O Diabo Não Usa Crocs (Season 2) Seguir história

lovage Lovage

Bakugou Katsuki e Kirishima Eijiro são o casal mais infâme da moda. Um é editor-chefe da mais renomada revista de moda do mundo e o outro é secretário de uma grande empresa, um completo desastre fashion e o maior fã de Crocs. Ambos amam seus trabalhos quase tanto amam um ao outro, mas uma notícia pode virar o mundo das Crocs de Kirishima de cabeça para baixo. Essa Fanfic é uma parceria com Guardiangel


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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As Crocs Pretas e o Aniversário de Casamento

Notas Iniciais:


Vocês pediram e nós duas sabíamos que era inevitável voltar nesse universo. Estamos começando a Season 2 felizes e certas do que estamos fazendo. Agradecemos por todo o carinho que vocês tem conosco e um super beijo.


Esperamos que gostem!


*


Bakugou estava puto. PUTO. E não eram nem sete da manhã. O suor escorria por suas costas, mas estava com tanta raiva que nem se importava. Correr o ajudava a colocar as ideias no lugar. E desde que seu marido adicionara uma pequena esteira para Brutus, nem sequer conseguia mais correr sozinho e sem os latidos estridentes do cachorro.

Odiava quando Kirishima levantava primeiro e deixava a cama vazia. Era detestável acordar com o som irritante do despertador sem ele ali para sorrir bobo e dizer "bom dia", ou então para abraçá-lo de mansinho, pedindo para eles ficarem mais 5 minutos deitados. Chegava a sentir dor de cabeça.

Após um banho gelado, colocou a roupa cuidadosamente selecionada, que, obviamente seria elogiada como “muito máscula” pelo ruivo, especialmente, no dia de seu segundo aniversário de casamento. Sabia que precisava dizer, mas ainda não estava preparado. Respirou fundo e foi até a sala de jantar, na qual Kirishima já o esperava com um café da manhã digno dos melhores hotéis. Tudo em pouca quantidade, é claro, ele jamais desperdiçaria comida.

Seu sorriso era mais brilhante do que a luz do Sol que entrava pelas janelas. Chegava a cegá-lo. E ele amava tanto isso… Assim como o avental ridículo com estampa de sapinhos que faziam caretas repugnantes e as Crocs furta-cor, que sabia que o outro só usava em ocasiões especiais.

- Você… Gostou?

- Porra, Eijiro. Não…

- Precisava sim! Hoje é um dia especial. Tem tudo o que você gosta. Até pitaya eu consegui!

- Isso tudo é saudade de quando você era só meu secretário?

- Não fale assim… Sei muito bem que a Andrea conquistou seu coração gelado.

- Ela é QUASE tão boa quanto você. E você sabe que eu não aceito menos do que perfeito.

- Não é à toa que você casou comigo…

Eijirou envolveu o loiro em seus braços, dando um de seus abraços apertados que nunca fariam Bakugou deixar de enrubescer.

- Feliz aniversário de casamento. Espero que os próximos anos sejam tão maravilhosos quanto os últimos dois foram.

O loiro poderia jurar para toda a Terra que era o homem mais sortudo do mundo. Retribuiu o abraço tentando não amarrotar a roupa, mas era praticamente impossível. Desde que Kirishima entrara em sua vida, nunca mais fora um engomadinho.

- Hm… Adoro o cheiro do seu sabonete, sabia?

- É. Você sempre diz isso. Não fica enjoado?

- Não dá para enjoar de você…

Bakugou desistiu de tentar conservar o alinhamento de suas roupas. Passou a mão pelo pescoço de Kirishima, trazendo-o para um beijo calmo e morno que logo passou a ter mais língua e menos calma. As mãos do ruivo procuraram pelos botões do terno alheio, tentando em vão desfazê-los. Se as coisas continuassem daquela forma, seria inevitável chegar atrasado… Mas não era como se conseguisse resistir aos encantos do esposo.

Foi quando o telefone de Kirishima tocou, deixando Katsuki irritado. Na tela, o nome de Izuku era visível. O ruivo atendeu de imediato.

