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kitsune_1545768127 Kitsune 狐

Kylo abaixara o sabre, o que não a surpreendia. A luz vermelha ainda iluminava o lugar, porém já não era mais uma ameaça. Afinal, já não era a algum tempo. A luta que Kylo e Rey travavam já havia deixado de ser real para ser algo mais simbólico a muito tempo. Ele nunca a mataria, e ela nunca o mataria.


Fanfiction Filmes Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#rey #kylo-ren #reylo #star-wars
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Ruinas

Rey possuía feridas por todo corpo. Sentia o sangue quente escorrendo sobre seus lábios de uma ferida no supercilio, ou talvez fosse seu nariz que sangrava? Também havia notado as manchas vermelhas que haviam tingido sua roupa outrora branca, havia várias em seus braços, no torso e nas pernas.

Mas ela não sentia dor. Ela não sentia nada.

Kylo estava do outro lado da sala abandonada, suja e destruída. Mesmo em seu habitual traje preto a garota conseguia identificar seus ferimentos.

Estava sem o capacete, mas a única marca que havia em seu rosto era a que Rey fizera meses atrás.

Ela sentia calor, mas estranhamente não era das chamas ao redor, originadas da destruição que causaram àquela base abandonada, tampouco era pela luta recente que travara com ele.

Rey recolheu o sabre que, até então, mantinha empunhado na direção do homem do outro lado. Não queria mais lutar.

- Eu não quero mais lutar – disse, calmamente. Sua voz era baixa, mas tinha certeza de que o outro podia ouvi-la.

Ao fim, jogou o sabre para um canto, o barulho de metal contra metal, o sabre se chocando contra o chão da base abandonada fora alto e ruidoso. Sabia o quanto aquilo era imprudente, Kylo podia facilmente toma-lo utilizando a Força e era isso o que Rey esperava que ele fizesse.

Mas não o fez.

- Pegue-o de volta! – gritou o homem de preto, claramente irritado.

No entanto, Rey sentiu algo a mais além da ira. Sua conexão com Kylo através da Força claramente havia mostrado a ele que ela não tinha mais intenção de lutar, assim como ela sentiu a frustração do outro através da Força. Sentia-a tão forte que parecia sua própria frustração.

- Lute Rey! – gritara novamente, se aproximando.

Mas Rey se manteve firme. Ajeitou a postura e ergueu o queixo numa clara demonstração de que não pretendia mudar de ideia.

- Eu não quero mais lutar! – disse, mais firme dessa vez, sua voz mais alta.

Kylo deu mais um passo, e mais outro, e outro. Se aproximava lentamente, havia fúria no olhar que direcionava a moça.

- Pegue o sabre e lute!

Aquilo começava a irrita-la, mesmo não tendo certeza se a ira era dela ou de Kylo, cuja sentia através da Força. Apenas estava começando a se irritar.

Sem pegar o sabre Rey começou a caminhar em direção a Kylo, encarando-o. Queria deixar clara sua decisão, que ela morresse ali e agora, mas ela não lutaria com ele.

Mas, com a ajuda da Força, Rey sabia que Kylo não era um perigo para ela. Apesar da raiva, o homem não tinha intenção de ataca-la.

Ao ver que Rey não recuaria o rapaz brandiu o sabre, movimentando-a em círculos, jogando-o de uma mão para a outra. Claramente impaciente.

“Acha mesmo que sou incapaz de feri-la?”

Nenhuma palavra fora pronunciada, a voz estava dentro da mente da moça. Ele estava em sua mente, analisando-a.

“Sim.”

“E se for apenas um plano para mata-la?”

“Eu sei que não é.”

Neste momento, Rey parou. Estava à 5 passos do homem de preto.

Kylo abaixara o sabre, o que não a surpreendia. A luz vermelha ainda iluminava o lugar, porém já não era mais uma ameaça. Afinal, já não era a algum tempo. A luta que Kylo e Rey travavam já havia deixado de ser real para ser algo mais simbólico a muito tempo. Ele nunca a mataria, e ela nunca o mataria.

- Ben...

- Não me chame assim. – interrompeu-a. No entanto, sua voz era mais suave e calma que o habitual, longe de uma repreensão ou de qualquer sinal de irritação.

Rey suspirou e revirou os olhos, impaciente. Não compreendia o porquê de Kylo ainda insistir nisso.

