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Notas iniciais: Olá!
Pois é, eu devia estar finalizando a penca de projetos pendentes. Juro que a intenção da cena que meio veio a mente era ser pura fofura, but, aqui estamos novamente, rastejando em angst e em pensamentos frequentes. E, oh, pode conter spoilers da quarta temporada para quem ainda não viu, então fiquem ligados!
Espero que gostem!

Ϡ

Shouto soube que perdeu quando viu Midoriya escapar do amontoado de colegas para as escadas. Ele soube que perdeu quando abandonou o próprio posto de observação na parede mais afastada da balbúrdia e se viu o seguindo pelo corredor do segundo andar.

Era sempre assim quando se tratava de Midoriya. Ele não conseguia evitar os olhos de se desviaram para o que quer que o outro estivesse fazendo no momento e muito menos impedir o choque que o percorria sempre que o colega adentrava algum espaço que estivesse, todo o seu corpo plenamente consciente da sua presença física, da distância entre os dois, do modo que aquele sorriso espontâneo cintilava pela sala e do vermelho que tomava o seu rosto quando era dito algo que o deixava envergonhado.

Ele soube que estava perdido quando entendeu o porquê daquelas sardas salpicadas pela face como estrelas no céu tomarem o espaço em suas pálpebras toda vez que fechava os olhos, e o modo que o som de sua voz se repetia ao chamar seu nome se infiltrava em seus pensamentos nas horas mais inapropriadas do dia. Logo Shouto, com seu passado complicado e um histórico de machucados e cicatrizes fora a pessoa a se perceber apaixonado – claro, um pequeno empurrãozinho de Momo havia ajudado bastante. Mas ainda assim, logo ele que era ruim em interações sociais e talvez pior ainda em entender sentimentos, foi o primeiro a notar.

Ele tentou evitar. Tentou ignorar o calor da chama silenciosa em seu peito que percebeu instaurado ali desde a batalha dos dois no Festival, certo de que este não passava do nascer de um forte sentimento de admiração. Midoriya se partira por ele. E o fizera sorrindo. Shouto atribuiu a um resfriado a perda súbita do controle de sua individualidade quando, um dia, o fogo irrompeu do seu lado esquerdo ao simplesmente vê-lo sorrir enquanto ajudava Tsuyu com o pequeno jardim que ela estava cultivando na parte externa livre dos dormitórios. Ele pensou ser passageiro, como tudo na sua vida havia sido até o momento. Shouto quase preferia não ter descoberto, aquele sentimento era um maremoto em um oceano antes estável, rugindo com força e destruindo todas as barreiras que ele tentava criar para impedi-lo.

E, exatamente como uma onda furiosa invade a praia, era inevitável.

Ele soube que havia perdido quando avistou a figura baixa, ainda mais encurvada sobre si, com as mãos espalmadas na parede e o lábio inferior bem seguro entre os dentes. Havia um olhar feroz em seu rosto acompanhado de um brilho angustiado, como se algo houvesse despedaçado e manchado o verde límpido que eram seus olhos. Shouto não entendeu, mas assistir àquilo doeu. Ele já havia visto Midoriya chorar antes, já o vira com raiva e irritado, até mesmo provara da determinação teimosa que tomava seu rosto enquanto insistia em não desistir, enquanto buscava salvá-lo como se isso fosse tudo o que importava.

— Midoriya — chamou, a voz ecoou no corredor vazio como um fantasma solitário.

Não estava preparado para ver a dor que lhe partia a alma, exposta para quem estivesse ali notar. Shouto sabia, sentira no fundo de seu ser que as respostas vagas e evasivas que ele dera ao chegar da missão não eram de todo sinceras. A tensão no maxilar comprovava isso. Ele esperou pelas lágrimas, mas estas não vieram. Uma vez Izuku dissera que heróis não deviam chorar, mas Shouto não concordava com essa afirmação. Heróis talvez fossem aqueles que mais sofriam, com fardos demais a se carregar, e por isso suas lágrimas não deviam ser recriminadas. Ele entendia isso. As vezes tudo o que você precisa é desabar.

