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Lucas Amorim


Um garoto com um passado desconhecido e não pertencente a esse mundo, com algumas habilidades de pular no tempo.


Fantasia Viagem no tempo Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Mundos-Reis-Mundos
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Agne

Em um mundo sobreposto sobre este, existem seres míticos como: Dragões, Elfos, Orcs, Ninfas entre vários outros seres. Há muito tempo atrás existia um rei que comandava todo o mundo de Agne, o rei Nathmarkmas Lensarah. O rei e sua esposa tiveram 2 filhos: o príncipe Leoric Lensarah e Victor Lensarah. O rei Nathmarkmas era o mais poderoso de todo o reino, e seu único inimigo era o tempo.

Ele amava seu povo e se preocupava com o futuro de seu reino, mas sua velhice chegava e para não morrer acabou se eternizando em uma cápsula que o congelou, e antes de morrer, dividiu o seu território a Leoric e Victor, cada um deveria cuidar de sua parte do reino. O rei só tinha mais um pedido: que o ressuscitassem após 1.000 anos, e que essa mensagem fosse repassada a todas as gerações até lá.

E assim foi feito. Leoric se tornou o rei de Fayi que era a metade das terras que lhe pertencia e Victor se tornou rei de Talra a outra metade que lhe pertencia, as duas metades juntas formavam a terra de Agne. Fayi era bela, por conter grandes extensões de terras, grandes rios que cortavam as florestas, grandes campos e montanhas e rica de todo tipo de criatura, Leoric era bondoso pois seu pai o tinha como favorito. Victor também era bondoso, e sua mãe o tinha como favorito. As terras de Victor, Talra, não eram diferentes, continham todas as mesmas características que as de Leoric

Mas nem tudo em Agne era belo. Existia um pequeno lugar onde o sol não brilhava. Esse lugar era chamado de Egar A cidade das trevas. Neste lugar habitavam os seres que não sobrevivem à luz do sol, que foram banidos de Agnes ou que tinham o coração corrompido. Neste lugar havia um espírito que antes de ser mandado a Egar era um Paladino, mas por sua ganância foi banido. O Paladino queria tomar o trono de Nathmarkmas e eles se enfrentaram em um combate cruel, mas o rei Nathmarkmas venceu, e o Paladino foi rebaixado e transformado em um espirito e foi mandado a Egar. Em uma certa noite este espirito malévolo saiu dos limites de Egar, e foi ao reino de Talra, era uma noite sem lua, sem uma luz que o pudesse cegar, poderia ir a qualquer lugar sem ninguém ao menos perceber sua existência por ser um mero espírito. O espírito passou pelos guardas e eles não o perceberam. Ele chegou ao quarto em que Victor estava dormindo aquela noite e tomou o corpo de Victor. Da noite para o dia, Talra se tomou em trevas, tudo era escuro, as florestas pareciam mortas e sombrias, e os seres de coração puro se tornaram verdadeiros monstros, tudo por causa do espírito malévolo do paladino que tomou o corpo de Victor e sua aura maligna se espalhou pelo reino e devastou tudo. Poucos lugares em Talra não foram infectados, todos os seres que ainda estavam puros foram para Fayi.

Março de 2015.

Meu nome é Christopher, mas pode me chamar de Chris, fui adotado e não conheço meus pais, mas parece que eles queriam que meu nome fosse Christopher. Não conheço o motivo deles terem me deixado, talvez condição financeira ou até mesmo uma doença terminal, realmente não sei, e meu pais adotivos também não me contam nada sobre eles, todas as vezes que toco no nome dos meus pais eles dão um jeito de fugir do assunto.

Minha mãe adotiva é estéril, o nome dela é Martha e o nome do meu pai adotivo é Gustavo, chamo ele de Gus, sou muito chegado a ele e a minha mãe. Tenho 17 anos, aos 12 sofri um acidente de carro, quebrei 60% dos meus ossos por causa da batida, mas, 2 semanas depois meus ossos já estavam completamente curados. "Um milagre!" Foi o que todos disseram, os médicos não falaram muito sobre o assunto, fizeram de tudo pra mídia não descobrir sobre o caso. Sempre que tenho alguma doença passo apenas 2 semanas na enfermidade, após isso parece que me regenero! Um corte, uma lesão, uma infecção, não importa, meu corpo volta ao seu estado natural. Acho que tenho super poderes... gosto da cor Azul-marinho, ela traz tranquilidade e harmonia, é uma cor viva e ao mesmo tempo morta. Isso é um pouco de mim, já falei o mínimo para nós nos conhecermos. E você? Como se chama? Conte-me sobre você!

Meu nome é Ivan, bem, não tenho muito o que contar! Também não tenho meus pais, minha mãe morreu por desgosto de meu pai e meu pai sumiu! Como uma mágica! num instante ele está com você e no outro puft! Desaparece! É incrível! Eu moro com minha madrasta, o infeliz do meu pai deixou-me com ela. Ela me odeia por isso, criar um filho que não é dela obrigada. Mas esse é nosso último ano nessa escola, vou completar 18 anos daqui a 15 dias então até lá já posso morar só, não aguento mais viver com ela. Espero que sejamos bons amigos, já vi que ninguém aqui vai com a minha cara.

- Bem Ivan – aperto a mão pálida e gelada dele –, vamos ser sim, bons amigos!