Nesses poucos segundos de distração Kylo desativara o sabre e o guardara sob a capa preta, aproximara-se ainda mais da moça, que fora pega desprevenida quando ele tocara sua bochecha com as pontas dos dedos.

- Está doendo? – perguntara, rouco, tocando suavemente seu rosto.

Rey sentira seu rosto esquentar, mas não se movera.

- Não. – sua voz era baixa, seus olhos fixos nos dele.

Ela realmente não sentia dor alguma, estava concentrada demais na Força para que pudesse se preocupar com qualquer ferimento.

- Não mesmo? – perguntara novamente, mas Rey sabia que ele não aguardava uma resposta, podia sentir através da Força.

Kylo deslizou os dedos pela extensão da bochecha da outra até posiciona-los atrás de sua orelha, segurando seu rosto ele se aproximou. Rey fechou os olhos, concentrou-se apenas na Força que estava densa ao seu redor, sentindo os movimentos de Kylo e suas intenções através dela.

Não era hostil. Era calmo, quente. E nada, nem mesmo a Força, podia prepara-la para a sensação que se apossou de seu corpo quando os lábios do outro encontraram os dela.

Urgentes, porém carinhosos e cuidadosos. Kylo a beijava e Rey não conseguia acreditar naquilo ou mesmo aceitar aquilo.

Mesmo assim, seu corpo parecia não obedecê-la. Tomada pelo desejo, Rey lançou os braços ao redor do pescoço de Ren, inclinou a cabeça e entrelaçou os dedos da mão direita nos cabelos negros do homem de preto, puxando-o para mais perto.

A Força parecia envolve-los, tornando a sensação ainda mais intensa, o desejo ainda mais descontrolado.

O som de uma explosão destruiu o momento, fazendo-os se afastarem com o susto.

O barulho viera de fora da base. Kylo e Rey olharam para cima, de onde viera o som. A base tremera e o teto parecia que cederia a qualquer momento.

Por extinto, Rey pegou o sabre do outro lado da sala utilizando a Força, ativando. O som da ativação cortou o ar e a sensação quente que só sentia quando tinha o sabre em mãos se fez presente.

Kylo pegou seu sabre e ativou-o também. Sem olhar para a moça, pegou-a pela mão e começou a puxa-la em direção a saída.

- Vamos sair daqui. – disse com urgência. E Rey o seguiu, sem hesitar.

Correram pelos corredores escuros, iluminados pela luz azul do sabre de Rey e vermelha do sabre de Kylo. Tiveram de fazer uso da Força algumas vezes para deter alguns destroços que caiam, e o sabre para cortar ao meio outros que bloqueavam a passagem.

Estavam sob a terra, era uma base antiga, abandonada e escondida. Há muitos anos pertencera ao Império Galático.

Agora se tornava apenas ruinas.

Saíram no meio de uma floresta densa, com grandes arvores com folhas bem verdes.

Quando finalmente pararam, Rey olhou para trás para ver o que havia acontecido.

Onde antes havia arvores sobre a antiga base, agora havia um buraco em chamas. Cinza e marrom misturados. Terra, metal, troncos. Tudo destruído.

Rey voltou-se para Kylo, que estava distante olhando para o alto, esperando que fosse algum plano suicida do homem.

Mas Kylo era capaz de cometer suicídio apenas para mata-la. Sentira através da Força a confusão, a mesma que ela sentia.

- O que... – ele começara a dizer, porém se calou. Encarou Rey por alguns segundos em silencio, pensativo.

- Foi a Primeira Ordem, não foi? – Rey ainda ouvia o som das aeronaves no céu, mas não conseguia ver muita coisa através da copa das arvores. Sua certeza se devia graças a Força, que a permitia sentir a presença hostil dos clones.

Kylo se virou, em silencio, com o sabre abaixado andou na direção contraria da cratera que queimava atrás de Rey.

- Ben! – Rey o chamara, precisava de resposta.

Mas Kylo não se virou, e ela não tentara segui-lo ou mesmo impedi-lo. Ele estava distante, e ela não poderia alcança-lo naquele momento.

24 de Fevereiro de 2020 às 03:12 0 Denunciar Insira 0
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Conheça o autor

Kitsune 狐 Amante de livros, animes, mangas, séries e filmes. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Meus OTPs são: NejiHina, NaruSasu, SakuIno, TouKen, Ayato & Hinami e Zero Two & Hiro.

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