— Todoroki-kun — ele murmurou de volta, afastando-se da parede e deixando as mãos caírem a frente do corpo. — O que faz aqui? – A voz era seca, sem aquele tom efervescente, sem os sussurros descontrolados aos quais ele havia se habituado os quais sempre lhe arrancavam um sorriso de canto. Nenhuma parte dele naquele momento o lembrava do Izuku vívido que conhecia e pelo qual se apaixonara.

— Vim ver como você está. Não acho que esteja bem como disse a todos. — Por um instante houve o silêncio. Shouto seguiu a curva dos lábios dele em um meio sorriso que logo despencou. Aquilo o preocupou. Não achava que estava pronto para a existência um mundo em que houvesse um Izuku sem sorrir. Seus pés se moveram para a frente, o corpo tomando a iniciativa antes que a mente pudesse processar as ações. — Você...

— Shouto — interrompeu ele, e o som de seu nome sendo dito pela sua voz baixa naquele tom perdido o paralisou. De todos, ele era o último que Izuku queria que o visse naquele estado. Mas ele precisava daquilo naquele momento, precisava que alguém o segurasse antes que caísse. — Pode segurar minhas mãos? E apertar bem forte? O máximo que conseguir.

O garoto olhou confuso para os traços tão bem decorados do outro, mas ao mesmo tempo tão diferentes: o rosto pálido, as bochechas caídas e as sardas apagadas, os olhos doloridos demais se projetando na face. Seu coração se partiu apenas por vê-lo assim, e, naquele momento ele soube, que faria qualquer coisa para vê-lo sorrir novamente.

Só então percebeu o detalhe que até então havia deixado passar: as mãos dele tremiam, aquele tremor involuntário que o medo traz, o mesmo que toma seu corpo quando há uma decisão grande demais a frente e você é pequeno e insuficiente demais para isso. Shouto assentiu e venceu os últimos centímetros de distância entre eles até estarem face a face, até que pudesse ver de perto o tremor do lábio inferior reprimido e sentisse a respiração entrecortada lhe fazer cócegas.

Ele estendeu as mãos e acolheu as dele entre suas palmas, “Estão muito frias...” pensou, seus dedos formando uma gaiola acolhedora ao redor dos dele, e apertou, desejando que com aquilo pudesse transferir algo de si para ele, que de alguma forma, pudesse ajudá-lo. Os ombros de Izuku estremeceram e Shouto pensou que ele fosse desabar. Porém devia saber – conhecia-o bem a essa altura – ele era mais forte do que isso. Infelizmente, talvez, aquele momento não requeresse força; talvez fosse um daqueles instantes em que o certo é se deixar envergar, permitir que o topo tocasse o chão e jorrasse para fora o acúmulo confuso que tomava o interior.

Shouto apertou mais as mãos dele.

— Há algum tempo eu fiz uma promessa — A voz soou fraca, reverberando no corredor solitário e trazendo à tona memórias de um passado recente, o ponto onde sua vida de fato começara. All Might e sua promessa de se tornar o Símbolo da Paz, de ser aquele que traria novamente a esperança aos corações dos perdidos. — Agora, sempre que algo assim acontece, eu tenho medo de não conseguir, de não ser o suficiente, de não ser o que todos precisam. Tenho medo de decepcioná-los depois de tudo que aconteceu: a morte do Sir Nighteye, o Togata-senpai perder a individualidade, aquelas pessoas pegas no desabamento da torre... e eu não pude salvá-las...

— Você não precisa carregar esse fardo sozinho. — O olhar que ele lhe lançava quase gritava o oposto. Shouto detestou não saber o que o afligia, e em Midoriya doeu não poder contar. Mas ele havia prometido a All Might guardar o seu segredo, por mais que Katsuki houvesse descoberto, ele não podia simplesmente sair por aí contando. Mesmo que a pessoa fosse aquela que segurava suas mãos com tanta força que era o que lhe mantinha em pé. — Todos nós seremos heróis e estaremos trabalhando juntos, lutando contra vilões ou contra a própria sociedade, não se sabe. Mas o fato é que foi isso que você me ensinou: somos mais fortes juntos.

