Tuyo Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Era uma noite calma no Santuário, até Camus acordar com uma música sendo tocada na janela de seu quarto. | Tentativa de comédia | | Fanfic muitíssimo adiantada para o aniversário de Camus |


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#comedia #saint-seiya #cavaleiros-do-zodiaco
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Capítulo Único - Feliz aniversário, Camus!

Era uma noite fria e calma no Santuário. A tranquilidade era tanta que se podia escutar os cantos dos diversos animais da noite. Na décima primeira casa, seu guardião dormia tranquilamente como nunca antes já feito.

Completamente jogado em sua chique cama dossel azul marinho, de madeira de carvalho esculpida e colchão dos mais macios. Não usava lençol pois não sentia frio, com a ampla janela do templo aberta, esvoaçando as cortinas azuis transparentes. A colcha que cobria a cama jazia solitária no chão como se uma luta tivesse sido travada antes de cair.

Camus estava tão submerso no sono que um filete saliva escorria de seus lábios. Um dos braços enterrados no travesseiro, que estava coberto pelas longas madeixas ruivas, o outro braço pendia para fora da cama. O pijama azul bebê com pequenos desenhos de seu signo, estava aberto alguns botões e o cordão que amarava as calças já havia se soltando.

Se mexeu um pouco, quase caindo da cama de tão despojado que estava. Quem visse o cavaleiro assim jamais imaginaria o quão sério e imponente era acordado.

Mas como diz o ditado: “o que é bom dura pouco”, logo um som de violão ecoou no ambiente. Assim como de outros instrumentos que o aquariano mergulhado em seu sonho não pode identificar.

Até que uma voz masculina jovem e outra ao fundo feminina, quebrou o restante da tranquilidade.

“Soy el fuego que arde tu piel
Soy el agua que mata tu sed
El castillo, la torre, yo soy
La espada que guarda el caudal”

Mas o quê? Que raios estava havendo? E o som vinha de frente da sua janela. O que era mais estranho! Seja lá quem fosse iria levar uma Execução Aurora na cara, por acorda-lo em plena madrugada.

Abriu os olhos castanhos avermelhados com dificuldade, passando as mãos nos mesmos para despertar melhor. Sentou-se preguiçosamente na cama e fitou o relógio. Era meia noite e dez. MEIA NOITE E DEZ! O indivíduo estava condenado a morte. Chutou o lençol que o atrapalhava ao sair, calçou suas pantufas de gatinhos e seguiu para a janela de seu quarto para ver a presepada que se estendia.

“Tú, el aire que respiro yo
Y la luz de la luna en el mar
La garganta que ansio mojar
Que temo ahogar de amor”

Camus arregalou os olhos e sua boca foi quase parar no chão de tão incrédulo que estava e ficou mais pálido que o normal.

A sua frente estava quatro Bronzeboys — Seiya, Shun, Shiryu e Hyoga — com trajes de mexicano, com direito a sobreiro que era duas vezes maior que eles, bigodes falsos, cada um com sua respectiva cor — castanho, castanho loiro, preto e loiro. Nas mãos tinham violões, menos Hyoga que estava em um teclado, o que destoava ainda mais e Seiya com um microfone cantando.

Ao lado do sagitariano estava uma bela moça que fazia o dueto junto do Santo de bronze. A jovem de cabelos castanhos medianos, olhos pretos e pele levemente bronzeada, vestia um vestido vermelho composto, como os de festa.

Juliana Medeiros. Amiga/quase namorada de Camus, que depois de seu choque colocou um roupão e saiu de sua casa em encontro a moça. Tentava entender o motivo dessa presepada.

“¿Y cuales deseos me vas a dar?
Dices tu: Mi tesoro, basta con mirarlo
Y tuyo será, y tuyo será”

Assim que chegou do lado de fora, desceu os degraus de seu templo e cruzou os braços somente observando tudo aquilo e querendo internamente uma explicação.

Depois da última estrofe cantada — que não era a última da música — Hyoga parou o que fazia e deu um grito que atrapalhou o restante, fazendo eles pausarem.

— Mestre Camus, mestre Camus! — levantou as mãos chamando atenção para si. O ruivo só levantou uma sobrancelha impaciente — Olha estou tocando teclado, não é demais!

Juliana sorriu fraco para o menino, que apesar da altura e demostrar maturidade a maior parte do tempo, ainda era uma criança. Tinha muito carinho pelo menino.

Seiya revirou os olhos pela atitude de seu meio irmão, mas aproveitou para tomar um gole de água que estava escondida pela sua capa. Internamente estava se divertindo pela impaciência não demostrada do aquariano mais velho. Tinha sido uma boa ideia ajudar a mestiça.

No meio tempo, a jovem moça brasileira/mexicana se aproximava radiante do Santo de Aquário, que somente pois as mãos nas têmporas como quem pedisse paciência.

Jules — fez uso do apelido carinhoso que tinha dado aquela moça imperativa e extrovertida — O que é isso?

