50elfosrosa Debh Ficwriter

Sakura Haruno, uma importante e renomada médica neurocirurgiã, se vê as vésperas de seu casamento em um impasse: palestrar em uma das mais renomadas universidades do mundo, ou comparecer à própria cerimônia cível marcada há mais de um ano? Desesperada, ela busca conselhos jurídicos com sua melhor amiga, uma excelente advogada civilista que acaba por propor uma solução ousada, porém milagrosa, à questão de Sakura, um casamento por procuração!


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Prólogo



— Misericórdia, pelo amor de deus! — Sakura resmungou ao sentiu o ar dos pulmões se esvaírem com o apertar do espartilho e, considerando que aquelas seriam suas últimas palavras, reclamou para a funcionária da loja que a ajudava a fechar o traje de casamento.


— Oh, você está tão linda! — Hinata comentou enquanto a observava sentada com os cotovelos apoiados sobre os joelhos.


Com as mãos no queixo aguardava ansiosamente a cada troca de vestido da amiga, que rodopiando a sua frente, ainda tentava encontrar defeitos na peça que vestia.


— Pode até ser que talvez desmaie a caminho do altar, mas, este ficou perfeito em você! — A garota concluiu sorrindo.


Sakura retribuiu o sorriso enquanto observava a morena de cabelos enegrecidos caminhar animada em sua direção, no afã de ajuda-la a descer as escadas do provador. O sorriso e entusiasmo da Hyuga era o que lhe dava forças e, sobretudo, paciência para continuar naquela maratona eterna de prova de roupas.


— Obrigada, Hina! Na verdade, não sei bem mensurar o que estou sentindo agora. — A rosada olhou-se no espelho mais uma vez, passando as mãos sobre os bordados delicados do véu. — Tudo passou tão rápido que até me preocupa agora! — Comentou mais séria do que outrora.


Hinata meneou a cabeça, entendia que o que era a pressão do matrimônio. Na posição de profunda conhecedora das leis, uma advogada e escritora civilista renomada, entendia o porquê de o casamento ser o mais solene dos contratos.


No entanto, para além de uma lógica legalista, a jovem Hyuga compreendia também o quão delicado era unir duas vidas, duas rotinas completamente diferentes com complexidades diversas e que deveriam, em tese, se harmonizarem em uma só realidade.


— É complicado eu emitir alguma opinião sobre isso, minha cerejinha, mas compreendo seu temor. — A morena ponderou segurando as mãos da amiga — Contudo, ainda acredito que se você consegue operar um cérebro por mais de seis horas ininterruptas, consegue, facilmente, lidar com essas mudanças! — Hinata terminou o raciocínio e sorriu para a rosada que a puxou para um longo e apertado abraço.


— É por isso que eu te amo!


Ama nada, você só quer usar esse corpinho lindo e inteligente! — A Hyuga brincou arrancando uma gargalhada de Sakura.


— Tem toda razão Dra. Adevogada! Agora, peço encarecidamente que requeira a expedição do meu alvará de soltura desta loja, afinal, é este o vestido! — Exclamou Sakura comemorando finalmente o fim da exaustiva procura.


— Embora essa seja a área do meu excelentíssimo colega de escritório, acredito que eu possa fazer esse favorzinho a uma noivinha tão desesperada, hihi. — Hinata a replicou brincando.


Sakura a encarou por um momento ainda sorrindo e lembrando-se de toda a trajetória que aquela amizade percorrera até ali, agora, já fora da loja de vestidos, a nostalgia tomava conta de seu coração enquanto observava a morena de cabelos preto-azulados a arrastar por entre arranjos floridos e taças refinadas.


Ainda extasiada com aquela sensação, a rosada sentiu o telefone vibrar dentro da bolsa, sua expressão mudara taxativamente quando atentou-se que tratava-se de uma ligação do hospital onde trabalhava, sabia que era mais uma emergência grave.


De longe Hinata observou a amiga empalidecer enquanto falava ao celular, apanhou a chave do carro no bolso e imediatamente a levantou mostrando-a a Sakura, já estava acostumada com os chamados que a médica recebia. Mas, agora sentia que havia algo de muito errado, como se a rosada a escondesse algo.


