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manu_mayu Manu Mayu

(Sinopse temporária) - Ela me jurou que não iria contar pra ninguém. Ela jurou pela vida dela! E agora eu acabei com a vida dela. Minha irmãzinha... Por quê você fez isso? Eu sujei minhas mãos com o seu sangue... Eu não suporto isso! Eu não Suporto! - Katherine Katherine não é mais a mesma depois do que aconteceu. Lilith, sua amiga de infância, revelou seu segredo para a escola. Mas Lilith não é assim. O que a levaria a fazer tal coisa? Ela sabia que era algo delicado. Algo que as pessoas não aceitam com facilidade. Mas ela jurou, jurou por sua vida. Pela promessa descumprida, acabou pagando o preço.


Suspense/Mistério Para maiores de 18 apenas.

#hentai #mistério #suspense #Drama-Tragédia #assassinato
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Promessa

Tudo começou em um dia normal...

Meus cabelos castanhos estavam emaranhados, meus olhos azuis estavam inchados e meu rosto estava cheio de marcas do travesseiro.

Eu acabara de acordar.

Me arrumei preguiçosamente para ir à escola.

O meu celular toca e Demorô um pouco para atender, pois minhas mãos estavam repletas de creme de cabelo.

- Já está pronta? - Disse Lilith do outro lado da linha após uma longa espera.

- Estou. - Respondi.

- Então desce logo que eu já estou na porta. - Disse um pouco impaciente.

- Ok. - Falei.

Desliguei o celular, peguei minha mochila e desci as escadas.

- Mãe, já estou indo. - Avisei.

- Tchau filha. Manda um beijo para a Lilith - Disse minha mãe.

Abri a porta e encontrei Lilith na frente de casa.

- Vamos? - Perguntou ela com um sorriso animado.

- Sim. - Respondi correspondendo ao seu sorriso.

Peguei minha moto e a liguei. Dei o outro capacete para ela, que o colocou e subiu na garupa.

° °°

Estacionei a moto e, depois dela, desci.

Lilith tirou o capacete exibindo suas longas madeixas loiras. Ela me encarou com seus olhos castanhos.

Dei um suspiro.

- Vai. Pode falar. Meus ouvidos já estão preparados. - Disse.

Ela respirou fundo e começou:

- A senhorita pode me contar o porquê de ter dado um bolo no nosso encontro de casais? O Guto ficou muito desapontado com você. Ele levou rosas! - Falou com impaciência.

- Pode desistir. Não estou a fim de um relacionamento agora e você sabe. Peço desculpas ao Guto se você quiser. Ele realmente foi fofo ao levar as rosas, mas eu não gosto dele e não vou ficar com ele e nem com qualquer outro garoto. - Falei autoritária.

- Mas... - Disse meio decepcionada e fazendo biquinho.

Lilith era assim. Não gostava muito quando algo não ia do modo como ela achava certo. Queria sempre o melhor para seus amigos e achava que só conseguiria isso à sua maneira.

O sinal toca informando-nos que já devíamos estar na sala.

- Vamos. Estamos atrasadas. - Falei, dessa vez com mais calma.

Fui para a minha sala e ela para a dela. Ela não tocou mais no assunto, mas isso não a impediu de ficar o dia todo emburrada.

° ° °

Depois das aulas descemos até o estacionamento e fomos até minha moto.

- Quer almoçar lá em casa hoje? - Perguntei numa tentativa de animá-la e recompensá-la por ontem.

- Tá. Só preciso avisar para a minha mãe. - Lilith falou logo pegando seu celular e discando os números no teclado.

Após avisar a mãe dela, fomos para minha casa como planejado.

° ° °

- Chegamos! - Falei alto o suficiente para que minha mãe pudesse me escutar onde quer que estivesse na casa.

Entramos e eu fechei a porta.

- Se comportaram na escola meninas? - Minha mãe perguntou saindo da cozinha.

- Mãe, não somos mais crianças. - Reclamei.

- Tia Kátia! - Ela foi até minha mãe e lhe deu um abraço apertado. - O que tem pra comer? - Lilith perguntou logo em seguida. Já havia reclamado que está faminta.

- Comida. - Respondeu minha mãe como se fosse óbvio. E realmente era.

- Espero que seja aquela lasanha maravilhosa. Cá entre nós, minha mãe não sabe fazer igual. - Disse Lilith soltando-se de minha mãe.

- Errou. - Falou minha progenitora se divertindo com a situação.

- Ah, então a senhora pediu comida japonesa? - Lilith parecia uma criança tentando adivinhar o que iria comer.

- Não, pedi pizza. É mais barato e mais rápido. - Respondeu minha mãe simples.

Preguiçosa como sempre...

- Mas tia, a senhora tem condições. A gente podia ir em um restaurante e comer comida de verdade. - Reclamou.

- E pizza não é comida de verdade? Se não for, pode deixar que eu como tudo sozinha. - Ela virou-se para voltar para a cozinha ignorando Lilith completamente.

- Corre amiga. Pega logo! - Gritei divertida enquanto corria junto com Lilith para chegar antes de minha mãe na cozinha.

