Perfect Seguir história

mama_fujoshi Mari Souza

John H. Watson era um jovem de boa aparência, todos falavam bem de si, era bom em alguns esportes, não tinha muitas dificuldades nas matérias da escola, era o filho que todos pais iriam querem, seu único defeito? Era ômega.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Os personagens desta fanfic não me pertence em partes. Os inventados são de minha total autoria.

#Mama_Fujoshi #One_Shot #johnlock
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Hey dad, look at me

Think back and talk to me

Did I grow up according tothe plan?

And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?

But it hurts when you disapprove all along

(Hey pai, olhe para mim

Pense de novo e converse comigo

Eu cresci de acordo com o plano?

E você acha que eu estou perdendo meu tempo fazendo coisas que eu quero fazer?

Mas dói quando você desaprova tudo)

John H. Watson era um jovem de boa aparência, todos falavam bem de si, era bom em alguns esportes, não tinha muitas dificuldades nas matérias da escola, era o filho que todos pais iriam querem, seu único defeito? Era ômega. Quando John fez cinco anos viu sua mãe ter uma briga feia com seu pai, ela abominava seu patriarca. Naquela noite sua mãe se foi levando consigo Harriet, sua irmã mais velha o deixando para trás. O pequeno Watson esperou que sua matriarca pelo menos voltasse para lhe ver, o que nunca ocorreu. John cresceu ouvindo seu pai condenar os ômegas, "eles não prestam! Só querem sexo! Depois que o encanto acabar ele irão te deixar!", era o que Jason Harry Watson sempre dizia.

"Quando finalmente verem que é um alfa tudo ficará bem!"

"E se eu for um ômega?"

"Para de bobeira John! Você nunca será um ômega!" *John se lembra perfeitamente desta conversa teve com seu pai, ele tinha apenas seis anos na época. Aos dez anos de idade a vida de John desmoronou. Ele descobriu ser um ômega, a coisa que seu pai mais lhe ensinou a odiar.

"Você não faz nada direito!" *Um dia seu pai gritou jogando um copo de vidro ao lada da sua cabeça: "Só podia ser um ômega!"

Não importava o que John fizesse seu pai nunca gostaria de si, ele só queria que seu pai lhe olhasse como fazia antes, acariciava seu cabelo, conversasse consigo sobre banalidades. Ele não tinha crescido de acordo com o plano? Ele era bom em esportes, nunca tirou menos de oito, nunca de trabalho, o plano não era ser o melhor? Onde ela tinha falhado? O fator ômega que corria em seu sangue era o mesmo que se jogava em seu rosto enquanto gritava: "Estou aqui!". A falha de John Hamish Watson era ter nascido ômega.O pequeno Watson só queria ser médico como seu pai lhe fez desejar, queria ter uma família como seu pai nunca aprovou, amar o que seu pai dizia ser inútil. Ele iria fazer o que gostava mesmo seu pai achando uma perda de tempo… o problema era que doía demais seu pai desaprovar tudo que fazia como a sua pessoa.

And now I try hard to make it

I just wanna make you proud

I'm never gonna be good enough for you

I can't pretend that

I'm alright

And you can't change me

(E agora eu dou duro para fazer isso

Eu só quero te deixar orgulhoso

Eu nunca vou ser bom o suficiente para você

Eu não posso fingir que

Eu estou bem

E você não pode me mudar)

Com doze anos de idade John descobriu onde sua mãe morava, estava cansado de ser humilhado e maltratado por ser pai alfa, ele só queria sentir amor. Demorou muito, afinal ele morava em Londres e sua mãe em Berlin na Alemanha; quando viu a casa ele sorriu tanto, finalmente ele poderia ser amado. Ele tocou a campainha quem abriu a porta foi uma jovem de quatorze anos, os olhos esverdeados, os cabelos castanhos cortados num estilo joãozinho, tinha piercings espalhados pelo rosto e orelhas, o pequeno ômega viu uma semelhança horrenda entre os olhos de seu pai e os da jovem. Está sorriu de uma forma maldosa e disse se apoiando no batente da porta: "Você deve ser meu queridinho irmão John! Seus olhos são iguais ao da mamãe!"

"Você é minha irmã Harriet? Fico tão…"

"É Harry!" *O interrompeu: "É muito legal te ver agora já pode ir!"

"Não posso, não! Vim falar com a mamãe!"

"Ah! Que fofinho! O ômega veio atrás da mamãezinha, é?" *John estava confuso com a atitude da irmã que deu continuidade às suas falas: "O negócio é o seguinte: ela não tá nem aí pra você, Johnjohn!"