Saki, o que foi? Aconteceu algo com Naruto? — Perguntou enquanto caminhava às pressas em direção ao estacionamento da galeria onde se encontravam.


— Precisamos correr, Hina, o caso é extremamente grave! — Sakura a replicou um tanto hesitante, evitando encara-la nos olhos.


Ainda que estranhasse o comportamento de Sakura, Hinata não a questionou, limitou-se a encaixar o cinto, saindo do estacionamento da galeria cantando pneus, mais que acelerada, rumo ao hospital referência no qual Sakura era neurocirurgiã.


Um silencio constrangedor instalou-se entre ambas, findando-se apenas quando a Hyuga freiou o carro na entrada da emergência.


Naquele momento, a morena pôde sentir as mãos geladas de Sakura repousadas por cima da mão que apoiava-se no câmbio do veículo. Hinata engoliu seco e a fitou.


— Precisa me acompanhar desta vez. — A rosada quebrou o silencio, observando a garota a sua frente franzir o cenho.


O que? Por quê!? — Questionou Hinata ainda confusa.


— Apenas acompanhe-me, depois conversamos com mais calma. Eu prometo! — Sakura a respondeu saindo do carro as pressas e adentrando a ala que dava acesso às salas de cirurgia.


Hinata caminhava a passos largos seguindo a amiga, enquanto sentia algo ruim apossar-se de seu coração, a ansiedade a consumia lenta e gradualmente enquanto observava as salas de espera lotadas.


Cessou os passos apenas quando o segurança lhe barrou, alertando-a que apenas os médicos poderiam ter acesso às salas de cirurgia. Naquele instante finalmente soube o porquê estava ali.


A garota sentiu o chão ruir sob seus pés ao ver que na maca que Sakura arrastava com tanta pressa junto a outros médicos e enfermeiros, que carregavam o que aparentava ser um balão de oxigênio, estava Sasuke Uchiha. Seu namorado.


Hinata sentiu as pernas falharem, toda sua energia havia desaparecido abruptamente e tudo que pôde ver enquanto ainda manteve os olhos abertos, foi a face do enfermeiro que evitou que se estatelasse no chão.


🌸 🌸 🌸


— Meu deus, o que aconteceu com ela!? — Naruto Uzumaki, noivo da jovem Haruno de cabelos rosados, e diretor do hospital onde a médica trabalhava, questionou o enfermeiro que carregava Hinata desmaiada nos braços. — Coloque-a na maca, por favor!


— A moça desmaiou ao ver o novo paciente da emergência, estava acompanhando a Dra. Haruno até as salas de cirurgia. — Respondeu Kiba depositando a garota com cuidado no local apontado por Naruto, que levantou-se em um pulo apanhando o estetoscópio pendurado no pescoço, abaixando-se para conferir o pulso de Hinata em seguida.


— A pulsação está regular... — o médico levou as mãos até a alavanca da maca, puxando-a e colocando as pernas de Hinata mais altas que o corpo e a cabeça. — Eu a conheço, ela é uma amiga muito próxima a mim e Sakura, só não compreendo o porquê assustou-se dessa maneira. Havia muito sangue estancando do paciente que ela viu passar na maca? — Naruto inquiriu enquanto terminava de examina-la.


— Na verdade, a situação do Uchiha é bem séria, foi um acidente feio e-


— Espera, o paciente do acidente é um Uchiha!? — Naruto interrompeu Kiba o encarando incrédulo do que acabara de ouvir. — Sabe o primeiro nome dele?


Sasuke... — Hinata pronunciou baixinho enquanto abria os olhos vagarosamente, sua visão ainda estava turva, mas conseguia discernir a quem pertencia o tom de louro dos cabelos, bem como, o médico sentado a sua frente. — É você Naruto?


— Sim, consegue se lembrar onde estamos? — O Uzumaki voltou sua atenção à moça novamente.


Hinata desviou o olhar enquanto lágrimas espessas começavam a rolar pelas maçãs do rosto, ainda sentindo-se fraca levou as mãos até os olhos enxugando-as.


