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sweetdoll299 Choki Chan

Eu não sei onde essa história ira chegar, eu nem ao menos se eu de fato poderei a escrever, e sei muito menos se alguém ira de fato acreditar em mim e parar para ler meus relatos, mas por favor, se você for uma pessoa curiosa, e ter parado para ler...Corra, corra por sua vida.


Horror Horror gótico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#original #horror
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.Chapter 1

Eu não sei o motivo de estar escrevendo isso, eu nem ao menos sei se irei sobreviver tempo o bastante para terminar de escrever essa " historia " inteira, ou talvez relato, caso assim queira chamar o que irei relatar agora. Nem ao menos sei também se alguém ira de fato achar tudo isso que estará dito aqui, não sei também se irão acreditar no que irão ler...Talvez me achem um louco, talvez achem que sou apenas um homem drogado que está tendo alucinações por conta do que usei. Eu não posso cobrar que confie em mim, de qualquer modo, sou um completo estranho para você, senhor leitor anônimo, afinal de contas, eu também não confio em você... Mas, não é por eu não confiar em você que eu quero que você morra, então, quando terminar de ler isso tudo, faça apenas uma coisa:


Corra, não fique parado, eles já te localizaram no momento em que leu a primeira palavra desse imenso texto, então, não deixe que te peguem, não deixe que te matem, minha jornada acabou e conseguiram me pegar pois fui fraco, mas tenho certeza que você não é um ser estúpido como eu para voltar por puro medo e por pura emoção, bem...Talvez seja, afinal, você começou a ler um texto de um total desconhecido sem motivo nenhum aparente, mas eu não estou aqui para questionar suas ações de vida ou seu intelecto, estou aqui para lhe dar está breve dica e para relatar o que aconteceu comigo. Não posso deixar que isso passe em branco, nem que isso signifique que eu tenha que morrer e levar outros leitores curiosos comigo, tenho que saber que eu não fui o único, tenho que saber que ao menos uma pessoa vai saber o real motivo de minha morte...Então por favor leitor, quando terminar de ler isso, corra, mude de país, de continente, de planeta até se for possível, e mostre isso a outras pessoas, não deixe que eu passe em branco, e também, não pense no que ficará para trás: amigos, família, animais, empregos...NÃO PENSE EM NADA DISSO QUANDO ESTIVER FUGINDO, eles já estão condenados, você não pode fazer nada, ficar pensando neles apenas ira dar a eles mais tempo de te pegarem.


Mas imagino que já te enrolei muito, então, irei começar: tudo isso começou a exatamente 4 anos atrás, no dia 04/04/1994, ah...O número 4, sempre foi meu número de azar, eu sempre odiei esse horrível número, pois, desde pequeno, quando ele aparecia, eu sempre sofria...E agora, tenho certeza de que este número é o pior de todos por conta de tudo que estou passando por conta dele...Eu era apenas um homem curioso de 22 anos em busca de emprego, devo confessar, há 4 anos atrás, eu era muito mais inocente e energético, é até engraçado de se ver como uma pessoa pode mudar em tão pouco tempo assim, bem...Ao menos, para mim, 4 anos é muita pouca coisa, considerando o quanto alguém pode viver ainda, isso pode até ser coisa da idade talvez? Pois, se você para para pensar um pouco, quanto mais velho você fica, menor o tempo parece ser, me lembro bem de que, quando eu possuía 6 anos, 4 anos parecia ser uma longa jornada, parecia que, quando esses 4 anos passasse, tudo iria mudar para mim, e parecia até que os meus 10 anos nunca iriam chegar. Confesso, é até engraçado e bom de me lembrar desses momentos de felicidade que eu tinha em minha infância, é bom para me distrair um pouco da situação atual em que estou...E também, quem diria que aquela pessoa animada de 6 anos estaria aqui agora, após 20 anos, totalmente devastada e sem nenhuma esperança....Assustada e fechada em um quarto escuro, com medo até mesmo de olhar para a janela e ver uma sombra passando...Ficando apenas aqui, escrevendo algo que nem ao menos sabe se alguém ira ver.


