juanpablo Juan Diskay

Ela lembrou da deliciosa ação dele de confundi-la com a irmã em uma noite onde retornaram de uma agitada festa na casa de amigos em comum, e a irmã, desmaiada devido à sobrecarga, excessiva, de consumo alcoólico e outras misturas coloridas e estranhas, trocou com displicência e ingenuamente de cama. As duas dormiam no mesmo quarto. O noivo, na oportunidade ainda namorado, afoito, adentrou no quarto delas, e na escuridão daquela madrugada, ele a confundiu e lhe extraiu a inocência, com amor. Lembrou, sorrindo, que no dia seguinte, a mancha vermelha do sangramento proporcionado pela copulação emblemática, marcava levemente o seu lençol, e profundamente o seu coração. Foi o elementar e único momento íntimo dela, até aquele momento.


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Novamente Amante, e Mulher!!

Os olhos azuis de cristal safira percorriam o ambiente, saturado de pessoas, convidados para a recepção do casamento de sua irmã mais velha, Alice. Sentada há alguns minutos, sozinha em uma mesa no canto do salão, Alessandra exibia sua beleza impar e deslumbrante, com o corpo apertado em um vestido que ia até um pouquinho acima dos joelhos, sacudindo os pés tentando aliviar as dores de andar em cima de um calçado que tinha apenas um pequeno suporte de madeira de uns dez centímetros de altura, que suportava o peso delicado de um perfeito corpo moldado pela natureza, com as curvas delicadamente sinuosas, provocando olhares discretos e desejosos dos convidados masculinos, inclusos primos, tios e maridos insatisfeitos com suas cônjuges. A celebração religiosa ecumênica parecia interminável com citações bíblicas dos valores de um matrimônio e da família. Apesar da demora, ainda prestava atenção nas mensagens. Indiferente a tudo isto, beliscava com os seus lábios carnudos e fantasiados com um batom carmesim bonina, goles delicados de um seleto vinho, já consumindo dois terços de sua dose inicial, e deslizando os dedos na taça de cristal puro, escaneando e analisando cada movimento do insalubre ambiente, aproveitando o ócio da sua outra mão ajustar com delicadeza os fios de seus cabelos loiros naturais, que insistiam em desprender daquele maravilhosa e perfeita arrumação, presos a uma discreta tiara emprestada por uma amiga, cravadas com brilhantes, que diziam ser verdadeiros.

A fila era interminável e lenta dos convidados chegando, cumprimentando inicialmente os noivos, logo após os provedores das duas famílias, e o padre e o pastor, como se fossem eles os noivos. Ela analisava e entendia a importância deles. Mas já tinham feito o seu serviço e foram muito bem pagos para isto. Bastavam apenas degustar o saboroso e suculento buffet ofertado gratuitamente a todos. Alguém ainda reclamaria de toda aquela fartura.

Fitou o noivo, explicitamente ansioso, devido ao momento e a abstinência da irmã nos últimos dias, preservando e gerando uma vontade enorme de ser devorada nas núpcias que aproximava vagarosamente, com os ponteiros do relógio girando e saltando para os intermináveis segundos. Ela relembrou da deliciosa ação do noivo em confundi-la com a irmã numa noite onde retornaram de uma agitada festa na casa de amigos em comum, e a irmã, desmaiada devido à sobrecarga, excessiva, de consumo alcoólico e outras misturas coloridas e estranhas, trocou com displicência e ingenuamente de cama. As duas dormiam no mesmo quarto desde sempre. O noivo, na oportunidade ainda namorado, afoito, adentrou no quarto delas, e na escuridão daquela madrugada, ele a confundiu e lhe extraiu a inocência, com um delicioso amor, que ainda guardava não se sabe para o quê. Ainda podia sentir o músculo rígido rasgando a intocável região de sua intimidade, plenamente entregue e aceita por ela, aproveitando da oportunidade dos mistérios daquela escuridão. Não demorou muito, mas foi o suficiente para que ela chegasse ao seu ápice e ele a preenchesse de seu caldo. Na mesma velocidade que chegou saiu, sem dizer uma única palavra a não ser os gemidos de prazer. Lembrou, sorrindo, que no dia seguinte, a mancha vermelha do sangramento proporcionado pela copulação emblemática, marcava levemente o seu lençol, e profundamente o seu coração. Foi o elementar e único momento íntimo dela. Ele soube depois da confusão deliciosa, pedindo desculpas e segredo eterno. Ela guardou também aquelas lembranças, mas não se preparou para algum outro amante. Já namorou algumas vezes e não passou de alguns beijos, sarros e abraços carinhosos. Ela havia estabelecido um limite e o mantinha.

