Black Hole Sun Seguir história

trivia_singularity Trivia Singularity

“Sol Negro: denominação conferida a humanos que, através de sua alma e sangue, conseguem criar sentimentos amorosos e destrutivos em vampiros”. Após salvarem um Sol Negro de uma cabana em meio à nevasca, a família de Sangues Puros passa a cuidar do pequenino caçador humano Park Jimin e a escondê-lo do Conselho. Apesar de 23 anos incidirem em relativa “paz”, tudo começa a complicar quando são avisados de que o período de Lua Sangrenta durará uma semana e, portanto, ficarão muito mais sedentos por sangues frescos e humanos. Destarte, Namjoon, Hoseok e Jungkook começam a levantar opções sobre o que fazer com o humano que criaram, mal imaginando que as coisas tendiam a complicar mais ao redor deles do que propriamente devido à Lua Sangrenta. [JK x JM] [RM x JN] [JH x SG]


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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A House In The Snow

“Interesso-me por pessoas boas em situações ruins, pessoas comuns em situações extraordinárias”.


– Stephen King.


*


Abaixo do frígido firmamento gris, jaziam flocos de neve voando para onde ventos uivantes levavam-vos. Não havia muitas tonalidades naquela região, sobretudo em épocas invernais, quando cinza e alvas neves dominavam contíguo ao preto da cabana e dos galhos retorcidos das árvores mortas.


Naquela noite, entretanto, havia três corporaturas diferentes frente à casa.


De sobrevestes negras, peles pálidas contrastavam com os brilhantes olhos vermelhos, que miravam friamente a cabana no deserto, cujo pontículo alaranjado na janela delatava existência de humanos – caçadores –, os quais tentavam aquecer-se com uma flama na lareira, atraindo atenção de espécimes cruéis.


Vampiros.


Sangues Puros.


- Descuidados. – comentou o mais alto. – Armadilha?


- Talvez. – ponderou outro, encarando-o. – Joon, seguiremos mesmo as ordens do Conselho? – viu-o cerrar punhos e franzir cenho. – Não acho que pretendam devolvê-lo—


- Mas o manterão vivo, Hoseok. – encarou-o sério. – E, por ora, basta. – fitou a cabana, cujas flamas apagavam-se. – Meu irmão voltará vivo e forte a meus braços, contudo, para isso terei de agir feito soldadinho dos malditos Conselheiros da Corte dos Sangues Puros.


- Seus pais, assim como os meus e os do Kookie, traíram a confiança dos senis ao protegerem seu irmão mais novo. – retrucou Hoseok, encarando Jungkook vergando a cabeça em estranhamento enquanto fitava a cabana. – Acha mesmo que, agora que prenderam-no, eles—


- Taehyung voltará para mim, custe o que custar. Se para isso precisamos matar esta família de caçadores, mataremos.


- Joon... – avocou Jungkook finalmente. – E quanto ao pacto com caçadores? Não beberemos sangue ou os mataremos. Em troca, nossa raça—


- Uma guerra entre as espécies eclodirá em breve: o pacto é farsa, Kookie. Tanto humanos, quanto vampiros estão burlando regras e por isso fomos enviados para cá. – Namjoon apontou. – Para acabar com uma das maiores ameaças: a família Park.


- Não vejo-os como ameaça, embora as habilidades natas de caçada sejam surpreendentes. – comentou Hoseok. – O instinto deles já deve ter nos notado de tocaia.


- Significa que entrar pela frente é tolice. – Jungkook encarou-os. – Sou cem anos mais novo que vocês, contudo, vivemos juntos há séculos e ainda não consigo lê-los. Por que entraremos—


- A mulher está fraca: deu à luz há poucos meses. Não poderá lutar. – aclarou Namjoon. – Só precisamos matá-los. Não será difícil, não para Sangues Puros como nós. – encarou-os. – Estão comigo?


