Black Suit Seguir história

ageha_sakura Ageha Sakura

Desde que saíra da faculdade, Jeongguk levava apenas uma rotina fixa em seu trabalho, deixando de se divertir e focando apenas nos projetos que a empresa lhe exigia. Cansado de toda essa rotina, ele percebe que não fazia mais sentido levar a solidão adiante, por isso, em um ímpeto de loucura ele aceita o presente de Hoseok e adentra o verdadeiro paraíso, mais conhecido como Black Suit. Naquele lugar ele iria redescobrir a sensação de estar entregue nos braços de outra pessoa, compartilhar temperaturas e delirar ao lado de TaeHyung, seu mestre. [TaeKook • PWP • Flex!TaeKook]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Único; Pouca pausa e muita sensação

Bom dia / Boa tarde / Boa noite


Sejam todos bem vindos a "Black Suit"!

Senti muita falta de postar fics, então voltei com essa primeira pwp dos taekook, espero que gostem e possam desfrutar de uma boa leitura 💕

__________________



Era tarde, muito tarde.



Jeongguk não sabia há quanto tempo estava na empresa trabalhando para concluir seu projeto final, só percebeu quando fitou o relógio de parede e o mesmo marcava 03:40 da manhã.


Estava extremamente cansado. Sua rotina diária esgotava-o até os últimos resquícios de sua mísera existência, não sabia mais o que era possuir o simples prazer de relaxar tranquilamente em sua própria casa.


Podia se considerar sem vida, pois o restante que ainda existia havia evaporado como fumaça jogada ao vento. Estava sendo muito difícil seguir à diante, ter uma vida social ativa entre outras coisas. Nem lembrava ao menos quando foi a última vez que saiu com alguém ou se envolveu de forma mais íntima.



Não conseguia lembrar-se com clareza qual era o gosto de estar nos braços de outra pessoa. Sentir o calor dela entrar em contato com sua pele fria, aquecendo-a aos poucos até que tivessem a mesma temperatura.



Sentia falta daquela costumeira troca de afeto, das carícias singelas às mais safadas, da química pura entre duas pessoas que resultava na calorimetria da física.



Tinha desejo de se entregar a alguém, independente de quem fosse, apenas queria ser amado e sentir sua pele arder nos braços dessa pessoa.



Dando-se conta de que estava novamente perdido em seus pensamentos, resolveu encerrá-los por ali.



Trabalho concluído! Agora só lhe restava ir para sua casa e dormir até o entardecer. Pegou suas coisas, guardou todos os documentos e a maquete do novo empreendimento, por fim partindo em direção ao elevador.



Durante esse horário apenas encontrava-se ele, os seguranças e o porteiro noturno. Sempre era assim, desde a sua vinda a essa empresa.



Chegando ao estacionamento, entrou no único veículo presente naquele recinto, seguindo seu rumo até sua casa.



Não teve tantos problemas com sinais ao longo do percurso, porém ainda era impressionante a quantidade de carros que trafegavam àquela hora da madrugada.



Passou por diversos quarteirões até chegar em seu destino, seu lar. Colocou o carro na garagem e ao entrar na moradia foi recebido por seu cachorrinho, Maru.



— Bom dia garoto. – Acariciou os fios sedosos e brancos do animal — Papai também sentiu sua falta. – Pegou o filhote em seus braços, recebendo lambidas por todo o rosto como gesto de carinho.



Jeongguk havia ganhado Maru a três meses de seu primo, Hoseok. O mais velho sempre reclamava da solidão que o mesmo encontrava-se desde que veio trabalhar na empresa, por esse motivo trouxe um filhote de Poodle como forma de animar o mais novo.



— Agora eu preciso dormir. – Ergueu o filhote — Quer vir comigo? – Sorriu ao receber um latido em resposta.



Subiu com o filhote em seu braços, colocando-o na cama para tirar aquelas roupas apertadas e tomar um banho antes de dormir ao lado do animal.



Após o banho tomado, optou por roupas largas e quentes o suficiente para esquenta-lo naquela manhã fria. Deitou-se na cama, puxando o cãozinho para ficar próximo a si, deixando um certo espaço entre eles.



A sensação do cansaço parecia ser maior que a sua própria vontade de conseguir dormir. Sentia a maciez dos lençóis abaixo de si tentando confortá-lo e abriga-lo para protegê-lo daquela incômoda sensação.



Demorou tempo suficiente para entregar-se ao mundo dos sonhos, tendo o prazer de descansar da forma que merece após todo o seu trabalho árduo.



[...]



Os raios solares entravam pelas finas frestas com intensidade, rumando em direção ao rosto pálido do rapaz, acordando-o com pressa.



Apesar do susto e breve desconforto, o mesmo estava sentado na cama enquanto tentava raciocinar que dia era, quantas horas havia dormido e se tinha algum compromisso naquele horário.



Buscou pelo celular, porém não o encontrou no lugar de costume - a pequena cômoda ao lado da cama. Levantou-se vagarosamente, caminhando em busca do aparelho e sendo seguido pelo animalzinho, este curioso para saber onde estava indo seu dono.



Procurou em todo lugar da casa, porém nada de encontrá-lo. Quando foi buscar na garagem escutou um pequeno som. Olhou para os lados e seguiu o baixo ruído até ver a luz do celular acesa através do vidro.



Destravou o veículo e retirou o aparelho, lendo seu histórico e deparando-se com mais de trinta ligações de Hoseok.



Algo realmente importante está acontecendo! Pensou, temendo a sua possível carta de demissão já feita e jogada sobre sua mesa.



Ligou de volta, demorando alguns segundos para seu primo atender.



Finalmente, Bela Adormecida! – Exclamou em puro sarcasmo — Por favor, não me diga que você esqueceu que tinha reunião com os investidores para avaliação do projeto.



— Foi exatamente isso... – Engoliu em seco, sorrindo com puro nervosismo.



Olha... – Inspirou com força, evitando dizer qualquer coisa que pudesse se arrepender no futuro — Apenas se arrume, vou pedir para o chefe enrolar eles enquanto vou ai te buscar. Não demore, isso é muito importante!



Tudo bem. – Correu em direção as escadas, com o aparelho ainda próximo ao ouvido — Desculpa mesmo! Terminei tudo agora pela manhã e acabei dormindo demais.



Só não te dou um cascudo porque entendo perfeitamente o quão exaustivo você anda esses dias. – Confessou seguido de um suspiro — Quando tudo isso acabar vou te presentear com algo, mas dessa vez não vai ser um cachorro! – Avisou com puro tom de brincadeira.



— Estarei esperando por isso, agora vou pro banho. Até!



Até, seu chato.



Encerrou a ligação partindo para tomar uma ducha rápida. Aproveitou para molhar um pouco os fios escuros, tentando aliviar a bagunça em que eles se encontravam.



Após o banho escovou seus dentes, usou enxaguante bucal e partiu para buscar algum dos seus diversos ternos. Escolheu um com blazer e a calça pretos, a blusa interna cinza e a gravata preta.



Penteou os fios, tentando alinhá-los o suficiente para parecer, no mínimo, apresentável na frente dos investidores. Calçou seus sapatos e pegou sua maleta, colocando o notebook junto a pasta com anotações referentes ao projeto.