É sempre assim. Essas duas não param.

° ° °

Depois do almoço fomos para a sala e conversamos enquanto minha mãe lavava a louça e arrumava a cozinha.

- Filha, vou ao salão da Dalila fazer o serviço completo. Cabelo, mão, pé e depilação. - Avisou minha mãe.

- Tá. Beijo. - Me despedi.

Minha mãe saiu de casa e logo me veio aquela vontade...

- Bora fazer aquilo? - Perguntei.

- Claro. Também tô morrendo de vontade. E se ela descobrir? - Perguntou Lilith apreensiva.

- A gente esconde. Vamos logo. - Falei.

Fomos correndo até a cozinha.

- Abre amiga. Come mais rápido. - Disse.

- Huuuuuuum... Tá uma delícia. - Disse ela.

- Pena que acabou... - Lamentei.

- Agora estamos todas sujas. - Reclamou Lilith.

- É só limpar. - Falei.

Fomos até a pia e limpamos todo aquele sorvete que estava no nosso rosto. Nos enxugamos e voltamos para o sofá após nos livramos das evidências.

- Lilith, eu tenho uma coisa para te contar. - Disse me virando para olhar em seus olhos.

- Nossa, você tá séria. O que houve? - Lilith perguntou preocupada.

- Eu não ia contar para ninguém, mas você sempre esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis... Então eu resolvi que não deveria esconder de você. Mas... É um segredo. Você tem que jurar que não vai falar para ninguém. - Expliquei.

- Eu juro. - Disse ela.

- Jura mesmo? - Disse desconfiada, mas na verdade estava apenas brincando com ela.

- Sim. Isso é uma promessa. - Respondeu séria. - Eu juro pela minha vida.

° ° °

- Sério?! E a tia sabe? - Lilith perguntou surpresa.

- Sim... - Respondi.

- Quando você descobriu? - Ela começou a me interrogar.

- Há pouco tempo. - Respondi novamente.

- Como está sendo? - Continuou ela com seu interrogatório.

Suspirei.

- Difícil. - Respondi, mais uma vez, uma de suas perguntas.

- Calma. Vai ficar tudo bem. Eu tô aqui com você. - Ela disse isso e me abraçou. Em seguida, eu retribuí em resposta.

° ° °

No fim da tarde, Lilith foi embora. Fiquei estudando até minha mãe chegar.

- Quem comeu todo o meu sorvete? - Perguntou minha mãe assim que abriu a porta do meu quarto.

- A boca. Que o engoliu fazendo com que ele chegasse até o estômago através do esôfago e foi digerido. Então... - Respondi. Eu daria uma ótima professora de Biologia ou Anatomia.

- Pode parar. Seus biscoitos são meus agora. - Bradou ela.

- Nãooo. - Reclamei.

- Sim! E a senhorita não vai comer doces durante dois dias. - Falou.

- Mas mãe... - Tentei implorar.

- Shiu! Não quero que você estrague sua vida por causa de uma diabetes. - Falou, preocupada como sempre.

- Tá booom. - Disse revirando os olhos. - E a senhora? Por quê demorou tanto?

- Estava resolvendo umas coisas, pagando contas... Está com fome? - Disse trocando de assunto.

- Não muita. - Cedi. Se ela não queria falar, eu não iria forçar.

- Mesmo assim, vou preparar o jantar. Quando estiver com fome, desça. - Disse ela.

- Está bem. - Concordei e voltei aos meus estudos.

Naquela noite, acabei comendo no quarto e dormi em seguida.

° ° °

Já estava pronta para ir à escola quando recebi uma mensagem de Lilith. Ela dizia que não iria para a escola naquele dia, por isso, eu não deveria esperá-la.

Sendo assim, resolvi ir sozinha.

Peguei minha moto e fui.

Não demorei muito para chegar lá. Enquanto andava pelos corredores, percebi que estava sendo observada. Parecia que todos os olhares eram direcionados a mim.

Passei a sentir-me incomodada com tal coisa, mas logo ignorei.

- Oi, bom dia! - Cumprimentei alguns colegas que conversavam na frente de seus armários.

- Sai de perto da gente! - Pâmella falou.

- Não me toque! - Glenda disse se afastando.

- O que houve? - Perguntei sem entender o que se passava.

- Sai daqui! Você nos dá nojo. Não fale com a gente nunca mais. - Pâmella disse.

- Vai embora! - Glenda me expulsou.

- Sai daqui! - Téo, que estava calado, finalmente se pronunciou.

Comecei a ficar desesperada. Por que eles estavam fazendo aquilo comigo? Saí dali rapidamente e fui para o banheiro.

Lavei meu rosto para me acalmar. Não entendia o que estava acontecendo.

- O que você está fazendo aqui? Quer contaminar os banheiros também? - Disse uma garota que acabara de entrar no banheiro.

- Do que você está falando? - Perguntei olhando na direção daquela estranha e enxugando meu rosto com uma toalha de papel.

- Você sabe muito bem do que eu estou falando! - Disse acusadora.