- Oi Midoriya, tudo bem?... O quê?... Não, ele está aqui na minha frente, foi até uma hora ruim… Está tudo bem com a gente, por que não estaria?... O quê?...

O editor ficou intrigado, ainda mais depois que percebeu que Midoriya havia desligado o telefone na cara de Kirishima.

- O que o Deku de merda queria ?

- Eeeeer… Parabenizar a gente pelo aniversário de casamento!

- Kirishima, você acha mesmo que eu não sei quando você está mentindo?

- Não é nada, mesmo. Eu juro. A gente só vai se ver bem mais tarde. Vamos aproveitar o café da manhã, está bem?

Bakugou tomou a tigela com certa raiva. Odiava quando Kirishima fazia aquilo. Estava acontecendo alguma coisa, ele tinha certeza. Mas talvez fosse só mais uma surpresa para o aniversário de casamento e o Deku talvez estivesse ajudando a preparar. Decidiu não intervir.

O secretário chefe de Aizawa segurou a mão de Bakugou vendo-o colocar cada colherada na boca como se fosse um animal selvagem e achou a coisa mais linda do mundo. Pegou o celular e foi verificar o que precisava.

Bakugou assustou-se com a risada de Kirishima, que mostrou o celular.



CRISE FASHION: A SEPARAÇÃO DO CASAL MAIS BADALADO DO MUNDO DA MODA

Com as recentes notícias da tour de Bakugou Katsuki pelas sedes mundiais da U.A, nossas fontes internas indicam que o editor pediu o divórcio para que pudesse curtir a solterice, após seu ex-secretário, e agora, possivelmente ex-marido não aceitar um relacionamento não-monogâmico.

Não sabemos dizer se os papéis já foram assinados.

As fontes indicam que o lendário chefe da U.A Nova Iorque ficará aproximadamente 3 meses em cada uma das outras 4 sedes da revista que se localizam em Paris, Milão, Tóquio e Rio de Janeiro. Sendo assim, ele terá 1 ano para esquecer de seu atual (e, por enquanto) marido, conhecendo pessoas influentes na moda por todo o mundo.

Será ele capaz de curar o coração ferido e conhecer um novo amor?



- Dá para acreditar nisso? Esses repórteres enlouqueceram de vez!

- Mas que… MERDA. COMO ESSES BABACAS SOUBERAM DISSO? EU VOU LIGAR PRO TOKOYAMI AGORA. ERA PARA ISSO SER CONFIDENCIAL.

O editor levantou-se caminhando de um lado para o outro, após esfregar o guardanapo nos lábios de maneira violenta.

- Suki…

- EU VOU ACHAR QUEM VAZOU ISSO E MATAR ESSE DESGRAÇADO

- Suki... O nosso casamento está em crise?

Katsuki paralisou e sentou-se na frente de Eijirou, segurando-o pelas mãos.

- Você acha mesmo, cabelo de merda? Você acha mesmo que eu pediria o divórcio? Olha para mim, porra.

- Então é… Mentira?

Katsuki suspirou. Não queria ter que lidar com aquilo no dia do seu aniversário de casamento. Não queria estragar o que Kirishima fizera por ele.

- Eles fizeram um convite aos editores da UA. Temos que passar 3 meses em uma das sedes da U.A, rotacionando e aprendendo a lidar com todas as nuances da empresa.

- Se é um convite então…

- É. A decisão final é minha.

- Então… Você está… Indo?

- Olha, Kiri… Eu juro que ia te contar essa merda. Foi algo recente e eu não quis atrapalhar nosso aniversário de casamento com essa bomba.

- Bakugou, você sabe que pode contar qualquer coisa para mim. Sim. Eu estou triste que você vai passar um ano longe de mim, mas acho que o que mais me feriu é o fato de que eu não fui a primeira pessoa a saber, especialmente quando a notícia vem nesse tipo de reportagem barata.

- Então… Você não está chateado porque eu vou viajar?

- Sabe que eu jamais tentaria interferir na sua carreira. Sei muito bem que você é o lendário editor da U.A e tem seus compromissos.

