Chuva de amor Seguir história

saaimee Ana Carolina

A chuva que caia naquela tarde era incessante, mas não tão poderosa para atrapalhar seu amor por ela. 「Cullen × Inquisidora!Humana」 ----------------------------------------------------- → Capa feita por mim com itens gratuitos. ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido.


Fanfiction Jogos Todo o público. © Os personagens desta estória pertencem a Dragon Age: Inquisition. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Bioware.

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Capítulo Único

Lá estavam os dois. Embaixo da lona de um velho toldo naquela loja que tinha sido fechado meses atrás onde a placa de “à venda” já tinha perdido os parafusos.

Ambos tinham acabado de sair do restaurante ao lado e, apesar de terem apreciado a boa comida e a companhia um do outro, nesse momento eles compartilhavam o mesmo olhar abatido encarando as gotas que caíam do céu como um balde de gelo sobre suas cabeças.

A jovem passava a mão por seus curtos cabelos platinado enquanto, agarrada a bolsa de pano, suspirava lentamente perdida em seus pensamentos. O loiro ao seu lado não parecia muito diferente dela, a não ser pelas mãos livres que corriam por seu corpo angustiado procurando algo para se entreter.

— O jornal não tinha dito nada de chuva hoje. – Resmungou mais entristecido do que irritado procurando falar de algo que afastasse o frio dali. Ela, entretanto, apenas acenou com a cabeça concordando. — Quanto tempo vai demorar?

— Parece… que vai longe.

Sua voz era calma e inabalada como sempre. Normalmente isso traria conforto a ele, porém foi nessa falta de preocupação que fez seu olhar se virar em sua direção.

Os olhos claros que fitavam os carros não se desviaram para ele, nem o notaram. Os lábios entreabertos deixava escapar suspiros pensativos e seu rosto, de bochechas rosadas pelo frio, só deixava claro que a atenção em sua mente estava tomada para bem longe dali.

Cullen a conhecia por tempo suficiente para saber que seus pensamentos deviam estar vagando pelo escritório, relembrando dos papéis que ainda tinha que assinar pelo resto da tarde. Isso o fez lembrar de suas próprias pilhas acumuladas que precisava vistoriar mais uma vez naquele dia. A imagem em sua mente fez forçar uma careta amarga em seu rosto.

No meio do barulho dos carros e da perturbação em sua cabeça, ele ouviu o som rápido do espirro tímido vindo de seu lado. Seu corpo rapidamente se virou para ela dizendo o automático “saúde”. O sorriso sem jeito da jovem o agradeceu e seu olhar contente se prendeu ao dele antes de desviar para a rua novamente.

Ele, porém, continuou olhando. Olhando o seu cabelo agitado, seus olhos brilhantes, seu corpo delicado e seu sorriso escondido por suas mãos. Tudo nela era lindo. Seu coração sabia disso e mesmo assim se apaixonava de novo toda vez que a olhava.

— Vai demorar muito. – A mulher comentou quebrando o encanto e trazendo rubor as bochechas dele. — Se ficarmos esperando, vamos nos atrasar.

— Verdade…

Verdade, mas ele não queria ir. Que se dane o trabalho e aquelas malditas horas torcendo a gravata no escritório fechado. Pro inferno com todos os papéis e pessoas incomodando! Era o que queria dizer. Entretanto sabia que, por mais que quisesse passar as próximas 5 horas ali ao lado dela, ele tinha que encarar a realidade.

Vendo a chuva cair impiedosa a frente, o loiro deu um passo determinado a resolver essa situação. A jovem intrigada apenas assistiu o vendo continuar para fora do toldo e em direção a faixa de pedestres.

— Cullen? – Chamou, observando seu rosto contorcido pelas gotas que escorriam quando olhou para trás. — Onde vai?

— Espera um minuto! – Gritando para ser ouvido no meio do transito, respondeu enquanto corria para longe dali.

A mulher não teve opção senão assistir a cena sem acreditar na falta de explicações. Entretanto não foi contra e aceitou esperar antes de tirar qualquer conclusão.

E por mais de um minuto esperou assistindo os carros, as pessoas e a hora no celular passar. Sem mais paciência, suspirou decidindo que deveria, pelo menos, procura-lo.

Guardando o celular na bolsa, ela vasculhou por entre sua pequena bagunça procurando por algo sem conseguir ver. A ponta de seus dedos finalmente tocaram o plástico e em seguida agarram o cabo de metal. Porém antes que pudesse tirar o objeto dali, a jovem ouviu passos se aproximarem de seu caminho.

Levantando o rosto, viu o homem correndo até ela com um guarda-chuva na mão. Seus olhos se arregalaram ao entender que ele tinha saído em plena chuva apenas para comprar aquilo para eles.

Mais alguns passos e ele finalmente a alcançou, sem fôlego, estendendo o braço com a sombrinha cobrindo a cabeça dela.

O loiro estava encharcado, ofegante e com um sorriso envergonhado acompanhando os olhos nervosos.

— A gente… pode ir…? – Com as gotas escorrendo pelo cabelo preso na testa, questionou incerto se tinha feito o algo bom.

A mulher nem tinha percebido os lábios entreabertos de surpresa em seu rosto, menos ainda sabia que seus olhos estavam brilhando como se essa fosse a primeira vez que o visse. Estava contente. Contente por se preocupar, contente por ter voltado e contente por ama-lo tanto.

Sua mão soltou o guarda-chuva dentro de sua bolsa e com um aceno positivo ela sorriu o fazendo finalmente soltar a respiração e aliviar a tensão sem seus ombros com um riso desajeitado.

Ela não teve coragem de dizer a ele que nada disso teria sido necessário se ele tivesse esperado alguns minutos, por isso, apenas se agarrou ao braço dele sem se importar em se molhar soltando risos alegres junto a ele enquanto seguiam o caminho de volta para o escritório.

14 de Novembro de 2019 às 23:02 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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