Enquanto Estivermos Juntos Seguir história

ventosdeinverno William de Assis

"Acho a ideia de amar outro homem bem assustadora, por isso, finjo que nada aconteceu, porque se por um mínimo segundo eu acreditar que foi real, então vou ter que aceitar que existe mesmo um garoto trancado em meu armário tentando sair toda vez que o vejo." Para Bram, a ideia de amar outro homem era assustadora. Em sua mente, ele luta a todo momento sobre os desejos que tem em Parker King, mas nunca consegue coloca-los de lado por muito tempo. Cada toque que já aconteceu, cada beijo roubado a noite, cada mensagem trocada na madruga levou ele até o loiro de olhos castanhos que sempre soube onde essa história levaria. Mas por quanto tempo esse amor pode durar? O que todos acham é que Bram está numa fase de escolhas ruins, mas que logo voltará ao normal. Enquanto isso, o ele está disposto a deixar o garoto do armário sair para o mundo e viver sua grande história de amor, custe o que custar. Enquanto Estivermos Juntos é uma história de drama, autodescoberta e romance. Um bl fofo com shippes dificies de unir e frases de partir o coração.


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Prólogo

(...)

Estava frio e ameaçando chover do lado de fora, mas não era como se Parker desse a mínima pro perigo de estarmos no farol, afastados de todos durante a noite. Ele sorriu quando estacionou próximo ao banco de madeira com vista para a praia e das luzes sumindo a cada minuto da cidade. Desligou o carro e só então consegui me sentir livre o suficiente daquela sensação de desconforto. Ignorei a mão dele sobre a minha e olhei calmamente para as ondas se formanda na praia da cidade.

Saí do carro apressado. O vento estava mais forte que o normal, acho até que conseguiria ver um tornado lá no fundo se ficasse mais tempo que o necessário para dar fim a isso.

Mais tempo.

Estou perdendo tempo no nosso lugar preferido. Estou tremendo e não é de frio.

— Tá com frio? — perguntou ele, calmo ainda encostado sobre o carro. Ali parece estar mais quente, talvez por causa do motor e se eu for ali... não, se eu for até ele, não vou conseguir acabar com isso. Foco. — Tenho um casaco sobrando do outro dia, vai querer?

Sim eu quero, mas não, não posso aceitar.

— Precisamos conversar! — disse com braços cruzados a poucos passos do carro e do próprio Parker.

— Por que tá tão sério? — perguntou ele, sorrindo.

Como sempre.

Parker passou os braços em volta da minha cintura e me puxou para me esquentar.

— Não estou me sentindo bem com algumas coisas, só isso. — menti, antes de me aconchegar naquele corpo que por mais que eu odeie admitir, me faz feliz e portanto, me faz bem.

— Nervoso pela volta às aulas? Eu soube pelos meninos que a reitora Yancei voltou atrás na decisão de expulsar o Gustavo e os outros. Principalmente o Gustavo.

Eu sorri, mesmo que ele não estivesse vendo. Mordi os lábios, soltei a aliança prateada do pescoço e joguei no bolso do casaco dele. Mais tarde ele vai encontrar, mas é melhor do que ficar comigo, escondida em minha cômoda e me lembrando todos os dias que eu perdi o amor da minha vida.

— Vai ter um ano agitado dessa vez? — perguntei.

Parker assentiu.

— Os meninos ficaram animados com a ideia dos shows pela cidade e já enviaram algumas fotos pra camiseta das fãs histéricas.

Olhei o rosto sorridente dele e não aguentei, eu o beijei outra vez.

— Fãs histéricas? — perguntei sorrindo, só então lembrei do motivo de estar aqui.

E meu sorriso se foi.

— Não se preocupe Bram, meu coração já é seu e você é meu fã número um desde sempre.

Ele riu, mas dessa vez sozinho.

Parker beijou minha testa como sempre costumava fazer e então ficou sério por alguns segundos antes de me soltar novamente.

Mantive os braços cruzados próximo ao peito fingindo estar com frio, mas de jeito nenhum queria que ele me soltasse. Esse dia estava doendo mais do que o normal e poderia acabar a qualquer minuto que eu não me importaria.

— Tá começando a me assustar Bram — disse Parker. — O que aconteceu de verdade?

Virei de volta para a cidade, as últimas luzes das casas noturnas estavam se apagando. Então mesmo o último trabalhador poderia estar dormindo naquele momento. Eles não saberiam de nada, eles não ouviriam nada e as estrelas seriam as únicas testemunhas.

— Bram? Tá me ouvindo?

Ok, talvez cortar nosso olhar tenha sido demais, mas ele precisava acreditar em cada palavra que eu tinha pra dizer.

— Droga Bram, fala alguma coisa! — disse Parker. — Foram aqueles meninos do curso de economia de novo? Eles fizeram alguma coisa?

— Acha que eu me importo com a opinião deles? — ok, não precisa parecer tão irritado Brandon. — Não estou no ensino médio de novo.

— Não é o que parece as vezes!

Ele riu pela primeira vez e nossa, como eu amo essa risada. Por quê? Por que o destino tinha que me apresentar ele?

— Eu te chamei de criança de novo! Me desculpa? — pediu Parker, mas não demonstrei emoção nenhuma.

Vamos terminar logo com isso Brandon. Ele não merece passar por tudo isso... Não de novo.

— Acho que isso não está dando certo — disse calmo. — Eu tentei... juro que tentei de verdade não me importar, mas não consigo levar isso adiante. Desculpa Parker!

— Do que cê tá falando? — perguntou ele.

Deus, como eu me odeio nesse momento.

— Eu quero terminar com você.

(...)

27 de Janeiro de 2020 às 19:00 1 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo Capítulo 1 - Teoria do Caos

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A Angela
Omg
February 06, 2020, 15:35
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