O Futuro Que (Não) Deveria Ter Acontecido Seguir história

teffychan Lilith Uchiha

No futuro onde Goku morreu devido a uma doença no coração, os androides N°17 e N°18 instalaram o caos pela Terra. De todos os guerreiros que os enfrentaram, restaram apenas dois meio-saiyajins, uma criança e um bebê que eram as últimas esperanças de salvar o mundo da destruição. Mas como dois meninos tão jovens poderiam se sentir com uma responsabilidade tão grande sobre seus ombros? Um garoto que viu sua família ruir aos poucos, agora precisava enfrentar aqueles irmãos cruéis e treinar a criança meio-saiyajin que tinha milagrosamente sobrevivido naquele mundo de destruição. E um menino que herdara a força e determinação de seu pai, o Príncipe dos Saiyajins, e que almejava se tornar tão forte quanto seu Mestre. Esse é o futuro que deveria ter acontecido com a morte de Goku. O futuro que não deveria ter acontecido.


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Capítulo 1 – Mirai Gohan

Meu pai está morto.

Nós não conseguíamos acreditar nisso. Quero dizer, ele já havia morrido antes em batalha, mas era difícil acreditar que ele tinha sido tomado de nós por uma doença para a qual não havia cura. Demorou muito para aceitarmos a morte dele, pois dessa vez não poderíamos ressuscitá-lo com as Esferas do Dragão, pois tinha sido uma morte natural.

Mamãe tentava se manter forte por minha causa, mas às vezes eu a escutava chorando baixo durante a noite. Ela havia perdido seu marido de novo, e dessa vez não o teria de volta. Nossos amigos também sofreram muito, é claro, todos o conheciam há anos. Até mesmo Vegeta ficou abalado com a morte do papai, embora tentasse disfarçar ao máximo.

E então vieram os androides.

Seis meses depois, um par de androides, um masculino e outro feminino, começaram a destruir cidades em uma velocidade alarmante. Tivemos que nos forçar a parar de lamentar a morte do papai para poder lidar com eles, pois a Terra estava em perigo novamente. E dessa vez meu pai não estava ali para ajudar. Quando descobrimos que eles tinham assassinado seu próprio criador, ficamos ainda mais perturbados e decidimos que era hora de parar de treinar para enfrentá-los e fazer isso de uma vez. Vegeta foi o primeiro a fazer isso, é claro. Ele lutou bravamente contra os androides durante algum tempo, no entanto pereceu logo na primeira batalha, o que só nos deixou ainda mais preocupados. Com a morte do meu pai, Vegeta tinha se tornado o guerreiro mais forte do grupo. E, se nem ele tinha conseguido derrotá-los… dificilmente teríamos alguma chance.

Decidimos voltar a treinar por mais algum tempo e, quando estivéssemos mais fortes, voltaríamos a desafiar os androides. Era duro assistir aqueles gêmeos cruéis destruírem tudo o que viam pela frente e matarem tantas pessoas inocentes, mas não podíamos fazer nada com o poder que tínhamos no momento. Nosso único consolo é que poderíamos reviver todas aquelas pessoas com as Esferas do Dragão quando aquele pesadelo acabasse.

Passamos mais algum tempo treinando e, quando acreditamos estar fortes o suficiente, voltamos a desafiar os androides, todos de uma só vez. Mas foi um erro.

No fim das contas, nenhum de nós tinha se tornado forte o suficiente para acabar com eles, então fomos rapidamente derrotados. E eu fui obrigado a ver meus amigos morrerem, um a um, sem poder fazer nada. Kuririn, Yamcha, Tenshinhan, Chaos… todos foram assassinados bem diante dos meus olhos. O último a perecer foi o meu Mestre, o senhor Piccolo. Ele morreu para me salvar pela última vez. Sem ele, as Esferas do Dragão não passavam de pedras inúteis, o que significava que não poderíamos ressuscitar nem nossos amigos, nem mais ninguém.