"Isso não é verdade!" *John não acreditaria em suas palavras, não viajou tanto para ser menosprezado. O sorriso da jovem sumiu, ela ficou séria e deixou seu cheiro sair, ela era uma alfa. A alfa prosseguiu olhando ameaçador para o caçula: "Escuta aqui, você acha mesmo que se ela ligasse pra você te deixaria com aquele babaca? Meu pouco, você idiota mais nem tanto!"

Uma voz doce soou de dentro da casa: "Harry querida, quem é?"

"Ninguém mãe! Só uma pessoa perdida pedindo informação!" *Gritou em resposta antes de dizer sorrindo maldosa para seu irmão: "Agora que já caiu na real, se manda! Ou vai querer que eu a chame pra ela mesma dizer isso tudo na sua cara? Passar bem!"

Harriet fechou a porta na cara de John que saiu de lá com os olhos chorosos. Agora o Watson mais novo tinha posto seu passado inteiro embaixo de um pano, ele deu duro para conseguir o que queria e deixar seu pai orgulhoso, o que nunca aconteceria porque no fundo ela sabia que não era suficiente para seu pai como não foi para sua irmã e mãe. Infelizmente não podia mudar quem ele era… ele seria a merda que era a sua vida inteira.

'Cause we lost it all

Nothing lasts forever

I'm sorry

I can't be perfect

Now it's just too late

And we can't go back

I'm sorry

I can't be perfect

(Porque nós perdemos tudo

Nada dura para sempre

Sinto muito

Eu não consigo ser perfeito

Agora é tarde demais

E nós não podemos voltar atrás

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito)

John sabia que perderia tudo, mas não sabia como. Afinal, o que ele tinha? "Nada dura para sempre!", seu pai lhe disse isso antes de o trancar no quarto uma vez, ele já sabia disso. Onde estava o amor que seus pais cultivavam? Onde estava sua irmã mais velha que gostava de brincar de faz de conta consigo? Onde estava o príncipe de armadura reluzente que sempre salva o ômega no final? Seu pai tinha o jogado no chão bêbado e o espancado, ele se desculpou porém seu patriarca não lhe deu ouvidos. Ao longe escutou o som de sirenes, alguém tinha chamado a polícia devido aos barulhos que ouviu. Naquele momento John soube que era tarde demais, seu pai não voltaria atrás e o amaria de novo nunca mais. A porta foi arrombada e seu pai fugiu pela janela e tudo que conseguiu dizer a ele foi: "Me perdoe pai, mas não posso ser perfeito!"

E agora a verdadeira história de John Watson teria início, o problema era: ele a queria terminar?

I try not to think

About the pain I feel inside

Did you know you used to be my hero?

All the days you spent with me

Now seem so far away

And it feels like you don't care anymore

(Eu tento não pensar

Na dor que eu sinto por dentro

Você sabia que costumava ser meu herói?

Todos os dias que você passou comigo

Agora parecem tão distantes

E parece que você não se importa mais)

John estava sentado num dos bancos da delegacia com seus cabelos loiros uma bagunça e seu rosto coberto por curativos, disseram que logo um oficial iria falar consigo. Um homem surgiu carregando no rosto um sorriso doce, seus cabelos castanhos, seus olhos castanhos também eram gentis, ou seja, ele era um ômega. Ele se sentou perto do loiro e disse: "Sou o detetive inspetor Lestrade! Mas pode me chamar de Greg!"

John levantou e sentou umas cadeiras longe de Greg antes de dizer: "O que vão fazer comigo?"

"O meu parceiro irá resolver tudo! No momento seu pai está foragido, mas não se preocupe!" *Lestrade respondeu sorrindo, porém John apenas fez "hum" e continuou olhando o chão. Agora ele estava num carro com Greg e seu alfa, este se chamava Mycroft Holmes. John sabia que era errado, mas se sentia bem perto de alfas e não de ômegas… seu pai tinha feito um bom trabalho. Ele olhou pela janela e não conseguiu evitar pensar na bagunça que estava seu peito, como seu pai podia ter feito o que fez? Ele sempre foi um herói para John, será que ao menos ele sabia disso? Todas as vezes que passaram e sorriram juntos vieram na mente do loiro, pois agora pareciam tão distantes… seu pai não se importava com o tempo que passaram juntos? Ninguém se importava mesmo consigo?

