machadorisos Machadorisos .

Ao longo dos anos de amizade, Eijirou percebeu que seu amor por Katsuki evoluiu. Era como olhar em um caleidoscópio, todo colorido e vivo. O vermelho de Eijirou combinava perfeitamente com o amarelo de Katsuki.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#comedia #amizade #fluffy #kiribaku #bnha #tododeku #boku-no-hero-academia
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Ciúmes

Notas do autor:

Heeeeeeeeello everybody!
Aqui estou eu mais um dia, sob o olhar sanguinário das histórias deixadas de lado pra eu começar mais uma yay
Well, esse será a sequência de Peripécias, então se você, meu caro leitor, não tiver lido ainda... SUGIRO QUE VÁ LER.
Eu agradeço muito a @ichygochan pelo apoio - pq bem Peripécias foi feito pra ela e a maldita me descontrolou ao ponto de fazer isso aqui. Então teremos a visão da amizade das criaturinhas até o ensino médio.

p.s.: podem procurar Peripécias no meu perfil yay

Aqui temos também esse ngc que fiz como pequenos headcanons da fic.
Enjoy! 💚💚

*>*


Após o Natal, com Eijirou e Katsuki descobrindo que Masaru era o Papai Noel, a vida seguiu normalmente. Com os dois meninos fazendo artes por aí, curtindo sua infância sem preocupações. Mas até mesmo as férias acabam e com isso o temível monstro para todas as crianças vem à tona, a volta as aulas. Claro que para nosso querido aspirante a herói totalmente másculo e viril, isso não era nenhum problema – afinal ele amava a escola e a ideia de fazer novos amigos.

Depois da animação incandescente pela compra de material escolar e de comparar seus cadernos e lápis de cor novos, com Izuku e Katsuki, o pequeno Eijirou era embalado em sua cama, rodeado por cobertores quentinhos com cheirinho de amaciante. Sua mãe, Keiko, lhe cobriu e beijando sua testa, desejando-lhe boa noite. O garotinho sorriu contente com o afeto materno, pois bem, ele era o garotinho das mamães.

A manhã trouxe seu esplendor, fazendo que Eijirou pulasse da cama. Se arrumou com a ajuda da mamãe, mesmo dizendo que já era grande e não precisava, tomou seu café e aguardou ansiosamente na sala de estar; sua mãe, Sakumi, preparou a cadeirinha no carro e o chamou para sair. Eijirou mal esperava para saber o que lhe aguardava nesse novo ano escolar.


***


Katsuki era o melhor amigo do mundo para Eijirou, e vice-versa, todavia, isso não quer dizer que eles não tenham outros amiguinhos. Porém, segundo o primogênito Bakugou, ele sempre deveria ser a prioridade para o denguinho da família Kirishima. Agora imaginem o espanto do loiro, quando o aluno novo, com uma quirk parecida com a de seu melhor amigo e os cabelos prateado, conversava animadamente com Eijirou fazendo com que o garotinho ignorasse Katsuki – ou em sua concepção era isso que acontecia. Ele ficou muito irritado e chateado.

Os dias foram passando e cada vez mais Katsuki ficava nervoso, morrendo de ciúmes pela atenção que Eijirou dava ao novo coleguinha de classe. O ápice foi quando o loiro passou a brigar na escolinha, pois seu temperamento que desde sempre fora explosivo, agora era catastrófico.


— Masaru! Você precisa conversar com seu filho! É a terceira vez essa semana que sou chamada na escola! — Mitsuki gesticulava furiosamente.
— Acalme-se, querida.
— Não vou me acalmar! Eu não sei o que há de errado com ele! — suspirou cansada — É sério, ele não é assim. Não sei o que fazer... Ele também não me diz o que está acontecendo...
— Amor — seu esposo a confortou — eu vou conversar com ele. Por que não se deita um pouco? Teve um dia cansativo.


Masaru era a calma em pessoa. O alicerce de camomila da família Bakugou. E quando Mitsuki não conseguia lidar com seu projeto de demônio, seu marido vinha a seu socorro. Agora vendo um Katsuki com o lábio franzido em um bico adorável, as bochechas infladas com os braços cruzados, ele tinha lá suas dúvidas. O garotinho estava sentado em sua cama, esperando o castigo por ter brigado na escola.


— Katsuki — chamou — quer me contar o que aconteceu?
— Não!


O menino era contumaz, de fato, era.


— Filho, você brigou com Eijirou e o novo aluno. Você fez isso mais de uma vez essa semana. O que há de errado?
— A culpa é daquele cabeça de ferro! — cuspiu raivoso — ele é intrometido!
— Quem é cabeça de ferro? — questionou o pai.
— O garoto novo que estuda na sala do lado. Eu não gosto dele!