É claro que fiquei arrasado por perder meus amigos de uma só vez, mas o que mais me doeu foi ter visto o senhor Piccolo ser morto e não poder fazer nada para impedir isso. Foi ele quem me ensinou a lutar quando eu ainda era um garotinho fraco que nem sequer sabia voar. Ele fez com que eu ficasse mais forte e treinou quando meu pai morreu pela primeira vez. Era mais do que meu Mestre, era como um segundo pai para mim. E agora tinha morrido por minha culpa… de novo. E eu não podia trazê-lo de volta. Nem ele, nem minha família, nem meus amigos que morreram na batalha, e nem as pessoas inocentes que foram assassinadas pelos androides… mais ninguém.

Pai… por que você tinha que morrer? Se você estivesse aqui, tenho certeza de que conseguiria derrotar esses malditos androides. Se estivesse aqui, eu ainda teria uma família e meus amigos não estariam mortos. Esse futuro não deveria ter acontecido. Não se você ainda estivesse aqui para lutar ao nosso lado. Eu ainda era um pré-adolescente sem muita experiência em combate, mas fui forçado a amadurecer rápido devido a todo o caos que se alastrava rapidamente por todo o planeta como uma peste. Depois dessa luta, eu já não tinha mais ninguém.

Bom… isso não era totalmente verdade.

Passado o choque de perder aqueles que eu amava, após ter certeza de que tinha conseguido despistar os androides, voei direto para o lugar onde costumava ficar a Corporação Cápsula. Agora não passava de restos de uma construção, destruída como tudo naquela cidade, porém havia um abrigo no subsolo que os androides desconheciam. Minha amiga Bulma tinha se refugiado lá e de alguma forma conseguiu sobreviver durante todo esse tempo. Mas ela não era uma guerreira, então, se fosse encontrada, seria morta com facilidade. Ela era o mais próximo de família que me restava, eu não podia deixar minha amiga morrer. Nem ela e nem seu filho Trunks. Mas o menino, embora também possuísse sangue Saiyajin, ainda era apenas um bebê, não podia lutar. Tinha crescido um pouco desde a morte do meu pai e a aparição dos androides, é claro, pois passamos meses treinando e nos refugiando, mas Bulma não queria que Trunks aprendesse a lutar quando ficasse mais velho e tentasse enfrentar os androides. Eu não podia culpá-la. Ela tinha perdido o marido na batalha e Trunks era seu único filho, seria doloroso demais para ela perder o menino. Então eu precisaria ser forte o suficiente para proteger os dois.

No entanto era mais difícil do que eu imaginava. Eu ficava mais forte a cada batalha que tinha contra os androides, mas nunca parecia ser o suficiente. O máximo que conseguia fazer era atrai-los para um local já destruído, para que lutássemos onde não houvesse mais ninguém para eles matarem. Houve ocasiões em que eu quase conseguia derrotar um deles, mas os gêmeos estavam em vantagem. Quando isso acontecia, o outro vinha ajudar o irmão e me atacava. E eu sempre era obrigado a recuar.

Foi assim durante anos. Eu já não sabia mais se conseguiria derrotar os androides sozinho, mas precisava continuar lutando. Foi quando ele veio me fazer um pedido.

Trunks queria aprender a lutar. Disse que já não aguentava mais ficar escondido, sem fazer nada, queria poder ajudar em alguma coisa. O olhar determinado nos olhos azuis dele lembravam muito a mim mesmo quando era mais novo. Quando criança, eu tinha medo de lutar na verdade, era apenas um garotinho de cinco anos quando o senhor Piccolo me ensinou a lutar meio que à força, mas, com o tempo, eu passei a desejar ficar mais forte para proteger aqueles que amava. E Trunks já tinha crescido o suficiente para aprender a lutar.