Ouviu uma buzina e correu para pegar o celular, saindo e trancando tudo para enfim entrar no veículo e ser recebido pelo sorriso brincalhão do Jung.



— Não consigo ficar muito tempo irritado com você.



— Claro que não consegue! – Deu um leve empurrão — Sou seu primo favorito.



— Nem um pouco convencido. – Soltou um suspiro, fingindo irritação — Você tá bonitinho, mas falta o principal!



— O que? – Perguntou meio desesperado.



— Perfume dos bons! – Esticou-se para abrir o pequeno departamento, tirando de lá uma de suas colônias favoritas e borrifando no moreno — Agora sim.



Acelerou, fazendo o veículo chegar logo para não deixarem os grandes investidores ainda mais irritados do que já se encontravam.



Não houve tempo para uma conversa, pois ambos sabiam o quão importante era aquele negócio. Suas vidas poderiam se considerar em risco, pois se nada desse certo o emprego iria embora junto ao sonho do projeto ser patrocinado por uma das maiores empresas do mundo.



Era uma simples questão de vida ou morte no mundo perigoso dos negócios.



[...]



Felizmente a reunião havia ocorrido sem mais problemas. Jeongguk conseguiu conciliar tudo no devido tempo, explicar os pontos importantes e pedir milhões de desculpas pelo seu atraso e esquecimento sobre a reunião, o que resultou em várias risadas por toda a sala.



Seu chefe estava decidido a demiti-lo naquele momento, porém, ao ver os investidores animados e dando risadas, resolveu mudar completamente de ideia. Jeongguk sempre foi um funcionário exemplar, agora ele não possuía mais dúvidas em relação a isso.



Por fim o contrato havia sido feito, em comemoração toda a empresa resolveu marcar para irem ao bar juntos e beber até não aguentarem mais. O Jeon, por outro lado, optou por apenas pedir uma semana de folga para recompor suas energias e fazer apenas aquilo que lhe agradava.



Havia voltado para casa e ido direto para sua cama, com um desejo imenso de libertar todo o seu cansaço e passar toda a semana hibernando, isso se pudesse.



Debaixo das cobertas, sentindo a maciez do tecido e o aconchego ao lado de Maru, recebeu uma ligação de alguém que nunca perderia tempo em tirar-lhe a paz, Jung Hoseok.



— O que você quer? O trabalho foi aceito, os investidores vão patrocinar, o pessoal foi comemorar e eu estou com uma semana de folga. O que mais você quer de mim, Hoseok? – Perguntou rapidamente, sem deixar que o outro começasse com seus diálogos irritantes e sem sentidos.



Calma, priminho! Você não precisa dessa selvageria toda pra cima de mim. Respondeu com deboche.



— Jung Hoseok, deixa de enrolação e vá direto ao ponto! – Exigiu sem um pingo de paciência. Estava farto do mesmo tirar o pouco de tempo que conseguia para descansar.



Se lembra daquele presente que eu prometi? Pois é, quero dá-lo agora pra você. – Sorriu mesmo sabendo que o outro não poderia ver — Arrume-se que eu passo ai pra te pegar.



— Vai deixar isso pra outro dia, agora só quero a minha preciosa cama.



Nada disso! Você vai fazer o que estou mandando. – Ditou sério.



— Vai esperar sentado, não, deitado porque vai fazer calo na bunda. – Destilou seu veneno, pouco importando-se com o que o outro pensaria ou quão irritado ficaria.



Você não ouse me deixar esperando.



— Quer pagar pra ver? Vai ficar ai fora de plantão enquanto durmo feito um anjo. – Provocou, pois estava farto das exigências que o Jung sempre lhe fazia a base de ameaças sem sentido.



Jeon Jeongguk!



— Jung Hoseok.



Não ouse me deixar plantado aqui te esperando! Você vai comigo e ponto final.



— Acho que você ainda não entendeu, porém não irei desenhar. – Suspirou irritado — Passar bem, vejo você na próxima semana e sem rancor, ainda amo você apesar de me irritar muito.



Jeon Jeong-



Não havia conseguido completar sua fala repleta de exclamações e exigências para com o Jeon, pois ele havia desligado e bloqueado seu número temporariamente.



O Jeon estava cansado de sempre fazer todas as vontades do Jung, pois bastava ele lhe pedir – ou simplesmente mandar – que ele fazia. Era cansativo. Amava o Jung, tinha-o como um irmão e sempre valorizou toda a amizade que possuem. Contudo, existiam momentos da vida que ele preferia ficar sozinho a terra que frequentar lugares movimentados e sair com pessoas, tudo isso porque Hoseok queria.



Ele queria conhecer pessoas de forma natural, envolver-se com elas sem precisar de alguém estar forçando algo a si, obrigando-o a fazer isso porque sente pena de si.



Sempre pensou que se fosse para estar com alguém, que fosse alguém capaz de valorizá-lo e amá-lo da forma que era, sem precisar de rótulos para criar uma face que jamais lhe pertencia.



Queria ser verdadeiro com seu parceiro, independente de sexualidade, apenas queria amar e ser amado. Algo mútuo o suficiente para abalar todas as suas estruturas como aqueles romances de novelas da tarde.



Por outro lado, também pensava em apenas passar uma noite com alguém, sentir o prazer da carne e saciar sua vontade que não chegava a ser tão forte como as dos demais.



Era confuso, pois seus dois lados sempre falavam juntos, no mesmo período de tempo, para competirem entre si e lutarem pelo grande prêmio que era dominar a consciência de Jeongguk e fazê-lo tomar atitudes inesperadas.



Pois um lado desejava o amor, já o outro apenas o mais puro prazer. E, para completar toda essa história, existia um terceiro lado, aquele que conciliava e apoiava todas as escolhas feitas pelo Jeon, contanto que no final ele não saísse machucado.



O problema é sempre esse. Se existe alguma forma de entrar em um relacionamento, seja algo rápido e sem compromisso ou sério, sem se machucar, ele não conhecia.



Experiências sempre são um problema, mas na maioria das vezes são soluções ou formas de nos fazermos amadurecer. Ele encarava tudo dessa forma, mas nem sempre pensamos da mesma forma em todas as ocasiões.



Entretanto, se perguntasse qual a escolha dele agora seria: sexo sem compromisso. E ele estava optando por buscar isso em algum lugar, mas não qualquer um e sim alguém que chamasse sua atenção o suficiente para fazê-lo enlouquecer de tesão.



Pensando nisso e nas palavras de Hoseok, ele havia dormido num piscar de olhos. Tendo sonhos um tanto calientes para quem apenas desejava dormir de forma calma e tranquila, aproveitando o presente que era as suas férias curtas, mas suficientes para apagar um pouco o extremo cansaço e a rotina monótona de sempre.



[...]



Já haviam passado longos três dias que Jeongguk recusava os convites de seu primo. Sempre utilizando desculpas tão esfarrapadas que irritavam o mais velho. Coisas como: "estou ocupado", "está muito tarde e quero dormir", "quem sabe numa próxima".



Todas essas frases irritante ditas aos finais das ligações tiravam o Jung do sério, enquanto isso o Jeon apenas ria em divertimento por conseguir o queria; apenas uma bela semana de folga.



