Em uma noite estrelada Seguir história

jace_beleren Lucas Vitoriano

Ara está em sua jornada pelo mundo de Elsowrd. Em uma determinada noite, encontra seu amigo Add e os dois acabam se envolvendo romanticamente.


Fanfiction Jogos Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#hentai #pwp #Add #Ara #Elsowrd
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Capítulo único

NOTAS DO AUTOR: Aviso! Nunca joguei o jogo "Elsword", fiz esse conto erótico a pedido de um leitor e, portanto, me perdoem se tiver algum erro na história. No mais, boa leitura a todos!


*****


O mundo já não era seguro a muito tempo, não se você estivesse em qualquer lugar que não tivesse uma pedra de El, e esse era em um desses lugares que Ara estava naquele momento. Ara era uma garota jovem, de pouco mais de vinte anos, possuía longos cabelos negros, os olhos eram de um dourado suave e expressavam gentileza e amor. Suas roupas eram brancas, leves e confortáveis.

Mas apesar da personalidade gentil e do jeito meigo engana-se quem acreditar que Ara é uma garota indefesa. A guerreira havia a muito tempo saído da vila aonde vivia, Farman, e aprimorara em muito suas técnicas em artes marciais e no uso de lança. Mas ela não estava sozinha, trazia consigo o espirito da raposa de nove caudas e, juntos, enfrentaram muitos inimigos. Atualmente Ara havia mudado muito desde sua partida de Faram, em busca da pedra de El que fora roubada de lá. Ela treinara ao ponto de se tornar praticamente uma semi-deusa.

Ara caminhava pela floresta, era noite, uma note solitária sem lua nem estrelas. As arvores estavam por todo o lado, altas arvores que assumiam formas macabras na escuridão da noite, seus galhos se assemelhando a garras e seus troncos a monstros. Mas Ara não se preocupava com isso, era muito forte de forma que mesmo muitos humanos ou monstros juntos não representavam uma ameaça para a garota. Devido a isso ela não tomava a atenção devida, andava calmamente, até mesmo de forma relaxada, distraindo-se observando a beleza da natureza ao seu redor.

Ara sentia falta de sua vida na vila de Faram, sentia falta de seu irmão, Arin. Mas ela não sentia falta do “Arin” atual, e sim de como ele era antes de ter se tornado maligno e roubar a pedra de El que protegia Faram. Ara suspirou cansada. A quanto tempo estava atrás de seu irmão e da pedra de El? Parecia que havia sido a uma vida inteira que saíra de Faram, uma garota insegura, porem determinada na época. Havia sido mesmo a muito tempo.

Ela se sentou na grama, encostada em uma arvore, e se permitiu relaxar por alguns segundos. Seus músculos estavam cansados de tantas lutas, suas pernas doíam por estar caminhando desde o nascer do sol e, para piorar, Ara sentia-se um pouco abatida. Não havia nenhum motivo em particular para estar se sentindo assim, era, provavelmente, um efeito natural de se viajar sozinha por tanto tempo.

- As coisas devem estar indo muito bem para você, Ara, para estar ai tão relaxada hein?

Era uma voz sarcástica carregada de malícia e arrogância. Ara conhecia aquela voz, levantou-se quase em um salto, seu olhar seguiu a direção do som e encontrou Add. Ara simplesmente não sabia como agir em relação a Add, ele não era seu inimigo, longe disso, mas ela não conseguiria chama-lo de amigo, não mesmo. O garoto era apenas um ano mais novo que ela, mas as semelhanças dos dois acabavam ai. Enquanto o cabelo dela era negro e longo o dele era preto e curto. Enquanto Ara vestia-se de branco Add trajava roupas negras e roxas, dando-lhe um ar sombrio e imponente. Ara utilizava o poder de seus punhos, ou da raposa de nove caudas, Add por outro lado lutava com o auxilio de tecnologia Nasod implantada por ele mesmo em seu corpo.

Add estava sentado em um galho de uma arvore, muitos metros acima do chão. Seus olhos eram de um lilás intenso e fitavam Ara de uma forma que a garota não conseguia compreender. Com um movimento rápido o garoto pelou até o chão, ficando a apenas poucos centímetros de Ara.

- O que estava pensando ai tão distraída? – perguntou com um sorriso confiante e maligno no rosto.

Ara recuou dois passos, não importa qual forte ela havia se tornado, isso nunca mudaria o fato de sentir medo de Add. Ela sabia que ele não era mal. Bem ele não era tão mal o quanto parecia ser, era nisso que ela acreditava, o que ela dizia para si mesma sempre que se encontrava com o garoto.

