e tocou meus lábios com os seus, senti nojo, muito nojo.

Travei o maxilar ao máximo que pude mas de pouco adiantou, não sei ao certo como mas no minuto seguinte sua língua explorava minha boca em um beijo ao qual apenas ele correspondia enquanto uma de suas mãos segurava meu queixo de maneira agressiva e a outra emaranhava-se por entre meus cabelos. Quando enfim se deu por satisfeito respirou pesadamente contra meu rosto, impedindo a mim de respirar corretamente enquanto agora passeava ambas as palmas pelas laterais de meu corpo; sentia-me tremer sem quer qualquer fagulha de noção do que ele poderia fazer comigo, meu coração acelerava mais e mais a cada novo movimento seu e quando ele se elevou e distanciou seu corpo do meu não pude sentir qualquer alivio, apenas terror. Aumentando mais e mais a cada momento novo de silêncio, sem qualquer resquício do homem ao meu redor. E foi como um choque quando um forte estralo atingiu minha parte mais sensível, forcei novamente meu pescoço a encontrar meu tórax e o pouco campo de visão que me era permitido mostrava a mim aquele homem, agora nu, entre minhas pernas totalmente abertas sobre aquela superfície estranha que não sabia definir se tratar de uma espécie de mesa ou cama. Perguntei-me mentalmente como não havia sentido seu toque em meus membro pélvicos e assim que tentei move-los a resposta surgiu, eu não os sentia ou tinha qualquer comando sobre eles, assim como meus membros superiores, e isso fazia cada vez mais menos sentido.

Esforcei meu cérebro a pensar em qualquer coisa que poderia ter me levado aquela consequência mas a única informação ali contida era um grande borrão branco, que se tornou vermelho com a dor dos dentes daquele maníaco sobre minha parte tão íntima. Preferir não fazer qualquer esforço para ver, mas podia sentir seus dedos correndo por entre minha intimidade enquanto seus dentes apertavam cada vez mais meu clitóris que a essa altura deveria estar prestes a sangrar. Quando finalmente senti sua boca se distanciar dali meu peito queimava pelo pouco ar em meus pulmões.

Mas o alívio, se é que posso chamar-lhe assim, durou pouco; algo estranho aconteceu, senti uma pressão se exercer dentro de meu ânus e balancei minha cabeça de um lado para o outro tentando entender o que havia acontecido mas sem qualquer sucesso, era claro que ele havia introduzido algo lá, mas eu não conseguiria saber o que. Diferente disto foi muito simples descobrir o que me era introduzido em meu canal vaginal, durante um atrito doloroso, como se uma lixa áspera estivesse esfregando-se por minhas paredes, ele introduziu seu pênis em mim. Gritei, implorei para que não fizesse isso, tentei de toda forma me mover e lutar contra, mas era impossível e a única coisa que me fora possível naquele momento foi sentir seu membro estocar forte em mim, machucando-me, violando-me.

Eu queria chorar, mas sequer tinha forças, parecia estar e não estar ali ao mesmo tempo, flutuando em minha própria mente, perdida dentro de minha enorme e recente confusão. Não queria ser resgatada, não queria sofrer mais, sentir mais ou viver.

Mas fui resgatada.

Quando pinças pressionaram meus mamilos e clitóris latejantes, para em seguida uma força descomunal me atingir fazendo meu corpo flutuar para então cair pesadamente contra a superfície que eu me encontrava, não entendia o que havia acontecido, mas entendia que havia doído muito a ponto de me fazer urinar e intensificar ainda mais aquela maldita dor; uma nova força me atingiu e dessa vez todo meu corpo entrou em debatimento, sentia agora aquelas áreas adormecidas e apenas implorava mentalmente para que ele parasse com aquilo. Mais uma, ao mesmo tempo que algo grande aprofundou-se em meu canal interno, rasgando a mim com um força devastadora e infinitamente dolorosa, mas não poderia ser ele, ele se encontrava em pé ao meu lado. Ao perceber minha perdição o homem levantou uma espécie de grande cilindro e apontou para meus países baixos, compreendi que um daquele havia sido introduzido em minha vagina, o que explicava a pressão exorbitante em meu ventre, eu sentia que iria explodir. E uma nova força se fez presente, tão forte que meus dentes bateram contra si e de uma só vez tudo fora expulsado de meu ânus e intimidade. Sentia dor, e algo a escorrer, provavelmente sangue, meu sangue.

