Pai Urso Seguir história

Yue Yue Chan

É normal os alfas serem grandes e intimidadores, mas Eijiro tinha dois diferenciais: ele era duas vezes maior que os outros alfas e extremamente paciente e carinhoso. Não é a toa que o intitularam "Pai Urso". Também não é a toa que Bakugou não goste nem um pouco de ver outros ômegas se jogando em cima de seu marido, elogiando seu porte físico atraente e força. Por isso ele decidiu que está na hora de relembrar a ele quem é que marca território nesse relacionamento, de um jeito um tanto inusitado.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#uo #dominação #yaoi #lemon #família #fluffy #abo #bakushima #kiribaku
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Sim Senhor

Tanto me jogaram na cara o Kiri grandão que eu não resisti, é isso.


📷


Foi com um potente soco que Eijiro derrubou o meliante, fazendo com que todas as juntas do homem estalassem como se estivessem soltas. O maxilar sem dúvida estava deslocado e demoraria um tempo até ele acordar, mas não importava afinal, era o trabalho dele e ele, como herói másculo, não permitiria que ninguém tentasse machucar crianças na sua frente, muito menos um alfa perigoso sem detê-lo, não importa quantos ossos tenha que quebrar nesse processo.


Estava de folga, retornando da escola onde tinha deixado a filha Yumi quando foi surpreendido com uma ação criminosa se desvelando a sua frente. Imediatamente se pôs em ação, correndo para impedir que o meliante entrasse dentro do ônibus onde havia acabado de embarcar um grupo de crianças que estavam em uma excursão. Não existe dia de lazer quando se é herói e se depara com um bandido ameaçando inocentes, você deve agir, independente de estar trajado ou não. Interferir em um assalto ou ato violento quando se é o único disponível é mais do que uma conduta moral, é um instinto natural.


Sem contar que não é másculo deixar crianças inocentes à mercê de criminosos apenas por não querer estragar o próprio dia de folga.Definitivamente ele não era assim.


Por isso agiu rapidamente, detendo e nocauteando o cara antes mesmo dos reforços chegarem.


Se bem que, agora que a adrenalina estava em menor quantidade, ele começava a se perguntar se não tinha agido de maneira um pouco truculenta demais. Não que fosse intencional, obviamente que não, Eijiro era um homem pacífico apesar da compleição física, simplesmente não mediu a força quando golpeou o cara com um lindo soco na lateral do rosto.


Fato é que ele havia adquirido um tanto a mais de massa muscular depois que se formou, e já não era mais tão pequeno.


Ok, talvez ele estivesse sim um pouco grande e agora se sentisse como um armário em comparação às crianças que o cercavam, animadas enquanto agradeciam. Sempre amou crianças, principalmente depois do nascimento da filha, então não se fez de rogado em levantá-las para brincar, ou mesmo agachar e esticar o braço permitindo que elas pudessem se pendurar em seus bíceps, tão desenvolvidos que facilmente mediria o mesmo que metade do tamanho de cada criança.


— O senhor é enorme!— um dos garotos brincou enquanto cutucava os músculos de seu braço flexionados — Parece um urso!


Eijiro riu com a cara de contentamento do pequeno, achando graça na comparação.


— Você acha?


— Sim! Eu quero ser igual a você quando crescer, senhor Red Riot!


Lidar com crianças era sempre engraçado e divertido em sua opinião. Sempre que o viam eles faziam comparações absurdas que o deixavam a beira do abismo. Yumi não gostava muito de outras crianças ao redor de seu pai gigante e sempre dava um jeito de empurrá-lo para longe da legião de fãs, fosse brigando, chorando ou ameaçando explodir o rosto de todos. Tão parecida com Katsuki que lhe dava calafrios, principalmente por ter herdado a mesma individualidade dele.


Eijiro só se incomodou de verdade quando as mulheres e outras pessoas com olhares menos inocentes se aproximaram. Como alfa ele era muito suscetível à própria natureza, felizmente domada por já pertencer à um ômega que, pensava agora, enquanto se desculpava e desviava da multidão e repórteres, não deveria estar nem um pouco feliz de ver outros ômegas o tocando.


****

Como imaginou ele estava possesso.


Eijiro já sabia disso, podia sentir a raiva dele irradiando pela marca, como veneno, queimando e ardendo. Depois podia supor pela maneira como os feromônios dele estavam reagindo tão subitamente irritados, alcançando-o em ondas nada agradáveis.


Abriu a porta entrando como se estivesse se esgueirando pelo território de um predador, andando suavemente, na ponta dos pés, atento a cada ruído.


— Amor, cheguei — anunciou fechando a porta com cuidado.


Não houve resposta verbal inteligente, apenas um bufo mal humorado no andar de cima.


O aroma se intensificou a medida em que ele se aproximava do quarto do casal. Usando seus instintos ele farejou o ar, esperando topar com o loiro e dando de cara com uma cama vazia.


— Suki... — chamou, seus instintos a todo vapor.


A porta fechou com um estrondo alto que fez o alfa pular, sentindo o coração na garganta. Cristo, Katsuki ainda o mataria do coração um dia desses.


