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ichygo-chan ichygo Chan

Após anos de espera, finalmente Eijiro consegue convencer seu alfa a lhe dar o tão almejado filhote. No entanto, uma sucessão de falhas pode mudar o destino de todos.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Confuso

Mais um projetinho rsrsr eu não valho nada.

📷

— Que tal Shin? — Mina opinou exultante, observando Bakugou abrir a porta do armário para guardar seu traje.

— Não. — a resposta veio seca, direta e irritada.

Como que enviado do inferno Sero apareceu, sorrindo do mesmo jeito panaca de sempre.

— E que tal Raiden? — sugeriu sem preâmbulos, chegando próximo demais de Bakugou que empurrou seu rosto com a mão para afastá-lo.

— Não!

Não podia faltar a terceira pessoa naquele grupo, então Denki se pronunciou com a boca ainda cheia de biscoito.

— Já sei, Katsuo então! Significa herói e combina com o seu nome, vai ser bem legal e tenho certeza de que o Eijiro vai gostar. — Cuspia pequenos pedaços de biscoito enquanto falava o que fez Bakugou revirar os olhos e erguer levemente os lábios em um esgar de repulsa.

— Já disse que não! Vocês não podem nomear o meu filho, é o Eijiro quem vai fazer isso, e somente ele, então parem de me encher o saco com essas sugestões estúpidas, inferno! — fechou a porta do armário com brutalidade.

Ignorando a trupe de idiotas que continuava a perturbá-lo como se ele não tivesse falado nada, Katsuki terminou de se arrumar, colocando as botas e pegando a carteira e celular que colocou no bolso de trás da calça.

— Não me sigam, eu estou cansado e não quero ficar ouvindo vocês! — rosnou ameaçadoramente.

Eles o seguiram mesmo assim, falando sem parar no bebê que estava para chegar, enquanto ele apenas segurava a extrema vontade em seu coração de explodir a boca deles para que parassem de falar.

Todos estavam felizes e ansiosos com a chegada do bebê, certo? Principalmente Eijiro que não parava de comentar sobre o assunto a cada nova oportunidade, cuidando de cada mínimo detalhe com exceção do nome que ainda não tinha escolhido, perdido em todas as possibilidades. Ele tinha um caderno lotado com as sugestões que folheava religiosamente toda noite antes de dormir, assim como ajeitava cada detalhe do quarto que montara dias depois de descobrir a gestação, mesmo com Katsuki avisando a ele para esperar um pouco por conta do risco de aborto.

A verdade era que Eijiro aguardava ansiosamente aquele momento há anos, desde que namoravam e comentou que desejava ser pai. Katsuki não desejava o mesmo antes e definitivamente pouco tinha mudado de lá para cá, tendo apenas aceitado em nome da felicidade do esposo que passou os dez anos de casamento pedindo um filhote.

Foram anos negando a ele aquela alegria até que o alfa finalmente cedeu. Não foi fácil pois ele teve que trabalhar sua mente e tentar aceitar a ideia de ser pai, algo que não queria. Não que o esposo o cobrasse de alguma maneira, ele simplesmente não suportava mais vê-lo tão triste por ver os outros tendo filhotes ao seu redor sem que ele pudesse ter o próprio.

E ali estavam eles literalmente às vésperas da chegada do primeiro — e único — filho, com os amigos o pentelhando a cada segundo, totalmente contagiados pela alegria do ômega que vivia os enchendo de novidades a respeito do bebê. Todos contentes e entusiasmados, abraçando e beijando a barriga de Eijiro como se não houvesse amanhã, curtindo cada movimento e gritando alvoroçados pelo contato como se tivessem ganhado na loteria.

Todos, exceto ele.

Não é que detestasse a ideia de ser pai, só não se sentia conectado ou preparado como o esposo. Para si ainda era perturbador abrir mão de toda a liberdade que a vida sem filhos proporcionava. Sabia que com a chegada do filhote não seriam apenas ele e Eijiro, livres para fazer o que desejassem com seu tempo livre porque teria uma outra pessoa dependendo de si, do seu cuidado, afeto e carinho e não era preciso ser um gênio para saber que todo aquele excitamento inicial se apagaria quando a realidade batesse em suas portas, e sinceramente não precisava do grupo que tinha entrado de penetra em seu carro para lembrar a ele que seus dias como um homem desgarrado estavam contados.

Só podia ser sacanagem.

— Ah, não, vocês não vão pra minha casa, eu não suporto mais.

Denki se apressou em resgatar o celular do bolso e colocar o áudio para tocar.

— Foi o Eiji quem pediu, ouve.

"Fala para o Katsuki trazer vocês, eu preciso mostrar uma coisa"

O alfa bufou, chateado da invasão a sua privacidade já ameaçada.

— Podiam ter me avisado dessa merda antes, não é?

— Esse áudio chegou agorinha para mim, cara, eu não tenho culpa!

— Não importa, vocês podem ir de metrô, eu não ligo. É bom que vou ter tempo de ligar a segurança da casa e colocar armadilhas para idiotas no meu quintal.

— Então fala para o Eiji que não quer nos levar. — Mina se adiantou desafiando-o ao colocar o telefone no modo viva voz.

— Golpe baixo, Mina! — Sero tripudiou do banco de trás, fazendo movimentos debochados com a mão.

— Você está ligando para ele? Inferno, desliga ess...

"Suki?" o alfa calou instantaneamente ao ouvir a voz do esposo "Amor, você pode trazer o pessoal aqui? Eu preciso muito dividir algo com eles!"

Como dizer não àquela voz pedinte e cheia de dengo? Quase podia visualizar seu lindo ômega fazendo aquele biquinho manhoso, de sobrancelhas baixas como um cãozinho perdido.

" Por favor, Suki, tem tempo que eu não os vejo"

— Vocês se viram tem dois dias! — tentou lutar contra seu coração mole.

"Poxa, amor, você sabe que eu amo estar com os meus amigos, e tenho me sentido tão triste desde que peguei a licença. Por favor, babe, eu vou ficar tão feliz, faz isso por mim, faz...?"

— Merda! — Bateu no volante irritado — Eu levo, mas que fique registrado que não estou feliz.

"Obrigado, amor, você é o melhor, prometo te compensar quando estivermos sozinhos!"

A frase dita com certo tom lascivo deixou o alfa com um sorriso afetado de orgulho, feliz por imaginar sua recompensa por ser um alfa bom. Os amigos, por outro lado, se sentiram extremamente incomodados e reclamaram.

— Que nojo, cara, não esquece que a gente está ouvindo — Denki protestou do banco de passageiros.

"Como se vocês não soubessem que a gente faz essas coisas"

— Ok, nós sabemos, só não queremos detalhes. — Sero disparou pegando o celular da amiga.

"Mas eu já contei tanto sobre o que eu e o Suki fazemos na cama e..."

— EIJIRO! — Katsuki surtou deixando os demais parcialmente surdos — QUE MERDA VOCÊ ANDA FALANDO PARA ELES?

"Nada demais, amor, eu..." era visível que ele estava pensando em uma maneira de se esquivar " Eu estou esperando vocês, ok, não demorem, tchau! " apressou-se em encerrar a chamada.

Ótimo, agora além de saber que teria que aturar o estúpido grupo a noite inteira, ainda teria que lidar com o fato de que Eijiro havia contado a eles histórias da intimidade que compartilhavam e que deveria ficar apenas entre eles. Definitivamente não podia ficar pior.

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24 de Dezembro de 2019 às 11:33 0 Denunciar Insira 0
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