- Não estava pensando em nada em particular Add – disse desviando o olhar dos intensos olhos lilás de Add que a fitavam continuamente.

Add sorria com dentes brancos e afiados. Ara o achava perigoso, não apenas pelo poder que possuía, mas por sua ambição por mais poder. Ele a fazia lembrar um pouco seu irmão que acabara se tornando uma pessoa maligna. Ela se perguntava se Add cometeria o mesmo erro de Arin. Tinha medo de saber a resposta.

- Ainda está procurando seu irmão não é? – perguntou Add cruzando os braços com um sorriso confiante no rosto – ouvi uns boatos de que ele pode estar em algum lugar... mas onde mesmo? – ele riu – minha memória não está tão boa.

- Me diga aonde ele está! – Ara tentou ser firme, mas sem ser grossa – preciso muito encontra-lo!

Add ficou apenas ali, parado, olhando para Ara e sorrindo, fazendo-se de surdo as palavras da garota. Ara tinha a impressão que ele estava fazendo todo aquele suspense para provoca-la e esse palpite não estava muito longe da verdade.

- Preciso de uma ajuda com um assunto – disse ele por fim, seu olhar se tornando sério – me ajude com isso e eu tenho certeza que acabarei lembrando.

Ara hesitou, não sabia se ajudar Add seria algo realmente bom visto que ele possuía desejos bem egoístas. Apesar disso ela perguntou, mesmo sabendo que eram poucas as chances de obter uma resposta sincera ou, no mínimo, decente.

- No que exatamente você quer a minha ajuda?

- Nada demais, eu só quero que você vá comigo até um certo local e me ajude a derrotar uma certa pessoa – respondeu como se aquela resposta fosse completamente clara.

Ara suspirou, não teria escolha a não ser ajudar Add, afinal ele tinha uma informação que ela queria. Relutante Ara aceitou e, com um sorriso curto e nada mais Add selou o acordo dos dois. Add levou a garota pela floresta, e, embora Ara estivesse cansada de andar, seguiu o amigo em silêncio por quase uma hora até, cansada, pedir para que eles parassem.

- Já está cansada? – disse o garoto de cabelos brancos com um ar de deboche – é o que eu esperava de uma garota frágil.

Ara não gostou de ouvir aquilo, mas tentou não se deixar provocar. Add adorava provoca-la em cada oportunidade que tinha. Ela apenas respirou fundo e respondeu de forma educada.

- Vou descansar por apenas algumas horas. Queria que por favor me deixasse sozinha nesse período.

Add não respondeu, apenas riu e deu de ombros como se o que ela fizesse não lhe interessasse. Ara afastou-se, sentindo-se aliviada por estar distante do companheiro por alguns instantes. Ela não se sentia segura de dormir com Add por perto, não confiava no companheiro. Tinha medo dele toca-la, beija-la e... fazer outras coisas ainda mais indecentes. Ara era ingênua e meiga, mas não era cega nem mesmo burra. Ela já havia visto muitas vezes a forma como Add a observava, despindo-a com os olhos, avaliando seu corpo. Seus olhares cobiçosos faziam a garota tremer de medo. Ela era virgem e procurava continuar assim.

Ara se afastou de Add uns cinquenta metros. A garota deitou-se na grama e fechou os olhos e em pouco tempo pegou no sono. Seu sono porem não fora tranquilo e ela sonhou, como já havia sonhado inúmeras vezes, com o dia em que sua vila fora atacada. Ela reviveu aquele momento traumático novamente: os gritos, o desespero, a destruição. Seu sonho chegou no ápice quando ela viu o rosto de seu irmão marcado pela cobiça enquanto atacava a vila e, mais precisamente, atacava a ela. Ara acordou com um grito e quando deu por si o sonho havia terminado e ela estava sozinha na floresta.

A respiração de Ara estava acelerada e ela suava. A noite ainda cobria o céu. Ela levou a mão direita ao peito sentindo as batidas aceleradas de seu coração.

- Foi só um sonho – disse para si mesma, sua voz ainda falha – apenas um sonho...

Mas ela sabia que veria seu irmão novamente, em breve. Esse pensamento a enchia de medo e apreensão. Ara não queria voltar a dormir e correr o risco de sonhar novamente. Não queria também se encontrar com Add frágil como estava, ainda abalada pelo sonho. Ele só iria provoca-la e Ara não sabia se conseguiria ignorar suas provocações.