- Então venha comigo! Converse com o Aizawa e…

- Vamos ser razoáveis, amor. Eu sou chefe do secretariado e não posso simplesmente pedir afastamento por um ano e depois voltar como se nada tivesse acontecido. Além disso, estou em apontamento para uma das direções. Viajar agora seria matar minha carreira.

- É… Você tem razão. Não sei por que eu sugeri isso. Essa porra sequer faz sentido.

- Olha, Suki… Vamos conversar sobre isso outra hora, tudo bem? Eu… Tenho que me arrumar para o trabalho e você não pode se atrasar.

- Kiri, eu…

- Calma. Nós vamos dar um jeito nisso. Não é a primeira vez, certo?

O loiro sentiu seu coração apertar ao ver o sorriso murcho e o olhar perdido de Eijiro. Mas tinha trabalho a fazer e não era o único.

- Certo.

- As reservas no Carbone são para as 19 horas. Pedi uma mesa em um lugar mais discreto, longe de olhares da mídia.

A frase veio com um beijo na testa e logo depois, o ruivo sumiu em direção ao quarto.

“Droga… Meu marido é malditamente perfeito. E eu não.”


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- A lasanha de berinjela… Está…

- A sua é melhor, cabelo de merda.

- Desculpe eu não ter conseguido cozinhar para você hoje. Acho que vai ser uma das coisas que eu mais vou sentir falta… Quando você vai?

- Em duas semanas.

- E você está animado, não está?

- Estaria mais se você fosse comigo. É uma coisa enorme. É óbvio que é algo que vai me trazer uma puta experiência. A UA quer os melhores editores do mercado e isso garante uma uniformidade nos processos. Profissionalmente é um sonho.

- Mas… Eu fico pensando, sabe? Se você não vai preferir fazer essa viagem sem… Compromisso.

- O quê? De que porra você está falando?

- Você sabe, vamos ficar separados por muito tempo e… Bom… Não quero te impedir de viver sua vida…

Bakugou estava puto. Sim. Puto com toda aquela situação e as palavras de Kirishima o estavam ferindo. Inclinou-se sobre a mesa e segurou o rosto do ruivo com as duas mãos, olhando no fundo de seus olhos.

- A minha vida está aqui. Com você. Não me vem com caralho de separação. VOCÊ é minha vida, porra! Eu não gosto de “gente”, não me interessam outras “pessoas”.

- Bakugou…

Os olhos do ruivo começaram a suar de forma máscula. Estava seguro e seu coração estava quentinho. Um ano longe, e mesmo longe, bastariam um para o outro.

- Ei… Não chora, porra…

- Me deixa! Chorar é muito másculo.

- E então? Já parou com essa ideia de merda de separação? Podemos voltar a planejar como vamos nos encontrar durante esse ano?

- Bom… Tem as minhas férias, mas daí só posso te encontrar 1 vez. Vai ser pouco.

- Não! Eu mesmo vou conversar com o Aizawa e você divide suas férias em duas parcelas de 15 dias. Além disso, não é um problema viajar numa sexta à noite e voltar no domingo…

- Você está louco! Não dá! Eu…

- Foda-se, vamos dar um jeito, porra. Isso vai ser difícil para um caralho. Mas a gente vai dar nosso jeito, entendeu?


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O dia estava chuvoso.

As torrentes de água através das janelas do carro pareciam não cessar. Kirishima e Bakugou estavam sentados no banco de trás, de mãos dadas e olhando um para o outro incansavelmente, com olhos inchados. Queriam ter certeza de memorizar cada linha do rosto do outro, assim como memorizaram as linhas dos corpos na noite anterior, ao som de Bee Gees e muito choro de ambas as partes. Já sabiam que a distância era um problema e nem sequer haviam se separado ainda.

Assim que chegaram ao aeroporto, foram recebidos por Midoriya, Todoroki, Mina, Sero e os inseparáveis Kamijirou, que foram dar suporte ao casal.

Ashido estava com os cabelos mais rosados do que nunca e foi a primeira a abraçar forte o casal, seguido pelo restante, fazendo com que Bakugou rosnasse por toda aquela gente encostando nele.

