The mysteries of Allaska Seguir história

mari-costa Mari Costa

Allaska, 25 anos, olhos verde esmeralda, cabelos longos e castanhos, talvez um pouco fria, objetiva, reta, curta e grossa, pavio curto, completamente apaixonada por seu carro e pelo rock; e ainda mais, cheia de mistérios. Ela há algum tempo abandonou sua antiga vida. Porém, em uma noite como outra qualquer, em que ela retorna para casa furiosa, um mistério acontece. E, como especialista em coisas desse tipo, logo ela é convocada. Sua antiga vida retorna em um piscar de olhos, e muitos mistérios começam a cercá-la novamente, e, até mesmo mistérios, que ela nunca imaginou que teria. By: Mari.


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Oberon

Eu não acredito!


Eu não acredito que aquela desgraçada fez isso!


Motivo da minha raiva?


Minha agora ex-namorada.


Fala sério, depois de tudo o quê eu fiz para ela, por ela, e por nós, ela faz isso comigo?


Sinceramente, eu quero que ela suma e nunca mais apareça na minha frente, não vou mais ser feita de trouxa. Não sou mais feita de trouxa por ninguém como já fui. Se ela está pensando que vai me ter de volta, está muito enganada; tenho meu orgulho para defender!


Cheguei em casa derrubando a porta, jogando minhas coisas em qualquer canto e me jogando direto no sofá.


Comecei a ter um surto.


Sério mesmo, que depois de tantos anos comigo, ela me troca falando que não sabe o quê é, e nem o quê sente de fato?


Isso sinceramente não dá né, puta que pariu!


Eu sou Allaska Carter Morgan, e, espero, muito sinceramente, que aconteça qualquer coisa nessa merda de noite para que eu possa me distrair um pouco. De tanta raiva que sentia, comecei a socar uma das almofadas do sofá, porque, com toda certeza, se eu socasse as paredes de casa - como sempre fazia quando estava com raiva -, ficaria sem ter aonde morar. Nesse momento, meu celular resolveu tocar.


Joguei a almofada longe, levantei e fui caçá-lo dentro da bolsa; era Cosby, meu parceiro de trabalho:


- Allaska?!


- Oi Cosby, parece afobado. O que aconteceu?


- Precisam de nós no Teatro Harrington!


- Por quê? Hoje é meu dia de folga.


- Temos que fazer a segurança da artista Wanda Marshalli, parece que ela está sendo perseguida!


- O quê?! Eu já vou Cosby, me espere logo em frente ao teatro!


Wanda Marshalli sendo perseguida, por quem?


Ah sim, eu sou agente especial da polícia, então tenho dias bem corridos e agitados. Bom, podemos dizer que fui basicamente escolhida pela profissão, ia fazer uma coisa, mas, acabei fazendo outra completamente diferente.


Bom, parece que a raiva pela minha ex vai ter que esperar.


Eu iria para lá com a mesma roupa que havia chegado em casa. Fui para o quarto rapidamente, e peguei apenas uma blusa de frio, já que a noite ameaçava esfriar; minha arma e meu coldre e os coloquei na cintura. Fui para a sala, peguei minha bolsa e as chaves do meu carro e fui diretamente para o Teatro Harrington.


********************


Parei logo em frente ao teatro, que já se encontrava cheio por conta da apresentação que ocorreria naquela noite. Cosby estava logo ali, em frente, me esperando:


- Allaska, que ótimo que você chegou!


- Cosby, me explique, como assim Wanda está sendo perseguida?


- Ninguém sabe bem ao certo, Allaska. Ela estava muito estranha esses dias, dizia que estava sendo perseguida.


- Por quem?


- Não sabemos. Vamos, temos que entrar, ficaremos observando o teatro - acham que o perseguidor pode atacar hoje à noite.


- Em meio à peça?


- Como eu disse: não sabemos. Mas, é melhor prevenir do que remediar.


Eu e Cosby adentramos o teatro e ficamos observando a peça. Ficamos observando tudo, e, durante todo aquele tempo, nada de suspeito, até que uma enorme massa negra invadiu o palco, e envolveu Wanda completamente. Apenas escutamos seus gritos, e logo, ela havia desaparecido.


- COSBY, AQUELA COISA SEQUESTROU A WANDA!!


- Isso não é possível!


- Vamos atrás daquela coisa agora mesmo!