A garota decidiu então tomar um banho para relaxar, não havia nada melhor para faze-la esfriar a cabeça e se acalmar do que um calmo banho ao ar livre em uma lagoa sob o luar. Ela sabia que havia uma lagoa próxima dali, demorou apenas alguns minutos para chegar no local e se deparou com uma lagoa bela em sua simplicidade, com águas claras e calmas. Ara começou a se despir devagar, timidamente. Ela poderia estar sozinha, mas sempre tinha a impressão que alguém poderia a estar observando e isso só a deixava mais hesitante. Era uma paranoia, ela sabia, mas esse era um hábito do qual ela não conseguia se livrar.

Ara despiu-se totalmente deixando suas roupas brancas caírem na grama verde da floresta. Seu corpo ficou exposto, um corpo talhado pelos anos de treinamento em artes marciais, atlético, mas sem perder a delicadeza de suas curvas. Os seios eram medianos, a vagina delicada como uma rosa. Tirando a pequena flor branca que trazia presa aos cabelos Ara estava totalmente nua e foi assim que ela entrou na água fria da lagoa.

O contato com a água gelada a fez suspirar de alivio, ela entrou até metade de seu corpo ficar submerso e fechou os olhos relaxada. Com calma e delicadeza lavava seu corpo e cabelos deixando que todo o stress e o cansaço fossem levados embora pelas águas.

Ara gostava da calma daquele lugar, sentia-se protegida e em paz, como se aquela simples lagoa fosse um mundo a parte, ao qual nenhum problema poderia perturba-la. Um sorriso leve se formou em seu rosto, ela se distraia em lavar seus cabelos enquanto pensava em coisas banais. Estava tão distraída que nem percebeu o som de algo entrando na lagoa, o som comum que se ouve de água se movimentando.

Era Add quem acabava de invadir o pequeno mundo de paz e tranquilidade daquela lagoa. O garoto entrara na água vestido mesmo, ignorando suas roupas molhadas. Ele se aproximou de Ara admirando a beleza inocente da garota. Ela estava linda em sua nudez tão natural, os cabelos molhados deslizando pelo seu corpo como cascatas negras, o sorriso sereno no rosto. Add ficou apenas ali, parado, observando com desejo a garota enquanto ideias imorais, todas envolvendo sexo, passavam em sua mente. Ele gostava dela, do seu jeito meio torto, e isso o fazia pensar primeiro em sexo do que em qualquer coisa.

Foi só quando Ara abriu os olhos que seu deu conta da presença dele ali. Em uma reação de medo e vergonha ela cobriu os seios imediatamente. Ela tremia de frio, mas também de medo.

- O-o que está fazendo aqui?! – embora tentasse parecer irritada, o que ela estava, sua voz a traia e transpassava apenas insegurança – estou me banhando. É um momento particular!

Add apenas sorriu, um sorriso cheio de desejo. Ele sempre sentira atração pela garota, não apenas pela beleza de Ara, mas pela sua insciência (que para ele chegava a ser tolice em certos casos), ela era o total oposto dele, em tudo, e não diziam que os opostos se atraem?

- Particular? – ele riu de uma forma sarcástica – é uma lagoa, não pertence a você e tenho que lhe informar que é uma lagoa grande o suficiente para nós dois.

Ara abriu a boca para responder, mas se calou. Não sabia como rebater aquele argumento. Se não estivesse tão nervosa e envergonhada não teria dificuldades em encontrar uma resposta, mas naquele momento sua prioridade era se cobrir e manter uma distancia segura de Add. A primeira parte era fácil, mas a segunda nem tanto pois o garoto avançava até ela.

- Saia daqui Add! Quando eu terminar de me banhar você entra!!

- Seria perda de tempo – disse ele se aproximando da garota até seus corpos quase se tocarem. Ara podia sentir a respiração dele e, se ele se aproximasse só mais um passo, ela sentiria o corpo dele encostando no seu –meu interesse não é na lagoa e sim em você.

Ara arregalou os olhos ao ouvir aquelas palavras. Sua mente tentava processar a informação. Ele havia se declarado para ela? Ara não teve tempo de averiguar que sim, mas também não precisou, pois Add foi bastante explicito nesse ponto quando, sem aviso prévio, beijou a garota nos lábios.