Naquele dia, eu tinha recentemente saído de meu emprego antigo, o de um simples cartunista do jornal da região. As vezes, eu até tinha a sorte de escrever um ou outro artigo de no máximo dois parágrafos, porém, eu era um rapaz muito mais ambicioso: eu queria ter a primeira página inteirinha para mim, eu não queria ser apenas o " cara das tiras de jornal ", queria ser algo mais, queria que me conhecessem como " o jornalista principal do jornal ", queria continuar famoso mesmo se eu saísse do jornal. Sim, eu sei, uma ideia até que bem egoísta e incrivelmente difícil de se alcançar, porém, quem nunca se iludiu ao imaginar seu futuro? Quem nunca parou e viu a si mesmo pensando em todas as coisas que você poderia ser, tudo o que você imagina que possa fazer...Quem nunca imaginou-se famoso, cheio de pessoas ao seu lado, desesperadas por um autógrafo, e te lembrando o quão bom você é...E obviamente, lembrando o quanto de DINHEIRO você está ganhando simplesmente por ser bom em algo, e naquela hora, era tudo isso que eu queria, e eu estava disposto a fazer o que fosse necessário para alcançar essa minha fama, nem que eu tivesse de me colocar em cenários grotescos e horripilantes: Se eu conseguisse aquela primeira página, se eu conseguisse meu nome escrito em letras gigantes para todos verem...Isso já teria valido totalmente a pena. Se as pessoas me reconhecessem na rua e parassem para vir me cumprimentar, já teria valido totalmente a pena. Eu queria tentar arriscar, eu estava de fato determinado a fazer aquilo, e faria tudo que precisasse para chegar a meu objetivo principal....Se eu ao menos soubesse o que me esperava, eu não teria feito aquilo...Eu jamais teria saído do meu emprego, e jamais teria sido idiota de começar aquele maldito novo jornal, que apenas destruiu minha vida, e agora, ira me matar.


Eu estava em meu apartamento já naquele ponto, era um apartamento bem pequeno, não posso dizer que era a pior espelunca do mundo, porém, definitivamente não valia o dinheiro que eu pagava para viver ali, mas o que eu poderia fazer? Era apenas aquilo que o salário de um simples cartunista jovem poderia pagar até então, pois, caso eu ao menos imaginasse em certo momento na possibilidade de me mudar a um local mais barato, eu logo já me via em um cenário totalmente diferente: Em um local imundo, pequeno e escuro, sozinho, e com as paredes já a caírem aos pedaços. Essa era a parte ruim de ser apenas um ser terciário naquele jornal anterior: Se eu quisesse viver em um local " aceitável ", deveria gastar tudo o que eu ganhava com aquilo, e, se eu quisesse economizar um pouco, deveria viver basicamente em um bueiro podre e cheio de ratos a comerem minhas roupas e me consumirem com suas doenças nojentas. Eu definitivamente não queria estar nesse cenário da segunda opção. Sempre tive um enorme medo de ratos, e só de imaginar estar frente a frente com um fazia minha espinha gelar. Era um cenário infernal para mim, um cenário infernal onde eu esperava jamais estar.


