Operação Papoula Azul - A queda do Terceiro Reich Seguir história

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Você já se imaginou mudando o curso da História, impedindo catástrofes ou homens de má índole de agirem? Bulma Briefs, a cientista e Oolong, seu assistente, viajam pelo mundo combatendo seres inescrupulosos e os impedindo de praticar o mal contra a humanidade. Usando a ciência e recursos naturais eles criam armas poderosas e muitas vezes invisíveis. Assim é a Operação Papoula Azul, onde Bulma cria um veneno capaz de eliminar o alvo em minutos. Disfarçada de cientista do Terceiro Reich, ela vai destronar um dos maiores ditadores que o mundo já conheceu. *Os personagens de Dragon Ball pertencem à Akira Toryiama e estão aqui apenas para ilustrar a história. *publicada na minha conta _pat 'zero_zero no Spirit Fanfiction: https://www.spiritfanfiction.com/historia/operacao-papoula-azul--a-queda-do-terceiro-reich-17813070


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#oneshot #flores #nazismo #universoalternativo #dragon-ball #bulma #Hitler #Ciência-Natural #Desafiosanimes #Oolong #Papoula-Azul #Primaverada
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Capítulo Único

Tibete, 1913


“A maior montanha do mundo”, foi o que Oolong pensou enquanto olhava para cima, para o belo e gigantesco tapete branco que se formava na combinação entre o Himalaia e a neve espessa. Estava ventando gelado e o rosto do assistente de laboratório estava congelando.

- Bulma, tem certeza que é aqui?

O ar rarefeito do Himalaia estava deixando Oolong tonto. Seus pulmões pareciam congelar a cada puxada e seu cérebro pouco processava o que estava sendo explicado para ele. Estavam em um desfiladeiro às margens do rio Tsango e a água corria rápida e gelada.



- Ei, tá me ouvindo?! - o assistente sentiu as mãos de Bulma sobre seus ombros – Aguenta mais um pouco, eu serei rápida, prometo.

A voz da cientista estava longe, talvez ela tivesse conseguido alcançar o topo da montanha. Foi o que Oolong sentiu. Ele fechou os olhos e puxou o ar gelado pela boca, sentindo tudo esfriar conforme o ar ia cada vez mais para dentro.

- Oolong, eu encontrei! - a mulher de cabelos azuis o chacoalhou - Eu encontrei, veja! Oolong, não feche os olhos...

O corpo caiu vagarosamente sobre a neve fofa e Oolong sentiu o frescor do frio assassino tocar sua face, a única parte descoberta dos abrigos térmicos. A voz de Bulma ia ficando cada vez mais longe e baixa. Ele sentiu uma picada no pescoço, mas não doeu. Ele sorriu e deixou a escuridão tomar conta de tudo.





Alemanha, Berlim - Agosto de 1934



- E então?

O general da SS batia o pé no chão de madeira da sala. Estava ansioso para pôr as mãos no mais novo “energético” que faria de seus soldados verdadeiros homens incansáveis e assassinos.

- Por que não se senta, general? - Oolong não se intimidava com a presença do homem - A doutora Briefs está preparando tudo com muito cuidado.

- Já era para estar pronto! - o general Zamasu foi para a janela - O Führer não gosta de atrasos.

Do lado de fora estavam seus homens guardando a entrada da casa. Chovia fraco, mas as pessoas caminhavam rápido, tentando se proteger do frio. Era um dia atípico de inverno, já que ainda iria começar o Outono.

- Não estamos atrasados, - Oolong serviu um copo com uísque - o senhor foi quem chegou duas horas antes.

O assistente sorriu para o general alemão e apontou para uma poltrona em estilo clássico imperial. Sem ter muitas opções e sem querer admitir que não estava conseguindo intimidar ninguém naquela casa, Zamasu aceitou a bebida e sentou-se.

- Gosta de música? - Oolong abriu a tampa da vitrola.

- Nada daquelas merdas ocidentais. - o general falou após tomar um pouco do uísque de primeiríssima qualidade.

- Talvez, Wagner? - Oolong pegou um disco - Ouvi dizer que o Führer gosta muito dele.

Zamasu encarou o homem de baixa estatura, ele mesmo não sabia quase nada sobre o homem a quem servia. Seu Führer, seu líder, seu exemplo de conduta e honra. Havia acabado de tomar o controle total da Alemanha e instaurou uma ditadura severa, principalmente para os judeus alemães.