Ara perdeu o folego, sentia seus lábios tocando os de Add, como também sentiu a mão dele envolvendo sua cintura. Ela fraquejou rendida pelas sensações novas que lhe invadiam e, mesmo sem perceber, parou de se cobrir. Os braços caíram frouxos para baixo enquanto ela vivia aquele momento que a confundia com estranhas sensações.

Ela sentia sua mente dar voltas e mais voltas. Sabia que aquilo era um beijo, mas parecia tão surreal. Ela não entendia o porque, mas estava gostando daquilo e nada fez para impedir a mão de Add que agora descia pela sua bunda, acariciando-a de leve enquanto a outra mão dele ia até os seios dela e os explorava com desejo.

- Não... – disse ela baixinho, sua voz era tremula e incerta. Ara tentou recuar, mas Add a retinha perto de si, com suas mãos tocando nas partes intimas da garota como se demarcando território.

- Não? – perguntou ele provocativo – tem certeza que não?

Ela não tinha, então apenas desviou o olhar tímida. Add a abraçou forte e beijou-a mais uma vez. Dessa vez ela não conseguiu resistir e, muito sem jeito, retribuiu ao beijo.

Ara se sentiu derreter como manteiga nos braços firmes de Add. O garoto a abraçou com gosto, suas mãos explorando o corpo da garota enquanto seus lábios beijavam-na inúmeras vezes, beijos lentos e molhados que faziam a garota gemer de prazer.

- Eu sabia que você queria isso – ele sorriu provocativo desfazendo o abraço por um breve instante – sempre percebi a forma como você me olhava.

Ara ia contra-argumentar, dizer que sempre o observara sem maldade, mas se calou pois o garoto começou a se despir naturalmente e ela estava realmente olhando para ele. Add se despiu completamente jogando suas roupas na margem da lagoa. Embora estivesse totalmente nu a água cobria-o da cintura para baixo, mas a mesma não ocultava seu abdômen musculoso, seu peitoril definido e seus braços fortes.

- Você está me olhando bastante agora – sorriu Add convencido e ela não teve come negar.

Ele avançou até ela, envolvendo-a em um novo abraço. Os corpos dos dois se pressionavam e ela sentia o calor de Add aquecendo-a. Sentiu outra coisa também, uma coisa dura e rígida pressionando sua intimidade. Ela soltou um gemido baixo quando a coisa a penetrou. Ara fechou os olhos com força, imaginando que a dor da penetração só iria aumentar, mas Add foi gentil, o que surpreendeu-a, e o garoto manteve a penetração de forma lenta e cuidadosa.

- Add... isso é... – dizia ela tentando articular as palavras. Era difícil manter uma conversa lógica enquanto sua intimidade bombeava de prazer.

- Bom? – disse ele adivinhando as palavras dela – fique animada, pois a partir de agora vai ficar melhor.

Não era “bom” a palavra que Ara diria. Ela queria dizer “errado”, mas aquilo era bom também então ela não disse mais nada. Add manteve a penetração, estocadas lentas e prazerosas. Ara abraçou-o forte e, com uma ousadia que não sabia possuir, beijou-o com desejo.

Eles fizeram amor lentamente naquela lagoa. Uma experiencia nova e excitante. Ficaram nisso por um bom tempo até que Add puxou a garota para fora da lagoa, levando-os a margem. Ara cobriu sua intimidade instintivamente, mas Add não fez o mesmo e ela pode ver o membro grosso que a havia penetrado instantes atrás. Add tinha um belo pênis, rígido e úmido da água que o fazia parecer brilhar sob a luz da lua.

- Deite-se no chão com as pernas abertas – disse ele em tom que parecia ao mesmo tempo um pedido e uma ordem.

Ara apenas moveu a cabeça em sinal positivo. Ela fez o que lhe foi pedido, muito tímida por expor sua intimidade. Add observou com gosto a visão da bela garota a sua frente. Seu pênis parecia ter ficado ainda mais duro, se é que isso era possível, e o garoto sorriu com satisfação.

Add se sentou sobre ela, penetrando-a. Ara já conhecia aquela sensação e não se surpreendeu tanto. Ela gemeu e relaxou o corpo enquanto Add começava as estocadas. As coisas não se deram de forma muito diferente de minutos atrás e Add a penetrou no mesmo ritmo lento e gostoso. Ela fechou os olhos e rebolou enquanto sentia ondas de prazer percorrendo todo seu corpo. Add porem começou a mudar seus movimentos, tornando-os mais rápidos e firmes. As estocadas eram mais fortes e rápidas fazendo com que Ara não conseguisse se controlar, seus gemidos se transformavam em gritos e seus rebolados lentos em movimentos frenéticos. Add levou as mãos aos seios da garota e os apalpou com gosto aumentando ainda mais o prazer proporcionado a Ara.