Contudo, seu primo ainda não tinha se dado por vencido. Hoseok estava planejando um jeito irrecusável de Jeongguk ir ao lugar onde estava o seu presente. Já tinha tudo esquematizado dentro da sua cabecinha e estava pronto para pôr a ideia em prática.



Era hoje que Jeon Jeongguk iria sair consigo, nem que pra isso ele tivesse que arrastar seu primo a força.



Resolveu começar o plano, mas primeiro optou por pedir ao seu chefe para sair mais cedo do trabalho. Caminhou a passos calmos até a grande sala do executivo, batendo três vezes na porta até ter permissão para adentrar no recinto.



— O que trazes você aqui, Sr. Jung? – Seu chefe era sempre muito educado, criado em pura formalidade graças a sua família tradicional.



— Vim pedir permissão ao senhor para sair mais cedo hoje. Tenho um compromisso muito importante.



— Hmm... – Soou pensativo, ponderando se deveria mesmo liberar o mais novo — Esse compromisso és tão importante ao ponto de precisar sair mais cedo?



— Caso de vida ou morte, se o senhor pode me compreender. – Tentou soar o mais sério possível, pois precisava convencer o mais velho a todo custo.



— Entendo. – Ficou em silêncio por um longo intervalo de tempo, o que causava angústia no Jung — Tudo bem. Sorte sua que hoje não temos nada de importante para que precisemos dos seus serviços.



— Muito obrigado, senhor. Não irá se arrepender! – Exclamou extasiado. Estava feliz pela primeira parte ter dado certo, pois convencer aquele homem era muito difícil.



— Sem problemas. Irei cobrar o favor depois. – Piscou e com as mãos o mandou se retirar em silêncio.



Com a primeira parte completa, Hoseok dirigiu-se até a sua sala, pegando todas as coisas que iria levar para casa e partiu para o estacionamento da empresa. Chegando no térreo, caminhou até o veículo e adentrou o mesmo, dirigindo a toda velocidade em busca de completar de vez a primeira parte do plano.



Percorrendo as ruas da cidade, ele observava todas as lojas em busca de uma em especial, pois seu querido primo precisava estar estonteante nessa noite. Ele precisava mostrar toda a beleza que Jeongguk escondia por trás da aparência um pouco desleixada na empresa, tudo devido ao seu cansaço.



Jeongguk que o aguardasse, pois a noite de hoje tinha tudo para lhe presentear com ótimas lembranças.



[...]



Enquanto Hoseok se dedicava em busca de agradar Jeongguk, o mais novo apenas encontrava-se jogado no sofá, maratonando Game of Thrones como um viciado que era.



Dava muitas risadas a cada fala divertida do Tyrion, sofria de amores pelo Jon Snow e torcia sempre pela Arya durante todas as aparições da mesma. Além de que, tinha um lado seu que sempre estava ali para apoiar – secretamente – Daenerys, mesmo sabendo que o final da série tinha sido horrível.



Argh... Nem gostava de lembrar dessa tragédia.



Pausou a série para ir preparar algo para lanchar. Olhou para a geladeira e as prateleiras e resolveu fazer um banquete hoje, pois para maratonar Game of Thrones era necessário estar sempre muito bem alimentado.



Optou por fazer alguns sanduíches enquanto fazia pipoca de microondas. Terminado, apenas colocou tudo em vasilhas e levou tudo para a sala, depois voltando para pegar a garrafa de um litro de refrigerante para enfim retornar ao que estava fazendo.



Maru o olhava de longe, deitado próximo à porta da cozinha. Fazia dias que ele ficava apenas observando o Jeon e às vezes ia até si para receber algum carinho.



Talvez o animal soubesse que no fundo o Jeon não estava nada bem.



O que ele poderia fazer? Confessava que todos esses dias que passou em casa estavam sendo ainda mais chatos, tediosos e sempre pensava em aceitar de vez a proposta de Hoseok.



Contudo, seu lado orgulhoso o impedia de fazer isso, pois se sentia humilhado em ter que admitir que não suportava mais a vida de solidão e queria sair e viver da forma como todos vivem, nem que fosse por apenas algumas horas, uma única noite de diversão.



Julgava-se merecedor desse pequeno prazer que era se divertir junto aos outros, fazer coisas que sempre teve vontade, entre outras.



E era pensando nisso que escutou a campainha tocar, assustando-se com o som estrondoso conseguiu despertar mais uma vez de seus pensamentos. Estava virando rotina se perder em um mundo o qual não conseguia viver.



Levantou-se, caminhou até a porta e um pouco receoso abriu sem olhar o olho mágico. A sua frente encontrava-se um Jung Hoseok sorridente – mais do que de costume –, segurando sacolas. Ele simplesmente invadiu sua casa sem mais nem menos, subindo os degraus que levavam em direção ao seu quarto, no andar de cima.



Seokie! Espera, Jung Hoseok! – Fechou a porta e subiu às pressas para tentar alcançar o mais velho, querendo lhe exigir respostas sobre o que havia acabado de acontecer.



Ao chegar em seu quarto, da porta pôde ver Hoseok arrumando as roupas que ele havia comprado, decidindo-se qual seria melhor para o mais novo utilizar.



— Você pode me explicar que palhaçada é essa? – Tentou soar sério, encostando-se no batente da porta enquanto o encarava de forma ameaçadora.



— Essa "palhaçada" é uma parte do meu presente. – Nem se deu ao trabalho de olhar na cara de Jeon, apenas organizou tudo e mandou mensagens para alguém muito importante nesse plano que havia planejado.



— Olha, Seokie..



— Calado, Jeon! Agora quem manda sou eu. – Levantou-se e parou de frente ao outro, puxando-o pelo braço e o jogando dentro do banheiro — Agora trate de tomar um banho. Não quero levar alguém desleixado a esse lugar.



— Por que você está fazendo isso comigo? – Perguntou, não escondendo toda a frustração que estava sentindo.



— Pelo simples fato de que sou seu primo e amo você demais para deixá-lo sofrer. Sozinho nessa casa, nessa vida que não tem sentido. – Explicou calmo, tentando demonstrar um tom compassivo para com o rapaz.



— Tudo bem... Você finalmente ganhou essa. – Riu, se dando por vencido e indo tomar um banho relaxante para obedecer Hoseok e aceitar ser levado para o tal presente do Jung.



Demorou alguns minutos embaixo do chuveiro, apreciando aquele instante em que poderia bater um papo com a sua consciência, assim tendo certeza de que não haveriam mais arrependimentos e lamúrias.



Ele queria ter certeza de que estava pronto para enfim voltar a ser um jovem normal, ter algo com que pudesse passar o tempo e retirar todo o estresse acumulado de uma vida sem tempo para si.



Agora estava decidido. Não voltaria atrás e aceitaria todas as condições de Hoseok, independente do que fossem. Saiu do banho, enxugou-se, escovou os dentes, passou o enxaguantes bucal umas duas vezes para ter certeza de que não ficaria com mau hálito.



— Você demora demais. – Cantarolou o mais velho do lado de fora do cômodo — Se estiver pensando que vai me fazer desistir, você está muito enganado.



— Relaxa, hyung. – Revirou os olhos e saiu do banheiro, fazendo o sorriso do Jung alarga-se ainda mais — Você ganhou, eu já disse.