And now I try hard to make it

I just wanna make you proud

I'm never gonna be good enough for you

I can't stand another fight

And nothing's alright

(E agora eu dou duro para fazer isso

Eu só quero te deixar orgulhoso

Eu nunca vou ser bom o suficiente para você

Eu não posso suportar outra briga

E nada está bem)

Eles desceram na frente de uma casa grande e elegante, Greg disse estendendo a mão para o mais novo: "Vem, John! Vou te mostrar onde vai ficar por enquanto!"

O Watson ignorou a mão estendida para si e foi para a entrada da casa onde escutou o alfa dizer: "Calma querido! Ele só precisa se acalmar!"

"Assim espero!"

O loiro ignorou o que ouviu e abriu a porta logo sendo derrubado por um cachorro que começou a lamber sua face. Mycroft abriu um sorriso e disse apoiando sua fiel sombrinha em seu ombro destro: "Pelo jeito o Barba ruiva gostou de você! Vem garoto! Vamos falar com o Sherly!"

Como se o canino entendesse e latiu e seguiu o alfa. Ele estava andando por onde Greg lhe guiava até que ouviu uma voz que a muito não deixava sua mente dizer: "Você nem tem noção de com ficou a cara do outro alfa, Sherlock!"

John apertou a alça de sua bolsa e entrou no cômodo vendo além e Mycroft, uma jovem de aparência doce com seus cabelos loiros ondulados e olhos azuis, ao seu lado estava um moreno pálido e alto que se manteve sério, uma mulher de certa idade que sorria simpática e… sua irmã… O sorriso de Harry sumiu ao ver John e ele disse depois de um suspiro: "O que você faz aqui?"

Todos na sala estranharam a pergunta, menos John que respondeu arrumando a alça seu ombro: "Não pretendo ficar muito! Só até as coisas melhorarem com o pai e ele voltar pra casa!"

"Mais depois do que ele fez ele não deve ficar solto muito fácil!" *Greg disse entrando no cômodo, o Watson menor desviou o olhar e disse frio: "Que seja… onde posso ficar?"

Depois que o deixaram no quarto destinado para si ele jogou a sua bagagem em qualquer canto e se jogou na cama abraçando e enterrando seu rosto no travesseiro. John chorou baixo, ele só queria fazer o que queria e orgulhar seu pai,era tão difícil assim?

Na sala Mycroft pergunta a Harry: “O conhece?”

“Claro! Ele é meu irmão!” *Ela respondeu se encostando no sofá e a loira ao seu lado disse surpresa: “Irmão? Você nunca me disse que tinha um irmão!”

“Ele mora com nosso pai e eu com nossa mãe! Às vezes nos esbarramos pela rua, nada que me faça ser realmente a irmã dele!”

“Harry! Isso não se faz!” * A mulher mais velha na sala disse colocando uma mecha de seu cabelos ruivos atrás de seu orelha, Lestrade que se pois no lado do seu alfa disse: “Isso mesmo, Senhora Holmes!”

“Para que tanta formalidade? Daqui há pouquinho seremos família, pode me chamar apenas de Wanda!” *A Holmes disse sorrindo largo, o moreno que estava sentado e nada falou até agora perguntou olhando Mycroft: “Sei que a conversa parece boa, mas podem dizer o que houve para trazerem um desconhecido pra cá e cheio de curativos?”

“Claro, meu querido irmãozinho! Ligaram para polícia reclamando de muito barulho e suspeita de um briga violenta estar ocorrendo na casa de John Watson! Quando os oficiais chegaram lá o Senhor Watson já tinha fugido e John estava muito machucado!”

“Peraí, o nosso pai batia nele?” *Harry perguntou assustada, Greg fora quem respondeu a sua pergunta: “Temo dizer que sim, e que com toda certeza ele abusava mentalmente do seu irmã!”

“Que merda que eu fiz!” *A alfa disse passando a mão no rosto e a loira sentada ao seu lado perguntou lhe olhando irritada: “O que você fez desta vez, Harry?”

“Nada, Clara! Só uma merda que vai ser difícil de arrumar… que seja! Amanhã voltamos aqui, por hora vamos pra casa”

John continuava com a cara enfiada na cama, ele ainda chorava baixo, por que ele não era o suficiente para seu pai lhe amar? Ele não sabia se aguentaria outra briga, tinha certeza que da próxima vez ele desistiria de uma vez. Escutou uma batida na porta, abriu a mesma sem se preocupar em arrumar a sua aparência e viu Lestrade que disse com pesar nos olhos: “Vim avisar que a janta tá pronta… olha, sei que está passando por um momento difícil, mas se quiser desabafar estou aqui!”