Eu não acreditava. Sinceramente, não acreditava. Jurei que nunca mais iria me envolver com essas coisas, e agora, uma sombra havia sequestrado uma das artistas mais famosas de Nova Iorque. Eu tinha que salvá-la!


As pessoas dentro do teatro corriam para fora desesperadamente; o Teatro Harrington havia se transformado em um grande e verdadeiro pandemônio.


- Cosby, procure Wanda pelo teatro, eu vou dar uma olhada no palco e logo te alcanço, okay?


- Certo, Allaska!


Cosby se virou e saiu disparado pelo outro lado do teatro.


Subi ao palco para investigar. Para tentar achar qualquer coisa que fosse útil, não podia deixar nada, absolutamente nada, escapar de meus olhos. Fiquei andando pelo palco, até que tropecei em algo, caindo no chão.


- Mais que porra! Espere, o quê é isto? Uma trepadeira...?


O quê uma trepadeira estava fazendo no meio de um palco de teatro?


E, para piorar tudo, a trepadeira estava coberta de sangue. Será que Wanda estava ferida?


Desci do palco rapidamente e fui atrás de Cosby. Procurava-o por todos os lugares, mas não o encontrava, até que vi uma trepadeira novamente -, devia estar no caminho certo. Continuei andando, e entrei em uma sala que estava inteiramente coberta por trepadeiras, e, ali, vi Cosby ensanguentado no chão.


- COSBY!! Vêm, deixe-me ajudá-lo.


Ele se apoiou em mim, e se levantou um pouco atordoado.


- Cosby, o quê ouve?


- Essas.... essas coisas me atacaram, e o sequestrador fugiu!


- Você viu Wanda?


- Não! E também não vou atrás dela. Essas coisas estão vivas!


- Ah é? Tá certo. Vou encontrá-la sem sua ajuda, então!


Cosby se virou e saiu marchando da sala. Foi quando me dei conta de que ali, havia mais um rastro de sangue, e não era no mesmo lugar onde eu havia encontrado Cosby; aquele deveria ser o sangue de Wanda!


Fui procurando e seguindo aquele rastro de sangue, até ouvir os gritos de uma mulher pedindo por ajuda. Saí em disparada pelos corredores, procurando de onde estavam vindo aqueles gritos, até me deparar com um camarim.


Arrombei a porta e entrei


- Wanda! Que alívio encontrá-la! Vai ficar tudo bem, você está segura agora.


- Quem é você?!


- Allaska Morgan, sou uma agente da polícia que veio vigiar sua peça.


- Obrigada, Allaska. Mas, não me sinto segura, olhe ali no chão...


Olhei para o local, onde a morena de pele escura reluzente apontava amedrontada no chão, lugar onde havia o corpo de um homem caído.


- Johan foi estrangulado por essas trepadeiras!


- Johan? Você o conhecia?


- Sim, Johan iria contracenar comigo nessa peça. Ele seria o ator principal, já que estava representando o Rei Oberon.


- Não foi ele quem a raptou?


- Claro que não! Aquela coisa tinha um rosto estranho e olhos brilhantes, não podia ser o Johan!


Voltei para a porta e olhei em volta.


- Droga! - esbravejei.


- O que foi?


- Essas trepadeiras tomaram o teatro! Temos que sair daqui.


- Eu não consigo andar direito, Allaska. Uma trepadeira rasgou minha perna....


- Temos que arrumar alguma coisa para estancar o sangue, e você pode se apoiar em mim para caminhar.


Comecei a procurar por alguma coisa dentro do camarim que pudesse me ajudar a estancar o sangramento da perna de Wanda.


- Ah, que ótimo! Encontrei ataduras. Wanda, me dê sua perna.


Wanda sentou-se em uma cadeira e me estendeu sua perna -, aquele era mesmo um rasgo feio. Retirei um grande pedaço de ataduras com os dentes, e fui o enrolando na perna da morena.


- Desculpe, Wanda. Sei que é ruim, mas acho que não temos muito tempo.


- Eu sei, você já está me ajudando muito. Obrigado.


- Agradeça quando estivermos fora daqui.


Fiz um laço nas ataduras e pedi para que ela se levantasse. Wanda se apoiou em mim e eu lacei sua cintura. Quando nos voltamos para a porta, aquela mesma massa negra que havia raptado Wanda no palco, invadiu o camarim, tomando uma forma humana, com grandes olhos azuis reluzentes.