— Bom garoto... You're the good boy, Jeongguk-ssi. Elogiou o mais novo, apenas vendo as bochechas rosadas surgirem em seu rosto alvo.



Hyung... – Protestou com um bico em seus lábios rosados — Não basta elogiar só na nossa língua? Você tem mesmo fetiche em me deixar vermelho, né?



— Acertou em cheio, meu caro Gukkie. – Riu da expressão de descontentamento do outro — Agora o foco é outro. Experimente essa roupa aqui, acredito que ela se encaixa melhor para a noite de hoje. – Entregou as peças antes arrumadas sobre a cama.



— Elas são bem... – Não conseguiu formular uma frase para explicar sua surpresa.



— Sexys, muy sexys, Jeongguk-ssi. – Brincou novamente, apenas para tirar o Jeon do sério.



— Vou te avisar só uma vez. – Encarou o outro com indignação, inflando a bochecha e usando a língua para empurrá-la ainda mais, dando-lhe maior volume, este que representava o tamanho da sua indignação — Se falar em outra língua estrangeira pra me deixar envergonhado, vou te jogar pra fora dessa casa a base de chutes na bunda!



— Ui! Quanta violência! – Fingiu alguma tipo de surpresa — Senta lá, Cláudia.



— Eu te odeio, hyung.



— E eu te amo, dongsaeng. – Deixou um sorriso divertido brotar em seus lábios. Amava provocar Jeongguk, pois era linda – pra não dizer o contrário – a forma como ele se irritava.



O Jeon apenas deu as costas para o mais velho e tratou de se vestir, apesar de toda a sua irritação – lê-se drama – com o Jung.



Alguns minutos passaram e Hoseok apenas observava o mais novo se vestir. Agradeceu aos céus quando finalmente ele estava pronto - ou quase isso.



— Essas roupas ficaram estranhas em mim, Seokie. – Protestou novamente, olhando-se no espelho e não gostando do que via.



— Deixa de besteira! Você sabe que está gato, ou melhor, gostoso demais. – Levantou-se e tratou e desabotoar alguns botões da camisa, deixando a clavícula do mais novo a mostra.



— Por qual motivo você está me deixando desarrumado? – Exclamou novamente fazendo drama.



— Eu estou arrumando você. Nós vamos a uma festa e não à igreja, por favor né Jeongguk.



— Tá bom! Faz o que quiser então!



— Eu ia fazer de qualquer jeito, você gostando ou não. – Soltou ardiloso como uma cobra. Não existia prazer melhor que provocar Jeon Jeongguk, a mentira, ter um orgasmo também era muito bom.



Soltou um pouco a blusa que estava dentro da calça, não perdendo a oportunidade para dar um tapa forte nas coxas do mesmo. Pegou um vidro de perfume e despejou no mais novo, depois o fez sentar na cama e passou um pouco de maquiagem em seu rosto, querendo fazer o rosto dele ganhar mais vida e sair da brancura anormal do outro.



— Sabe... Você tá precisando ir numa praia, ganhar uma cor e libertar a sua melanina igual nos velhos tempos. – Comentou ao terminar de passar um pouco de blush em suas bochechas.



— Tem razão. Não lembro a última vez que tomei banho de mar, ou algo do tipo.



Eu não lembro a última vez que você saiu pra algum lugar que não fosse a empresa, Jeongguk.



— Verdade. – Riu bastante sobre o comentário super sincero do mais velho.



— Agora sim está pronto. – Levantou o Jeon e o fez virar para o espelho, segurando seus ombros enquanto sorria bobo para a imagem refletida do mais novo.



— Você fez um ótimo trabalho, pareço outra pessoa. – Sorriu largamente.



— Você me lembra o seu eu do passado, aquele que fugia de casa pra ir em festas e voltava pela manhã fingindo como se nada tivesse acontecido.



Os dois riram com as lembranças do passado, algo que não parecia ter passado tanto tempo. Era incrível a forma como o tempo mudava, como tudo passava tão rápido e com o tempo você envelhecia sem perceber.



— Agora vamos?



— Vamos.



Saíram do quarto e desceram em direção a saída, trancando a casa e saindo no carro do Jung em direção a o objetivo primordial daquela noite, a tão adiada durante a semana, a noite na tão famigerada Black Suit.



[...]



Nem era preciso estar dentro do ambiente para escutar o som estrondoso de batidas de alguma música remixada.



Jeongguk conseguia sentir uma vibração vinda do som somada a das pessoas que esperavam na gigantesca fila que dobrava a esquina. Engoliu em seco pensando quanto tempo passaria naquela fila, começou primeiro amaldiçoando Hoseok por sua ideia brilhante – para não dizer o contrário.



— Que fila... – Comentou baixo, mais para si do que para o motorista risonho.



— Não se preocupe, não vamos pegar fila. – Entrou numa passagem subterrânea, sendo barrado por um segurança que pediu para que abaixasse o vidro — Boa noite, Jung Hoseok. – Deu seu nome enquanto o outro procurava na lista, ao encontrar liberou a passagem e disse-lhe algo.



— Bem vindo, senhor Jung. Ele está à sua espera. – Curvou-se em forma de respeito.



— Obrigado. – Sorriu galanteador, em seguida acelerou para ir de encontro ao dono do estabelecimento.



O mais novo nunca imaginou que seu primo fosse frequentador desse lugar tão famoso, muito menos que participava da lista VIP. Existiam muitas coisas que ele não sabia sobre Jung Hoseok.



Viu o mais velho estacionar em uma vaga próxima ao elevador, depois de alguns segundos ele o fitou, sorrindo como nunca.



— Está nervoso? – As palavras soaram como gatilho para si.



— Um pouco. – Confessou timidamente.



— Não fique. Esse é um bom lugar, te garanto. – Fitou as horas em seu relógio banhado a ouro — Vamos.



Sem dizer mais alguma palavra, saíram. Trancaram o automóvel e foram em direção ao elevador. O Jeon apenas observava seu primo apertar a numeração de um andar que nem se deu o trabalho de saber qual, fitando a cabine espelhada enquanto avaliava sua aparência.



Hoseok tinha razão, ele estava mesmo bonito. Ele é bonito.



Repetiu essas palavras para si diversas vezes, como forma de acalmar o nervosismo e a falta de familiarização com ambientes desse estilo.



Escutou o barulho do elevador parando e da porta se abrindo, seguiu rapidamente o Jung, pois tinha medo de se perder naquele lugar estranho e totalmente desconhecido.



As batidas da música se tornaram estrondosas, irritando seus tímpanos tão sensíveis e o cheiro de cigarro misturado a álcool o fez ter uma leve sensação de enjôo.



Paralisou na porta do lugar ao deparar-se com homens e mulheres dançando em palcos. Alguns agarrados a um cano de metal, fazendo o famoso pole dance, outros dançavam com as pessoas que vieram para se divertir.



O mais novo conseguiu reconhecer vários famosos ali, além de uma considerada quantidade de estrangeiros de diversas nacionalidades.



Hoseok sentiu falta de Jeongguk, por isso ao olhar para trás viu o outro no mesmo lugar, maravilhado e um pouco amedrontado com todo o ambiente.



Imagina quando ele descobrir o segredo. Pensou, soltando uma risada baixa.