“Hum.” *Foi tudo que o loiro disse antes de seguir o ômega mais velho. Na mesa de jantar estava a Senhora Holmes que conversava animadamente com seu marido que apesar de um alfa tinha um olhar doce, Greg comia calmamente volte e meia olhando para o Watson que remexia na comida, os irmãos Holmes se implicam enquanto comiam. Wanda sorriu doce e perguntou: “John, o que gostaria de ser quando crescer?”

“Médico… eu acho.” *John respondeu sem tirar os olhos do prato que estava com toda comida ali, a única diferença é que estava uma bagunça. Sherlock parou de dar língua para seu irmão e disse olhando inexpressivo para o ômega loiro: “Como você sabe o que quer ser sem ter certeza?”

“Meu pai me disse pra ser médico, desde então eu nunca pensei no que quero ser!” * John largou o garfo sobre o prato e perguntou olhando nos olhos do Holmes mais velho: “Você odeia ômegas?”

“Claro que não! Como poderia odiá-los se me casei com uma?” *O homem respondeu apoiando sua cabeça em sua mão, o Watson respondeu voltando a encarar o prato: “Meu pai odeia ômegas e mesmo assim que se casou com uma e teve um filho ômega… isso não é motivo!”

“Do jeito que fala parece buscar motivos para não odiar ômegas!” *Sherlock comentou espetando todas as ervilhas em seu garfo, o loiro respondeu sem pensar: “E estou!”

Depois dessa resposta a mesa ficou em silêncio.

'Cause we lost it all

Nothing lasts forever

I'm sorry

I can't be perfect

Now it's just too late

And we can't go back

I'm sorry

I can't be perfect

(Porque nós perdemos tudo

Nada dura para sempre

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito

Agora é tarde demais

E nós não podemos voltar atrás

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito)

E era outro dia e o Watson não saiu da cama para comer, os Holmes mais velho tinham saído para algum lugar, Sherlock disse que iria sumir pelas ruas de Londres pois queria pensar, Mycroft saiu cedo para arrumar alguma coisa no trabalho deixando Greg sozinho com John. Lestrade bateu na porta e perguntou: “John, está com fome?”

Ele recebeu como resposta apenas o silêncio, ele suspirou pesado até perceber que a porta estava entreaberta, sabia que não deveria invadir a privacidade alheia, mas estava ficando preocupado. Abriu a porta e viu John embolado num monte de cobertas enquanto gemia baixinho. Ele foi até o menor é pois uma mão em sua testa vendo que ele queimava de febre e suava frio, este disse: “Ai meu deus! Você está doente!”

Lestrade o arrumou na cama e disse: “Fique quietinho aí que eu vou chamar um médico!”

John segurou sua mão e disse baixo: “Não precisa! Isso é normal!”

“Como assim normal?”

“Tenho baixa imunidade! daqui há pouco passa!”

Greg não aguentou e perguntou: “Por que não gosta de ômegas?”

“Se sua mãe que era ômega te deixasse, seu pai parasse de gostar de você por ser um ômega, se sua irmã jogasse na sua cara que sua mãe não gosta de você insinuando que é porque você é um ômega e tivesse crescido aprendendo a odiar o que você é também odiaria!” *John respondeu abraçando mais seu corpo. Lestrade iria dizer mais alguma coisa até que ouviu a campainha tocar, atendeu a porta e viu que era Harry que perguntou com as mãos nos bolsos de seu short: “O John ainda tá aí?”

“Sim, por quê?”

“Preciso conversar com ele a sós!”

Harry entrou no quarto vendo seu irmão suado e ofegante, ela perguntou sentando no seu lado na cama: “Você está bem?”

“Ficarei, não como se realmente se importasse!”

“Olha me desculpa, tá?” *Ela começou: “Desde pequena eu achei que o papai tinha ficado com você porque gostava mais de você do que de mim! Aí quando você foi lá em casa querendo ver a mamãe achei que você não estava satisfeito de ter o papai só pra você e foi atrás da mamãe!”

“Você tem noção de como isso que está falando é uma idiotice?”

“Eu sei! É que na escola as outras crianças falaram que meu pai não gostava de mim por isso tinha largado a mamãe, aí achando que tinha sido rejeitada fiquei com raiva de você por ter ficado com ele!”