Ele se aproximou mais, e ao retirar as pinças de meus mamilos o vi desgrudar com dificuldade elas dali de forma a me causar uma extrema agonia ao mesmo tempo que minha garganta doía por gritos de dor, assim que tudo havia saído de mim ele se pôs acima de meu corpo, sentou-se sobre meu ventre tão dolorido e apenas olhei no fundo de seus olhos, na esperança de que entende-se o quanto aquilo tudo doía e tivesse piedade. Ele sorriu, o maldito sorriu para mim.

E então tornou a juntar nossos lábios, enquanto suas mãos apertavam meus seios me fazendo ver estrelas de pura dor; eu sentia-me nojenta, suja, minha cabeça latejava e eu me questionava por quanto tempo poderia permanecer acordada. Não pude responder-me.

Minha cabeça pesava, meu corpo todo pesava, e eu mal podia abrir meus olhos. Mas ele o fez por mim, literalmente, forçando minhas pálpebras e trazendo meu globo ocular a tona. Parecia frustado devido a seus gestos, mas sua face demonstrava serenidade e até mesmo acolhimento enquanto tocava minha bochecha com o dorso de suas mãos e beijava minha testa em uma reprodução do que deveria ser um ato de proteção e amor. Mas não era, não vindo dele. Prendi o ar em meus pulmões quando uma de suas mãos desceu por meu tórax acariciando meus seios de forma leve e percorrendo minha barriga, descendo e descendo, cada vez mais. Quando um de seus dedos tocou pela fenda entre meus grandes lábios meu corpo todo se arrepiou em puro medo; e ele selou nossos lábios, e adentrou sua língua por entre meus dentes, enroscando ela na minha, que não correspondia a seus atos.

Enquanto seu indicador descia mais e mais por minha vulva, abrindo espaço por entre meus pequenos lábios, introduzindo-se em minha vagina enquanto seu mediano era introduzido em meu orifício mais abaixo; seus dedos remexiam-se dentro de mim enquanto o polegar pressionava meu ponto de prazer em movimentos circulares. Ele parecia querer me induzir, instigar, mas nada acontecia, seria impossível depois de um abuso daqueles. Foi quando ele se levantou quebrando todo o contato de uma única vez e sumindo na escuridão, ao retornar a um dos pontos de luz trazia um frasco em mãos e se dirigiu a parte inferior de meu corpo, senti um líquido gelado em contato com minha intimidade, para em seguida receber seu pênis novamente dentro de mim, desta vez de forma mais delicada. Por horas a fio.

E quando me encontrei novamente sozinha naquele quarto tentei de todas as maneiras adormecer sem ter qualquer tipo de pesadelo com aquele homem e suas mãos nojentas sobre mim, desejava acordar e ter recobrado a totalidade de controle sobre meu corpo, deseja fugir daquele lugar; e em minhas mais altas esperanças, nunca ter sequer estado lá.

Mas isto não acontecia, nunca acontecia. E novamente outro ciclo começou, com uma nova visita dele, que antes de me acertar ferozmente com um objeto de couro e pontas metálicas sobre todas as partes de meu corpo, inclusive minhas mais sensíveis, se sentou em uma cadeira ao meu lado e abriu um livro ao qual não pude ler o título porque não compreendia como fazê-lo, e então leu para mim, por um tempo que pareceu longos minutos. Tudo mudou rápido quando ele se ergueu dali e veio até mim, virando meu corpo de forma bruta sobre aquela superfície ao qual eu me encontrava durante um tempo que não saberia dizer, segurando minha cintura de forma que meu quadril estivesse mais elevado; para então adentrar por meu reto violentamente enquanto sua outra mão desferia tapas em minhas nádegas e tentava a todo custo aumentar-me mais para comportar todo o seu membro para então o líquido quente descer, escorrendo e molhando também minha intimidade. Quando se deu por satisfeito trouxe algo em uma bisnaga, que eu sequer sabia como compreendia que se chamava assim, e enfiou em minha boca sobre ameaças de tapas em meu rosto caso não engoli-se aquele conteúdo, eu apenas o fiz, cansada de apanhar.

Ao passar pela porta espessa e grande, logo após apagar qualquer ponto de luz daquele quarto, enfim me encontrei sozinha. E durante longos questionamentos sobre tudo o que vinha me acontecendo, sobre minha memória perdida junto a meus movimentos e quem eu deveria ser lágrimas inundaram meus olhos, logo molhando minhas bochechas e descendo por meu rosto, e enquanto a dor latejante em todos o meu corpo continuava permiti-me fazer a única coisa que me restava.

Chorar calada, na total escuridão.

21 de Março de 2020 às 01:21 0 Denunciar Insira 1
Fim

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