História de Bóris e Ivete Seguir história

alisson24 Walisson Aguiar

Ciência não investiga apenas coisas estranhas. Ela também se encher de amor...apenas para descobrir que esse sentimento é uma droga.


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História de Bóris e Ivete, os dois voluntários, Ciência Maluca.

Antes de tudo, sopa não é jantar.


Ivete era uma menina bacana, tinha um papo legal, e era bonita até, Nada especialmente estonteante, mas bonitinha. Um dia, quando ela chegou ao bar, sem que pudesse perceber, o cérebro de Bóris liderou uma descarga de dopamina. Em um quinto de segundo, a substância o presenteou com uma sensação deliciosa de bem-estar. O coração disparou, as mãos suaram. O corpo parecia tremer inteiro. Quase perdeu a fala. Estava apaixonado. Completamente sem chão.

Os dias seguintes foram uma loucura. Ele contava as horas para reencontrá-la. Queria estar por perto. Inventava pretexto para puxar papo. Começou a escutar as músicas de que ela gostava. Foi ao cinema sozinho ver o novo filme favorito dela. Não conseguia parar de pensar nela. Era incontrolável. Toda vez que ela estava por perto, o cérebro lançava outra vez aquela sensação de prazer. E quando ela ia embora, uma ansiedade tomava conta dele. Sentia a mesma dor de abstinência que viciados em cocaína sentem. É isso: paixão é uma droga.

No começo, Ivete sentiu as mesma sensações que Bóris. Adorava tê-lo por perto. E assim o romance aconteceu. Mas a paixão durou bem menos do que o tempo esperado. Um dia, sem nem que ela soubesse direito o motivo, o cérebro cortou as injeções de dopamina. A ansiedade e a tremedeira passaram. Bóris tomou um pé na bunda e viu o mundo parar. Nada mais tinha graça. Sentia uma dor física, como se tivesse levado uma surra, pensou até que iria morrer.

28 de Outubro de 2019 às 19:49 2 Denunciar Insira 2
Fim

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Walisson Aguiar Use seus problema como uma fonte de espiração.

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