- Encontrei a ti, meu amor! Tua beleza ilumina meu caminho, venha comigo, minha amada!


- Eu não sou sua amada! Não toque em mim! - a morena se encontrava em total desespero.


- Nem mais um passo, seu maluco, ou eu atiro!


Os olhos daquela coisa reluziram.


- Tola! Achas mesmo que pode ferir-me com uma arma?


- Eu avisei!


Saquei minha arma do coldre e atirei duas vezes contra aquela coisa. Não era, e nunca seria a melhor das ideias, à menos que fosse uma arma especial para aquilo, mas, naquele momento, era tudo o quê tínhamos. Atingi a figura em cheio, e ela se desfez em nossa frente.


- Onde está ele??


- Ele se dissolveu no ar...


- Como?! Como?! - Wanda estava completamente atônita.


- Sem tempo para explicações, Wanda. Venha!


Peguei a morena em meus braços e corri para os corredores do teatro. Logo vi luzes pelas grandes janelas, e ouvi o som de sirenes se aproximando.


- Que ótimo! Cosby pelo menos deve ter pedido reforços!


Corri até as amplas portas do teatro com Wanda ainda se agarrando à mim. Mas, quando saí para fora, não havia nenhum agente da polícia que eu conhecia, e, também, acabei me deparando com meu tio ali.


- Muito bem, Allaska. É ótimo ver que minha sobrinha salvou o dia!


- Tio Vincent?! O quê está fazendo aqui?


- A complexidade dos acontecimentos dessa noite chamou muito a atenção da Agência... Mas, parece que você nos passou à frente.


- A Agência? A qual sobre você nunca quer falar? Essa Agência?


- Bom, sim, minha sobrinha. Eles acham que este caso está apenas começando....


Logo, um médico se aproximou de nós, retirando Wanda de meus braços, e à levando para uma ambulância para poder cuidar de sua perna ferida.


- Sempre fiquei muito assustado com a sua força, Allaska.


********************


Tudo ainda ocorria às luzes das sirenes gritantes lá embaixo, enquanto a figura misteriosa de olhos azuis reluzentes, que utilizava uma longa túnica de um azul profundo e enegrecido, que esvoaçava com o vento da noite, e que permitia que algumas mechas de seu longo cabelo loiro escapassem, observava tudo. Cada detalhe, com seus olhos cintilantes.


Ele deu um longo e macabro sorriso.


Aquela acastanhada não sabia com o quê estava se metendo.


********************


Depois de ter recebido os devidos cuidados para sua perna machucada, Wanda foi colocada em um carro da polícia, para que pudesse ser levada até um local seguro.


O celular de tio Vincent tocou:


- O quê?! Como assim? Okay, vamos para aí agora mesmo, Carl! - tio Vincent desligou rapidamente o celular e o guardou em seu bolso.


- Ir para onde, tio Vincent? O que ouve?


- O carro em que Wanda estava bateu na Times Square, e ela desapareceu! Vamos, Allaska, entre no carro.


- Eu posso ir no meu carro, tio.


- Peço para alguém levá-lo para sua casa.


- O quê?! Ninguém toca no meu bebê!


- Allaska, sei que ama muito seu Impala, porém, não temos tempo a perder!


- Sim, eu sei - suspirei. Peguei as chaves do meu tão lindo e amado Impala e às entreguei para tio Vincent, ele chamou um rapaz, lhe deu meu endereço e lhe entregou as chaves; ligou o carro e fomos o mais rápido possível para a Times Square.


********************


Quando chegamos, vimos o carro de Wanda batido em uma árvore, mas não era simplesmente uma árvore qualquer: era uma trepadeira gigantesca, no meio
da rua, que não aparentava nenhum dano sequer. Tio Vincent me pediu para averiguar tudo, enquanto falava com as pessoas do local.


- Morgan? Allaska Carter Morgan? Nossa, como você cresceu! Se lembra de mim? - Uma mulher de coque e cabelos castanhos escuros, e olhos da mesma cor se aproximou de mim.


- Eu te conheço?


- Não se lembra mais de mim, querida?


- Tia Yriz!? Amiga da minha mãe?


- Melhor amiga, e também jornalista da Times. Quanto tempo, minha querida, estava morrendo de saudades de você! Porém, melhor conversarmos depois. Vamos averiguar o quê temos aqui.