Izuku fungou e Shouto friccionou suas mãos usando um fogo gentil para aquecê-las.

— Sinto muito por isso, por estar aqui tomando seu tempo e divagando sobre coisas sem importância. — Ele riu sem graça e fincou aqueles olhos muito verdes em si. Shouto sentiu o interior do seu peito se aquecer e revirar em uma confusão de gelo e fogo que apenas dobrando sua força de vontade foi capaz de manter sob controle. Izuku afastou as mãos do seu aperto e cruzou os braços pelo peito, esfregando os antebraços como se estivesse com frio. — Sinto muito por isso, Todoroki-kun — repetiu. Shouto não gostou do retorno a formalidade. Agradava-o o modo como seu nome soava na voz de Midoriya e desejava poder escutá-lo novamente. — Acho que talvez eu só precise de um abraço.

Shouto engoliu em seco. Já havia tocado Midoriya antes, eles sempre se esbarravam quando estavam andando lado a lado, durante os treinamentos ou quando sentavam juntos no quarto dele para estudar. Mas sempre estavam rodeados de outras pessoas. Era algo diferente enxergar a dor de alguém e confortá-lo. Havia algo de mais íntimo do que um simples abraço, com os dois naquele corredor vazio e sem ninguém para interrompê-los. Algo que fazia seus batimentos acelerarem e seu coração palpitar tão alto em seus ouvidos que receava que Izuku escutasse. Mas, no momento, Midoriya precisava de si, então ele não tinha tempo para ponderar sobre essas sensações.

— Eu não sei muito bem como fazer, é um pouco repentino, mas se precisar...

Izuku o olhou surpreso, percebeu a veracidade de suas palavras em seu rosto e deixou-se levar por aquele pequeno momento de conforto que necessitava. Deixou a cabeça pender, guiada por todo o cansaço que o puxava em direção ao chão, e a testa encostou no peito de Todoroki. Sentiu-o tensionar com o contato e fechou os olhos em sua tentativa de aguentar a postura um pouco, apenas um pouco mais.

— Não precisa pensar muito — sussurrou, encontrando as mãos dele caídas nas laterais do corpo e as guiando para suas costas. — Assim. — Izuku sentiu os dedos hesitantes e cuidadosos tocarem seus ombros e escorregarem para as costas à medida que ele ganhava um pouco mais de confiança de que o que estava fazendo não era algo errado. Era morno e compassivo, um sentimento cálido que morava em seu coração ressurgindo enquanto os braços de Shouto o apertavam mais contra si.

— Obrigado – sussurrou, sem conseguir evitar. As lágrimas caíram aos poucos, algumas pequenas gotas vazando pela represa que ele se esforçara a noite inteira para manter. Izuku o apertou e enterrou mais a cabeça em seu peito, sem se importar mais se era indecoroso ou se aquele gesto viesse a fazê-lo se afastar. Ele apenas precisava de um abraço e Shouto estava ali.

Shouto o sentiu tremer com os soluços, as lágrimas manchando sua camisa, os cabelos revoltosos sob seu queixo. Os corpos estavam tão próximos que ele podia sentir o ritmo irregular dos batimentos de Izuku soando em conjunto com os seus. Era em momentos como aquele que o sussurro do amor falava mais forte. Se Shouto apenas pudesse estar ali quando Midoriya precisasse, então ele estaria satisfeito.

— Está tudo bem — sussurrou suavemente. — Você pode chorar. Eu estou aqui.