- É, pode ser. - Zamasu virou o uísque que estava no copo - O que o Führer gosta, eu gosto.

Oolong concordou e sorrindo encaixou o grande prato de plástico na vitrola e deitou a agulha com cuidado. Assim que a música começou o rosto de Zamasu se contraiu em uma careta quase discreta. Era uma música sombria, de acordes longos.

- Tristão e Isolda, - Oolong explicou imediatamente contendo o riso - conhece?

- Mas é claro! - Zamasu se remexeu na cadeira e abriu dois botões do casaco.

Oolong se aproximou e pediu o copo para colocar mais uísque, ainda tinham uma hora inteira pela frente até que a doutora Briefs entregasse a encomenda.

- O senhor me parece ser um homem muito culto, general Zamasu. - Oolong também se serviu da bebida âmbar e sentou-se em outra poltrona - Algo raro hoje em dia.

- Não entendi. - Zamasu abriu mais dois botões do casaco.

- Creio que deve ser um homem que lê muito?

- Eu gosto de algumas histórias. - o general abriu todo o casaco.

Estava se sentindo sufocado e sua pele parecia queimar dentro agasalho pesado. A casa estava aquecida, mas ainda assim não causava tanto desconforto. Era em seu corpo que estava o incômodo.

- Quais histórias o senhor gosta? - Oolong parecia não perceber o incômodo no homem à sua frente.

- Agora eu não me lembro de nenhuma. - Zamasu levantou-se e tirou o casaco e o blazer do uniforme preto da SS.

- Está tudo bem general? - o assistente se aproximou dele, mas manteve uma distância segura.

- Onde fica o banheiro? - Zamasu suava como se estivesse caminhando embaixo do sol do deserto.



Oolong colocou o copo sobre o parador e guiou o general da SS por um corredor até o banheiro. Zamasu bateu a porta e trancou. Sua garganta estava fechando e o ar não alcançava mais os pulmões. Abriu a torneira e apoiou as mãos no balcão olhando-se no espelho e o que viu o deixou ainda mais em pânico.

Seu rosto estava coberto de pontos avermelhados e purulentos prestes a explodirem. Queimavam como se fossem o próprio fogo e começaram a coçar feito a sarna de mil demônios doentes.

Zamasu ergueu mão para coçar e viu no reflexo que ela também estava na mesma condição. Olhou a outra mão e estava igual. Desesperado, o general começou a arrancar as roupas. Seu corpo inteiro queimava e coçava e quando estava completamente nu ele gritou.

Um grito agudo e desesperado. Cheio de dor e desespero, mas que só pôde ser ouvido dentro da casa. O banheiro era à prova de som.



- Abra o chuveiro e fique sob a água gelada. - Zamasu ouviu uma voz feminina ecoar.

Olhou para todos os lugares do cômodo, mas não encontrou nada. Achou que estava delirando.

- Se você não molhar seu corpo ele vai aquecer mais ainda e você vai morrer.

A voz era firme e Zamasu não tinha opção. Estava perdendo as forças e a coceira estava aumentando. Procurou pelo chuveiro e o encontrou atrás de uma cortina de plástico. Abriu a única torneira que havia na parede e a água gelada caiu sobre seu corpo como um bálsamo. E então ele sentou-se dentro da banheira e deixou que a água fizesse o resto do trabalho.

- Sente-se melhor? - era a mesma voz.

Zamasu não respondeu, voltou a olhar para as paredes em busca de alguma caixa de som.

- Não vai me encontrar. - ela falou como se pudesse ver os movimentos dele - Eu estou por todo o lugar.

O general passou as mãos na cabeça, ainda sentia falta de ar e seu corpo coçava como se tivesse sido picado por milhões de pernilongos.

- Eu tenho uma proposta para você, general Zamasu. - era ela de novo - Em algum lugar desse banheiro tem o antídoto para anular o envenenamento.

- Envenenamento?! - o coração de Zamasu acelerou - O que fez comigo?!

- Não saia da banheira ou a queimação voltará. - ela alertou.

- É você, doutora Briefs? – ele sabia que era, mas queria se certificar.

Chegou a pensar que talvez a cientista estivesse sido descoberta e sequestrada por algum inimigo do Führer e agora queria barganhar tentando enganá-lo para chegar até o líder alemão.

- Pode me chamar de Bulma. - o tom era simpático.

- O que você quer? - Zamasu voltou a sentar depois de sentir-se tonto.

- Uma troca de favores. - Bulma voltou ao tom sério de sua voz.