Caminhou até o Jeon, puxando-o pelo pulso e o levando até as escadarias onde deveriam se encontrar com o seu grande amigo, dono da Black Suit.



— Seus nomes, por favor. – Um segurança que guardava o lugar perguntou.



— Jung Hoseok, e esse é meu primo, Jeon Jeongguk. – Puxou-o para um abraço de lado.



— Sejam bem vindos, o mestre espera por vocês. – Deu espaço para ambos subirem, recebendo em troca um simples "obrigado" acompanhado de sorrisos largos.



Chegando no andar de cima, onde apenas as pessoas de confiança do dono tinham permissão para estar, eles foram convidados a sentarem enquanto o homem, a quem eles chamavam de mestre, vinha encontrá-los.



Uma garçonete serviu duas taças de champanhe que foram muito bem aceitas por ambos. Jeongguk estava mesmo precisando ingerir álcool, só assim para acalmar todo seu nervosismo. Deu duas goladas rápidas, sentindo a bebida doce descer rapidamente com leve ar de queimação.



Ao longe ele pode observar algumas pessoas se curvando para um homem, que ele logo imaginou ser quem estava à espera deles. Observou seu primo se levantar e resolveu fazer o mesmo, quando deu por si estava analisando cada mínimo detalhe daquele homem realmente elegante.



Os cabelos negros como a noite possuíam mechas avermelhadas em tom carmesim, realçando a beleza sem igual de seu rosto delineado, com maxilar fino e travado. Trajava um terno preto, com a camisa interna no tom cinza e um cinto da marca Gucci, tendo uma cobra prateada desenhada no fecho.



Estava frente a frente com o homem, observando e sendo observado da mesma forma e intensidade. Sentiu aqueles olhos castanhos claros o analisarem dos pés a cabeça, prendendo por certo tempo a visão em seu rosto, mantendo um contato visual forte o suficiente para arrepiar-lhe os pelos da nuca.



Taehy! – Exclamou seu primo do nada, abraçando o homem elegante e sendo retribuído com igual animação.



Seokie! – Escutou a voz rouca e grave o suficiente para se sobressair ao som das batidas altas da balada — Finalmente você veio, pensei que tinha desmarcado mais uma vez.



— Desculpa mesmo, mas a culpa é inteiramente do meu primo mais novo. – Falava ainda abraçado ao rapaz, acariciando suas costas com leveza.



— O rapaz atrás de você? – Perguntou quase sussurrando, mas foi alto o suficiente para o Jeon escutar e sentir aquelas orbes o encarando com um sorriso sacana em seus lábios.



— Ele mesmo. – Finalmente havia afastado-se do tal "Taehy", trazendo um certo alívio ao Jeon, o que não durou muito tempo pois começou a sentir novamente o olhar intenso do outro, desta vez com intensidade triplicada.



Hmm.. – Tentou chamar a atenção de ambos e espantar toda a tensão que estava em seu corpo — E-Eu me chamou Jeongguk. Jeon Jeongguk. – Apresentou-se, estendendo a mão para o mestre do local.



Oh... – Aparentou um tom de surpresa, este que logo fora substituído por um lamber de lábios acompanhado de um sorriso safado — É um prazer te conhecer, Jeongguk. – Frisou a palavra "prazer" com intensidade suficiente para deixar as pernas do mais novo um pouco bambas — Meu nome é Kim TaeHyung, mas aqui todos me chamam de mestre.



— Satisfação... – Engoliu o nervosismo e deixou que uma pergunta tímida esvaísse de seus lábios — Por que o chamam de mestre?



Viu o Kim aproximar de si lentamente – ainda segurando sua mão – aproveitando a distração de Hoseok com alguns dançarinos. Sentiu seus pelos se eriçarem ainda mais quando os lábios suaves encostaram em sua orelha direita.



Prefiro mostrar do que contar... – Sussurrou com a voz grave, seduzindo ainda mais o pobre Jeongguk — O que me diz, Jeonggukie? Quer ver com seus próprios olhos o porquê de me chamarem assim?



Que-



Não chegou a concluir sua sentença quando Hoseok o chamou, fazendo o Kim afasta-se de si com tamanha rapidez, deixando sua presença desnortear ainda mais o pobre Jeon.



— Olha aquele rapaz ali, Gukkie! – Apontou para o mesmo dançarino que ficaram encarando a alguns minutos.



— O que tem ele?



— Estou afim dele, o que acha? – O olhou em puro êxtase.



— Vai logo até lá!



— Mas você vai ficar sozinho..



— Não precisa se preocupar, Seokie. – Fora a vez de TaeHyung se pronunciar — Estou aqui com ele, pode ir. Sozinho ele não está e nem vai ficar.



— Posso ir mesmo, Taehy? – Perguntou ainda com dúvida, queria ter certeza de que não deixaria Jeongguk irritado.



— Claro, cem por cento. – Tentou soar convincente o suficiente para conseguir o que queria.



— Então tudo bem.. – Apressou-se em ir até o rapaz por quem estava encantado, não queria perdê-lo de vista.



Agora sozinhos, apesar da multidão, TaeHyung sentia que poderia finalmente ouvir com clareza o que o mais novo iria lhe dizer antes da interrupção.



— Então.. – Chamou a atenção do Jeon, este que estava evitando olhar para o Kim — Você ia me dizer algo, o que era? – Aproximou seu rosto, colocando-o sobre o ombro de Jeongguk e soltando sua respiração fracamente apenas para causar arrepios nele — Me conte...



Não era nada, engano seu. – Usou a primeira desculpa que veio em sua mente, não queria ter que assumir a queda – lê-se penhasco – que tinha criado por TaeHyung.



— Eu tenho certeza de que não era engano algum. – Continuou respirando próximo ao mesmo, deixando as cabeças coladas, não ousaria tocar nele sem ter um consentimento claro e direto — Me conte, por favor. – Implorou calmo, sua voz rouca ficando ainda mais grossa devido ao tom baixo e firme — Eu sei que você é um bom garoto e vai me contar, já que ia dizer de qualquer forma.



— Bom garoto? – Lembrou-se de Hoseok o chamando da mesma forma, ousando até utilizar seu inglês para atiçar a raiva e vergonha no Jeon.



— Sim, um bom garoto. Ou você quer que eu te chame de garoto mal? Talvez você queira que eu fale garoto de ouro em vez de bom garoto.. – Sussurrou tudo em tom divertido, estava adorando ver a forma como ele gostava de se fazer de forte.



— Garoto de ouro... – Pensou em como cada um daqueles adjetivos soavam de uma forma tão sexy, isso quando era dita por ele em especial — Você pode me chamar da forma que quiser.



— Você tem certeza? – Perguntou novamente, pois esse era o primeiro indício de que estava cogitando um avanço.



— Tenho. – Fechou os olhos apenas para aproveitar o calor que emanava do outro — Ainda quer saber o que eu iria dizer?



— Com toda certeza..



Eu quero.



— O que você quer?



— Eu quero você, Kim TaeHyung.



— E o que mais?



Quero descobrir o porque te chamam de m-mestre. – Gaguejou um pouco ao dizer a palavra, mas tentou afastar qualquer nervosismo pois estava disposto a se entregar àquele homem.



You're the good boy, Gukkie-ssi...



