ichygo-chan ichygo Chan

Toda noite, sob a luz do luar, descansa sobre as pedras do cais uma encantadora criatura. Sua silhueta esguia é convidativa e cativante e Shoto vê-se desejoso de poder se aproximar o suficiente para conversar com ela antes que submerja como faz todas as noites.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#shortfic #romance #tritão #yaoi #bnha #ua #tododeku
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Fascínio

Essa fic eu dedico inteiramente à Nathymakis em homenagem ao seu aniversário. Parabéns nenê, queria ter postado ontem, mas tá valendo mesmo assim.

Será uma fic curta (espero) com capítulos com menos de 1k. Jesus vai segurar na minha mão e me ajudar, sei disso.

📷

A primeira impressão de Shoto ao ver a enigmática criatura foi de inexplicável fascínio e estupor.

Naquela noite estava sentado à beira da praia, desmotivado enquanto segurava uma garrafa de vinho pela metade, sentindo-se vazio e angustiado com seu destino. Seu pai, um dos mais ricos comerciantes da cidade, o incumbira de chefiar as expedições da frota, ou pra ser mais exato, ser o contador e assim averiguar o montante investido e o quanto estavam tendo de retorno financeiro.

Ele detestava por um simples motivo: não se importava nenhum pouco com as finanças da família. Não que fosse um total desgarrado, alheio a situação financeira dos cofres Todoroki, somente não desejava passar os anos de sua mocidade debruçado sobre livros de contabilidade, como desejava o senhor seu pai, magnata da exportação de condimentos e seda da Itália. Shoto desejava poder passar a vida apreciando obras de arte e capturando a sublime beleza do mundo para poder imortalizá-las em seus quadros.

No entanto, se dependesse de seu pai, tudo o que faria da vida seria permanecer enfurnado em um escritório, trabalhando os dedos e mente em números, um destino do qual não via escapatória.

Foi então que naquela noite, enquanto admirava a luz pálida da lua a iluminar a extensão do oceano, acompanhando atentamente cada arrebentar de ondas na beira da praia, que seus ouvidos capturaram um som melodioso, similar a um leve e harmônico sussurrar melancólico.

Atraído pelo som ele se levantou, caminhando um tanto trôpego pela enseada, tendo como norteador a melodia entoada em tons agudos, que ora desciam em escala, ora subiam, o convocando indiretamente.

O volume ficou mais intenso enquanto se aproximava da amurada, escalando com dificuldade algumas das pedras.

Então ele presenciou aquela que seria a imagem mais bela que seus olhos já capturaram e que o deixou seus pensamentos em suspensão, entorpecendo sua mente.

Debruçado sobre uma das pedras, um tritão de cabelos verde encaracolados recitava o cântico. Algumas gotas de água ainda escorriam de seu dorso pálido e esguio, traçando um caminho impossível de não ser apreciado e a cauda balançava de modo ritmado, submergindo nas águas de modo a criar algumas breves ondulações. Sua postura era tranquila e ele aparentava estar absorto em sua atividade, realmente alheio a tudo ao redor.

Tão bonito que Shoto sentiu-se imediatamente arrebatado, tendo o coração em desenfreada disparada e os pensamentos nebulosos.

Encantado, tentou se aproximar para obter mais detalhes, ansioso por poder se deslumbrar com o amálgama de tons verdes que pareciam fluir de cada parte daquele ser, em seus cabelos e cauda.

Ele era poesia, cor, vida e Shoto desejou transformar tudo isso em arte, poder mostrar ao mundo a beleza daquela criatura que o fascinara.

Sua ansiedade — somada à coordenação motora prejudicada pelo álcool — o levaram a pisar em falso. O pé escorregou em uma pedra que rolou e o fez tombar desajeitadamente em tantas outras.

Para a sua infelicidade o som de sua queda despertou a atenção do tritão que olhou instintivamente para trás.

Seus olhos se encontraram por breves segundos, roubando de Shoto o resto do ar que tinha nos pulmões. Matizes verdes tão profundas e belas, visíveis mesmo na pouca iluminação concedida pelo luar. Tons que talvez nunca fosse capaz de reproduzir com perfeição, emoldurados em um rosto encantadoramente perfeito demais para ser descrito em palavras.

Segundos de contemplação muda antes que ele mergulhasse no oceano, deixando para trás um artista perplexo e apaixonado que só recuperaria o ar quando a última ondulação causada pelo mergulho do tritão desaparecesse da superfície da água.

****
Espero plotar apenas coisas fofas, mas não garanto nada.

24 de Dezembro de 2019 às 11:54 0 Denunciar Insira Seguir história
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