A filha de Gaia Seguir história

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A jovem e inocente Jasmine Oak não possuía nada de anormal. Vivia uma vida triste e solitária em um orfanato, ia para a escola pública, até que em um passeio ao museu de artes, um estranho incidente muda completamente sua vida, levando-a a morar no Acampamento Meio Sangue. Confusa e desorientada, Jasmine acaba entrando em uma vida completamente nova e no meio de confusões mitológicas que ultrapassam eras e eras de história e mitologia e uma delicada diplomacia. História também postada no AO3 e no Nyah.


Fanfiction Livros Para maiores de 18 apenas.

#oc #HDO #percy-jackson #pjo #Senhor-D #Chiron #Quiron
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Cap.1 O incidente

O sol nascia na cidade de Hartford, no estado do Connecticut. Havia um orfanato como tantos outros pelo mundo. Todos os dias as crianças que nele vivem acordam, se lavam, vão para a escola e retornam, mas entre elas há uma em especial.

Seu nome era Jasmine Oak, possuía 16 anos, pele branca, longos cabelos castanhos até o meio das coxas e olhos verdes escuros como uma floresta. Todos no orfanato sabiam de sua história, da menina que tinha sido abandonada por um homem apenas que não tinha esposa e não queria cuidar de filho nenhum, tudo isso quando ainda era uma recém-nascida. Só descobriram seu nome porque estava bordado na manta.

Ter sido abandonada por seu pai era muito pior do que se ele tivesse morrido, pois as crianças abandonadas pelos pais eram taxadas pelas outras como escória e com Jasmine não era diferente. Ninguém gostava dela, nem mesmo as outras crianças abandonadas, e a sua dislexia e seu Transtorno de Déficit de Atenção só pioravam as coisas. Por essa razão, ela demorava muito mais que as outras crianças para retornar, preferia ir ao Riverside Park, onde ficava até antes do anoitecer. Sentia-se bem perto da natureza e às vezes conversava árvores, animais e pedras, afinal eram seus amigos.

Este era um dia como outro em sua vida. Iria fazer tudo o que sempre fazia, mal podia esperar para fugir daquele lugar e ir para o seu tão amado parque, mas sabia como acabar com seus planos. Naquela tarde, sua “adorada” professora resolveu levar a turma para o Wadsworth Atheneum, o museu de arte mais antigo dos EUA. Aqueles quadros e impressionistas de artistas franceses e americanos, coleções extensas do mobiliário norte-americano e artes decorativas realmente impressionavam, as pinturas das paisagens eram as que mais a impressionava. Pareciam tão reais que se as tocasse poderia passar pelo outro lado da tela.

Sem que percebesse, ela tinha se afastado do grupo e ido para uma ala vazia. Jasmine não se importava com a solidão, tinha passado sua vida inteira sozinha e estar cercada pelas pinturas da Escola do Rio Hudson a faziam se sentir bem. Quase conseguia ouvir as vozes da natureza nas pinturas. Foi então que passou a escutar algo. Um sibilar estranho em uma língua estranha. Ela começou a procurar pela origem do som quando deu de cara com sua professora.

- Srta. Wess, me desculpe, eu estava...

- Cheiro de sangue de filhote dos deuses... Sangue...

- Hã?

- Corra. – Dizia uma voz no seu interior.

- Srta. Wess?

A professora a encarou, mas não era a mesma. Seus olhos estavam amarelos e assustadores, suas pernas desapareceram dando origem a uma cauda escamosa e seus dentes se tornaram pontiagudos. A professora que antes conhecera agora era meio mulher e meio serpente.

- Fuja! – Gritou novamente a voz.

A criatura saltou em direção a garota, que se jogou para o lado e rolou pelo chão. Não entendia como tinha conseguido realizar tal movimento, mas não importava. Jasmine começou a correr para longe da criatura. Para o seu azar, a porta estava trancada. Deveria tentar outra saída. A criatura, antes conhecida como Srta. Wess, investiu novamente contra a garota, mas dessa vez Jasmine derrubou uma escultura nela. A menina aproveitou a oportunidade para cruzar o salão e entrar em um corredor e alcançar outra ala, mas esta também se encontrava trancada.

- Não tem para onde fugir, cria dos deuses.

- Está falando comigo? – Perguntou uma voz estranha que fez Srta. Wess a olhar e encarar.

A dona da voz era uma garota de pele extremamente clara, como se nunca tivesse conhecido o sol, olhos cinzentos e cabelo estranho, cuja parte da frente era branca e a de trás negra. As mesmas cores refletiam em suas roupas: um casaco de moletom branco, calça preta e tênis preto e branco.