Já fazia algum tempo que eu não via tia Yriz, eu havia andado bem ocupada, e também estava com muitas saudades dela. E ela, com certeza, não havia mudado nada: rápida como sempre. Ela se aproximou do carro e começou a examinar tudo o quê podia.


- Humpf, essa trepadeira repugnante de novo!


- Sim - disse me aproximando. -, é a mesma que tomou conta do Teatro Harrington, mas, dessa vez, em uma amostra gigantesca. Parece que aquele maluco de olhos brilhantes voltou.


Eu e tia Yriz nos olhamos.


- Espere, olhe!


- Olhar o quê?


Me abaixei e recolhi alguns pedaços de papel que estavam espalhados pela rua.


- Você é tão atenta aos detalhes como sua mãe, Allaska.


- Ela era boa em desvendar coisas também? Olhe estes pedaços...


- Ah, minha querida, boa só não; ela era especialista! Venha, vou te mostrar algumas coisas que aprendi com ela.


Segui tia Yriz até o prédio de redação
da Times. Entramos em sua sala, e ela foi logo retirando várias coisas de cima de sua mesa, pegando seu abajur regulável, uma fina bandeja prateada, uma pinça e uma fita adesiva.


- Venha All, vamos consertar isso.


Me aproximei de sua mesa e começamos a tentar restaurar aquela carta em pedaços; quando finalmente conseguimos remontar a carta, vimos que era uma ameaça direcionada para
Wanda Marshalli, assinada por uma tal de Cybil.


- Quem é essa?


- Eu não sei, tia. Talvez seja alguma outra atriz. Olhe o que ela disse: "Fique longe do meu homem ou logo estará à baixo de sete palmos de terra".


- Um vilão misterioso e duas
mulheres brigando por um homem? Isto está totalmente incrível!


Tia Yriz disse batendo palmas.


Não aguento a animação dessa mulher para coisas desse tipo, devo ter puxado isso da personalidade dela.


- Tia Yriz, tenho uma ideia: vamos voltar para o teatro, para olhar alguém que está do lado de fora ou qualquer coisa assim, quero conversar com essa tal de Cybil. Se ela for uma atriz, deve estar lá.


- É uma boa ideia. Vamos!


Tia Yriz e eu descemos, pegamos o carro de um dos ajudantes que estavam na cena entrevistando e recolhendo qualquer informação que pudesse ser útil em algo, e voltamos novamente para o Teatro Harrington.


********************


Chegando lá, vimos pessoas em choque sendo acalentadas e entrevistadas pelos policiais que estavam ali, enquanto o corpo de Johan era colocado dentro da ambulância para ser levado ao necrotério. Não nos atentamos à esse detalhe. Quando descemos do carro, logo vimos que em frente ao teatro, já havia sido montado um memorial.


- Parece que alguém já montou um memorial por aqui.


- E com certeza não é para Wanda, tia. Olhe aquela foto ali...


Caminhei até o memorial e peguei um porta-retratos que estava entre as coisas que o compunham. Tia Yriz se aproximou:


- Quem são?


- Este é Johan, o ator que foi morto
pelas trepadeiras, mas não conheço essa mulher ao lado dele...


- Será que é a tal Cybil que escreveu a carta para Wanda?


- Talvez sim, tia. Mas como a encontraremos?


- Não sei. Porém, olhe, aquelas flores parecem ser recém-colhidas....


- Se foi a Cybil quem montou esse memorial aqui, ainda deve estar por perto. Vamos procurar a moça da foto, tia!


Saímos analisando cada uma das pessoas que estavam em frente ao teatro, ou que passavam ali por perto: foi quando vimos uma moça, semelhante à da foto, caminhando na direção oposta ao teatro. Fomos atrás dela:


- Cybil?


A loira virou e nos encarou:


- Sim?


- Senhorita Cybil, temos algumas
perguntas sobre sua colega de trabalho, Wanda Marshalli.


- Ah , Wanda; sim, trabalho com ela
no teatro. Ela sofreu um acidente, não foi isso? Tenho que dizer que não derramei uma lágrima por tal.


Ela disse com muita frieza.


- Eu tomaria mais cuidado com as
palavras se fosse você! Nós encontramos as ameaças que você fazia à ela.


- Ora, eu tinha que fazer alguma coisa! Vocês não fazem a mínima ideia do quê aquela vadia escrevia para o Johan!