E aquela frase foi a deixa para se permitir ser abraçado pelo mais velho, sentir os braços um pouco fortes o rodearem e os lábios macios beijando sua tez com delicadeza.



O coração batendo forte, a pele ardendo em contato com a outra, os corpos igualando-se em uma única temperatura. Jeongguk sentia falta disso...



Fazia muito tempo que não tinha a oportunidade de estar assim tão próximo a outra pessoa. Era mesmo algo bom, viciante e tentador. Com essa certeza em mente ele foi capaz de prosseguir para os próximos passos, subindo cada degrau com delicadeza.



— Vamos? – Perguntou em um sussurro para o mais novo em seus braços.



— Onde pretende me levar? – Questionou com ar irônico.



— Um breve passeio pelo meu palácio. – Entrou na brincadeira do mesmo, divertindo-se cada vez mais com o rapaz.



— Então além de mestre você também é um príncipe encantado. – Virou um pouco seu rosto, apenas para fazer um simples contato visual — Devo me preocupar?



— Não tem porque. – Beijou a bochecha do Jeon — Príncipes não são vilões, Gukkie-ssi.



— Você faz mais o tipo de vilão do que um príncipe.



— Acha mesmo isso? – Questionou curioso.



— Com toda certeza.



— Então... – Arfou próximo a orelha de Jeongguk — Eu posso ser malvado com você essa noite?



— Pode. – Virou de frente para o mesmo, ainda se mantendo dentro do abraço do Kim — Com uma condição.



Qual seria?



— Eu ser malvado com você também. – Abriu um sorriso largo, mudando totalmente sua personalidade de segundos atrás.



— Interessante... – Sorriu sádico — Como desejar, alteza.



Permaneceram por um tempo encarando-se com afinco, decorando traços específicos do rosto de cada um e guardando em sua memória para outros afins.



Quebraram o último fio de barreira e finalmente permitiram que seus lábios enfim se encontrassem. De início havia sido um choque, ambas as bocas possuíam temperaturas opostas, dando um ar ainda mais tentador e quente, criando uma nova fórmula capaz de triplicar as doses de tesão que corriam por suas veias.



O abraço de TaeHyung se tornava cada vez mais apertado, dando um ar de possessividade ao beijo ardente que trocavam em público. O Jeon não ficava para trás, levou sua destra para os fios negros com pontas avermelhadas, apertando-os com afinco enquanto a canhota alisava e apertava os braços do Kim, às vezes deslizando para as costas, arranhando-as de leve.



As línguas dançavam uma melodia perspicaz. Ora brigando por espaço para dominância, ora apenas acariciando uma a outra, com direito a mordida nos lábios e chupadas de leve na língua. Tudo era minimamente calculado, o que tornava o beijo ainda mais prazeroso e sensual, marcando a vida de ambos com uma lembrança inesquecível.



Temos... – O primeiro a se afastar foi o Jeon. Tentou tomar fôlego para prosseguir e comunicar que deveriam sair dali para o mais velho — Temos que sair...



— Eu sei... Só.. – Beijou novamente o mais novo, encerrando com uma mordida no lábio inferior do Jeon — Agora sim.. Venha.



Soltaram-se do emaranhado que criaram e de mãos dadas partiram para o lugar onde TaeHyung queria lhe levar. Entraram num elevador, observou o Kim apertar um dos botões e encostar-se na parede espelhada, puxando Jeongguk para perto de si.



— Você mora aqui? – Perguntou tentando normalizar a situação.



— Não, mas não posso sair daqui por sua causa.



— Por que não? – Olhou para o outro que devolveu o contato.


— Existe um negócio além da balada para vigiar, você vai conhecer.


— Quanto mistério.. – Disse risonho.


— Você pode desvendar uma parte deles hoje. – Levou a destra em direção ao rosto do mais novo, acariciando os lábios rosados.



— E o restante? – Perguntou curioso enquanto fechava seus olhos para aproveitar das carícias de TaeHyung.



Numa próxima vez...



— Então vamos ter uma próxima? – Questionou sugestivo.



— Quem sabe, só você pode me dizer se merece ou não uma próxima vez.



Mestre... – Chamou a atenção do Kim com o apelido peculiar — Você jamais vai esquecer a noite de hoje. Então é óbvio que vamos ter uma próxima vez.



— Você é bem convencido, sabia? – Puxou para ainda mais perto, fazendo os peitos se chocarem com força.



— Mamãe me criou assim. – Sorriu em puro sarcasmo.



A porta do elevador abriu, revelando o tal segredo comentado pelo Kim, um cassino.



A Black Suit era muito conhecida pela sua gigantesca balada, separada em áreas que constituíam quase todo o prédio, o restante era um segredo para poucos. O segredo era exatamente um cassino esplendoroso, que dominava dois andares inteiros e abrangiam uma enorme quantidade de pessoas da mais alta sociedade de todo o mundo.


Jeongguk estava tão surpreso que não sabia como expressar suas emoções com clareza. Aquele lugar parecia surreal, algo que só se vê em filmes.


Diversas máquinas estavam disponíveis para serem usadas a vontade; haviam grandes mesas de jogos de sorte, de cartas e dados. Garçons iam e viam com taças de champanhe e whisky, além de diversos aperitivos.



— TaeHyung...



— Eu sei, é mesmo impressionante. – Abraçou o outro pela cintura, aproximando-o de si para que enfim saírem do elevador e caminhassem com calma.



— Você sabe muito bem que é ilegal ter um cassino, não é? Como? – Perguntava tentando encontrar alguma resposta para explicar aquilo.



— Suborno, envolvimento com diferentes políticos e gangues, além de pagamento de dívidas. – Explica com tranquilidade.



— Dívidas? Você é algum tipo de agiota?



— Nada disso. Muitas dessas pessoas me pedem favores que não podem ser feitas por outras, em troca me concedem o que eu quiser.



— Ora... Ser um mestre é mais importante do que imaginava. Agora sim faz sentido todo esse título. – Murmura mais para si do que para o outro.



— Uhum. Virei tipo um gênio da lâmpada que cobra taxa pelos seus desejos. – Tenta brincar um pouco para não quebrar o clima.



— Tenho medo do seu pedágio, acho que nunca vou tocar na sua lâmpada. – Responde da mesma forma, trazendo o ar descontraído de volta.



— Você é muito palhaço mesmo, seu palhaço!



— A falta de criatividade bateu na sua porta, benzinho.



Ambos soltaram uma gargalhada alta, chamando atenção de algumas pessoas mais próximas que de imediato voltaram a fazer o que estavam fazendo.



— Agora que eu já descobri um dos seus milhares de segredos, porque não vamos para o lugar do nosso verdadeiro objetivo? – Desliza a destra pela coluna do Kim até chegar em sua bunda, dando uma leve apertada.



Que safado... – Comenta com um sorriso malicioso — Vamos logo, você acaba com qualquer clima mesmo, em? – Sussurra no ouvido do Jeon, beijando e chupando o lóbulo deixando com um tom avermelhado.



— Eu não acabo com os climas, apenas faço melhorias neles. – Arrepia-se com o toque nada casto de TaeHyung — Deixa de me enrolar e vamos logo.



Como resposta do Kim apenas recebeu uma risada baixa, acompanhada de uma mordida fraca na nuca. Sem demora já caminhavam de volta para o elevador, agora indo para o destino oficial daquela noite.



