machadorisos Machadorisos .

Katsuki Bakugou tentou se afastar, lutou contra aquele sentimento que o tomava quando menos queria. Mas não havia jeito, Eijirou Kirishima era sua sina, e ele não sabia lidar com isso.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#sha #songfic #angst #bnha #bakushima #kiribaku
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I

O relógio marcava 4h17min quando encarou a escuridão do quarto. Acordou com o barulho de sua campainha, mas agora pensava se não era coisa da sua cabeça. Quando o barulho ressoou, levantou coçando os olhos. Arrastou os pés pelo piso branco, sentindo-se lerdo pelo sono.

Havia realmente alguém na sua porta, em plena madrugada. Devia ter acontecido algo grave, pensou cansado. Porém quando destrancou e abriu, olhando para fora, sua surpresa não poderia ser maior. Katsuki Bakugou o encarava. Cheirava a bebida, estava desgrenhado. Eijirou suspirou, aquilo não poderia estar acontecendo, não agora.


— Vai me deixar plantado aqui fora? — sua voz estava rouca — Está frio, Eijirou.

— O que você está fazendo aqui? Ainda por cima nesse horário? — de novo não.

— Eu tinha que falar com você... Senti saudade-

— Não me vem com essa! — exaltou-se — olha... é melhor você ir para casa. Você está bêbado e vai se arrepender amanhã.

— Não! Eu não vou embora! — Katsuki empurrou o outro homem para o lado entrando em sua casa. — Eu não vou me arrepender de nada!

— Sim, você vai — falou tentando manter-se firme. — Você sempre faz isso.

— O que tenho que fazer para você acreditar em mim?

— Me provar que estou mentindo! — apontou o dedo em seu rosto — É sempre assim! Você bebe e me procura! Eu não sou a porra de um consolo ou uma foda de uma noite!

— Eu nunca disse que você era!

— Você não diz, mas age como tal! Eu estou cansado disso, Katsuki! — Sua voz já oscilava.

— Eijirou — cortou o espaço entre eles o pressionando na parede — eu não bebi o suficiente para não saber o que estou fazendo. Eu só tomei uma coragem líquida para vir até aqui — quando fitou os olhos do outro homem ele viu o conflito interno. — Me dá uma chance, por favor.


Essas últimas palavras desmancharam as barreiras de Kirishima. Ele amava Katsuki há mais tempo do que se lembrava, vivendo aquele romance instável por anos. Ele esperava não se arrepender na manhã seguinte.


— Você vai estar aqui amanhã? — perguntou em voz baixa, mesmo que firme — Promete não ir embora?

— Vou estar aqui, Eijirou. — selou a promessa com um beijo.


O herói de cabelos vermelhos estava apenas com uma calça de moletom cinza, folgada que pendia sobre os quadris estreitos. Katsuki deslizou as mãos nos músculos do corpo esbelto, decorando cada pedaço. Eijirou puxou o loiro para mais perto. Katsuki estava com uma camisa preta, todavia logo ela foi arrancada e jogada para um canto qualquer da sala. O beijo foi ficando voraz conforme o tesão vinha à tona. Com os dois homens respirando fortemente, Eijirou ainda estava pressionado contra a porta.

Se separaram por falta de ar. Logo o dono da casa trancou a porta, encarando Katsuki de forma lasciva. Ele era tão bonito, principalmente com a boca inchada pós beijo. Katsuki fazia o outro perder as estribeiras sem precisar de muito. A calça jeans azul marcava a ereção. Eles se encaravam como uma seriedade incomum, como se o ar estivesse espesso. Dessa vez foi o ruivo que fechou o espaço entre eles, fitando o outro de forma firme, mas ainda com muita afeição, interrompeu o silêncio:


— Eu realmente amo você — declarou — Se você quer ficar, dessa vez, faça amor comigo. — Recebendo um aceno, beijo-o com certa fome, mas com carinho. Curvou o corpo colocando as mãos na dobra do joelho de Katsuki o impulsionando para seu colo. Katsuki não se fez de rogado e entrelaçou as pernas em torno de Eijirou.


Caminhou para o quarto e depositando-o cuidadosamente em sua cama. Iria amá-lo como jamais fez com alguém na vida, iria mostrar para ele como era louco por aquele herói esquentadinho de bunda arrebitada. Com isso em mente o beijou mais uma vez, descendo as mãos para o cós da calça desabotoando. Fez uma trilha de beijos no pescoço e peito, dando leve mordidas na pele alva, provando cada pedaço. Katsuki arfava pesadamente embaixo de si, arqueando o corpo para receber mais contato. Lambeu os mamilos rosados, instigando-os passando as unhas na cintura delineada, deixando marcas de arranhões. Desceu os beijos pela barriga, até chegar à cueca preta que se destacava na pele clara. O pano estava esticado pelo membro rígido sob ele.