A loira de cabelos channel, já
irritadísdima, retirou uma pilha de cartas de sua bolsa e às entregou para mim. Fui olhando rapidamente para ver o quê elas continham, e, uma carta em especial, me chamou muito a atenção:


- Você têm razão, ela era louca por ele. Por que ela escreveu nessa carta: "Você é o Rei Oberon dos meus sonhos"?


- Eu não sei. Além de vadia, ela era louca; desde que se conheceram, ela vivia em um mundo de fantasias. agora, por causa dela, o meu Johan está morto!! Continue investigando, e verá o quê digo!


- Tenha certeza de que iremos. Vamos Allaska, o apartamento de Wanda fica bem próximo daqui.


Devolvi as cartas à Cybil, que às guardou novamente em sua bolsa, e saiu marchando com seus saltos Scarpins Mamogi ecoando pela calçada.
Eu e tia Yriz fomos pelo dito caminho até o apartamento de Wanda, sem trocar uma palavra sequer durante todo o percurso.


********************


Chegamos ao apartamento de Wanda e tivemos de abrir a porta.
Peguei minha chave mestra e comecei a destravá-la. Consegui abri-la e entramos no apartamento.


- Nossa, a Wanda deve ganhar muito bem. O apartamento é lindo!


- É mesmo, querida. Venha, vamos procurar tudo o quê nos for útil.


- Claro. Tia, você sente isso? O ar está tão pesado...


- Acho que todos os ares da cidade
estão pesados pelo que está havendo em Nova Iorque esta noite. Espera, sentiu esse cheiro?


- Parece que vêm da sala.


Quando entramos na sala, vimos que ali havia o corpo de uma mulher completamente ensanguentado, e coberto por trepadeiras, caído no sofá.


- Essa devia ser a empregada da Wanda...! Oh, pobre moça....


- Aquele maluco não está poupando ninguém, tia Yriz.


Tia Yriz foi se aproximando lentamente do corpo da mulher.


- Como é que essas trepadeiras vieram parar aqui também?


- Parece que alguém está controlando elas... Espera, e se o sequestrador da Wanda for o Rei Oberon?!


- Rei Oberon?? Como assim, All?


Logo percebi que havia pensado alto demais.


- Acho que não dá pra explicar agora, tia. Vamos procurar mais coisas por aqui.


- Claro, claro. Mas, por quê esse Rei
Oberon mataria a empregada da Wanda?


- Ela deve tê-lo atrapalhado em algo. E, falando em algo, sinto que está faltando algo para nos ajudar nisso tudo; vamos procurar alguma pista.


Começamos a vasculhar o apartamento de Wanda.


- Allaska, vêm aqui!


- O que foi, tia?


- Olhe, esta penteadeira, está coberta por... trepadeiras...


- E ainda está faltando o espelho dela.


- Por que será? - Tia Yriz parecia muito confusa.


- Tia, eu realmente não sei, mas, vamos descobrir. Olha isso, eu achei o diário da Wanda; vamos ver.


Comecei a folhear as páginas do diário, e, uma página em especial, me chamou a atenção:


- "Ah, Oberon, o rei das trepadeiras, com quem me casarei sob às árvores do Central Park"!?


- Poemas, desenhos, tudo sobre esse tal Oberon....


- Wanda era realmente obcecada por ele. Ela tinha o desejo verdadeiro de estar junto à essa criatura mítica.


- Porém, ela desapareceu, All. E essas trepadeiras estão espalhadas por toda parte!


- Bom, pelo que eu sei, Oberon
controla as plantas... Inclusive as trepadeiras!


- Não, Allaska, isso não pode ser! Ele é apenas uma lenda!


- Que se tornou realidade, tia Yriz.


- Mas como?? Isso não é possível!!


- Tia Yriz, fique aqui e chame a polícia, os mande também para o Central Park. Eu vou para lá agora mesmo!


- ALLASKA!!


Desci correndo as escadarias do apartamento de Wanda. Entrei no carro e fui em alta velocidade para o Central Park. Eu tinha que salvá-la.


********************


Estacionei o carro. Pulei os altos
portões do Central Park e comecei a correr, procurando por Wanda.


- Merda! Esse lugar tinha mesmo que ser tão grande?


Continuei procurando
desesperadamente por Wanda, até me
deparar com uma espécie de altar -, ele parecia ter sido feito
improvisadamente ali para um
casamento. Quando ia me aproximar
para olhar tudo aquilo mais de
perto, vi uma luz reluzente vindo
do meio das árvores; Oberon estava
se aproximando. Corri para trás de uma grande árvore, e me escondi ali enquanto observava tudo.


