Leah 2 Seguir história

janeviesseli Jane Viesseli

"O mais novo alfa dos filhos da Lua estava ali em seus braços, meio quileute e meio cherokee, meio metamorfo e meio lobisomem, uma criança rara, belíssima, valiosa e o mais importante de tudo... O seu filho!" (Fanfic Leah) Com a partida dos Cullens, Harry se matrícula na escola de Forks, a fim de viver e se tornar um jovem comum, mas a popularidade é apenas um detalhe comparado ao que estava para lhe acontecer. Ele não é um garoto normal e o manifestar dos genes lupinos, com seu imprinting, trarão uma reviravolta em sua vida, acarretando brigas familiares e a mais intensa caçada que ele poderia presenciar. Uma nova crise está prestes a se iniciar... Conseguirá Leah, passar por essa crise sem perder a sanidade? Conseguirá ela, salvar o filho de um imprinting mortal e unir sua família novamente? ✓ Fanfic: Saga Crepúsculo



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Uma Vida Normal

Dezesseis anos se passaram após o nascimento de Harry. Os Cullens já não viviam mais em Forks, pois as idades que diziam ter já não condiziam com suas aparências e precisavam se manter longe, até que os moradores da cidade esquecessem seus rostos.

Jacob seguiu viagem com os vampiros, deixando Sam novamente na liderança de seu bando, que continuava forte e intacto, pois nenhum dos quileutes conseguiu dar um "adeus" permanente aos genes lupinos, devido às invasões vampíricas que aconteciam de tempos em tempos.

Hana e Seth já estavam casados há alguns anos, moravam perto de Sue, para não deixá-la completamente sozinha, e não planejavam ter filhos tão cedo, alegando que queriam curtir mais o casamento e a vida a dois.

Emily e Leah voltaram a conversar aos poucos, depois do nascimento de Harry, entretanto, elas sabiam que nada voltaria a ser como antes; nem tanto pelas mágoas do passado, pois essas estavam devidamente curadas e enterradas, mas por perceberem que o herdeiro Clearwater era um líder nato, muito melhor e mais ativo que o herdeiro Uley – que era o mais velho e o esperado como futuro alfa.

A família Uley sabia que o mestiço era especial e tinha grande potencial de liderança, porém, sentiam-se um pouco enciumados por não ser o filho deles com todo aquele talento... Nicolas Uley, o filho, nunca conseguia liderar nada quando Harry estava presente, nem mesmo uma simples brincadeira de pique-esconde. Era sempre o Clearwater a ditar as regras e pronunciar os vencedores, e isso também acarretava nele, certo grau de rivalidade.

Contudo, o que era ruim para uns, era orgulho para outros. Leah e Lucian viviam tranquilamente em La Push e tinham orgulho da maneira com que o filho crescia, sem ao menos perceber a linhagem sanguínea alfa e pura que corria em suas veias.

Harry, já com dezesseis anos, tornou-se um belíssimo garoto: moreno, com um engraçado cabelo ondulado, muito bem encorpado, lábios carnudos, um gênio forte como o da mãe e um sorriso sedutor como o do pai. Muitos acreditavam que o crescimento do garoto seria acelerado como sua gestação, entretanto, nada aconteceu como o previsto.

Leah tinha total ciência do futuro de seu filho na reserva e, assim que o garoto teve idade suficiente para compreender e guardar o segredo, ela lhe revelou as verdades por trás das lendas quileutes e cherokees... No início, Harry ficara realmente deslumbrado com o fato de se tornar um lobisomem, mas, com o passar dos anos, acabou deixando a empolgação de lado e passou a desejar uma vida normal, sem poderes, sem transformações e sem lutas.

Para viver uma vida normal, Harry insistiu que fosse transferido para a escola de Forks, alegando aos pais que tinha de aproveitar a ausência dos Cullens para desfrutar a vida na cidade. E sem ter muitos argumentos contra, Leah acabou por ceder aos caprichos do filho.