A morena colocou as mãos para trás ampliando ainda mais o sorriso.

— Não é óbvio, Camyu? — disse se aproximando mais do homem e o abraçando de lado — É uma serenata.

Camus segurou a respiração com a aproximação da moça. Para uma pessoa como ele que odeia contato físico, era sair completamente da harmonia e conforto que tinha. Mas Juliana sempre demonstrou que não se importava com isso e indo contra todos os conselhos que recebeu dos outros cavaleiros.

Agora ele tem que mudar pelo menos um pouco para ela. Pois a mesma não iria fazer tal coisa.

— Mas quero saber o motivo — falou assim que conseguiu soltar o ar, com seu rosto completamente corado.

— Ah! — ela juntou as mãos, como se rezasse — É seu aniversário! Esse é o meu presente para você. Merecia algo grande, então tive a ideia de fazer uma serenata! — explicou extremamente sorridente, para mais confusão do aquariano.

Esse era o presente mais estranho — ao seu ver — que recebeu em toda sua vida. E olha que Miro tinha o dom de dar coisas esquisitas. Sem falar que era de madrugada. Logo, logo seu celular iria apitar, com todos os cavaleiros do grupo reclamando do barulho.

Mas não poderia dizer que aquele singelo presente e carinho, aquecia seu coração de pedra de gelo — palavras ditas pela maioria no Santuário. Além de ser muito fofo.

— Não podia esperar, tipo, o dia amanhecer? — perguntou, mesmo sabendo da resposta que viria.

Juliana se soltou um pouco dele por um breve momento, indignada.

— Já tinha esperado muito! Sabe o quanto foi difícil esperar até meia noite? Por mim já tinha feito ontem — explicou, com suas mãos acompanhando em gestos — E também, não seria mais tão surpresa se fizesse de manhã — Camus conteve a vontade de levantar a sobrancelha novamente. Eram as lógicas de Juliana, que só fazia sentido para ela mesma.

— E os Santos de Bronze? Como eles entraram nisso?

— Ah, isso é simples! — ela voltou seu olhar aos garotos mais na frente. Seiya divida sua garrafa, colocando água em copos de plástico que Shun havia levado, entre eles.

Shiryu ajeitava as fitas que cobria seus olhos que começavam a afrouxar. Sua visão não tinha retornado. Assim como suas longas madeixas negras em um rabo de cavalo baixo. Shun entregou com copo para ele depois.

Hyoga e Seiya discutiam algo sobre a música, para ficar mais no ritmo.

— Eu estava conversando com o Hyoga sobre essa ideia de fazer uma serenata, a umas semanas atrás — contou — E que eu não tinha ideia de como fazer isso, pois só sei cantar muito pouco e não toco nenhum instrumento. Foi aí que ele disse que Seiya sabia tocar violão divinamente. Mesmo eu nunca tendo visto o garoto com tal instrumento. A sorte foi que Seiya parecia que tinha adivinhado e brotou quase no mesmo instante.

“Então perguntei a ele se poderia me ajudar. O menino relutou, mas prometi que poderia ajuda-lo em alguma outra coisa que precisasse futuramente. Então estou em débito ainda com ele. Mais ainda tinha um problema. Queria que ficasse como os grupos músicas mariachis. Sempre achei bonitinho aquelas vestimentas. Logo Hyoga bateu o pé e disse que se fosse por isso também iria participar. Na verdade, creio que de qualquer forma ele iria ajudar, já que era um presente para você.

Então quando estávamos discutindo com quem a gente poderia contar para formar o resto do grupo, e logo Shiryu apareceu descendo as escadas vindo de Capricórnio. Não foi tão difícil de convencer, já ia ajuda-lo a comprar um presente para a Shunrei e ele quis retribuir a ajuda. É um bom garoto. Já o Shun, ele descobriu tempos depois quando começamos a treinar os instrumentos com Orpheé e quis participar, pois achava a ideia legal e tudo mais".

— Mariachis com teclado? — perguntou Camus um tempo depois de Juliana contar toda sua desventura, fitando o teclado do Hyoga logo adiante.

— Ah, é que a música Tuyo tem um toque de teclado. E não combinaria com os instrumentos típicos — então voltou seus olhos pretos para o aniversariante — O que achou? — perguntou expectativa.

— Tudo é muito estranho para absorver, não sei como me sentir — começou fazendo Juliana gelar um pouco — Mas eu devo admitir que gostei, muito obrigado.

Juliana pulou feliz, agarrando o pescoço de Camus e tacando um beijo a bochecha. O aquariano ficou mais vermelho e com o corpo ainda mais tenso, pelo carinho que recebia.

— Parabéns, Camyu ~ cantou — Seiya, meninos, por favor poderiam terminar a música?

Como quieras señorita! — gritou Seiya em reposta com um espanhol falho.

Logo o quarteto se junta para continuar a música e Juliana puxa Camus para uma dança desajeitada.

18 de Outubro de 2019 às 00:18 0 Denunciar Insira 1
Fim

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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