Ao lembrar, sentiu sua umidade íntima aumentar. Pensou em abrir as pernas para permitir ela se tocar. “ - Seria um escândalo! ”.Pensou e guardou o prazer solitário, cruzando suas pernas, espremendo os grandes lábios nos poucos pêlos pubianos que rodeavam sua desejada gruta. Levantou os olhos, acordando daquele sonho e lembranças eternas, percebeu a aproximação de um anjo iluminado, todo de branco, abraçando-a, ainda sentada.

— Porque você não senta com papai e mamãe lá na mesa? Perguntou a irmã, radiante.

— Já vou! Disse ela, golando o restante do vinho na taça, talvez a quinta dose. Não lembra.

— Está triste?

— Não! Só queria ficar um pouco sozinha!

— O que é isso, maninha? Olha a quantidade de rapazes bonitos na festa! Aproveite! Você está tão linda! Mais do que já é!

— Melhor só que mal acompanhada! Pensou.

— Está feliz? Perguntou à irmã.

— Nossa! Estou maravilhada! Está saindo tudo como planejamos! E você?

— Agora vou dormir sozinha, sentindo a falta da minha companheira dos últimos vinte anos!

— Não vou abandoná-la! A verei sempre que eu puder! Te amo!

— Também te amo! Disse, abraçada à irmã, indo para a tão concorrida mesa familiar.

— Quando eu jogar o buquê, lançarei na sua direção! Para dar sorte e ver se consegue abrir este impenetrável coração!

— Apesar da rima, quero não, Alice! Tia Rose tem um quarto cheios de buquês que pegou e até hoje nunca casou!

— Também, quem aguenta aquela mulher? Se olhar agora, ela está nos monitorando, detalhadamente!

— Com certeza, e vai pegar mais um buquê hoje!

Riram dos comentários e continuaram aproveitando a confraternização.

No início da madrugada, recebeu um convite dos pais para irem embora. Aceitou, pois, nos últimos dias, mal teve tempo para almoçar, devido ao cansativo preparativo da união. Não despediu de ninguém ao sair. “- Mau educada! ”. Pensou, rindo.

Chegou em casa, tirou a incômoda roupa, e deitou só com a peça íntima de baixo, adiando um banho para quando acordasse. Virou e olhou a cama da irmã, vazia pela primeira vez. Adormeceu de cansaço e embriaguez. Sonhava várias coisas ao mesmo tempo. Sonhava com a irmã fazendo amor com o seu, agora, marido. Abriu um pouco os olhos e viu que o dia surgia. Adormeceu novamente, sonhando com o movimento da maçaneta da porta, e abrindo. Uma sombra de um ser masculino acompanhou o resto do corpo para dentro do quarto. O vulto aproximou e ficou ao lado de sua cama. Assustada, tentava acordar. O vulto agachou e suavemente, deslizou as mãos por aquele lindo corpo, acariciando seus seios, seu abdômen e sua vulva, ainda por cima da peça íntima. Forçando para não querer, por instinto se entregou à aquele misterioso amante que invadia os seus mais íntimos devaneios. Sabia que era uma resposta de suas fantasias alimentadas durante quase todo o dia anterior.

— Ahhhhhh! Vamos ver até onde vai! Gemeu sonhando.

O misterioso amante aproximou na sua boca, dando-lhe um beijo sereno, apaixonado e ofegante. Tentava abrir os olhos, mas não conseguia. As línguas se entrelaçavam e os maliciosos dedos afastavam sua frágil peça de renda e algodão que protegia, de forma insignificante, suas partes sedentas de amor. Os mesmos dedos, acariciaram a entrada e o pequeno nervo na parte superior daquela intimidade, apertando e o esfolando com carinho, fazendo-a levantar seu quadril, ofertando e querendo mais, muito mais. A boca do amante já não mais a beijava. Ela tocava, chupando os pequenos seios que espalhavam no seu peito, mas firmes, com as duas aréolas rosadas que sobressaía os mamilos rígidos e apontando para o espaço celestial. Estava muito bom para ser um sonho. Era quase absolutista. A língua dele percorreu pelo seu abdômen chegando à vulva saliente, acompanhando os dedos que se movimentavam, não querendo sair de dentro da gruta quente e úmida. Estava entregue às carícias. Ele beijou e chupou a parte superior de sua fenda encharcada. O toque foi o acionamento do interruptor de um orgasmo pleno e demorado. Ela havia se guardado muito tempo para aquele momento. A intensidade foi delirante. O amante movimentou-se e subiu sobre a cama, continuando manipulando com a língua seu nervo sensível, misturando sua salivação com a umidade seminal, tocando com o músculo vibrante, nas carnes dos seus pequenos lábios, roçando com um esforço afobado para entrar nos mistérios ocultos e abrumados daquela gruta.

