A cidade de Leerson Seguir história

edward_darkk1570857476 Duuh :3 🇧🇷

Tudo começou quando dois irmãos, Edrick e Elizabeth Cross mudaram-se para Leerson, uma pequena cidade do interior dos EUA, para conseguirem construir uma nova vida juntos, mas bastou apenas poucas semanas para os irmãos Cross notarem que a pequena cidade não era nada normal e o que era para ser o início de uma nova vida, acaba não sendo como eles planejavam.


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#adolescente #sobrenatural #misterio #suspense
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Prólogo

Era madrugada de domingo e parecia que a viagem não teria fim. Edrick Cross havia dormido quase que o trajeto inteiro e parecia que ainda estava muito longe de seu destino. Ele e sua irmã mais nova, Elizabeth Cross, decidiram se mudar para Leerson, uma pequena cidade do interior.

Os dois estavam dispostos a iniciarem uma nova vida juntos. A ideia viverem juntos em uma casa, no início começou apenas como uma brincadeira, mas com o passar dos anos os dois começaram a pensar seriamente na questão.

Quando deram por si, já planejavam a viagem e fizeram até uma poupança juntos. Depois disso não demorou muito tempo para que eles finalmente entrarem no ônibus rumo à sua nova casa. A parte mais engraçada da história é que os irmãos Cross não eram muito próximos na infância.

Edrick era bem reservado e gostava bastante de ficar em seu quarto, quieto e sem socializar até mesmo com a própria família. Claro que isso não queria dizer que ele não gostava deles, amava tanto a mãe quanto a irmã.

Porém com o passar dos anos. Elizabeth cresceu e deixou de ser uma criança boba e começou a gostar das mesmas coisas que Edrick. Como série, filmes, músicas, etc. Com isso os dois ficaram próximos e criaram um carinho especial um pelo outro.


— Ah! Eu não aguento mais esse ônibus — reclamou Elizabeth encarando com tédio a escuridão da madrugada pela janela.

Ela fez dezessete anos a poucos meses, mas se alguém falasse que sua idade era doze, facilmente enganaria a todos. Elizabeth era muito pequena com um rosto redondo e infantil. Tinha cabelos negros, cacheados e bem cheios. Era muito bela, porém não tinha freios na língua. Falava o que queria e não ligava para o que pensavam.

Edrick por outro lado tinha vinte anos. Também não era alto, porém era mais alto que Elizabeth e por isso sempre tirava sarro da irmã. Com cabelos bem curto, Edrick não tinha muito o que se destacar. Usava óculos quadrados e era tímido demais para olhar diretamente nos olhos das pessoas. Obviamente não tinha esse problema com Elizabeth.


— Relaxa Beth, acho que estamos quase chegando — comentou ele por fim.

— Foi o que você disse ontem a tarde Ed — argumentou Elizabeth.— e aqui estamos. Completando quase dois anos de viagem.

— Não seja dramática irmãzinha. Foram apenas dez horas — Edrick deu um amável abraço em Elizabeth e bagunçou seu cabelo. Um hábito que ele ganhou com o tempo e sua irmã retribuiu com um sorriso.

— Vou fazer o "numero um" já volto.

Elizabeth se levantou para ir ao banheiro. As luzes do ônibus foram desligadas a meia-noite para que todos pudessem dormir em paz. Era difícil se locomover naquele breu. Então Elizabeth decidiu ligar a lanterna do celular.

Se eles estivessem em um ônibus cheio, provavelmente ela iria ouvir vários protestos das pessoas que tentavam dormir, mas era estranho como aquele ônibus estava vazio. Além dela e do irmão, havia somente mais dois passageiros e ambos eram tão silenciosos que não chegavam a fazer diferença. Os dois eram idosos e tinham um ar triste e solitário. Elizabeth ficou seriamente amedrontada ao se imaginar velhinha e sozinha em um ônibus vazio, voltando para sua casinha em uma cidade no meio do nada. Não, eu sou linda e inteligente demais para terminar assim disse para si mesma afastando aquele bobo pensamento da cabeça.

Chegando ao banheiro Elizabeth ligou o interruptor, mas as luzes não acenderam.


— Era só o que me faltava — disse ela em tom rabugento ligando e desligando freneticamente o interruptor, como se aquilo fosse fazer a lâmpada voltar a vida. Por fim ela desistiu e teve que urinar no escuro.

Estava tão silencioso e frio que parecia que a escuridão estava apertando-a. Ela não sabia o que era pior, ficar com a lanterna do celular acesa com a sensação de que vários olhos ocultos a observava, ou ficar na completa escuridão sentido que a qualquer momento alguma coisa iria agarra-la.

Quando foi procurar papel higiênico para se limpar o ônibus tremeu bruscamente. Fazendo a água do sanitário respingar em suas nádegas. Elizabeth amaldiçoou o motorista. Quando voltou ao lado do irmão, estava vermelha de fúria.


— Esse imbecil deve achar que está carregando mulas — ela falou bem alto para que o motorista a ouvisse bem.

Edrick, calmo como sempre, abraçou a irmã e pediu para ela se acalmar, mas dessa vez Elizabeth não recebeu o abraço de bom grado e se libertou dos braços do irmão.


— Eu disse que era melhor a gente ter pago mais caro e ido de avião, Ed. Uma hora dessas a gente já teria chegado e até mobiliado a nossa casa.

Era a terceira vez que Elizabeth dizia que deveriam ter viajado de avião e pela terceira vez Edrick teve que explicar.

— Beth, você sabe muito bem que precisamos economizar. A viagem por avião estava dando o triplo do valor que pagamos nesse ônibus. Não tem aeroporto em Leerson. Teríamos que pegar um ônibus de qualquer forma.

Sem argumentos a seu favor Elizabeth decidiu ficar em silêncio e logo adormeceu. Edrick se sentiu agradecido pelos minutos de paz, adormecendo também em seguida.

Edrick acordou com a súbita parada do ônibus, estava escuro, amanhecendo. O tempo la fora estava frio e tinha uma neblina bem densa. Edrick deslizou os dedos na janela embaçada fazendo desenhos sem formas. Elizabeth também despertou.


— Chegamos? — perguntou ela esfregando os olhos, sonolenta e espreguiçando.

— Parece que sim — respondeu Edrick.

Só quando se levantaram que eles perceberam que estavam sozinhos no ônibus. Aquilo deixou Elizabeth um pouco perturbada. Dava para ver o medo surgindo em seus olhos. Edrick também sentiu um arrepio na nuca, mas conseguiu disfarçar.

Quando Edrick abriu a porta que separava a cabine do motorista da dos passageiros. Foi que as coisas ficaram mais estranhas. O motorista não estava lá e nem do lado de fora do ônibus. O veículo foi largado na estrada, encostado em frente a um poste que tinha uma luz fraca que piscava irregularmente. Não havia nada além de matagal e neblina onde quer que os dois olhassem.


— Onde está todo mundo Ed? — perguntou Elizabeth com a voz trêmula e preocupada.

Edrick não falou nada, mesmo por que, não tinha nada o que dizer para acalmar a irmã naquele momento. Em silêncio, ele abriu o porta malas lateral do ônibus e retirou suas malas.


— Vamos logo - respondeu por fim - provavelmente eles foram na frente, sei la, olhe — Edrick apontou em direção a enorme placa verde enferrujada escrito "Bem Vindos a Leerson".

Nada convencida Elizabeth forçou-se a seguir o irmão.

12 de Outubro de 2019 às 05:55 0 Denunciar Insira 0
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