“Nosso pai me odeia porque eu sou um ômega! Nossa mãe brigou com nosso pai porque ele um maníaco controlador e foi embora levando só você! Sabe como eu me senti rejeitado ao ver que ela nem ao menos olhou para trás quando foi embora com você? Meu pai era um amor comigo, me ensinou a ser um alfa de porte, tirava notas boas, era bom nos esportes e todos me elogiavam, me fez achar que ômegas não prestavam me fazendo vê-los como nada, aí a merda aconteceu quando eu descobri que era um ômega. Ele me odiou e eu pude ver isso no momento que ele viu meu teste, eu não era mais o amor dele, era apenas a porra de um ômega! Desde aquele dia ele começou a me tratar mal, me bater, dizer que eu não sabia fazer nada, me empurrar para o primeira alfa que visse tentando me tirar de sua visão e sabe qual é a melhor parte? Quando eu finalmente descobri onde minha mãe morava eu saí de Londres e fui sozinho até Berlim que era onde vocês moravam na época, e o que você me disse? Que minha mãe não gostava de mim! Desde então eu me odiei mais por seu um ômega, quando eu vi que você era uma alfa eu pensei que se eu tivesse com a mamãe e você com o papai você seria amada e eu também! Masa não, você disse que a mamãe não me queria!”

“John, olha… me desculpa!” *Harriet disse com lágrimas nos olhos e o ômega respondeu: “Acha mesmo que eu te perdoaria por ter fodido com a minha vida? Pois pensou certo… eu te perdoo!”

“Como?” *Harry encarou o irmão descrente e este respondeu desviando os olhos: “Eu nunca te odiei… na verdade nem ao nosso pai eu odeio! Eu só fiquei triste porque todas as pessoas que eu amava não gostavam de mim!”

Harriet abraçou o irmão e disse: “Sério, me perdoa! Por causa de uma birra minha você sofreu!”

“Tudo bem!”

“Agora que estamos bem.. me diz, já tem um alfa ou alguém que goste?”

“Não! Mais e você e aquela loira? Eu vi seus olhares!”

“Nossa tá quase tão chato quanto o Sherlock! Enfim, ela é a Clara e é minha ômega!”

Lestrade sorriu atrás da porta, sabia que John ainda seria fechado, porém agora poderia querer se abrir…

Depois que Harriet saiu do quarto alegando que iria preparar algo para comer, John abraçou suas pernas, ele não tinha perdido tudo o que lhe assustava. Era sinal que ele ainda tinha muito a perder. “Nada dura para sempre!”, as palavras de seu pai vinham em sua mente, era óbvio que ele não era perfeito como seu pai queria. Por isso ele se desculpava, ele sabia que era tarde demais para mudar sua falha, elas não poderiam voltar atrás, afinal ele não poderia parar de ser um ômega, e isso era pelo que mais se desculpava. Infelizmente ele não seria perfeito…

Nothing's gonna change the things that you said

Nothing's gonna make this

right again

Please don't turn your back

I can't believe it's hard

Just to talk to you

But you don't understand

(Nada vai mudar as coisas que você disse

Nada vai fazer consertar isso

Novamente

Por favor, não vire as costas

Eu não posso acreditar que é difícil

Só para falar com você

Mas você não entende)

Já tinha se passado um mês que vivia com os Holmes, barba ruiva não saia de perto de si, tinha se tornado um bom amigo de Clara, Harry e ele finalmente pareciam irmãos, ele parou de pegar tão pesado com Greg e começou a… falar com Sherlock. Este era um alfa estranho, ele deduzia tudo, o que era incrível; não era sociável,gostava de afastar as pessoas, gostava muito do seu cachorro que ultimamente o trocava pelo loiro, mas era bonito, legal e por algum motivo para John ele era fofo e doce. Uma vez comentou isso com Clara e a menina disse que ele era maluco por achar Sherlock doce e fofo,mas é que eles não o viam como ele o via. A mania dele de fazer um bico quando pensava demais, o fato de se perder em seu palácio mental em qualquer momento, o fato de bagunçar os cabelos quando estava estressado, a ideia maluca de comprar um revólver para quando o tédio batesse, o fato de compor sempre que estava precisando pensar, quando ele tocava seu violino para fazê-lo voltar a dormir por que acordou devido a um pesadelo, a mania dele de segurar sua mão quando andam juntos por alegar que ele andava devagar demais... céus! John Hamish Watson estava apaixonado por Willian Sherlock Scott Holmes.

Agora ele estava em um café porque sua irmã tinha marcado lá com ele. O loiro recebeu uma mensagem de Harry que dizia: “Espero que isso ajeite minha burrada!”