— Lembro-me, Doutor, perfeitamente... — Replicou com a voz tremula.


Naruto engoliu seco ao vê-la naquele estado, correu seu olhar até Kiba e em seguida o pediu para que os deixassem a sós. O enfermeiro deu um breve aceno de cabeça deixando o consultório em passos silenciosos.


— Não se preocupe Hina, tudo ficará bem... — Naruto delicadamente enxugou as lágrimas de Hinata, envolvendo-a em um abraço em seguida. — Sakura é uma excelente médica, tenho certeza que fará o seu melhor! — Exclamou afastando-se e, ainda com as mãos envolvendo o rosto delicado da jovem Hyuga, a encarou nos olhos.


— Tem razão, eu me assustei. — Ela o respondeu entre soluços, enquanto se aconchegava no calor das mãos do médico que a fitava agora.


Naruto continuou ali por mais alguns minutos até ter a certeza de que Hinata estaria mais calma, levantou-se com delicadeza e dirigiu-se até o telefone, pedindo para que trouxessem um soro glicosado, percebendo que garota ainda continuava empalidecida e um tanto fraca.


O enfermeiro que havia a socorrido outrora retornou, desta vez carregando uma pequena maleta e, se deslocando até Naruto, direcionou seu olhar ao médico cumprimentando-o cordialmente e após, para a garota disposta na maca.


— Sente-se melhor, Senhorita Hyuga? — O enfermeiro questionou enquanto calçava as luvas.


— Me sinto melhor sim, muito obrigada Senhor... — Ela direcionou seu olhar até a plaquinha de identificação colada junto ao uniforme do rapaz brevemente, respondendo-o. — Inuzuka!


O enfermeiro sorriu.


Quando terminou de ajeitar o soro sentou-se em uma cadeira próximo a Naruto e aguardou até que Hinata adormecesse. Não demorou muito até que a jovem finalmente se acalmasse, o cenho franzido desfez-se instantaneamente quando o calmante começara a fazer efeito.


Naruto a examinou novamente e saiu do consultório em companhia de Kiba, por dentro, apesar dos vários anos de experiência, estava tão tenso quanto Hinata. Conhecia Sasuke desde pequeno, seria uma dor muito grande se o perdesse tão repentinamente.


— Infelizmente, não trago boas noticias, Doutor Uzumaki. — Kiba quebrou o silencio.


— Como está o quadro? — Perguntou o médico aflito.


— Continua grave, ele teve lesões sérias na cabeça, motivo pelo qual Sakura foi chamada, o rapaz ainda teve uma parada cardíaca no começo da cirurgia.


Naruto passou as mãos pelo rosto, mais nervoso do que conseguia mensurar.


— Eu confio em Sakura, ficarei na sala de descanso dos médicos junto a Srta. Hyuga e quando o procedimento findar, me chame, por favor! — Pediu o médico após ponderar por alguns segundos.


Kiba assentiu e retirou-se novamente, Naruto respirou fundo e levantou o pulso para verificar as horas enquanto caminhava a passos largos rumo à copa do hospital.


Ao chegar ao local, abriu a porta de um armário e apanhou uma caneca a enchendo de chá de camomila, das garrafas térmicas dispostas em cima do balcão, apanhando também alguns biscoitinhos.


Logo após levar as guloseimas açucaradas aos lábios, o médico dirigiu-se até a sala onde outros colegas repousavam após os plantões e deixavam seus pertences durante o dia de trabalho, sentou-se em uma cadeira e após respirar fundo, apanhou o celular, abrindo um aplicativo de troca de mensagens.


A aba da conversa que mantivera com Sasuke até minutos antes do acidente, que quase lhe custara a vida, era a primeira de sua lista. Sem que pudesse evitar, uma fina lágrima escorreu de seus olhos enquanto lia, pela milésima vez nas últimas três horas, a última frase que o amigo o enviara.


"Precisamos conversar, meu amigo. Você não pode se casar!"

2 de Janeiro de 2020 às 18:53 0 Denunciar Insira Seguir história
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