As mãos bobas não aguentavam mais se conter e os donos nem queriam isso, deixando-as libertas para apertarem e fazer carícias onde bem entendessem. Quando a porta abriu fora o ápice para se entregarem de vez a um beijo ardente e repleto de luxúria.



Aquela noite estava apenas começando.



Jeongguk prensou o Kim na parede ao lado do elevador, beijando-o com avidez enquanto suas mãos retiravam o blazer e em seguida trabalhavam para tirar cada botão de sua casa, sem ousar rasgar alguma daquelas roupas finas.



TaeHyung não era deixado para trás, suas mãos haviam ido direto para o cinto da calça do mesmo, abrindo-o e deixando cair longe enquanto abria o botão e descia o zíper. Afastou o mais novo de si apenas para vê-lo retirar a peça e em seguida fez o mesmo, ficando apenas de cueca.



Virou o Jeon de costas e caminhou abraçada ao rapaz, aproveitando para depositar mordidas fortes e fracas na região da nuca e do pescoço branquinho do mais novo. Chegaram no quarto abrindo a porta de uma vez e indo logo em direção a cama de casal.



— Pensei que tivesse dito que não morava aqui. – Comentou, abrindo os botões da sua blusa e permanecendo com ela, dando um ar mais sexy a si.



— E não moro, mas como sempre estou aqui me convém ter um lugar como esse. – Sentou na cama de casal, logo tendo o mais novo em seu colo.



— Tão precavido... – Começou a beijar e depositar fortes chupões na clavícula e no pescoço amorenado do outro — Tão lindo...



O ego do Kim aumentava ainda mais a cada elogio que recebia do Jeon, atiçando um lado seu nunca conhecido por nenhuma outra pessoa que já tivera dormido.



— Você me acha lindo? – Depositou um tapa forte na nádega de Jeongguk, apertando-a com força logo em seguida, como forma de incentivo para que rebolasse em seu colo.



— Muito. Você é um deus. – Comentou, iniciando uma rebolada leve no colo do Kim, aos poucos ganhando velocidade através dos arfares que serviam como incentivo — Se não se chamasse Kim TaeHyung, seu nome teria sido Mr. Lindo...



Mr. Lindo? – Perguntou gostando do novo apelido criado somente e especialmente para si — Gostei... Você não sabe o quão duro está me deixando com essas provocações e elogios.



— Você me enlouquece desde o momento em que cruzou o meu campo de visão esta noite. – Confessou parando com as carícias e olhando-o nosso olhos.



— Faço das suas palavras as minhas. Você é minha perdição predileta.



— Você é meu passaporte de volta a minha adolescência.



— Ue? Como assim? – Soltou uma risada.



— Nunca mais me envolvi com alguém desde a minha adolescência... – Confessou tímido, saindo do colo do outro e tirando a cueca box escura de forma sensual.



— Você me chama de Mr. Lindo, mas é ainda mais lindo. – Puxou o outro para mais perto, caindo na cama com ele por cima de si — Esqueça seus momentos de jovem rebelde e foque só aqui, só em mim e nesse momento. Entendido?



— Com perfeição, mestre.



Voltaram a se beijar com avidez como se suas vidas dependessem disso, fariam tudo como se fosse a primeira e a última vez, para assim tudo se tornar ainda mais memorável e marcante.



Jeongguk rebolava sobre o pênis duro e descoberto de TaeHyung, fazendo uma fricção gostosa com o membro em sua bunda um pouco durinha. O Kim havia o afastado novamente apenas para pegar um tubo de lubrificante e camisinhas, pois sabia muito bem que iria usar todas naquela noite.



Lambuzou os seus dedos finos e longos, pedindo para o mais novo deitar-se por cima de si novamente, reiniciando o beijo gostoso novamente. Lentamente levou os dedos até a entradinha do mais novo, com a outra mão puxando as nádegas para ceder ainda mais espaço e permitir a invasão em seu ânus.



O primeiro contato havia sido doloroso, ardeu como uma brasa viva, causando uma queimação incômoda irreconhecível para si. Como forma de consolo recebeu afagos do mais velho, além de não terem cessado o beijo.



Aos poucos a dor vai se esvaindo de acordo com os movimentos lentos e precisos do Kim, chegando num momento em que acariciou o ponto mágico do Jeon, causando espasmos por todo o corpo acima de si.



As bocas se separaram pela falta de ar e um gemido agudo fora soltado pelo Jeon, como forma de atiçar ainda mais os sentidos de TaeHyung.



— Geme pra mim novamente...



Tocou novamente aquela área, agora com mais força e precisão do que anteriormente, causando um resultado dez vezes melhor e ainda mais delicioso que o anterior.



A próstata de Jeongguk era massageada com precisão, fazendo-o delirar e enxergar estrelas naquele quarto escuro. Sabia que se continuasse assim ele iria gozar antes da melhor parte, por isso, com a voz manhosa pediu para que o Kim parasse com seus movimentos.



— Está com medo de gozar antes de me ter dentro de você? – Questionou sorrindo ladino.



— S-Sim... – Gemeu baixo com o aperto que os dedos de TaeHyung fizeram em sua próstata.



— Pode gozar, meu anjo. Vou te fazer ver estrelas a noite inteira... – Confessou seu objetivo, o que serviu apenas como forma de atiçar ainda mais o pobre Jeon.



As palavras deram lugar a gemidos, alguns baixos e manhosos, outros roucos e graves, vindo de ambos os lados, mostrando o quão satisfeitos estavam.



Os dedos de TaeHyung agora se movimentavam em um ritmo forte, aumentando a intensidade ainda mais e fazendo o rapaz acima de si se sentir submerso numa sensação única de prazer. O rosto de Jeongguk se contorcia todas as vezes que o Kim acertava aquele ponto mágico, deixando suas sobrancelhas cerradas e a boca emitindo sons agudos suficientes para enlouquecer o outro.



Às vezes as bocas se encontravam para deixarem as línguas dançando uma valsa muito bem ensaiada, seguindo o mesmo ritmo que os dedos de TaeHyung no interior de Jeongguk, seguindo os mesmos passos até o rapaz enfim revirar seus olhos e gemer abafado na boca do Kim, liberando o líquido espesso e sujando ambos os abdomens e um pouco da virilha do mais velho.



Delícia.. – Comentou TaeHyung, ao fazer o rapaz rebolar uma última vez em cima de si e permitindo-o se libertar e deixar que o gozo viesse, com força suficiente para fazê-lo contorcer os dedos do pé e gemer rouco próximo ao ouvido sensível do mais novo.



As respirações agora se encontravam desreguladas, os corações palpitavam animados pela pequena dose de euforia que puderam experimentar, contudo a noite estava apenas começando.



Quando sentiram que já estavam com fôlego suficiente, voltaram a se entregar em um beijo ardente, dessa vez mais forte e quente que os anteriores. Juntos criaram um novo ritmo, uma nova sinfonia sendo reproduzida através de seus corpos e se espalhando por todo o quarto.



TaeHyung apertou a cintura fina do mais novo e com impulso o colocou deitado de costas na cama, ficando entre duas pernas sem quebrar o contato totalmente íntimo. Jeongguk levou suas mãos até as nádegas do Kim, apertando-as com força suficiente para deixar marcas pouco avermelhadas na região.