John não entendeu até que o sino da porta do café ecoou, uma mulher um pouco mais alta que ele entrou no lugar, seus cabelos loiros lisos e curtos estavam presos em um rabo de cavalo, seus olhos azuis estavam olhando tudo como se procurassem algo, usava uma blusa branca e uma saia longa rosa, suas mãos estavam atadas na frente de seu perito num claro sinal de nervosismo, ela olhou para John e seus olhos brilharam. Só naquele momento ele percebeu quem era ela. Sua voz ficou fraca e meio trêmula ao dizer: “M-mãe?”

A mulher correu em sua direção, ele levantou e recebeu um abraço forte da matriarca que dizia em meio ao choro: “John meu amor! Como eu senti saudade! Não sabe como foi difícil, eu fui embora e só pude levar sua irmã! Eu tentei voltar para te levar também, mas estava com medo que ele fizesse algo!”

Também choroso ele respondeu apertando os braços em volta da mulher: “Eu sei! Tá tudo bem!”

“Olha como você cresceu! Nem parece meu menino!” *A mulher disse se separando do filho e lhe olhando de cima a baixo, este que respondeu desviando o olhar corado: “Para mãe! Assim eu vou ficar com vergonha!”

John passou a tarde conversando com sua mãe, nunca pensou que ficaria tão feliz por rever sua mãe. Não via a hora de contar para Clara. Seu celular tocou e sorriu ao ver o número de sua amiga, atendeu feliz: “Oi, Clara! Não sabe como eu tenho…”

A voz do outro lado da linha disse num tom risonho: “Aqui não é a Clara, Johnjohn!”

Ele conhecia bem que estava na linha e disse: “Onde está a Clara, pai?”

“Liga não! A ômega está bem!”

“O que quer?” *O loiro parou de andar, seu pai respondeu: “Venha para casa dela e ela não irá se machucar! Ah, mais venha sozinho!”

John chegou em seu destino e pagou o táxi. entrou na casa e viu sua amiga desacordada e foi ao seu encontro preocupado: “Clara!”

“Calma, ômega! Ela está bem, só desacordada!”

Lá estava seu pai apoiado ao lado da portada com os braços cruzados e um sorriso de lado, este disse ao ver o olhar irritado do filho: “Bom, agora que chegou… vamos!”

Ele acariciou os cabelos da amiga antes de seguir o pai. Dentro do carro o loiro disse ao progenitor: “Nada vai mudar as coisas que me disse!”

“E quem disse que quero mudar algo?” *A voz de Jason soou fria.

“Nada nos fará ser como antes…” *A voz do ômega soou quebrada e seu respondeu dando uma risada de deboche: “Claro que não, afinal você é um ômega!”

E eles seguiram em silêncio.

Clara acordou em pulo desesperada, o pai de John tinha ido atrás de si para pegar o filho. Seus olhos azuis estavam cheio de água até que ela sentiu algo em suas madeixas loiras, era um papel bem dobrado, ela abriu o mesmo e leu: “O rastreador do meu celular está ligado! Deve conseguir me achar por ele! -J.W”

O loira secou seus olhos e se levantou, pegou o celular e ligou para Harry, a mesma atendeu dizendo: “Oi amor como…”

“Não temos tempo!” *A interrompeu: “Tenho uma coisa muito séria pra dizer sobre o John! Me encontre na casa dos Holmes!”

Desligou, não tinha tempo a perder.

John estava com o pai dentro de uma galpão velho, o Watson mais velho disse firme: “Fique aí! Vou pegar umas coisas e já volto!”

“Não, de novo não!” *Foi o que a mente do loiro pensou, ele tomou coragem e disse: “Por favor pai, não me dê as costas novamente! Você não sabe como é difícil te ver virando as costas sempre pra mim!”

“E por seria difícil?”

“Porque você é meu pai você não entende isso?”

“Eu não sou o pai disso que você é! Eu era pai do alfa que criei e que você jogou pelo ralo!” *Seu pai lhe olhou por sua do ombro, um olhar frio e cortante e assim saiu deixando John para trás.

Na mansão dos Holmes o clima não podia ser pior. Sandy, que era o nome da mãe de John, estava desmaiado aos cuidados dos Holmes mais velhos, Mycroft tentava acalmar Greg que já pensava que o pior iria acontecer, Harry andava de um lado para o outro nervosa e Sherlock estava digitando algo em seu celular. Harriet disse irritada para o amigo: “Como você pode estar mexendo no celular numa hora dessas?”

“Diferente de vocês eu estou fazendo algo útil! Achei onde o John está! Se querem ele vivo é melhor irmos logo, é meio longe daqui!”