- Você deve estar me confundindo com alguém. Eu nem te conheço, garota! - Falei

Fui em direção à porta. Não aguentava mais ficar ali.

- Se afaste de mim! - Bradou ela.

Olhei profundamente nos olhos dela. Ela retribuiu o olhar com um pouco de raiva e repulsa. Virei meu rosto e abri a porta me retirando dali. Acabei ficando mais estressada do que quando chegara ali.

O sinal tinha acabado de tocar. Por esse motivo, não havia ninguém nos corredores.

Quando entrei na sala, todos olharam para mim. Eu estava atrasada.

Era aula de Química com o professor Magnus. Ele me olhou sério.

- Desculpe pelo atraso, professor. - Comecei antes que ele falasse algo.

- Sente-se Katherine. - Disse ele calmamente como se não se importasse.

Sentei em uma carteira perto da janela. Percebi que, assim que sentei, todos que estavam sentados perto de mim foram para outros lugares.

Resolvi deixar isso de lado e prestar atenção na aula.

- Alguém pode me dizer qual é o elemento de número atômico cento e quatro? - Perguntou o professor para a turma continuando com sua aula.

Ninguém respondeu.

- Katherine? - Ele virou-se para mim. Já que eu tinha chegado atrasada e ninguém havia respondido, sobrou para mim.

- É o Rutherfódio. - Respondi.

- Certo. - Disse satisfeito - E o que é Rutênio? - Talvez ele não estivesse tão satisfeito assim.

- É o elemento metálico de número atômico quarenta e quatro. É raro e resistente à corrosão. O nome vem de Ruthenia, Rússia em latim. Foi descoberto em 1844. - Respondi. Ainda bem que eu tinha estudado ontem.

- Muito bem! Vejo que alguém andou estudando. Vai ganhar um ponto por responder corretamente. - Disse o professor, finalmente satisfeito.

- Professor! O senhor não deveria dar pontos para pessoas como ela. - Rebeca reclamou.

- Por que não? - Perguntou ele confuso.

- Ela é uma inválida. - Rebeca respondeu.

- Rebeca, vá para a diretoria. - O professor a puniu. Com certeza ele não gostara do modo como ela falara.

- Mas professor, eu só falei a verdade. - Rebeca tentou se defender.

- Não importa. Retire-se, por favor. - O professor falou com um olhar sério sobre ela.

Ela pegou seus materiais e saiu me encarando com ódio no olhar.

- Mais alguém quer sair da sala? - O professor Magnus perguntou.

Nesse momento, todos, com exceção de umas três pessoas, levantaram o braço. O professor ficou um tanto surpreso, mas tentou neutralizar sua expressão.

- Podem sair. - Disse após alguns segundos.

Todos que haviam levantado o braço saíram.

O professor removeu seu óculos, limpou suas lentes com a barra da camisa que vestia e os recolocou. Pude perceber um leve suspiro sair de seus lábios.

- Vocês também podem ir. - Disse.

Todos que estavam na sala, inclusive eu, recolheram seus materiais e foram em direção à saída.

Quando todos tinham saído e eu estava indo embora...

- Katherine. - Magnus me chamou.

- Sim, professor? - Me voltei para ele.

- Aconteceu algo para os seus colegas a tratarem assim? - Perguntou.

- Eu não sei. Todos estão estranhos hoje. - Respondi. Minha aparência devia estar péssima.

- Você quer ir para casa? Eu posso falar com o diretor para liberar você.- Ele disse.

- Acho que é melhor mesmo. - Eu estava exausta.

- Então pode ir. Não se preocupe. - Ele disse.

- Obrigada professor. - Me direcionei para a porta e finalmente pude ir embora.

Não liguei para todos que me olhavam torto no corredor. Estava aliviada, pois chegaria em casa e poderia enfim descansar.

Desci para o estacionamento e vi que tinham algumas pessoas em volta da minha moto.

Quando me aproximei, eles começaram a me ofender e me empurraram no chão. Um xingamento pior que o outro. Não fui capaz de escutar tudo, pois todos gritavam ao mesmo tempo. Alguns me chutaram e jogaram alguns objetos em mim. Eu me sentia péssima.

O que está acontecendo com eles? Quando este pesadelo vai acabar e eu poderei acordar e tudo voltará ao normal?

Depois de um tempo, eles foram embora e eu pude me levantar e me limpar. Por incrível que pareça, ninguém havia me ajudado. Muitas pessoas tinham visto. Muitos alunos estavam ao meu redor. Mas nenhum se aproximou.

Fiquei um pouco desnorteada e recolhi meus materiais que se espalharam pelo chão. Felizmente não perdi nada. Olhei para minha moto e vi que ela estava completamente pichada.

Eram insultos horríveis. A raiva e o rancor tomaram conta de mim. Era culpa dela. Ela fez isso comigo.

- Desgraçada! Ela contou meu segredo... - Bravejei baixo.

Naquele momento não consegui pensar em nada que não fosse acabar com ela.

10 de Novembro de 2019 às 13:37 0 Denunciar Insira 0
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