u15796603161579660316 Jéssica Layne

Existe uma lenda sobre um grande guerreiro e seu poderoso exército, um exército feito de batalhadores capazes de darem a vida pelo seu reino, um exército chamado de '' guerreiros'', que carregam no coração um espirito de vitória e que seguem fielmente o seu líder: O guerreiro da luz! Will Dowland é um grande guerreiro que se ver diante da escolha mais difícil de sua vida: seguir seu dever ou seu coração. Uma história cheia de mistério, fantasia, e luta! E que nos deixa uma grande lição de sabedoria: no coração de um verdadeiro guerreiro não há espaço para o ódio.


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Capítulo 1



—Existe uma lenda sobre um grande guerreiro e seu poderoso exército, um exército feito de batalhadores capazes de darem a vida pelo seu reino, um exército chamado de '' guerreiros'', que carregam no coração um espírito de vitória e que seguem fielmente o seu líder: O grande guerreiro da luz! A cada batalha, a cada confronto com o exército inimigo, os guerreiros são movidos pelo grito de espírito do grande guerreiro cujo lema é '' guerreiros lutem!'' E a batalha começa, e o sangue jorra pelas areias, o sangue de todos os inimigos menos o de um, o de Jhon Dowland, que este está destinado ao guerreiro da luz sobre a sentença de um colar e de um feitiço.

Mas tudo isso começou há muitos anos... No tempo em que os povos dividiam-se em reinos e o de Argonath, ascendia como potência única com seu exército invencível menos para um inimigo: a morte, e ela chegara ao líder do exército dos guerreiros: o rei Hector, cujos cabelos brancos e as mãos calejadas demonstrava as marcas dos vários confrontos que já havia tido e que era ao mesmo tempo a marca de sua história. Agora jazia deitado, a respiração pesada... Meditava tranquilo sobre tudo que passara e chegara a conclusão de que só existe uma coisa na qual valeria a pena sacrificar-se nesta vida : tempo.

—Tragam meus filhos.

O velho disse fracamente já perdendo as forças.

—Majestade acha que é a hora?

Pierterzoon perguntou. O jovem cavaleiro que encontrava-se ao seu lado não era apenas seu braço direito mas como também seu melhor amigo, o único na qual Hector sempre pudera confiar... Corajoso, destemido. Pierterzoon já enfrentara grandes batalhas junto ao rei,seu maior sonho embora oculto era poder dar um dia o grito do '' guerreiro lutem!''. O grito que só era proporcionado a um líder.

—O nosso império precisa de um rei, estou morrendo... Traga-os até mim.

—Sim majestade.

***

Jhon Dowland e William Dowland treinavam com suas lâminas afiadas como quem lutassem por sua própria vida, embora ambos portassem o sangue dos guerreiros , Jhon sempre soubera que seu irmão mais velho era melhor lutador e tentava revidar isto engajando toda sua força na lâmina de aço. O suor da batalha escorria pelo seu corpo deixando a espada escorregadia em suas mãos, essa era a deixa que Will precisava para dar-lhe o golpe final. Com uma simples manobra a espada de Jhon voou de suas mãos atirando-se ao chão. O jovem dirigiu-se ao irmão com um sorriso no rosto.

—Mantenha a espada firme, não deves manejá-la com força e sim com habilidade, este é o segredo.

—Um dia irmão, ainda irei vencê-lo em um combate. Jhon revidou chateado.

Quem os visse juntos poderia desconfiar que ambos portassem do mesmo sangue. John Dowland, possuía os cabelos pretos bem aparados, era um homem forte, olhos escuros, sem nenhum senso de humor, frio, calculista, deste que não possui qualquer piedade para com os inimigos ... William ao contrário, herdara os olhos azuis do pai, o cabelo mais claros um pouco compridos. Era um homem forte assim como Jhon, amável e leal. Sua lealdade ao pai e seu senso de justiça fazia com que muitos o visse como um simples guerreiro no meio de seu exército, mas a força de Will encontrava-se em outra esfera, encontrava-se em seu coração, em sua coragem e em sua habilidade em manobrar a lâmina...Jamais sofrera uma derrota, jamais perdera uma guerra...Assim como o pai era um grande lutador.