Harry, Sherlock e Mycroft foram até o lugar deixando o resto na mansão, Harriet não poderia ter conquistado o irmão para perdê-lo assim…

'Cause we lost it all

Nothing lasts forever

I'm sorry

I can't be perfect

Now it's just too late

And we can't go back

I'm sorry

I can't be perfect

(Porque nós perdemos tudo

Nada dura para sempre

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito

Agora é tarde demais

E nós não podemos voltar atrás

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito)

John se contorcia nos braços do pai que tentava o beijar, Jason disse sério: “O que foi? Você não queria ser um ômega? Isso é o que acontece com eles!”

“Você acha mesmo que eu escolhi isso?”

Seu pai aproveitou que ele falou e colou seus lábios num beijo, o loiro tentou empurrar o pai mais não conseguiu. Jason o jogou deitado no chão e começou a tirar sua camisa, o ômega disse desesperado: “Para! O que você pensa que está fazendo?”

“Cala a boca, porra!” *O alfa gritou usando sua voz. Naquele momento algo quebrou dentro de si. Ele e seu pai perderam tudo que tinham entre eles, conforme sentia as mãos de seu pai em seu corpo ele pedia desculpa em sua mente, tudo que estava acontecendo era sua culpa por ser um ômega, não era? “Nada é dura para sempre”, essas palavras nunca fizeram tanto sentido como agora. Seu amor pelo pai tinha acabado e seu amor pela vida estava em um fio. Ele não podia ser perfeito e era isso que doía em si. Ele sabia que era tarde demais para eles voltarem atrás, seu pai não lhe amava e ele estava começando a odiar o pai.

“Sinto muito!” *Foi o que ele gritou em sua mente, porque ele sabia que nunca seria perfeito por ter nascido ômega e isso doía muito. Ele escutou a porta do galpão ser aberta, sua mente estava uma bagunça, ele sentiu tirarem seu pai de cima de si, braços fortes envolveram seu corpo e um cheiro que tanto amava invadiu suas narinas, a voz de Sherlock soou: “Calma, agora vai ficar tudo bem!”

Quando os alfas chegaram no lugar Harry ficou paralisada ao ver aquele homem sobre seu irmão, Mycroft tirou Jason de cima de John, o Watson mais velho ficou furioso e tentou atacar o Holmes que já acostumado com esse tipo de coisa aplicou um sedativo no homem, Sherlock pegou John e o tirou dali enquanto Harriet continuava paralisada. Como aquele homem podia querer fazer algo tão horrível com o próprio filho?

No lado de fora médicos e policiais se encontravam, John estava sendo atendido quando sua mãe apareceu gritando. Sandy abraçou apertado o filho, Greg estava ao lado de seu alfa que o abraçava de lado, Clara foi até Harriet se sentindo mais aliviada, e os Holmes mais velhos continuavam perto do carro sorrindo por ver que tudo estava bem. Depois que um policial chamou a mãe de John que seria sua nova responsável para esclarecer algumas coisas, O Watson se viu sozinho e abraçou seu corpo, por um triz ele quis parar de viver… Escutou uma voz e era Sherlock que se aproximava com as mãos nos bolsos de seu sobretudo, o loiro disse: “Oi!”

“Como se sente?”

“Eu quase quis morrer lá dentro!”

“Fico feliz por ter chegado a tempo!”

“Por quê?”

“Não gosto quando tocam no que é meu!” *Respondeu se apoiando na ambulância, John confuso perguntou: “Como assim?”

“Você vê, mas não observa!” *O Holmes puxou o Watson para um beijo digno de cinema e depois que se separou viu os olhos do outro confusos e o aspirante a detetive disse sorrindo pomposo: “Isso quer dizer que eu sei que você me ama e correspondo!”

“Como assim me ama?”

“Estava meio óbvio! Eu segurava demais sua mão, viva parado te encarando, tocava meu violino para te ajudar a dormir… eu deixei bem claro o meu interesse!”

“Oh, me desculpa se eu não consigo ler um psicopata!”

“Não sou um psicopata! Sou um sociopata altamente funcional, é diferente!”

John revirou os olhos sentindo algo gostoso no peito.