E ele chorou. Colocou para fora todo aquele peso que o consumia e se deixou ser protegido pelos braços de Shouto ao seu redor. Shouto havia perdido sua batalha em não se apaixonar por Midoriya, mas isso era inevitável. No entanto, essa ação, esse abraço que poderia parecer tão simples, se tornou uma ligação, um elo de apoio mútuo entre eles muito mais precioso que quaisquer outras ações extravagantes. E assim ele entendeu que, por certas pessoas, vale a pena perder a guerra apenas para encontrar algo mais valioso pelo caminho.

Ϡ

Izuku acordou devagar. As pálpebras cansadas e estranhamente doloridas piscaram para a claridade que invadia o ambiente. Seus olhos se acostumaram aos poucos, a cabeça pesada lhe enviando um alerta de que algo estava errado, porém sua mente estava lenta demais para compreender sobre o que se tratava. Seu corpo estava aquecido, confortavelmente aquecido e preguiçoso, o calor perpassando os músculos e os relaxando como somente um bom banho quente era capaz.

Foi o peso pressionado contra o seu peito que o fez juntar as peças e erguer a cabeça para encontrar o rosto sereno de Shouto ao seu lado enfiado no travesseiro, os cabelos espalhados em todas as direções. Era impressionante o quanto ele parecia ainda mais bonito daquela forma, as linhas no rosto mais suaves, a tensão desaparecida do seu maxilar, a linha da garganta que seguia estendendo-se por baixo da camisa até o erguer tranquilo de sua respiração. Por um minuto, tudo o que Izuku fez foi apreciar aquela rara visão dele, aquele pequeno pedaço de vulnerabilidade que ele escondia sob camadas de gelo e distanciamento, mas que, aos poucos, vinha se quebrando.

O peso em seu peito se mostrou como sendo os braços dele jogados ao seu redor, as mãos curvadas em suas costas de modo protetor, e só então Midoriya percebeu que estava inclinado de forma vergonhosa em direção ao peito dele como se seu corpo inconscientemente buscasse o calor ameno que ele emanava. Completamente vermelho a essa altura, ele olhou em volta e reconheceu o ambiente, as decorações japonesas tradicionais, as cores claras e receptivas lhe deram as boas-vindas, enquanto ele se esforçava para lembrar como fora acabar ali. Suas últimas memórias eram de si próprio fugindo da aglomeração de amigos, recriminando-se pelos seus erros e fantasmas que por vezes voltavam a lhe assolar, chorando como um dia havia jurado não fazer até se envolvido por um par de braços calorosos. Os braços de Shouto. O que era ainda mais vergonhoso.

Midoriya tentou se afastar, mas recebeu um resmungo baixo e as mãos cálidas o puxaram de volta. A cabeça voltou a se acomodar na curva de seu pescoço e ele contou os batimentos lentos e ritmados de Shouto, tentando acalmar os seus que rugiam como um trovão em seus ouvidos, até que ambos estivessem soando em uma única sintonia. Fechou os olhos e ponderou as opções: um, ele podia se soltar – o agarre ao seu redor era mais um pedido do que uma prisão em si – e sair correndo do quarto naquele mesmo minuto; dois, ele podia ficar, podia continuar naquela bolha suspensa que era os braços dele, na respiração lenta e nos murmúrios suaves que acompanhavam o despertar de Todoroki. Em seu peito, a queda secreta que nutria pelo colega digladiava com sua vergonha extrema, liquidando-a sem piedade.

Ele ficou.

Era algo interessante de se assistir. Os olhos díspares se abrindo lentamente, a expressão tranquila em seu rosto e o esticar do corpo, flexível como um gato, espalhando-se pelo fuuton. Shouto cravou aqueles olhos afiados em si e ele sentiu o mesmo choque de adrenalina que sempre sentia ao receber aquele olhar. O garoto estendeu a mão, tocando a bochecha de Izuku e delineando as sardas como se ainda não tivesse certeza de que havia de fato acordado.

— Você está mesmo aqui – constatou em voz alta. A pelo sobre seus dedos era macia e quente ao toque, a vermelhidão se espalhando pelos poros enquanto ele se engasgava com uma resposta.