Principalmente por estar tão ridiculamente sexy.


O ômega usava uma calça de couro apertada, botas de cano alto e camisa preta desabotoada até o meio do peito, deixando os músculos a vista. Havia marcado os olhos com delineadores pretos e penteado o cabelo para o lado direito, permitido que o lado esquerdo e raspado de sua cabeça ficasse a vista. Alargadores e um cinto de couro com fivela de prata o deixavam ainda mais deslumbrante e o olhar selvagem que mantinha enquanto torcia um chicote de couro entre os dedos deixou o alfa salivando.


Tão selvagem.


— Enfim chegou, senhor Red Riot. Posso saber o porquê da demora? Seja sucinto pois não tenho tempo a perder. — intimou-o balançando o chicote e o estalando na outra mão, o olhar nunca escapando do seu, a espera de uma resposta satisfatória.


Era claro que Katsuki já sabia, quando passou pela sala o alfa tinha visto a televisão ligada no canal de noticias e haviam repórteres no local antes dele sair.


— Estava resgatando algumas crianças. Quando eu estava voltando da escola da... Yumi— iniciou sentido a garganta travar e as palavras se perderem com a visão a sua frente — ... eu acabei encontrando um ônibus de excursão... e... — Parou mais uma vez, incapaz de continuar a prestar atenção ao ver Katsuki se aproximar. A roupa delineava muito bem suas curvas e o deixava suculento a ponto de sentir os nervos tensos com o aroma de nitroglicerina picante de seus feromônios. Demorou um pouco para obrigar o cérebro a se distrair da visão e se concentrar — Eu não podia deixar as crianças, então....


Era inevitável, seu corpo reagia ao menor movimento de seu ômega marcado, deixando-o tenso e duro ao vê-lo o encarando com aquele olhar lascivo e irritado enquanto puxava o chicote, esticando o material e o fazendo estalar alto e rude aos seus pés como um aviso de que sua paciência estava chegando no limite.


— Eu não preciso desse monte de desculpa de merda, responda-me apenas o porque de ter tantos aromas em você — aproximou-se e em comparação era quase a metade do alfa que facilmente o levantaria com um braço se quisesse.


— Haviam muitas crianças e elas me abraçaram para agradecer e ...


Katsuki o interrompeu, inserindo o chicote por debaixo do queixo do alfa e audaciosamente o obrigando ao levantar a cabeça.


Olhos nos olhos, e o olhar altivo e feroz de Katsuki o deixou irremediavelmente excitado.


— Não se faça de idiota, não estou me referindo ao cheiro dos filhotes e você sabe que não é disto que estou falando. — pressionou contra o queixo dele.

O alfa ergueu ainda mais o maxilar por conta da pressão, preso pelo olhar indômito de seu amante.


Engoliu em seco diante do poder que Katsuki exercia sobre si, austero e autoritário.


Sexy e dono de si, características que o tornavam ainda mais desejável.


— E-Eu...


Katsuki o encurralou contra a cama, colocando a mão direita em seu tórax para que ele sentasse e alfa o fez obedientemente.


— Todos esses cheiros... — sentou-se no colo dele, uma perna de cada lado, deitando o chicote por alguns momentos — ...Eles não deveriam estar aí.



Eijiro resfolegou, rosnando levemente quando sentiu a ponta do nariz dele tocar sua pele enquanto ele o farejava possessivamente, lutando contra a vontade de segurar o ômega, virá-lo na cama e o foder até o outro dia.


Então sentiu as mãos dele passeando por cima do tecido de sua blusa, antes dos punhos pararem e se fecharem rudemente puxando o tecido com violência e o rasgando com um breve e rápido puxão, revelando o tórax cheio de fios.


Eijiro rosnou pressionando com força a cintura de Katsuki, sentindo as presas se projetarem à medida que seu desejo se descontrolava, desejando fincá-las na doce carne de seu amado. Katsuki passou a mão por seu peito cabeludo, pressionado a palma sob a pele antes de o puxar para um breve beijo selvagem, cheio de significado enquanto ele remarcava seu território.


O corpo do ômega vibrou com o rosnado sensual que subiu pela garganta de Eijiro, ao que ele respondeu com um grunhido feroz, ambos muito impacientes ao se beijar.


Katsuki se afastou com as bochechas coradas, lambendo os lábios de maneira lasciva para limpar o sangue que o havia maculado, ainda com o olhar firme e decidido.


— Eu vou apagar todos esses cheiros — afastou-se o encarando nos olhos — Você é apenas meu, não quero o cheiro de outros ômegas adultos em você.


Ele estava desejando que ele fizesse isso mesmo, imprimisse unicamente seu aroma em cada milímetro de seu corpo, que o reivindicasse e o fizesse seu, pois já não suportava mais a ansiedade de se enterrar nele até o talo.


— Faça o que quiser — entregou-se sem reservas.


****

Sinceramente, não sei se farei lemon, porque tenho preguiça e lemon abo é complexo.

10 de Novembro de 2019 às 19:43 0 Denunciar Insira 0
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