Ok, ali estava o problema. Katsuki não admitia, mas não era do tipo que desgostava de alguém por nada. A questão era o que levou que o menino pegasse uma birra tão intensa, ainda mais que afetasse diretamente seu melhor amigo, Eijirou.


— Filho — sentou-se ao seu lado, falando de forma mansa — conte para o papai. O que está acontecendo?


Katsuki Bakugou era um menino turrão, impaciente, orgulhoso e mimado. Todavia, ele tinha apenas 6 anos de idade, e como toda criança, ele ainda chorava no colo do pai. Quando ele fungou, Masaru sabia que parte da batalha estava vencida. Ele descruzou os bracinhos e olhou para o pai em com o nariz e as bochechas redondas rosadas pelo choro repentino.


— O Eiji tá me trocando pelo menino novo, pai! Ele prometeu de mindinho pra mim que a gente seria amigos pra sempre! Agora ele só fica de "Tetsu pra cá e Tetsu pra lá"! — reclamou indignado — eu chamo ele pra brincar e logo o cabeça de ferro tá lá também!


Masaru esperou pacientemente o filho desabafar todo seu descontentamento com o absurdo que era seu melhor amigo ter outro amigo.


— Ele até chama o Eiji de Eiji! Acredita nisso, pai? Só eu posso chamar o Eiji de Eiji! — chorou irritado passando o braço nos olhos — Eu quero explodir a cara daquele enferrujado!


Masaru quis rir. Era apenas ciúme. Katsuki tinha uma afeição fora do comum por seu amigo, Kirishima, sempre foram assim, desde as fraldas. De certa forma era engraçado, mas como pai, deveria impor limites no sentimento de posse, antes que se tornasse pior.


— Katsuki, você não pode proibir o Eijirou de ter outros amiguinhos. Assim como você também tem. — alisou os cabelos loiros espetados — você tem que aprender a dividir a atenção de seu amigo.
— Mas eu não quero!
— Mas você deve. Isso que você está fazendo é errado. Você já pensou que o Eijirou pode estar triste com você?
— Eu que devia estar! Ele tá me trocando por aquele feioso!


Masaru suspirou e puxou seu filho para seu colo. De início ele relutou, mas logo aceitou, aconchegando-se no calor paterno.


— Filho, no mundo existem muitas pessoas legais. Você vai fazer muitos amiguinhos e Eijirou também vai. Isso não muda que ele é seu melhor amigo, e ele não vai te trocar! Sabe por quê?
— Não... — murmurou baixinho.
— Porque você é especial. Você mora aqui — apontou para o coração do menino — bem dentro do Eijirou. E ele mora bem aqui, no seu coração. — sorriu — isso não pode mudar.
— Mas e se ele me trocar? — indagou ainda receoso.
— Ele não vai. Confie em mim, ok? — abraçou o pequeno beijando sua testa — Agora você precisa se desculpar com ele e com o Tetsu. Entendeu?
— Sim, pai. — confirmou mesmo resignado.
— Agora vai tomar um banho e desça para jantar. Amanhã você tem aula então nada de dormir tarde!


***


— Eiji... — Katsuki o cumprimentou assim que entrou na sala e acomodou-se ao seu lado, obviamente, eles se sentavam próximos.
— Oi, ‘Suki! — o garotinho sorriu animado, esquecendo totalmente da desavença que tiveram no dia anterior.
— Eu quero pedir desculpas... — confessou em um muxoxo — por brigar com você e com o cabeça de ferro...
— Você vai voltar a ser meu melhor amigo agora? — questionou o outro de forma inocente.
— Eu nunca deixei de ser, seu bocó!
— Deixou sim! Você ficou brigando comigo! — pontuou — Isso não é másculo!
— É por isso que tô pedindo desculpas! Vai aceitar ou não? — cruzou os braços crispando os lábios.
— Vou! — Eijirou riu o abraçando, porque ele gostava de abraçar — Mas não faz mais isso! Promete? — estendendo o dedo mindinho, selaram a promessa de não mais brigar.
— Prometo! Mas só eu posso te chamar de Eiji, tá?
— Claro, ‘Suki!


Katsuki ainda tinha ciúmes, como também tinha um imenso carinho por seu melhor amigo. E mesmo que existisse TetsuTetsu ou Izuku, nada ia mudar, porque um morava no coração do outro.


30 de Janeiro de 2020 às 00:19 0 Denunciar Insira Seguir história
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