O Anjo e o Demônio Seguir história

_pat _pat ‘zero_zero

Quando o próprio Lúcifer vem à Terra à procura de uma mulher que possa dar à luz ao seu primogênito e herdeiro, Miguel, o arcanjo que o expulsou do Reino dos Céus fará de tudo para que isso não aconteça. Mas Lúcifer é astuto e se esconde no corpo de Kakarotto, o mais novo vizinho de Bulma e quando os dois se conhecem ele tem certeza de que ela é a mulher certa. Kakarotto fará de tudo para seduzir Bulma e torná-la a mãe de seu filho. Miguel precisará ser rápido, mas, também precisará agir com cautela. Tomando o corpo de Vegeta ele irá se aproximar de Bulma e isso poderá deixar os dois mais íntimos do que ele imaginava. O Anjo e o Demônio entrarão em uma disputa pela mulher de cabelos azuis. Quem será o vencedor? Será que existe vitória? E Bulma, irá ceder aos encantos desses seres angelicais? Comece a rezar. *história publicada no meu perfil _pat 'zero_zero no Spirit Fanfition https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-anjo-e-o-demonio-17829549 * Os personagens de Dragon Ball pertencem à Akira Toryiama e estão aqui apenas para ilustrar a história.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Sob a noite eterna

"Lúcido deve ser parente de Lúcifer, a faculdade de ver deve ser coisa do demônio. Lucidez custa os olhos da cara."



Finlândia cidade de Suomi – inverno de 2018

Convento das Freiras Luteranas de Suomi




Há quatro dias que Bulma não via a luz do sol e agora já estava prestes a completar cinco dias. Estava enlouquecendo e todo seu “relógio” biológico também. Passava horas na janela do quarto com a testa encostada nas grades de madeira podre olhando para o escuro enquanto sua pele congelava com o vento ártico que soprava sem parar.

Já tinha ouvido falar naquele fenômeno, tinha muita curiosidade em conhecer, mas agora estava desapontada, triste e sozinha. Talvez fosse a condição em que se encontrava que tornava tudo ainda pior.

- Ai! – Bulma sentiu o chute forte do bebê que habitava seu ventre.

Levou a mão até a pequena elevação formada na lateral da barriga e a acariciou. Sorriu ao sentir o pequeno Trunks se acalmar e a elevação se desmanchar. Era um menino, ela soube, no momento exato em que ele foi concebido, aliás, nos momentos em que ele foi concebido.

Trunks havia sido concebido duas vez em dias diferentes e Bulma sabia a que tipo de ser daria à luz. Não estava com medo, era o que dizia para quem perguntasse e o que dizia a si mesma o tempo todo.

Mas o que Bulma não sabia era o que esperava pelo pequeno híbrido, metade anjo, metade demônio, quando chegasse ao mundo. Estava escondida, distante de seu país, amigos e família. Ninguém tinha ideia de onde ela estava, nem mesmo Eles.

O homem que a escondera havia garantido que aquele lugar era seguro e ela poderia ter seu bebê tranquilamente. Havia prometido que quando Trunks chegasse ao mundo ele seria selado com a palavra de Deus e seus “dons” jamais seriam desenvolvidos.

Bulma não era uma mulher de muita fé, se assim poderia ser definida. Acredita que havia algo maior acima de tudo, mas jamais nomeara como Deus, pois acreditava que dar nomes às forças da natureza tirava delas a divindade. Nomear, rotular, classificar era coisa para humanos e animais.




- Vai ficar tudo bem, - Bulma suspirou e voltou a olhar para o nada escuro – estamos seguros, Trunks.

A noite eterna, como ela apelidara, duraria três ou quatro meses e Trunks nasceria logo em seguida. Mas ficar naquele convento de pedra, gelado e brutalmente silencioso era enlouquecedor.

Bulma tinha acesso livre à quase todo o local e já havia explorado tudo que podia, mesmo com a barriga saliente e agora tudo já tinha perdido a graça ou a emoção dos dois primeiros dias após sua chegada.

Estava sendo muito bem tratada, não podia negar, mas por recomendação de Yamcha ela não deveria sair dos limites da propriedade ou então seria descoberta. Os portões do convento eram protegidos por símbolos e orações que o tornavam invisível para anjos e demônios.

Era uma verdadeira fortaleza construída de pedra com algumas centenas de anos de idade. Já tinha sido de tudo, inclusive casa de um demônio que assolou a Europa no ano de 1400 e foi morto por um membro da família Wolf. A família de Yamcha, que agora protegia Bulma.

O estômago da gestante reclamou com um ronco audível. As sopas ralas e os pequenos pedaços de pão ao longo do dia não estavam funcionando. Yamcha havia prometido trazer algo que sustentasse mais, mas não a visitava há dois dias.



- Senhorita? – a freira mais jovem do convento surgiu na porta do quarto.

- Irmã Chichi! – Bulma sorriu.

Chichi Cutelo era a freira mais jovem do local e logo se tornou amiga e confidente de Bulma. Diferente das freiras mais velhas, Chichi não tinha pudores ao falar e não era quadrada como as outras, nas palavras dela.

Tornara-se freira por opção, mas sempre que podia escapava e ia para o centro de Suomi beber cerveja em uma taberna escondida embaixo de uma igreja. Se encontrasse um homem interessante passava a noite com ele, caso contrário, voltava para o convento e dormia por uma ou duas horas antes que os sinos soassem.

- Yamcha está aqui, - Chichi entrou no quarto – ele trouxe coisas para você.

Bulma suspirou e pegou na mão da freira que estava estendida para ela, mas ao levantar-se sentiu uma pontada forte ao “pé” da barriga e gritou. Não era hora ainda e o coração de Bulma disparou quando sentiu sua calça molhar com o sangue.

- Não! – ela gritou e segurou a barriga com as mãos – Chichi, me ajude!

Bulma sentiu suas pernas enfraquecerem e de repente tudo ficou turvo. Seu estômago revirou e sua boca secou e foi tomada por um gosto de ferrugem. Chichi viu a mulher de cabelos azuis empalidecer como se a morte já a tivesse nos braços e gritou o mais alto que pode chamando por Yamcha enquanto aparava a queda da gestante.




Naquela noite uma tempestade de neve se encontrou com uma tempestade de água. O vento do Ártico ganhou mais força e os três juntos fizeram grandes estragos na cidade de Suomi. Muitas vidas foram ceifadas antes da hora, como se fosse uma espécie de troca. Naquela noite, a noite eterna, quatro pessoas precisaram juntar conhecimentos para evitar que Bulma e seu bebê perecessem.

Também descobriram que a mãe teria que ser forte, pois a criança que ela carregava em seu ventre sequer tinha nascido, mas já possuía a força de mil homens. Chichi foi enviada para a cidade em busca de um médico, mas por conta das tempestades não conseguiu voltar. Bulma teria que ser forte, ela havia sido alertada por um dos pais da criança.

O demônio dera a ela todas as informações necessárias e se Bulma não cumprisse ela morreria e seu filho também. O maldito e belo demônio que a seduziu. Bulma o queria por perto naquele momento, mas não poderia arriscar a vida de tantas pessoas.

- Chichi, - ela chamou pela amiga com a voz fraca – por favor, não demore.



Bulma desmaiou novamente e dentro dela Trunks se acalmou. Ele ainda não estava pronto para sair.

Não agora.

5 de Novembro de 2019 às 21:42 0 Denunciar Insira 0
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_pat ‘zero_zero "o homem planeja e Deus ri." - ditado lídiche

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