'Cause we lost it all

Nothing lasts forever

I'm sorry

I can't be perfect

Now it's just too late

And we can't go back

I'm sorry

I can't be perfect

(Porque nós perdemos tudo

Nada dura para sempre

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito

Agora é tarde demais

E nós não podemos voltar atrás

Sinto muito

Eu não posso ser perfeito)

Era dia dos namorados e John acordou feliz, tinha sonhado com o dia em que conheceu seu alfa. Ele se levantou vendo que seu parceiro já tinha acordado a muito tempo, provavelmente estava enfiado em mais um dos seus experimentos malucos. desceu as escadas vendo várias pessoas ali, Lestrade estava conversando sobre alguma coisa com Mycroft, Harry estava comendo salgadinhos da mesa com Clara ao seu lado, sua mãe conversa com os pais de seu alfa num canto da sala, enquanto Senhora Hudson revirava os olhos enquanto conversava com Molly, uma ômega que amava Sherlock e não sabia que o mesmo namorava John. Assim que chegou na sala Greg disse sorridente: “Finalmente acordou! Sonhou com o que, bela adormecida?”

John coçou a cabeça e respondeu: “Com o dia que eu conheci você! Aquela época eu nunca vou esquecer!”

“Bons tempos… lembro de quando eu te forcei a sair com meu primo durante um mês… O Sherlock pirou!” *Clara disse como se tivesse se lembrado de um monstro, John respondeu: “Eu que o diga! Tive que ajudar ele durante três meses em seus experimentos e só pode sair sozinho depois de cinco meses!”

“O ciúme é de família!” *Alfinetou Harry olhando para Mycroft que apenas a ignorou. Ouviu um latido e viu Barba ruiva correndo ao seu encontro. Fez um carinho no cachorro que logo lambeu seu rosto, às vezes parecia que o canino gostava mais do loiro do que do próprio dono. Molly fez uma careta para o animal, porque este não gostava de si. Depois de se levantar perguntou: “O que fazem aqui?”

“Isso, o Sherlock nos chamou aqui querido! Disse que tinha algo importante para dizer!” *Wanda disse sorrindo, Molly o loiro que conseguiu se tornar médico e disse depois de fitá-lo com descaso: “Acho que finalmente ele vai me pedir em namoro!”

Todos reviraram os olhos, a mulher não percebia que o detetive era apaixonado pelo Watson. John perguntou: “Okay, mas por que a comida?”

“A Senhora Hudson disse que se íamos nos reunir precisávamos de comida! Então ela fez tudo isso rapidinho!” *Harriet respondeu levando mais uma colherada de torta para sua boca, Mycroft disse: “Do jeito que você está devorando a comida vai acabar do mesmo jeito que foi feita!”

“Terá que me desculpar, mas eu não sou você!” *A castanha devolveu ácida e John disse antes que a terceira guerra mundial tivesse início: “Pare os dois ou ponho todos para fora!”

Um Sherlock desarrumado finalmente chegou na sala dizendo: “Desculpa a demora! Fui chamado de última hora para resolver um caso! Antes que diga, sim! Eu vou te contar tudo depois, John!”

O detetive sumiu e depois voltou com uma caixinha pequena e disse se pondo de joelho: “Sei que eu sou um alfa muito impulsivo, nem um pouco romântico, que quando está com tédio desconta atirando na parede, que não cuida da própria saúde, que vive falando de casos e não tem noção de quando está sendo insensível, mas você me mudou John! Por isso eu lhe pergunto: John Hamish Watson, quer se casar comigo?”

Ele terminou de falar abrindo a caixa que carregava que continha um anel de casamento dentro. John tinha vivido muito ao lado daquele alfa. Depois de anos ele junto por um problema pensou que Sherlock o odiasse e foi para o exército ficando anos longe de seu amado, depois que voltou percebeu que tudo era um mal entendido, depois enfrentaram Moriarty, um grande inimigo do detetive, e teve a “morte” de Sherlock em que o ômega ficou em um estado profundo de depressão e agora eles estavam ali. John sorriu com os olhos cheios de lágrimas e disse: “Claro que sim!”

O alfa abraçou o ômega e lhe deu um beijo apaixonado, todos aplaudiram o novo casal de noivos, menos Molly que não acredita que Sherlock estava com o médico. John aprendeu que se perde tudo para ganhar tudo de novo, que nada dura para sempre e nem precisa, afinal eles sempre pode voltar a amar seu alfa, ele não se desculpava por não ser perfeito, sabia que não voltaria atrás e nem queria porque tudo que desejava estava ali consigo, ele se desculpava por ter demorado tanto para saber que ele não precisava ser perfeito para ser perfeito, pois perfeito era o que ele podia conquistar com as próprias mãos.

-Fim-

22 de Novembro de 2019 às 19:33 0 Denunciar Insira 1
Fim

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Mari Souza Sou apenas uma fujoshi!

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