Eijirou gemeu ao vê-lo tão entregue, não demorando para retirar a última peça de roupa de seu consorte. Finalmente chegou no local que tanto desejou. Passando a língua no pênis rijo, sentido seu sabor. Katsuki sentia que poderia gozar apenas com o calor delirante da boca do ruivo. Gemeu languidamente satisfeito com o contato. Puxando os cabelos dele em direção a si, querendo mais de todas as sensações que lhe eram proporcionadas.

Eijirou sugou com um pouco mais de força, protegendo os dentes pontiagudos para não machucar. Com a ponta dos dedos, massageou os testículos, fazendo com que Katsuki gemesse mais alto. Tirou a boca do pau, passando a língua por sua extensão. Beijou tudo a sua vista, umedecendo com sua saliva.


— Você é delicioso — comentou Eijirou.

— Chupe mais e fale menos — tão gentil.


Eijirou sorriu antes de voltar a atenção para a obra de arte deitada em sua cama. Fez uma trilha de beijos até a entrada de Katsuki, lambendo. Chupou por mais alguns minutos, mas quando o loiro resmungou sobre gozar ele parou. Inseriu o dedo para prepará-lo.


— Pegue camisinha e lubrificante na primeira gaveta — disse de forma baixa. Apertando as coxas musculosas no processo.


Quando os produtos já estavam a postos. Eijirou levantou-se, quando Katsuki fez menção de querer tocá-lo, ele desviou.


— Eu vou amar você, Katsuki. Quero que você receba tudo o que eu posso te dar. — levantou-se devagar, ainda acariciando o corpo do loiro. De pé o admirou, gravando fundo em sua memória cada detalhe. Puxando as próprias calças devagar, deliciando com o olhar faminto sobre si. Colocou a camisinha, não podendo evitar o gemido pelo ínfimo contato, já que até então seu pau não tinha recebido atenção.


Esticou o braço em busca do lubrificante, o derramando sobre os dedos na intenção de preparar Katsuki para o que estava por vir. Ajoelhado entre as pernas do outro, aguardou Katsuki assentir para que pudesse continuar. O início da penetração era lento. Eijirou detestava a ideia de machucar o homem que amava apenas para saciar seu desejo, então aguardou pacientemente.

Katsuki enlaçou as pernas o forçando a se mover. Os dois gemeram, Eijirou quase se perdeu tamanho era seu prazer. Dobrou seu corpo para frente, segurando de seu companheiro entrelaçando seus dedos. Beijava o rosto e pescoço, remexendo o quadril em um ritmo lento e fundo. Ele amava Katsuki, sabia que talvez não deveria, mas ainda assim o amava. Quando os dois estavam juntos nada mais importava. O conjunto das sensações era surreal, era mais do que apenas sexo. Era o sentimento de pertencer, de encontrar seu lugar no mundo. Era como voltar para casa depois de um dia ruim, encontrando aconchego.

O calor no quarto subia juntamente com o barulho da cama que sacudia com os movimentos que se tornaram bruscos. Katsuki mordeu seu ombro, e arranhava onde conseguia tocar, aquilo ficaria marcado; contudo, quem se importava? Eijirou sentia seu ápice chegar, beijou seu amado de forma apaixonada, e quando o interior dele se apertou em volta de si, gemeu alto ao se despejar.

Permaneceram daquela forma. Unidos, suados, com a respiração descompassada. Eijirou ergueu apenas o tronco e encarou Katsuki com tanto amor, que o outro só desviou o olhar constrangido. Palavras não eram necessárias ali, ações diziam tudo por si só.

Depois de alguns minutos e mais beijos trocados, deitaram-se lado a lado, abraçados e confortáveis. Eijirou sorriu antes de fechar os olhos e desejar boa noite, seu coração estava em paz.


***


A manhã trouxe um calor agradável. Acordou desnorteado com o sol pegando em seu rosto, praguejando por não lembrar se puxar mais a cortina. Estendeu o braço para o outro lado da cama, percebendo que estava fria. Levantou-se com o coração disparado, não era possível que aquilo tinha acontecido de novo.

Não encontrou as roupas de Katsuki no chão. Apenas seu cheiro ainda estava nos lençóis. Saiu do quarto às pressas, procurando-o pelo resto da casa, porém não o encontrou. Porque ele não estava lá.


Não cumpriu sua promessa.


Abandonou Eijirou mais uma vez.


A única prova de que nada daquilo foi um sonho eram as marcas de arranhões e a mordida em seu ombro.


Sentiu os olhos inundarem por lágrimas ainda não derramadas.


Katsuki mentiu mais uma vez.


E Eijirou ficou sozinho de novo.

26 de Janeiro de 2020 às 16:50 0 Denunciar Insira Seguir história
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Continua…

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Machadorisos . Cadelinha de AsaNoya Casada com o fluffy ft amante do angst Pode vir, mas vem na maciota

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