- Espere... não tão rápido..! – protestou quando conseguiu um pouco de folego para dizer alguma coisa além de gemidos.

Mas Add não ouviu, ou, se ouviu, ignorou. Ele parecia totalmente focado naquilo, em movimentar seu corpo para frente e para trás em uma penetração frenética. Era como se ele estivesse possuído por alguma energia misteriosa que o impulsionava a continuar com aquilo ignorando tudo a sua volta.

Aquela segunda transa foi mais rápida que a primeira, mas, para Ara, parecia muito mais demorada, como se os segundos se expandissem e o tempo se contorcesse naquele turbilhão furioso de desejo e luxuria. Ela gritava, suava, sentia dor, sentia prazer, sentia felicidade... eram tantas emoções que era quase impossível separar uma da outra.

Mas tudo tem um fim, e aquilo se encerrou quando Add despejou um forte orgasmo dentro dela. Ara também teve um orgasmo. A garota sentiu o mundo escurecer a sua volta por alguns segundos, como se houvesse perdido a consciência e talvez tivesse mesmo. Quando recobrou os sentidos viu que Add não estava mais dentro dela. Ele estava sentado, ainda nu, um pouco distante dela. Ara estava deitada, também nua, sentia-se cansada e com o corpo um pouco dolorido, mas estava sentindo-se... revigorada.

Aos poucos a razão e o bom senso retornou e ela se surpreendia pelo que havia acontecido. Não sabia se ficava com raiva com Add ou se deveria se apaixonar por ele. Tímida sentou-se na areia, cobrindo-se com as mãos. Suas bochechas estavam coradas e ela não sabia o que dizer, ou se, sequer, devia dizer algo.

- A propósito – disse Add de repente levantando-se e começando a se vestir – o assunto que eu precisava da sua ajuda, eu menti – um sorriso maldoso brotou em seus lábios, um sorriso de divertimento, e, era a melhor forma de defini-lo, era um sorriso muito sacana – tudo que eu queria de você era uma transa.

- O QUE?!? – Ara se levantou em um salto, furiosa. Havia sido usada e isso lhe subiu a cabeça.

- Não seja dramática, você também gostou – seu sorriso continuava no rosto. Ara odiava aquele sorriso.

- Você... você... – Ara bufava de raiva e teve que se controlar para não chorar.

- Olhe, eu não queria te usar – disse ele no que parecia o mais próximo possível de Add de alcançar a virtude da humildade – eu realmente gosto de você, não foi apenas desejo eu...

Mas ele não pode completar a frase pois Ara lhe deu um tapa tão forte que o garoto cambaleou para trás e caiu no chão tonto. Uma marca vermelha ficou gravada no rosto dele. Add massageou a bochecha machucada com uma expressão de incompreensão e mal-humor.

- Você vai me ajudar e encontrar meu irmão! – disse ela bufando de raiva e, dessa vez, não conseguia esconder as lagrimas que escorriam de seus olhos sem parar – e depois disso não quero ver sua cara nunca mais Add!!

Ela não esperou resposta, virou-se, pegou suas roupas, e saiu dali deixando um Add confuso para trás. Enquanto se afastava as lagrimas caiam mais e mais. O que a havia machucado não era o fato dele a ter usado para fazer sexo, não. O problema é que ela percebeu que realmente gostava dele. Ele poderia ter simplesmente se aproximado como qualquer pessoa normal, dito seus sentimentos, ter sido sincero, mas não, ele inventara toda uma história quando poderia ter conseguido tudo o que queria sendo franco desde o inicio.

Homens eram tão complicados, Ara não entendia seu irmão, não entendia Add. Ela caminhou pela floresta tristonha. Sentou-se no chão e vestiu-se em silêncio e ficou ali a pensar.

Naquela noite ela não dormiu mais.

19 de Novembro de 2019 às 08:53 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Lucas Vitoriano Ola, me chamo Lucas, adoro escrever, ver animes, jogar Magic the gathering, ler entre outras coisas mais rs. Sou particulamente fissurado em mitologia grega, meus autores favoritos são Neil Gaiman e Kazuo Ishiguro e, meu livro favorito, é As brumas de Avalon.

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