— Estou. – Foi o que saiu.

— Como se sente?

Os olhos de Izuku caíram, a pergunta destravando as lembranças da noite anterior. Ele encarou as próprias mãos, as mesmas que Shouto havia segurado com tanta força que ele pensara que o outro fosse se partir. Ele lembrou de ser guiado até o quarto do colega, e do olhar preocupado quebrando a fachada outrora perfeita enquanto ele o cobria e se afastava para lhe dar espaço. Fora ele – Midoriya – quem o puxara de volta para deitar ao seu lado, desejando mais da companhia reconfortante dele e da segurança de seus toques.

— Estou bem agora – garantiu, e era verdade. A tempestade não passava de uma mera sombra no horizonte, dispersa e longínqua, não dando sinais de que voltaria tão cedo. Mas Izuku sabia que alguma hora ela retornaria, tão certo quanto o Sol nascia ao leste. Ele apenas precisaria lidar com isso quando acontecesse. — Sinto mui-

— Não ouse se desculpar. – Todoroki o cortou, a voz com aquele tom feroz que não admite contra-argumentos. — Você não fez nada de errado para ter de pedir desculpas.

Errado. Ele estava fazendo algo errado agora: permanecendo ali com ele, alimentando as próprias esperanças frágeis apenas para tê-las destroçadas. Midoriya devia ir embora, mas seu corpo não o obedecia.

— Às vezes as coisas ficam um pouco demais e até mesmo respirar se torna difícil – sussurrou, sentindo que precisava se explicar, explicar seu comportamento confuso para que ele o entendesse e não viesse a odiá-lo. Midoriya achava que não poderia suportar isso. Mordeu a língua em seguida por deixar as palavras escaparem. — Você entende?

— Eu entendo. – Izuku sabia que ele entendia. Ambos carregavam as cicatrizes, internas e externas, e essas são marcas que não se pode simplesmente esquecer. — Mas já disse isso antes — Os braços se fecharam ao seu redor, quentes e acolhedores e Midoriya deixou-se derreter neles, no conforto e na segurança oferecida, nas batidas ritmadas que conhecia tão bem quanto as próprias. Para quem até a noite anterior não sabia o que fazer, Shouto estava ficando muito bom com abraços, isso Izuku tinha que admitir. —, faremos isso juntos. Eu te amo e sempre estarei aqui por você.

Lágrimas despontaram nos cantos de seus olhos. Não esperava ouvir essas palavras dele, já havia perdido a esperança de ter os sentimentos correspondidos e até mesmo tentara impedi-los de crescer. Agia como sempre ao redor do garoto, ignorando o próprio palpitar desenfreado do coração em seu peito, derramando-se em todos os mínimos detalhes que o fizeram se apaixonar: a convicção teimosa, o franzir de sobrancelhas quando ele não entendia algo, a expressão serena e estável, a força contida nele que mesmo diante tantos traumas ainda resistia.

Para ambos havia começado ali: com palavras gritadas a força em uma arena com o público uivando ao seu redor, com dor e ossos quebrados, com as chamas que se abriam para um novo caminho.

Midoriya entrelaçou suas mãos e o puxou para mais perto, tomando a atitude que sempre quisera, até suas bocas se encontrarem, até que o beijo transmitisse toda a sua gratidão, todo o seu sentimento, tudo que ele não conseguia pôr em palavras. Ele se afastou e sorriu, o sorriso que fazia o coração de Shouto saltar, o sorriso que era uma garantia que o mundo estava em seu lugar e eles poderiam conseguir, apenas para repetir aquela frase, aquelas três únicas palavras tão importantes e pelas quais valiam lutar.

— Eu te amo.

17 de Março de 2020 às 15:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Nathy Maki Ficwritter / PT-BR/ ace 💜 / ♐ / Leitora voraz Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Escritora de Fanfics que às vezes se arrisca em originais e sonha em publicar um livro um dia. Apenas um esboço do que pode vir a ser.

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