― Mãe, pai, estou saindo! – anuncia, enquanto apanha a mochila e as chaves do carro.

― Até quando vai continuar com isso, Harry? – retruca Lucian. – Você sabe que pode acontecer a qualquer momento, por que insiste em estudar naquela escola?

― Não vai acontecer, não quero que aconteça! Virar lobisomem está fora dos meus planos e ponto final – responde mal humorado.

Lucian revira os olhos impacientemente, e, após a saída do filho, se dirige à mesa do café, onde sua amada loba já o esperava.

― Bom dia, Sra. Clearwater. – Sorri.

― Bom dia, Sr. Clearwater – responde no mesmo tom. – Como se sente tendo um filho jovem e de gênio forte? – pergunta irônica.

― Irritado! – bufa. – Não me lembro de ser assim quando adolescente...

― Acho que essa parte veio de mim, confesso! – Levanta as mãos em sinal de rendição.

O casal conversa animadamente e, ao fim do desjejum, Lucian se apronta para mais um dia de trabalho no píer, onde se tornara praticamente o gerente de toda a zona de pesca. Porém, antes de sair, o cherokee não resiste a um carinho em sua mulher, que limpava a sujeira do café.

Ele envolve sua cintura com força, unindo seus corpos e mordendo sua orelha, fazendo um arrepio subir pela coluna de Leah. Era incrível como, depois de tantos anos, ele ainda conseguia causar essas reações nela, deixando suas pernas moles como gelatina.

― Eu te amo!

― Eu também te amo! – responde Leah, virando-se em meio ao abraço e beijando-o com intensidade.

― Acho que devíamos investir num irmãozinho para o Harry, quem sabe assim ele deixa de ser tão mimado e resolve amadurecer.

― Podemos providenciar isso. – Ri com a ideia. – É melhor correr ou vai chegar atrasado!

― Você manda – brinca, mordendo o lábio inferior da quileute e girando nos calcanhares para sair.

― Lucian! – chama, antes que ele saísse pela porta, fazendo-o virar. – Dê tempo a ele, ser um lobisomem não é uma coisa fácil de aceitar.

― Eu sei – admite com um suspiro –, farei o possível por ele.

Leah sorri e se despede do cherokee com um leve aceno, dizendo em palavras mudas que voltasse logo e que não deixasse nenhum "rabo de saia" se aproximar. Ela termina seus afazeres e se arruma para visitar a mãe, como fazia todos os dias, já que estava a ajudá-la em seu novo negócio de bolos e doces.

Bem longe dali, fora do domínio quileute e já em Forks, Harry descia de seu carro no estacionamento da escola. Seu veículo, apesar de não ser o mais moderno ou o mais luxuoso da cidade, não deixava de atrair os olhares das meninas para o seu dono. A frase que corria pelos lábios das alunas a seu respeito era: para que um carro do ano se o dono já era um pecado em duas pernas?

Fazia exatamente dois anos que Harry frequentava a Forks High School, tempo suficiente para conseguir se lançar no mundo da popularidade, sendo conhecido como o melhor e o mais bonito partido do local, e cobiçado por 99% das garotas. Por muito tempo e, como qualquer jovem em sua idade, Harry aproveitou sua solteirice com namoricos tolos até firmar compromisso com Daniele, uma garota não tão popular, mas muito bonita e com alguns hábitos libertinos que ele adorava. Ela tinha um rosto bem desenhado e amistoso, contudo, ninguém podia dizer o mesmo dos cabelos, que eram estranhos e meio sem vida; seu corpo era magro, bem mais magro que o normal, mas Harry não ligava, afinal, ele realmente a amava.

O sinal ressoa por toda a escola, fazendo-o se apressar para sua primeira aula, que era a sua favorita: Educação Física. O tempo passa rapidamente e logo a segunda aula se inicia, trazendo a tão desesperadora prova de matemática.