Estava folheando alguns rascunhos de cartuns que jamais publiquei no jornal, sabe aqueles cartuns que você faz quando a inspiração vem em sua cabeça do nada, porém, que você nunca termina, e se termina, nunca expõe a ninguém? Era esse tipo de cartum que tinha no caderno que eu estava folheando agora, algumas vezes, eu até soltava algumas risadas com os desenhos. Confesso que jamais fui de ser uma pessoa extremamente narcisista, talvez um pouco, porém não era algo tão visível assim, porém...Eu estava de fato rindo de alguns daqueles desenhos, eu não sei o motivo, pois a maioria das ideias ali expostas não eram tão boas assim, talvez fosse a nostalgia que me fez rir? Talvez eu sentisse saudades daquela minha época de inocência, em que eu acreditava que essas tiras eram as melhores do mundo? Aquela época em que eu imaginava que, se eu me esforçasse, pararia de apenas desenhar cartuns e viraria o chefe daquele jornal? Bem, não sei dizer, sinceramente...Mesmo após quatro anos disso, eu nunca formulei uma resposta certa ou um bom motivo, mas nunca me esforcei para tentar formular um também. Aqueles rasculhos definitivamente me traziam boas memórias, porém, eu sentia culpa de ler estes, eles me lembrava acerca do que eu queria deixar para trás: Queria deixar meu ex-trabalho de cartunista para trás, e então, deveria abandonar essas tiras que eu havia começado e jamais terminado. Fechei o caderno e olhei pela janela: Diversos carros passavam, o som era ensurdecedor, e mal dava para se ver o sol por conta da fumaça de carros que o cobria, sempre foi assim, aquela rua, a rua Albert Walker, era conhecida justamente por isso: A tamanha poluição e o número surpreendente de carros, não tinha mais nada além disso, parques? Atrações? Sorveterias? Lojas? Simplesmente nada, era apenas uma rua conhecida por sua poluição e também por conta do tipo de pessoa que vivia ali: Drogados, prostitutas, traficantes, viciados em apostas que perderam todo seu dinheiro, cada um tinha seu próprio motivo para estar ali, e como já dito anteriormente, o meu era apenas a falta de dinheiro.


Fui até a cozinha, abri a geladeira e a fucei um pouco, procurando a garrafa de vodka que eu havia ganhado de presente da senhorita Agatha, uma senhorinha que vivia no apartamento da frente do meu. Não posso dizer que ela era uma má pessoa, porém, diversas vezes...Ela podia ser deveras assustadora, sentia diversas vezes algo desconfortável nos olhares que ela me dava quando conversávamos...Era como se ela pensasse algo de mim que eu não poderia entender direito, não, definitivamente, não era apenas um sentimento mútuo de amizade, era algo bem mais perverso do que isso, até mesmo pervertido. Devo dizer já de cara, caro leitor, que eu não sou um narcisista, definitivamente não, e nunca fui, na verdade, minha autoestima sempre esteve bem abaixo do que você pode chamar de autoestima comum...Sempre tive um corpo magro, desde que eu era criança, e depois do acidente na floresta, eu apenas fiquei mais magro, meu corpo agora está quase esquelético, e até mesmo escrever isso está sendo uma enorme dificuldade para mim.


Peguei essa garrafa e a abri, senti o cheiro forte de sempre da bebida, eu sempre costumava beber quando tinha um dia difícil, e estava pronto para virar aquela garrafa inteira na minha boca e sentir o liquido ardido e gelado descer pela minha garganta. Peguei um maço de cigarros de cima da bancada da pequena pia que havia em meu apartamento, tirando de lá o último que havia no pacote, sentei-me na pequena mesinha que tinha no meio da cozinha e pegava a maior parte de seu espaço e abri a garrafa, nem ao menos fazendo cerimonia ou algo assim antes de vira-la em minha boca e começar a beber aquilo rapidamente, nem ao menos tomando tempo para poder " apreciar os gostos " dela, como um de meus amigos falava: William, era um cara magrelo, não como eu na época, mas mesmo assim, estava abaixo do peso, bem esticado, eu sentia-me muito pequeno perto dele, tinha cabelos pretos e bem bagunçados, e sempre utilizava uma roupa que eu pensava que teria saído direto de alguma serie de ficção cientifica ou coisa assim. Segundo ele, era um " filosofo contemporâneo ", mas para mim, era apenas um cara irritante e idiota, que queria sempre ficar me dando lição de moral por fumar em casa ou por " não apreciar o que bebia ", por isso, evitava sempre de sair com ele, mesmo que ele ligasse em minha casa, eu fingia que não estava, e sempre que eu via ele na rua, fingia que não tinha o visto...Na verdade, vendo por esse ponto, nem sei porque disse que William era meu amigo, do jeito que o trato, parece até que ele é meu inimigo! Realmente surpreendente...Mas, caro leitor...Não pense em mim assim, eu sei que deve imaginar que ele apenas se preocupava com a minha saúde, mas era realmente irritante...Não que eu odiasse, todavia, ouvir aquela voz fina e cheia de narcisismo na minha cabeça, me dizendo toda hora o que dizer...Ninguém iria aguentar, não importa o tanto de paciência que tivesse.