—William , Jhon! Venham seu pai quer falar com vocês! Gritou Pierterzoon.

De repente Will sentiu a espada ficar mais leve em suas mãos, pálido como se já soubesse o que lhe aguardava. Só não estava pronto ainda.

—Eu sabia que este momento haveria de chegar.

Disse Jhon friamente dirigindo-se ao irmão.

—Não seja tão cruel, nosso pai está morrendo será que não se importa?

—Importa-me? Para você é fácil se importar. É o primogênito, herdara o trono não eu.

As palavras eram tão absurdas que Will o ignorou. Rapidamente sai correndo em direção a fortaleza.

***

Entrando rapidamente no quarto, num gesto de lealdade e respeito Will beijou aos mãos do pai e se ajoelhou próximo a cama. O olhando ali agora tão fraco e pálido, comoveu-se. Tinha lutado tantas vezes ao seu lado que jamais pensaria que um dia o veria desta forma, para ele seu pai sempre seria um guerreiro forte e invencível...

—Como estás?

Perguntou-lhe segurando as lágrimas.

O velho sorriu fracamente e tocou levemente a cabeça do filho.

— Will, sinto-me como um guerreiro que governou o seu grande exército, que conquistou suas mais brilhantes vitórias, mas que agora é derrotado contra o seu pior inimigo, a morte''

—Ah, pai chega de cerimônia!

Disse Jhon Dowland chegando sorrateiramente por detrás.

—Será que não basta-me a humilhação de ver meu irmão ganhando a coroa?

—John Dowland.

Hector falou fracamente, não em um tom ofendido. Estava acostumado com a rebeldia do filho.

—Meu filho mais rebelde mas tão amado quanto seu irmão.

—O senhor não precisa mentir para mim... Sei que seu filho predileto sempre foi o Will.

— Jhon já chega!

O irmão interrompeu furioso. Estava acostumado a suportar as desavenças entre pai filho calado, mas agora não, não nesse momento...

—Deixe-o Will. Ele é um guerreiro, logo irá compreender que não existe ódio no coração de um guerreiro.

—Então talvez eu não seja um.

Jhon falou indignado e virou-lhe as costas saindo aos passos duros do aposento.

—Ele nunca vai mudar. Will suspirou

—Até o homem mais orgulhoso porta-se de um coração. Não se preocupe, uma hora seu irmão compreendera o sentido de estarmos juntos, por enquanto seu coração está amargurado demais.

—Talvez se eu abdicasse a...

As palavras de Will foram interrompidas por um acesso de tosse seca.

—Devo chamar Pierterzoon. O rapaz levantou-se preocupado.

—Não.

O velho segurou-lhe as mãos.

— Minha hora é chegada, apenas pegue isto.

Hector depositou nas mãos do filho um colar estranho que Will nunca vira antes. Não era uma jóia real , apenas um colar simples com um medalhão cuja estrutura interna possuía palavras escritas numa língua desconhecida. Julgara ser um objeto de valor sentimental e atendeu o pedido.

—Prometa-me guiar o nosso exército de guerreiros com toda sabedoria que lhe ensinei e que se tiver que portar da espada sempre será por uma causa justa... Nunca conduzirá uma batalha por vingança e quando estiveres lutando que no coração não lhe pese o ódio. Esse é o segredo da vitória, o que torna nosso exército invencível...

Will ouvia comovido as palavras do pai .O velho saltou-lhe as mãos e relaxou.

—Tenho certeza de que se sairá bem, transmita sua habilidade ao seu irmão, juntos vocês serão imbatíveis... Aconteça o que acontecer não entrem em desavença, estejam sempre unidos é de onde vem nossa força é o que nos torna invencíveis...

Hector suspirou e disse suas últimas palavras.

—Você é um grande guerreiro, o guerreiro da luz... Prometa-me...

—Eu prometo. O filho disse.

Ao ouvir estas palavras o velho acomodou-se e recebeu o último suspiro que lhe extinguira a existência.

22 de Janeiro de 2020 às 22:17 0 Denunciar Insira Seguir história
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