- Não, Oberon! Eu não quero isso! - Lágrimas escorriam dos grandes olhos negros manchados de maquiagem da moça.


- Não se preocupe, meu amor - disse a figura alisando o rosto dela. -,
nossas origens são totalmente outras,
mas ficaremos juntos. ALLASKA!! NÃO TENTES SE ESCONDER DE MIM! - Disse ele bradando, com uma
voz que ressoou por todo o Central Park. - SAÍA, TENHO ALGO
PARA LHE MOSTRAR!!


Saí do meu esconderijo, e fui confrontar Oberon cara a cara.


- Eu sabia que era você que tinha roubado o espelho da casa de Wanda.


- Mas é claro que fui eu. Tudo isso é apenas um sonho de Wanda.
Preciso do espelho para realizar todos os desejos mais profundos dela!


Algo se mexeu dentro do reflexo do espelho.


Olhei para ele e minha cabeça começou a girar: ali estavam, Wanda e Oberon, em um lugar desconhecido. Completamente diferente.


- VOCÊ NÃO VAI LEVÁ-LA
ATRAVÉS DO ESPELHO, SEU MALUCO PLANTA!! VOCÊ MESMO
NÃO SENDO REAL MATOU PESSOAS INOCENTES!!


- Claro, aquela empregada era
insignificante, assim como aquele maldito que tentou me imitar! E, para mim, tuas palavras não significam nada, estou aqui apenas para reivindicar o quê é meu!


- Estou avisando, não faça nada, ou eu atiro!


- Sou apenas um sonho. Disparos do teu mundo não podem me ferir; achas mesmo que irá me impedir?


- Eu não acho nada, eu tenho certeza disso!


Quando me dei conta, eu estava
sendo arremessada pelos ares, indo de encontro com às costas em uma
árvore. Senti o baque dolorido do
encontro realizado de minhas costas contra o
tronco dela. Comecei a sentir o gosto de sangue por minha boca.
Oberon agarrou Wanda, que estava
covardemente presa em uma corda feita por trepadeiras, e começou a
arrastá-la em direção ao espelho. Ela
gritava e tentava resistir, mesmo que estivesse se machucando muito.


Tossi sangue.


Peguei minha arma, apontei para o espelho, e atirei. Um tiro certeiro.
Estilhaços de espelho voaram e, assim como o espelho, a imagem de Oberon também se desfez em pedaços.


Ainda com as costas doloridas,
levantei e corri até Wanda, retirei todas aquelas trepadeiras de seu corpo e finalmente a libertei.


- Wanda, você está bem?


- Sim, sim.... eu estou. Para onde ele foi?


- Para onde quer que seja, acho que nós não o veremos novamente.


Escutamos sirenes gritantes se
aproximando ao longe.


- Parece que a cavalaria está
chegando.


- Meu sonho, se tornou um grande
pesadelo... Não sei como agradecê-la por fazer isso acabar.


Ajudei Wanda à se levantar, e fomos andando até os portões do
Central Park. O pessoal destrancou os grandes portões, e logo vieram nos
ajudar; e depois, tio Vincent veio até mim.


- Assim como seus pais, você mantêm a calma em situações extremas, All.


- Estranho você falar deles, tio....
Aquele maluco planta também os mencionou.....


- O quê?! Como Oberon poderia
conhecê-los? Pearl e Malcon foram
declarados mortos há mais de vinte anos atrás.


Isso é verdade.


Meus pais morreram quando eu ainda era apenas uma criança. Como Oberon poderia conhecê-los?


- Olha... Vamos nos concentrar no
presente. De agora em diante, você
trabalhará conosco na Agência. Então, seja muito bem-vinda a Agência, agente Allaska.


- Muito lisonjeada! Vai me contar
agora o segredo? Aquilo que a Agência faz de verdade?


- Garanto que você descobrirá em
breve. Volte para casa, e arrume suas
coisas, um novo caso já está à sua espera.

23 de Novembro de 2019 às 05:05 10 Denunciar Insira 3
Leia o próximo capítulo Nem tudo o que acontece em Vegas fica em Vegas

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Publique!
Mari Souza Mari Souza
Cheguei aqui! Tamo junto e misturado!😍
November 24, 2019, 02:24

Cleusa Cleusa
November 23, 2019, 05:31

~

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