Peguei meu isqueiro depois de um tempo apenas bebendo, e acendi aquele cigarro, dando uma tragada boa nele, soltando a fumaça pela cozinha, sim, era uma cozinha fechada, pequena, e agora, cheia de fumaça, e vai por mim, ver aquelas imagens de pessoas com câncer nas partes de trás dos maços não aumentavam minha confiança em ficar naquele ambiente, mas onde mais eu poderia fumar? Se abrisse as janelas, seria expulso desse apartamento, se eu fumasse na rua, certamente teria meu maço roubado por algum delinquentezinho de merda que vive passando pelas pessoas e roubando qualquer coisa que elas estejam segurando em mãos, não importa o que é: se é um celular caro, da última geração, que vale quase sete mil dólares, ou um maço de cigarro com apenas um deles sobrando, que você pode comprar em qualquer lojinha por dois reais, e se for amigável com o vendedor, você pode até ganhar um de graça para caso esse que você comprou acabe...É realmente surpreendente o que uma amizade pode trazer para você.

Fiquei fumando por um bom tempo, dando uma vez ou outra um gole na vodka, até ouvir algumas batidas na porta, suspirei baixo, justamente no momento em que eu mais queria ficar sozinho, alguém vem falar comigo! Mas bem, eu não era um cara de ignorar outra pessoa que não fosse o William, então apenas deixei o cigarro no cinzeiro que havia lá, e me levantei. Estava meio tonto por causa da bebida, mas eu era consideravelmente resistente, então ao menos não estava como um mendigo bêbado e velho, que sai cambaleando e se batendo em tudo que vê pela frente.


Olhei pelo olho mágico quem era, e era quem eu menos esperava que aparecesse: Suzanne, uma moça na época de mais ou menos 20 anos, dois anos mais nova que eu, tinha um corpo esbelto, seu rosto era tão bonito quanto ele, tinha cabelos cacheados e loiros, com olhos pretos, e algumas sardas por seu rosto inteiro, que não deixavam ela menos bonita. Usava roupas bem coladas, o que mostrava até que demais de suas partes, mas, o que eu poderia esperar? Era o que ela usava para trabalhar, como uma prostituta, era isso que ela deveria usar, ou não conseguiria nada de homens tarados que passavam por aqui, não, definitivamente não quero parecer um cara legal nem nada, eu até mesmo já paguei para ela me fazer algumas coisas antes, quando eu estava me sentindo muito solitário, mas eu realmente queria ajudar ela naquela situação, já vi ela diversas vezes chorando depois de um trabalho difícil com um cliente que não sabia respeitar ela pela posição que ela estava, eu queria ajudar, mas se ela estava ruim em questão de dinheiro, eu estava pior.


Suspirei baixo, e abri a porta, convidei a mulher para entrar, já esperando que ela reclamasse do horrível cheiro de fumaça que exalava pela casa, mas, ela não entrou, ao invés disso, apenas olhou em meus olhos, e me entregou um envelope, saindo em seguida sem dizer uma palavra. Me senti extremamente confuso, o que ela teria colocado neste envelope? Seria ela que teria escrito o que estava ali? E porque me mandar uma carta, e não me dizer diretamente algo? Eram muitas as perguntas, e eu não podia responder umas sem ler o que havia lá.


Então, sentei-me na mesinha da cozinha mais uma vez, abri o envelope com uma faca, e li o que havia ali.

29 de Outubro de 2019 às 22:31 0 Denunciar Insira 0
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