Ele passou a me chamar de “Mestre” quando concordei em treiná-lo, o que soava muito estranho. Mas isso parecia motivá-lo nos treinamentos. Ele aprendeu a voar depressa, e tinha grande potencial. Tinha sangue Saiyajin correndo em suas veias e, sendo filho de Vegeta, com certeza ficaria muito forte com o devido treinamento. Mas ainda faltava muito para que pudesse enfrentar os androides.

Bulma ficou furiosa quando descobriu que eu o estava ensinando a lutar e nos passou o maior sermão, mas não adiantou muito. Nós dois queríamos derrotar os androides, precisávamos fazer isso, ou a Terra seria completamente destruída. Eu queria vingar as mortes da minha família e dos meus amigos. E Trunks queria proteger a mãe dele e ter um futuro melhor. Bulma acabou se conformando e permitiu que continuássemos com o treinamento.

Durante uma das muitas lutas contra os androides, Trunks me seguiu até a cidade, ou o que restou dela. Ele tentou me ajudar, mas, embora já tivesse quatorze anos e tivesse treinando por um longo tempo, ainda não era forte o suficiente para lutar contra aqueles irmãos sádicos. Na verdade nem mesmo eu era.

Perdi outra vez. O máximo que consegui fazer foi salvá-lo da morte quando os androides causaram uma grande explosão a fim de nos destruir. Isso me custou um braço, mas fiquei feliz por tê-lo salvo. Ele tinha grande potencial e ficaria muito forte um dia… mais forte até do que eu. Trunks era a última esperança.

Estranho… parecia que eu já tinha passado por uma situação parecida antes. Enquanto me esforçava para fazê-lo comer a última Semente dos Deuses que me restava, uma enxurrada de lembranças invadiu minha mente.

E então eu entendi. O jeito como ele me olhava, com tanta admiração, com tanta ânsia para ficar mais forte… era o mesmo jeito como eu costumava olhar para o senhor Piccolo. Ele tinha me treinado durante anos, me ensinou a lutar e praticamente me criou quando meu pai estava morto. E agora eu estava fazendo o mesmo por Trunks, que nem sequer tinha conhecido seu pai. O que era meio estranho, pois tínhamos apenas dez anos de diferença de idade, ele estava mais para um irmão caçula. Mas, graças a isso, eu finalmente pude entender os sentimentos do senhor Piccolo. A vontade de proteger alguém, de fazer com que essa criança se tornasse mais forte e depositar todas as suas esperanças nela… era assim que ele se sentia enquanto me treinava? Provavelmente jamais saberei a resposta. Enquanto me perdia nesses pensamentos, acabei desmaiando de exaustão.

Depois de chegar a essa conclusão, decidi me dedicar mais em treinar Trunks e menos em enfrentar os androides. Ele estava decidido a se tornar um Super Saiyajin, e eu tinha que concordar que ele precisava aprender a fazer isso o quanto antes. Até que, certo dia, ouvimos uma forte explosão enquanto treinávamos. Temi que eles viessem na direção do nosso esconderijo e decidi ir enfrentá-los. Trunks quis me acompanhar mais uma vez, é claro. Os olhos azuis do menino brilhavam de coragem, ele sempre queria poder ajudar… mas ainda era cedo demais.

Fiquei triste por precisar mentir para ele. Disse que o levaria comigo, mas, assim que o garoto preparou-se para levantar voo, acertei um ponto sensível em seu pescoço, deixando-o inconsciente. Era melhor que ele ficasse em um local seguro, pelo menos por enquanto. Se o pior acontecesse, Trunks era nossa última esperança. Mais tarde, eu pediria desculpas por isso, retomaríamos o treinamento e eu talvez o levasse comigo na próxima batalha.

Mas aquela foi a minha última luta contra os androides.

10 de Novembro de 2019 às 02:51 0 Denunciar Insira 0
Leia o próximo capítulo Capítulo 2 – Mirai Trunks

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