- Estamos. – sorriu Hoseok. – Embora não ache que todos os humanos mereçam morrer como o Conselho está decretando. – suspirou, fitando sério a cabana. – Mas são caçadores, certo? Então—


- Há um bebê lá. – interviu Jungkook. – Mataremos também?


- Sim. – Namjoon devolveu frio, beirando-se da cabana. – Senão ele crescerá e virá atrás de nós. Conquanto sejamos fortes, não é bom ter caçadores em nosso encalço, especialmente um Park.


- Mas—


- Não questione, Jungkook. – ditou Namjoon. – Venha.


Contrariado, Jungkook seguiu-os para dentro da cabana que, estranhamente, não continha defesa. Seria cilada ou os caçadores, enfraquecidos, não notara-os? A fumaça fina da lareira ainda jazia ali, enquanto ventos abafaram quando Namjoon fechou a porta e fitou a escuridão.


Os brilhantes olhos vermelhos dos três miraram um homem armado.


O caçador Park de cenho franzido.


- Muito corajoso. – Namjoon sorriu cínico. – Ou muito burro.


- Kim Namjoon. – nomeou o humano, fitando os outros. – Jung Hoseok e Jeon Jungkook: não imaginei que seriam vocês os nomeados a eliminarem-nos, afinal, não foram suas famílias que garantiram direitos aos humanos de coexistirem com sua raça?


- Mais ou menos. – sorria Hoseok. – Infelizmente estamos sendo forçados a rescindir o pacto. Humanos não podem saber de nossa existência e caçadores precisam morrer para garantirmos nossa sobrevivência.


- Vocês já são fortes naturalmente, malditas bestas. – sorriu petulante. – Não deveríamos ser ameaças, a menos que alguma profecia tenha predito o inverso. – calou-os. – Ora, acertei? Qual criança começará ou terminará a guerra?


- Não sabemos e não questionamos sobre isso. – Jungkook devolveu irritado. – Só—


- Estão protegendo quem amam. – completou a mulher que surgiu atrás do marido. Esta tinha longos cabelos despenteados e caminhava vagarosa, pálida. A ausência de sangue delatava anemia. – Ah... – encarou Namjoon. – Cadê seu irmão?


- O maldito Conselho pegou-o. Se quiser revê-lo, tenho de seguir ordens e isso significa romper com tudo que meus pais construíram. Lamento.


- Não lamente: o Conselho dos Sangues Puros é constituído por senis gananciosos. – sorriu compassiva, enquanto o marido baixava a arma. – Não lutaremos.


- Exato. – o homem fitou a esposa. – Christie não sobreviverá muito. O parto foi difícil e mal mantém-se em pé. – fitou-os. – Não poderei, sozinho, impedir que matem-me, tampouco proteger nosso filho.


- Hum, então entregam a luta? – estranhou Hoseok, vendo-os mesurarem.


- Podem matar-nos, porém, poupem nosso filho. – suplicaram de cabeça baixa. – É só um bebê indefeso—


- Mas tem sangue Park correndo nas veias. – devolveu Namjoon. – Mesmo sem treino, os instintos caçadores—


- O protegerão futuramente, contudo, por ora poupem-no. – suplicou a mulher. – Se estão protegendo alguém, também estamos. – recolocou-se em postura, evidenciando olhos marejados. – Jimin é o único filho que consegui ter após diversas tentativas. Ele não fará mal a vocês, então, por favor, salvem-no.


- Por favor. – frisou o homem.


Namjoon entreolhou-se de soslaio com Hoseok e Jungkook, sinalizando para este rumar ao aposento onde a criança encontrava-se. Jungkook passou pelo casal, que sorriu grato.


- Lamentamos. – Hoseok, sério, beirou-se deles. – Não podemos vacilar.


- Tudo bem. – compreendeu a mulher. – Limpem seus rastros depois, sim?


- Claro. – assegurou Namjoon. – Faça rápido e indolor, Hobi.


*


Noutro cômodo, o coração de Jungkook acelerava.


