O Preço da Guerra Seguir história

k4r0l1n4 Lina Heringer

Numa época onde os reis decidiam o futuro do mundo, os reis da França e da Alemanha tinham um grande estranhamento entre eles devido a um antigo desentendimento e embora esse desentendimento ia houvesse sido resolvido, uma guerra é declarada novamente, prometendo trazer batalhas, mortes e destruição para ambos os reinos. Olivia é uma jovem francesa de 17 anos que vive em um vilarejo pequeno, localizado bem entre a Alemanha e a França. E embora seja um lugar perigoso, ela e deus vizinhos sempre viveram na tranquilidade. Porém isso tudo muda quando a guerra começa e planeja levar quem ela ama, agora era precisará decidir entre perder quem ama e matar quem precisa. Sera que ela vai escolher o que é certo ou o que ela quer? E mais importante, ela aguentará o preço de suas decisões? Indicada para maiores de 13 anos #FicçãoHistórica #Medieval #Aventura


Fantasia Medieval Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Prólogo

É impossível a menção de humanos sem pelo menos citar as grandes guerras e batalhas travadas na história. Se parar pra pensar desde o início parece que nossos marcos estão sempre relacionados a isso. Um bom exemplo disso, são as honrosas batalhas onde Spartacus ganharam seu nome, a cidade estado grega que vivia pela guerra, o que cá entre nós é um péssimo motivo pra viver. Afinal, podem ter toda a certeza que quem luta uma batalha não quer vence-la, quer sobreviver. Os rebeldes cravados na história, aqueles que lutavam por uma causa, até mesmo eles lutavam pela sobrevivência, porem no caso deles, eles veem suas causas como as soluções para seus problemas. Mas no final tudo é sobre isso, sobre sobreviver e buscar por condições melhores. O engraçado é que mesmo sendo esse o desejo da maioria quando ouvimos as histórias a única coisa que fica clara é o desejo de poucos, dos comandantes, do rei, ou seja, lá quem seja a figura conhecida na história. No final o que sai nos livros é que as guerras foram para conquistar ou defender territórios, para obter riquezas, por questões religiosas, e não duvido que usaram desse discurso para chamar os soldados para batalha, mas questiono mesmo se é isso que faz com que um soldado lute com tudo numa batalha. Pra mim só a simples necessidade de viver faz todo o esforço ser possível e ser coerente. Ou será que o ser humano é tão burro a ponto de morrer por causa de coisas tão banais quanto ouro ou terras?

É revoltante pra mim ver o quanto as pessoas amam ler sobre as guerras e batalhas, sejam elas as históricas ou as fictícias. Se você é uma dessas pessoas, você por acaso tem problema? O que tem de divertido em ler sobre as pessoas que morreram, ler sobre o sofrimento e o quanto uma coisinha tão sem valor como ouro é colocada com maior importância do que a vida de uma pessoa? Guerras não são emocionantes, bonitas e muito menos honrosas. Elas são a pior criação do ser humano, uma forma completamente ultrapassada e desumana de as pessoas conseguirem o que desejam. Não tem nada de honroso em conseguir o que quer em cima da morte e sofrimento dos outros. Somos uma espécie cruel e sem compaixão que pisamos uns nos outros simplesmente pra ver quem chega mais ao topo. Tenho vergonha de mim por ser da mesma espécie que essas pessoas e admito que não sou a santa da vez. Eu fui uma que aceitou lutar pelo meu país. Eu matei e machuquei pessoas simplesmente por que se não o fizesse fariam comigo, e me tornei tão repugnante como qualquer uns desses cães que compões nossa civilização. E é exatamente por isso que considero valido o que eu digo pra vocês. Então acreditem em mim quando eu digo que numa guerra existe trilhões de pessoas simples e boas, convencidas por uma chance de um futuro melhor, que se veem obrigadas a matar ou ser morto, e que ninguém se sente feliz ou vitorioso quando crava uma espada ou faca bem fundo no peito de outra pessoa, não existe luta pela vitória numa guerra, apenas a luta pela sobrevivência.

Eu sei que deve parecer que sou uma pessoa completamente alienada com isso e que provavelmente não faz nada mais do que matar as pessoas. Mas eu garanto que já fui tão normal quanto você. Afinal antes de tudo isso eu tinha apenas 17 anos e tudo o que eu queria era ficar com a minha família, me casar e arrumar um bom emprego na vila onde cresci para sustentar a mim e aos meus filhos. As vezes visitar meus pais para verem os netos e ajudar minha mãe na cozinha enquanto meu pai e marido riem de alguma piada sem graça na sala. Cuidar dos ferimentos de guerra do meu pai com minha mãe e me certificar que os dois tenham um final de vida feliz depois de todo o esforço que tiveram em minha criação. Ver minha filha se apaixonar pela primeira vez e conta-la sobre como vivi um romance lindo e comum com seu pai. Observar meu marido brincando com meu filho na varanda com espadas de madeira. Trabalhar duro no meu emprego e sempre ser gentil com aqueles que eu ajudar, sempre pensando como amo meu trabalho e amo minha vida. Coisas simples e bonitas, uma vida cheia de esperança e tranquilidade. Uma vida que hoje para mim é um sonho impossível de acontecer, eu perdi tudo aquilo que um dia achei que fosse querer e nada do que eu pensava ou acreditava faz sentido. Eu não sou mais a garota sonhadora de 17 anos, se passou 3 anos e eu mudei tudo em mim assim como mudei tudo em minha vida. E tudo isso para proteger quem eu amava para no fim eu ser incapaz de protege-los...

6 de Dezembro de 2019 às 19:23 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo Capitulo 1 “Minha antiga vida.”

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