- Já está bom. Eu nem queria que vocês viessem.

- Mentira, em casa ele estava falando que era para ter bastante gente ou ficaria puto.

Respondeu Kirishima, que foi engolido pelos amigos.

Jirou se aproximou de Bakugou sorrindo de lado, dando pequenas cotoveladas no loiro.

- Estou muito orgulhosa de você. E fica tranquilo, a gente vai cuidar do Kiri direitinho.

- Eu confio em você, eu confio no Deku de merda. E sei que você vai controlar o Pikachu radioativo e a trupe de palhaços para o Eijiro não ter problemas.

- Você sabe que sim.

Os dois se olharam cúmplices e foram interrompidos.

- Ei, Bakugou, eu fiz esse planner e já deixei algumas anotações de lugares legais para comer nas cidades que você vai ficar e...

- Você sabe que não trabalha mais para mim, não é, Deku de merda?

- Eu sei, eu só… Bem, a gente deve se ver nas semanas de moda e o que precisar da United States of Smash, pode entrar em contato direto comigo.

Bakugou acenou com a cabeça e Izuku aceitou aquilo como um bom sinal. Num outro canto os Kirimigos tentavam consolar o ruivo.

Após esse momento de despedida, os amigos os deixaram a sós para seu momento final juntos.

- Ei… Por que você está com essa porra preta nos pés? Eu não morri…

Falou Bakugou com a voz suave que apenas Kirishima conhecia. O ruivo sequer sabia o que dizer, apenas o abraçou e deixou as lágrimas caírem, pouco se importando se manchariam a roupa do editor. O outro também não se importou.

- Não dê mordomias demais para o Brutus, molha a porra das plantas. O nosso quarto, independente de ser maior e você precisar de mais espaço para suas Crocs, continua sendo nosso quarto. Não o quarto das Crocs.

- Mas Bakugou…

- Deixa eu terminar, caralho. Independente do fuso, me manda mensagem antes de dormir e por favor, Kirishima… Não cria confusão, não se mete em encrenca… E… Vê se não me esquece.

- Você fala como se todas as encrencas da minha vida não estivessem relacionadas a você. E pode deixar. Vai estar tudo exatamente igual quando você voltar e isso inclui todas aquelas coisas que jamais me deixariam te esquecer.

Os dois se beijaram mais uma vez e Katsuki atravessou os portões sem sequer olhar para trás. Foi quando Kirishima ouviu Sero dizer:

- Bakugou está usando Crocs? Acho que não vejo esse milagre desde o casamento de vocês.

- Eu pedi para que ele usasse, para dar sorte.


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Diário do Midoriya

Querido diário, fiz merda.

Acho que o Kirishima não sabia da viagem do Kacchan e acabou confrontando ele. Eu juro que não queria ter dito nada, mas achei que ele já sabia. Por Deus… O que fiz? Todoroki disse para não me preocupar, pois não era minha culpa, mas era impossível não me preocupar. Até mesmo havia uma reportagem nojenta e mentirosa sobre os dois. Eles realmente merecem um tempo em paz, mas aparentemente, não será durante o próximo ano.

Me pergunto o que eu faria no lugar deles, afinal, mal consigo passar um dia inteiro sem meu Todorouco, quanto mais um ano… Acho que ficaria maluco sem poder me perder em seu corpo e… Ai! Já estou com calor.

Fico triste pelo Pequena Sereia, já que ele terá que continuar em casa, convivendo com as memórias do Bakugou e cuidando daquele bicho mortal que chamam de cachorro. Imagina a cara dele quando for deixar o Kacchan no aeroporto? Aposto que ele vai usar uma Crocs preta em sinal do luto, mas não é como se o Bakugou fosse morrer, não é? Espero que eles consigam ajustar a agenda para se encontrarem algumas vezes. Vou tentar ajudá-los com isso, afinal, para o amor, o que são alguns milhares de quilômetros?

29 de Dezembro de 2019 às 18:36 0 Denunciar Insira 0
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