- Que troca? - Zamasu já podia imaginar.

De repente Wagner voltou a tocar dentro do banheiro e Zamasu se assustou. Era quase macabro o som, embora fosse considerado clássico. Mas ele não entendia nada de música clássica, gostava mesmo era das populares alemãs, italianas e até mesmo algumas judaicas. Zamasu era descendente de judeus, muito distantes, mas era.

Falsificou alguns documentos para poder entrar para a SS e proteger sua família. Também gostava de cerveja e homens. Mas não podia falar disso com ninguém pois o estado nazista perseguia homossexuais. Nem mesmo os serviçais do Führer escapavam.

O general respirou fundo e uma lágrima escapou. As bolhas começavam a estourar e doer. A água que antes era límpida e cristalina, agora estava manchada de vermelho. O vermelho do sangue do general.

Bulma não podia ver o que estava acontecendo no banheiro, mas podia prever. O plano estava saindo como o planejado e ela só precisava ouvir de Zamasu que o acordo estava fechado.

- Você acha que ele vai aceitar? - Oolong observava Bulma trabalhar.

- Vai, - ela falou firme - ele é covarde demais para dar a própria vida em troca de outra.

Oolong sorriu. Sabia que Bulma tinha razão, eles haviam escolhido um dos mais vaidosos generais do Führer, mas também, o mais covarde. O observaram por meses, cada passo, cada pessoa com quem ele falava e também matava. Tinham provas de seu caso amoroso com Black, um dos homens mais próximos do Führer.

- General Zamasu? - Bulma chamou e o fez despertar - General?

- Estou aqui. - Zamasu respondeu com a voz fraca.

- Na terceira gaveta do balcão há uma seringa com o antídoto, - Bulma começou a explicar - pegue-a e aplique na coxa.

Zamasu levantou e fez o que foi orientado. Ele sequer pensou na possibilidade de que poderia estar sendo enganado. Assim que todo o líquido da seringa entrou em seu corpo, quase que imediatamente ele sentiu o alívio da coceira, da queimação e da dor e passou a respirar normalmente.

Fechou os olhos e chorou. Fora enganado, torturado e levado a pensar que iria morrer. Tudo que ele também já havia feito com outras pessoas, mas em uma escala ainda mais violenta.

- Vista-se. - Bulma ordenou - Estarei te esperando na mesma sala em que estava antes.

E Wagner recomeçou a tocar, a mesma melodia que, para o general, era sinistra e amedrontadora. Ele se vestiu sem pressa de frente para o espelho, mas sem coragem de se olhar. Sabia que quando deixasse aquele banheiro, aquela casa, teria algo importante para fazer.

Tinha que admitir que Bulma, a cientista, tinha sido esperta e muito perspicaz. Zamasu não fazia ideia do que ela havia colocado em seu corpo e nem como. Não fora o uísque pois Oolong também tomou, ou pelo menos pareceu tomar.

- Maldita! – o general xingou baixo, destrancou a porta e saiu do banheiro.

Caminhou devagar pelo mesmo corredor e chegou na sala em que estava antes. Bulma o recebeu com um sorriso e em suas mãos havia uma caixa média, uma pequena com um laço vermelho e um envelope branco. Oolong o ajudou a vestir o blazer e depois o casaco e a cientista de cabelos azuis entregou as caixas e o envelope.

- São para o Führer, como ele pediu. – Zamasu pegou o objeto metálico e retangular com cuidado – Certifique-se de que chegue até ele sem passar por ninguém além de você.

- O que vai acontecer com ele? – Zamasu tinha uma preocupação real.

- Não é da sua conta, general Zamasu. – Bulma ficou séria e o encarou – Faça o que tem que ser feito e depois volte aqui para tomar a segunda dose do antídoto.

- O que?! – Zamasu estremeceu.

Bulma não respondeu e deixou a sala.

- É melhor ir, general. – Oolong abriu a porta e o vento frio entrou – Ou vai se atrasar.

O assistente sorriu e Zamasu cruzou a porta. Um de seus homens abriu a porta do carro e ele entrou vagarosamente, como se estivesse em câmera lenta. Oolong fechou a porta antes mesmo que os policiais da SS deixassem a casa.



- Senhor, - um dos homens notou o semblante preocupado de Zamasu – está tudo bem?

- Temos uma encomenda para o Führer, vamos logo. – e sem mais perguntas os homens partiram.