Ela não conseguia discernir a realidade dos sentidos com a fantasia do ato. Viajou naquele espaço deixado na dúvida. “ — Será que gozei mesmo? ”. “ — Ele está aqui comigo? ”. “ — Quem é ele que tanto sonhei ter?”. As ilusões misturavam com o seu mundo oculto de amar. Sonhou ali, sentindo novamente a penetração do cilindro de carne e músculo copulador masculino, rijo, escorregando todo dentro dela, a enchendo por completo devido a anatomia avantajada do amante. Abriu as pernas instintivamente, o máximo que pôde. Com o contato e a comunicação corporal, quase que identificou a similaridade da sua primeira e única vez. Apesar dos movimentos análogos dos corpos, as peles deslizavam na lubrificação da transpiração. As mãos dele deslizavam em seus seios e coxas. A fragrância era inconfundível. O suor, a umidade íntima, o hálito, o perfume misturados e separados, cada qual com sua característica. Deslizava dentro dela, tentando sair e ela, em pensamento, suplicando para ele entrar. O perfume. O perfume...... “ — É igual ao dele! ”. Sonhou ela, quase balbuciando. Interminável momento. Ela não tocava nele. Não conseguia. O tempo já não mais existia. Inerte, sentiu o amante paralisar e projetar o caldo do amor, enchendo sua cavidade quase por completa. Tentou acordar. Cerrou os olhos e viu os detalhes do vulto do seu amor emblemático. Reconheceu alguns detalhes. Na sua profunda memória, independente de quem fosse, era aquele achego que ela desejava. Sentiu ele ajeitando sua peça íntima. Ainda o viu sumir dos seus sonhos, quando a porta do quarto fechou. Continuou a sonhar com outras coisas, reflexos da festa e fatos do matrimônio da irmã.

Olhou o relógio. Eram onze e quinze da manhã. Levantou, ainda com algumas dores musculares, sentindo o cheiro daquele sonho maravilhoso. Olhando pela janela, abrindo as cortinas, tocou a mão na sua calcinha e sentiu a umidade que prevalecia.

— Ai! Que delícia! Quisera ser verdade! Não estranhando o excesso.

Sentou no vaso para suas necessidades, se preparando para um banho. A grande quantidade do creme pegajoso se espalhava entre as suas coxas, saindo de sua vagina saciada, umedecendo quase que toda a sua calcinha.

— Meu Deus! Que loucura! Foi apenas um sonho! Conversou sozinha, assustada.

O banho bem tomado, regado de milhares de pensamentos, tentando entender o sonho utópico, com bastante vestígios de uma realidade. Desceu as escadas, onde se podia ouvir o murmúrio dos presentes se concentravam na mesa da sala de jantar. Reconheceu algumas vozes e se desligou novamente, pensando na madrugada fatídica e excitante que passou. Com o torpor de seus sonhos, cumprimentou os presentes, abraçando a irmã, e recebendo a notícia de que o casal dormiu naquela casa, como visitantes. Ela enrubesceu só de imaginar a realidade de seu sonho.

— Perdemos o vôo! Mamãe pediu para virmos para cá! Viajaremos à tarde! Disse Alice.

— E então? Como foi? Perguntou maliciosamente Alessandra, tentando descobrir detalhes da insaciabilidade do noivo.

— Ontem à noite, apagamos! Mas hoje cedo foi muito bom! Respondeu Alice, mordendo os lábios inferiores, mostrando o sinal de duas vezes.

Alessandra desviou o olhar para o noivo, que aproximou e lhe deu um bom dia caloroso. O perfume invadiu seu receptor olfativo, passando pelas suas fossas nasais e encontrando a sua mucosa olfativa, comunicando e informando para o seu corpo, o DNA de seu amante naquela madrugada. O noivo afastou, piscando ligeiramente para ela, formando um sorriso leve, informando o seu segredo e seu desejo saciado. Ela, instantaneamente, pegou as informações e guardou aquela traição a sete chaves no seu porão mais profundo da área 51 do seu coração. Prontamente percebeu que, outra vez, foi novamente amante, e mulher. Agora ele, sem confundir o seu objetivo.

9 de Março de 2020 às 19:31 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Juan Diskay Imagino os segredos e desejos mais íntimos de um ser e alimento-os com histórias picantes.

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