Por alguma razão que Jasmine não pôde explicar, a criatura se irritou e avançou na garota, que saltou e rolou para o lado no momento certo e depois avançou na criatura segurando uma adaga de prata ornamentada. A estranha enterrou a lâmina na cauda de serpente e rasgou a pele escamosa até o quadril, onde começava a pele humana. A criatura urrou de dor e a menina não perdeu tempo, retirou a adaga antes que as mãos da Srta Wess a capturassem e saltou para trás. Enquanto a criatura avaliava o estrago, a garota surgiu ao lado dela, silenciosa como uma sombra, e cravou a lâmina em seu pescoço até que a ponta saísse pelo outro lado. Depois só precisou puxar e deixar um buraco.

- Droga, vou ter muito trabalho para tirar essa mancha. – Disse com uma impassividade que surpreendeu Jasmine.

Ela nunca tinha visto alguém morrer, estava assustada e perplexa com o que tinha visto. A outra garota, apesar de a ter visto com aqueles olhos frios como gelo cinzento, simplesmente deu de ombros como se fosse a coisa mais normal do mundo, guardou a adaga na manga do moletom e foi para o corredor, que Jasmine tinha passado quando fugira da mulher-serpente, como se nada tivesse acontecido.

Ainda assustada, Jasmine contornou o corpo sem olhá-lo e voltou todo o caminho que tinha feito até ali. Felizmente, ao alcançar a outra ala, a porta agora se encontrava aberta. Ela saiu correndo da ala, saiu do museu e correu sem olhar para onde ia, quase causando acidentes de trânsito. Ela só parou quando sentia que não podia mais continuar devido à ardência de seus pulmões, provocada pela falta de ar.

Quando Jasmine normalizou sua respiração, viu onde estava. Era o Riverside Park, mais precisamente perto das margens do Rio Connecticut. Ela se deixou cair de joelhos pensando no que acabara de presenciar. Pelo menos estava sozinha com as árvores, era o que ela pensava até ouvir um barulho dentro do rio.

- Q-Quem está aí? – Perguntou, mas não obteve resposta. – Eu sei que está aí. Quem é você?

Da água surgiu uma mulher de graciosos cachos castanhos claros e olhos azuis. A mulher saiu do meio do rio e foi até a margem, onde se sentou sem sair da água. Jasmine percebeu que ela usava um vestido de seda azul clara que estava colado ao seu corpo.

- Achei que não me perceberia. Meu nome é Ismene, sou uma potâmide.

- O que é uma potâmide?

- Uma ninfa, mais especificamente uma ninfa associada a rios.

- Ninfa? Mas isso não são histórias?

- Já pensou se todas as histórias sobre mitologia grega fossem reais? Pois eu lhes digo que elas são reais.

- Eu não entendi. Como assim são reais?

- São reais ou nós não estaríamos aqui.

- Hã?

- Você não é uma menina como outra qualquer, você é uma semideusa, Jasmine.

- Como sabe o meu nome?

- Você sempre vem aqui e fala com as árvores, os animais e até mesmo com as pedras. No começo achei que fosse uma menina louca, mas depois percebi que o rio também gostava da sua presença.

- O rio?

- Como já disse, você é uma semideusa. Acho que esse lugar inteiro já sabia antes de mim.

- Deve haver um engano. Não é possível eu seja uma semideusa. Deuses são só histórias, como a diretora do orfanato e meu professor de história dizem.

- É no que acredita?

- Acreditava até hoje à tarde. Uma professora minha virou uma mulher cobra.

- Uma mulher cobra? – Perguntou sem entender.

- Metade mulher e metade cobra, seja lá o nome que aquela coisa tinha.

- Uma das crias de Equidna?! – Espantou-se a ninfa, que ficou de boca aberta.

- Moça, você está bem?

- Menina, você corre um grande perigo! Sabe, os semideuses têm um cheiro característico e só percebi o seu agora. Outras criaturas também perceberão. Você precisa ir o mais rápido possível até o acampamento!

- Que acampamento? Do que está falando?

- De salvar a sua vida, menina. Há um acampamento em Long Island que te ajudará a compreender tudo e te manterá a salvo dessas criaturas. Precisa ir para lá agora.

- Mas eu não sei onde fica esse acampamento ou como encontrá-lo!

- É melhor pegar papel e caneta.

Jasmine mexeu em sua mochila até achar seu caderno e uma caneta. Ismene explicou a ela como chegar ao acampamento e a alertou para ir ainda neste dia. A ninfa voltou a mergulhar no rio e a garota correu de volta para o orfanato.

Assim que chegou no orfanato, Jasmine foi direto para o seu quarto, onde arrumou todas as suas coisas e colocou na mochila que usava para ir para escola. Ela não tinha muita coisa, apenas algumas peças de roupa, seu guaxinim de pelúcia que alguém deixara embalado em sua cama no dia do seu aniversário de 7 anos, uma escova de cabelo e uma caixa contendo o dinheiro que ela ganhou enquanto estava em um emprego de meio período.

Assim que terminou de arrumar suas coisas, Jasmine partiu para a estação de trem.

22 de Outubro de 2019 às 13:24 0 Denunciar Insira 0
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