“Meu caro Adolf, é com muita satisfação que finalizo e lhe entrego o resultado das pesquisas para criação de uma arma altamente mortal e invisível. Mas antes de continuar, espero que esteja apreciando as sementes de pistache, um aperitivo para ser consumido sozinho ou com uma boa cerveja.”



Sim, Adolf Hitler estava comendo as sementes com gosto. Jamais imaginara que sementes de pistache, uma de suas refeições preferidas, pudessem ser tão saborosas apenas contendo um pouco de sal. Sorriu e colocou um punhado delas na boca e voltou a ler a carta da cientista.




“Bem, agora devo lhe explicar como funciona essa arma e devo alertá-lo para os riscos que ela oferece se cair em mãos erradas. Foi trabalhoso, mas eu queria algo inovador, silencioso e o principal, invisível.

Para isso eu viajei até o Tibete e colhi, aos pés do Himalaia, a Papoula Azul. Pode parecer coincidência, mas eu gosto muito dessa cor. E também gosto de exclusividade.

Vamos chamar de Operação Papoula Azul, o que acha?

A Papoula é uma planta uma perene, do gênero botânico Meconopsis, da família Papaveraceae. Belíssima em todas as suas cores, ela é usada na medicina homeopática e alopática. É dela que é retirado o sumo para preparar morfina, anestésicos e até medicamentos para prisão de ventre.

Agora abra a caixa de metal, é nela que está o que você me pediu. Porém, meu caro Adolf, eu tomei a liberdade de dar um toque a mais nessa preciosa mistura.

Pode chamar de ‘Toque Bulma Briefs’.

No frasco transparente, o líquido é inodoro e insalubre, portanto, pode ser adicionado a qualquer bebida ou comida. Escolhi o tom azul para combinar com minha preferência e com a cor das sementes microscópicas de onde extraí o veneno e também misturei com as sementes de pistache.

Bem, creio que agora deva estar sentindo muito sono e um pouco de dificuldade para respirar. Isso vai aumentar até que seu coração pare. Ninguém saberá o que aconteceu porque a tinta dessa carta também vai sumir.

Beba o antídoto, Adolf, se quiser viver.

Ele está no frasco branco. Ou no azul? Agora eu fiquei confusa. Mas acho que é o frasco branco. Beba, se você realmente confia que é o frasco certo.

Bulma Briefs”




O Führer amassou a carta e tentou gritar, mas sua voz não saiu. Ele estava sozinho em sua sala, a sua grande sala. Tudo estava rodando. A caixa aberta em cima da sua mesa tinha os dois frasco que Bulma citou na carta. Um transparente com o líquido azul e outro branco que não permitia ver a cor do conteúdo.

Temendo ser enganado outra vez, o Führer pegou o fraco transparente, abriu e o virou totalmente. Quando seu corpo foi encontrado tinha uma cor azulada, os olhos esbugalhados e a boca contraída. O outro frasco estava vazio.

Naquele dia a posse do ditador alemão acabou e milhões de vidas foram salvas. Todos os homens que serviam a Adolf Hitler foram presos e condenados, inclusive Zamasu, que recebeu sua segunda dose do antídoto na prisão.




Dois meses depois – dia de Eleições Diretas na Alemanha



- Oolong, está pronto? - Bulma terminava de incinerar suas pesquisas com a Papoula Azul.

- Para onde vamos agora? - o assistente terminava de colocar as malas na máquina.

Hope, era o que estava escrito na lateral do estranho objeto que os dois usavam para viajar.

- Não sei, - Bulma cruzou os braços e encostou na mesa que a servira durante as pesquisas - tô na dúvida entre Brasil e os dinossauros.

- Que tal Brasil? - Oolong falou empolgado – Soube que lá eles tem um presidente péssimo que se auto denomina “mito”. - Oolong fez aspas com os dedos.

- E como vamos destruir o mito? - Bulma o desafiou.

- Qual é Briefs, - Oolong pulou para dentro da máquina – é fácil destruir um mito, principalmente se ele nunca existiu! – o assistente apoiou o braço na borda e piscou para a azulada – E eu sei que você tem algo preparado!



Bulma riu e também entrou na máquina. É claro que ela tinha algo pronto, ela sempre tinha. Ela era Bulma Briefs, a mulher mais linda e inteligente do Mundo!

5 de Novembro de 2019 às 21:55 0 Denunciar Insira 0
Fim

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_pat ‘zero_zero "o homem planeja e Deus ri." - ditado lídiche

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