Garganta secava e respiração ofegava, enquanto olhos miravam uma pequena e sorridente figura no berço, que escondia-se debaixo de uma grossa manta. Estendia bracinhos a Jungkook, que hesitava entre apanhá-lo ou deixá-lo. Trêmulo, sobretudo ao ouvir sons de luta, tirou-o do berço e fitou aqueles olhos grandes e brilhantes.


Que sentimento era aquele?


Por que seu corpo reagia ao sangue daquela criança?


- Jungkook! – Hoseok entrou afobado, vendo-o abraçar o bebê. – Mate-o!


- Quê? – piscou incrédulo. – Mas Joon—


- Caçadores aproximam-se, assim como outros vampiros. Se não matarmos a criança, saberão que não estamos ao lado do Conselho.


- Nunca estaremos! – fitou o menininho, que adormecia em seus braços. – Hobi, não posso...


- Dê-me aqui—


- Não. – abraçou-o forte, fitando-o densamente. – Não posso.


Hoseok, pelo brilho do olhar de Jungkook, entendeu o que incidia.


Era raro, porém, eventualmente alguns vampiros atraíam-se por um sangue específico. Não servia apenas para saciedade, mas como ativador da libido¹: era o chamado Sol Negro. Tal situação era estritamente proibida pelo Conselho: vampiros, em hipótese alguma, poderiam apaixonar-se por humanos, sobretudo envolver-se amorosamente com eles ou transmutá-los, todavia, eventualmente incidia.


Um vampiro secular apaixonava-se por uma criança humana.


E não havia explicação, tampouco ética.


Era algo inesperado e errado.


- Por que não matou-o ainda? – Namjoon entrou alvoroçado, segurando uma caixa. – Temos de ir—


- Kookie não o matará. – revidou Hoseok.


- Ótimo, então faça você. – ordenou Namjoon, notando Jungkook abraçar mais a criança, enquanto Hoseok negava. – Ei—


- Os Park tem razão: é só uma criança indefesa. Matar—


- Se não matarmos, o Conselho matará meu irmão. – devolveu Namjoon. – Lamento, mas entre a vida de Tae e esta criança, sabe qual valoro mais.


- Lógico que sei, pois sou igual, mas... – fitou Jungkook. – Também compreendo Kookie.


- “Compreende”? – Namjoon sorriu cínico. – Ah, não acredito... – alisou cabelos. – Você só está do lado dele porque também apaixonou-se por uma criança humana, não foi?


- A criança em questão não relaciona-se a esta história, mas é, está certo. – Hoseok franziu cenho. – Isso porque a criança pela qual apaixonei-me tem a alma da humana que amei séculos atrás e que suicidou-se. Não estou apaixonado pelo corpo, mas pela alma. – fitou Jungkook. – É proibido, mas advém e não temos como evitar. – cravou Namjoon. – É só uma criança.


- É um caçador de sangue Park—


- Joon. – olhou-o hostil. – É só uma criança, como Tae foi para ti. – Namjoon trincou dentes. – Por favor, não cegue-se como outros vampiros. Não perca de vista quem foi quando seus pais e irmão estavam contigo.


- Pare de convencer-me...! – cravou Jungkook com o bebê. – Inferno...! – virou-se e incendiou a sala. – Entregaremos a criança a uma família humana, entenderam? Não cuidaremos dele quando somos demônios sanguinários. – encarou-os assentindo desconfortáveis. – Destruam a cabana e apaguem os rastros. Se descobrirem que um Park sobreviveu, todos morreremos.


A cabana no meio da nevasca avermelhou como os olhos dos vampiros.


De lá, quatro sobreviventes saíram: três vampiros e um Sol Negro, o bebê humano que despertou o sentimento proibido no mais novo deles.


- Park Jimin... – leu na manta que circundava o corpo do pequeno. – Jimin...

7 de Novembro de 2019 às 22:40 0 Denunciar Insira 0
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