Uma nova fricção se iniciava. As mãos passeavam pelos corpos pouco conhecidos, os lábios se afastaram apenas para buscarem novos lugares onde pudessem sentir e dar prazer, seja beijando a região do maxilar marcado, ou descer até o pomo de Adão e aplicar beijos molhados e sensuais por todo o vão do pescoço e da clavícula.



Continuaram assim até sentirem as excitações doerem o suficiente para levá-los ao próximo passo. O Kim se levantou ficando de joelhos sobre a cama, pegando o pacote de camisinha e o abrindo com os dentes, pegando o preservativo e cobrindo seu membro grosso.



Jeongguk estava encantado com a visão de TaeHyung totalmente sexy a sua frente, por isso pegou o lubrificante e despejou em sua mão, sentando-se na cama e começando a masturbar o membro do mais velho enquanto deixava-o lubrificado o suficiente para ousar colocar o pênis em sua boca e fazer rápidos movimentos de sucção, enlouquecendo TaeHyung com precisão. Afastou seus lábios e deitou de bruços, pressionou os joelhos com força na cama macia e levantou o seu quadril até a altura do outro.



O Kim estava enlouquecendo com aquela visão extremamente deliciosa a sua frente, Jeongguk tão entregue a si e o provocando de todas as formas para fazer toda a sua razão se esvair e o lado mestre do mais velho vir a tona. Segurou seu pênis e levou a entrada piscante do outro, com a canhota abriu as bandas para ceder mais espaço a si, por fim penetrando lentamente o mais novo.



O Jeon sabia muito bem que nessa parte doeria mais do que a anterior, contudo só de mentalizar a imagem de TaeHyung lhe fodendo com o suor escorrendo dando ainda mais brilho a sua pele amorenada, deixava-o louco o suficiente para um prazer irreconhecível dominar qualquer sensação dolorosa.



— Posso? – Perguntou paciente.



— Pode.. – Respondeu acompanhado de um fraco gemido.



Após a confirmação, retirou-se quase por completo e impulsionou-se para dar um forte estocada, essa que fez o rapaz mais novo ir para frente e fechar seus olhos, realizando sua mentalização e delirando com a pequena amostra do que estava por vir.



TaeHyung ia com calma no começo, mas seu autocontrole se desfez quando Jeongguk gemeu para ir mais rápido e por isso começou a fodê-lo como ele gostava, recebendo gemidos e seu nome sendo pronunciado com manha em forma de resposta.



Levou sua destra até os fios escuros como a noite e os apertou com força, fazendo a cabeça dele inclinar para ter visão do rosto repleto de prazer que ele aparentava. Ainda segurando os fios, estapeou as nádegas com força e segurou a cintura delgada para aumentar ainda mais, surrando a próstata do rapaz com força desmedida.



Ele estava o enlouquecendo e iria fazê-lo pagar com a mesma moeda.



Sentiu as paredes do ânus de Jeongguk começarem a apertar seu pênis, sabia que era o sinal que precisava para parar de se movimentar e se retirar de dentro do Jeon.



— Por que você parou!? – Perguntou irritado. Estava tão perto de gozar e do nada ele havia parado seus movimentos e saído de si, era um castigo grave demais.



— Pelo simples motivo que eu quero sentar em você e fazê-lo gozar dentro de mim. – Respondeu com tranquilidade, mordendo os lábios e fazendo o Jeon engolir em seco.



Jeongguk observou o Kim retirar o látex que cobria seu membro e depois abrir outro pacote de camisinha, dessa vez colocando-o na boca e cobrindo seu membro dolorido de uma só vez, sugando a glande com leveza e depois depositando um breve selar.



— Isso é apenas devolução.. Aqui se faz, aqui se paga... – Dito isso pegou o lubrificante e despejou com força em sua mão, levando-a para o pênis do rapaz e lhe concedendo uma breve masturbação, apertando a glande para que ele não gozasse logo.



Levou dois dedos de uma vez até seu ânus e os penetrou com força, fazendo uma leve expressão de dor e em seguida movimentando rápido, imitando uma tesoura para alargar e poder abrigar o pênis pouco grande de Jeongguk. Finalizando seu ato, veio rastejando por cima do mais novo, enlouquecendo todos os sentidos dele e mostrando quem dominava ali. Posicionou o membro e sentou com força, atingindo logo de cara sua próstata e deixando que um gemido rouco saísse, o que serviu de música para os ouvidos do Jeon.



Demorou poucos minutos e já se encontrava subindo e descendo do pau do outro, com as mãos espalmadas sobre o abdômen de Jeongguk e a boca liberando gemidos que entravam em sintonia com os do Jeon, assim novamente reproduzindo outra nova sinfonia e deixando-os ainda mais loucos.



Jeongguk não resistiu e movimentou-se, levantando seu quadril e fazendo bateria com força contra as nádegas do Kim, não ousando cessar seus movimentos, acompanhando TaeHyung naquela dança sensual enquanto buscava novamente seus lábios e perdia-se naquela confusão de corpos ardentes, prontos para realizarem uma combustão.



O ritmo prosseguiu por somente mais alguns minutos, até Jeongguk sentir as paredes de TaeHyung o apertando e gozar na camisinha ao mesmo tempo em que o Kim jorrava líquido e melava ambos, misturando tudo junto a poça de suor que havia de formado.



Ficaram abraçados naquela posição enquanto esperavam suas respirações conturbadas finalmente se regularem. Quando reuniram fôlego e força o suficiente, levantaram e caminharam até o banheiro para tomarem uma bela ducha e retirar todos os resquícios daquela noite.



Depois daquele momento, eles não resistiram em se permitirem uma última vez para fecharem com chave de ouro, atingindo um orgasmo pela terceira vez naquela noite e finalmente puderam entregar seus corpos a maciez dos lençóis e dormirem até o dia seguinte.



Eles haviam dormido abraçados, com a certeza de que a partir dali uma louca e excitante história de amor estava para começar. Tudo graças a brilhante ideia de Hoseok para tentar aliviar a tensão de Jeongguk.



Naquela noite, a Black Suit fora o palco principal que abrigou e proporcionou uma noite luxuriosa aos dois, também sendo o marco principal para o que ainda estava por vir.



Pouca pausa e muita sensação, tudo era suficiente para aqueles corpos que amavam reproduzir sinfonias de prazer em meio a um novo descobrimento, o encaixe perfeito de ambos.


*Notas do Autor*


Agradeço primeiramente a @yoongizzzedits (Tumblr) por essa lindíssima capa, estou feliz com o resultado. Muito obrigada, de verdade 💖


Agradeço aos amores da minha vida, vulgo @MariSaint, @tetepiez, @Vkookyes e @lookvante 💖 amo todas vocês, demais mesmo 💞 @softaechuu meu amor eu te amo mais que tudo, beijinhos 💞💜💖


Twitter: @stephy_lilian


CuriousCat:


https://curiouscat.me/stephy_lilian


Até uma próxima história 💖

17 de Novembro de 2019 às 14:37 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Ageha Sakura >> why do you still wishing to fly? >> taekook is a cute world sope ; bwoo ; kaisoo ; markson ; hyudawn twitter: @stephy_lilian [Ficwriter]

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