― Como se resolve isso mesmo? Não estou entendendo nada – retruca Harry em pensamento. – Parece que nada do que estudei se encaixa nessa droga!

― Esse professor é mesmo cruel, fez parecer uma questão difícil, mas não passa do cálculo das áreas e do volume – cochicha alguém em algum lugar atrás dele.

― Obrigado, idiota. – Sorri, ao desvendar o enigma da questão.

A prova estava quase chegando ao fim quando alguns alunos entregaram suas respostas e se retiraram da sala, fazendo os outros se desesperem por não terem terminado. Lápis eram batidos nas carteiras insistentemente, sons de rabiscos e resmungos de raiva se espalhavam por todo o ambiente, deixando Harry com dor de cabeça. Será que ninguém havia estudado? Por que estavam fazendo tanto barulho?

― Podem fazer silêncio, por favor? Estão me desconcentrando – grita de repente.

Toda a classe o olha, abismados. Por que o encaravam daquela forma? Não era um pedido tão absurdo assim... Mais alguns minutos se passam e Harry entrega seu teste, saindo aliviado da sala de aula.

― Bom dia, meu índio bonitão – cumprimenta Daniele, abraçando-o pela cintura. – Não consegui vê-lo quando cheguei, já estava com saudades. O que faremos hoje?

― Não sei, pensei em matarmos algumas aulas para namorarmos no vestiário.

― Excelente ideia – sussurra em seu ouvido.

Alguns alunos deixam a sala de prova aos risos, não deixando de caçoar do Clearwater, devido ao "ataque" que tivera momentos antes. Harry não pôde deixar de rir, apesar de ainda achar que a sala estava barulhenta e que tinha total razão em seu protesto.

Sem pensar muito e antes que pudessem ser descobertos, o casal se esgueira pelos corredores da escola e foge para o vestiário masculino. E levaram apenas alguns segundos para que entrassem no local e Daniele o empurrasse contra o armário, com a mão espalmada sobre seu tórax.

― Então, o meu namorado andou se estressando durante a prova?

― Estava mais com dor de cabeça do que com raiva.

― Posso dar um jeito nisso... – provoca, capturando os lábios dele rapidamente, colocando as mãos por debaixo de sua camisa e alisando seu abdômen. Aquilo estava ficando interessante!

Já não era a primeira vez que Harry e Daniele fugiam para se agarrarem em algum lugar, mas, por nunca estarem num local totalmente seguro, a "brincadeirinha" nunca se transformava em algo mais sério.

― Vamos para a minha parte preferida – comenta Harry, enquanto retirava a camisa da garota e passeava as mãos por sua silhueta magra.

Ele beija os lábios femininos por alguns instantes e logo passa para o pescoço, descendo lentamente até finalmente alcançar o busto. Tudo parecia ir maravilhosamente bem, se não fosse a dor de cabeça, que parecia aumentar mais e mais.

― Ah, droga! – grita Harry, empurrando a garota para longe e levando as mãos à cabeça.

― O que houve, você está bem?

― Minha cabeça dói muito, parece que vai explodir! – responde entre dentes.

― Fique calmo, tenho remédios em minha bolsa. Acho melhor tomar alguns comprimidos e ir para casa – fala preocupada.

E assim o garoto procedeu, engolindo alguns comprimidos rapidamente, se despedindo de Daniele com um beijo, entrando em seu carro e dirigindo apressado rumo à reserva...

Como retornara mais cedo, a casa estava vazia, o que lhe garantia certa privacidade. Harry se dirige à cozinha com passos largos e devora algumas besteiras, mas sua fome era voraz, não queria se contentar com meras besteiras e, por isso, ele teve de apelar para três sanduíches muito bem recheados.

Sem mais delongas, o rapaz corre para seu quarto e desaba sobre a cama, dormindo rápida e profundamente!

20 de Novembro de 2019 às 23:45 0 Denunciar Insira 1
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