Ele riu, durante todo esse ano fomos bons amigos, ele teve uma namorada, 4 meses de namoro e parece que não deu certo e eu ainda estou com minha namorada, Maggie. Nós crescemos e evoluímos, com uma semana pra terminar as aulas e nos formarmos, e é agora que minha vida começa a mudar!

- Mãe, estou saindo, até mais! – disse eu.

Saí de casa e fui para o fliperama com Ivan, vamos nos encontrar lá mesmo. O dia estava nublado, em plenas 15:45 e parecia noite. Ventos fortes bagunçavam meus cabelos e a cada suspiro uma onda de frio gelado percorria por minhas narinas. Um acidente havia acontecido na rua que eu sempre ia, um carro bateu no poste e caiu sobre a avenida, não dava pra ver nada por causa da multidão em volta do acidente, estava chuviscando, o carro da ambulância já estava no local.

Desviei o caminho.

Entrei em uma rua, ela estava deserta não tinha ninguém a não ser que você ache que a presença de um gato mexendo na lata de lixo seja válida. O ar começou a ficar mais denso, o dia mais sombrio, eu achei estranho o clima mudar assim do nada! Ouvi um sussurro de uma voz, uma voz pesada, sinistra e rouca. Olhei ao meu redor e não vi ninguém, o som da ambulância já não soava mais.

Um silêncio total. Nem sussurro nem barulhos, só o som do chuvisco caindo.

Parei no tempo. Nenhum carro passava, o gatinho havia desaparecido. Parece que eu estava só no mundo. Ouvi o som de um tipo de metal riscando o chão e uma corrente sendo arrastada, se aproximava de mim. Senti também uma forma de foice entre meu pescoço e uma mão, uma mão sem pele e carne, só ossos. Estava gelada, minha visão escureceu e eu me senti caindo.

Acordei, vi as horas. 16:05.

Parecia que eu havia ficado ali por dias, desmaiado. O que será que acontecera? Perguntei a mim mesmo, até cheguei a pensar que avia ficado maluco. Mas parecia tão real, a corrente, o metal sendo arrastado a mão e a foice. Achei melhor esquecer tudo isso e continuar meu caminho.

Cheguei no fliper, me encontrei com Ivan, contei o que havia acontecido.

- hahahaha! Fala sério? Acho que você está começando a ter alucinações, só pode!

- Te juro! Mas acho também que só foi coisa da minha cabeça...

- Esquece isso, vamos jogar! Aprendi a fazer um combo novo e vou te derrotar com ele você vai ver! Hoje eu vou te vencer!

Ficamos jogando o resto da tarde toda, e como sempre ele não me ganhou. Ele vive dizendo que eu nasci com hack na vida, sempre ganho em tudo, me recupero rápido das coisas, a menina mais bonita que ele já viu é minha namorada e eu sempre me dou bem nas aulas. Nós nos despedimos e fomos embora, cada um tomou seu rumo, eram 18:15 e minha namorada Maggie iria na minha casa às 19:00, eu ainda tinha tempo pra chegar. Quando cheguei na rua em que o acidente havia acontecido nada estava mais alí, nem o poste caído, ele estava de novo no lugar como se nada tivesse acontecido, nenhuma marca no chão, nenhuma gota de sangue, nenhuma marcação de crime, nada! Perguntei pra alguém se realmente havia acontecido um acidente.

- Com licença, mas não houve um acidente aqui à duas horas atrás?

- Ãn? Duas horas atrás? Não meu amigo, o último acidente que ocorreu aqui foi a uns 2 anos atrás, essa rua é tranquila!

Dois anos atrás? Ela só pode estar de brincadeira! Não pode ser verdade! Foi o que eu pensei. Perguntei pra mais 2 pessoas e elas disseram o mesmo. Só pode ter alguma coisa errada, levantei meu pulso e olhei pro relógio pra olhar a data...

Julho de 2017.

Meus olhos se arregalaram-se, perguntei a todos que eu encontrava qual o ano em que estávamos e todos falavam que era em 2017. Só pode ser uma piada, todos estão brincando comigo, é impossível eu ficar 2 anos no fliper sem eu nem ao menos notar! Começou a chover e rapidamente a rua ficou deserta, fui andando na chuva mesmo, não acreditando no que havia acontecido. Eu olhava pro chão o tempo todo, cheguei perto de uma praça e sentei em um banco de madeira. Olhei ao meu redor, tudo calmo, o barulho da chuva tomava conta de tudo. Em um beco, não muito longe de onde eu estava, vi uma menina dos cabelos verde-piscina, segurando um guarda-chuva preto e olhando pra mim, ela estava longe, mas mesmo assim seu olhar penetrava nos meus como lâminas de uma espada afiada de dois gumes, rasgando e atormentando quem desafiasse a olhar por 5 segundos dentro de seus olhos. Minha visão começou a ofuscar, passei a mão em meus olhos e quando voltei para observa-la novamente só estava o guarda-chuva no chão.

De repente uma rosa branca caiu em meu colo, quando eu a peguei ela começou a ficar negra e após isso pegou fogo, as chamas não queimavam nem a mim e nem a rosa. Eu sentia o fogo em minhas mão, a dança das chamas percorriam por entre meus dedos e depois do seu espetáculo as chamas se transformaram junto com a rosa em uma pássaro que voou e se apagou em meio ao nada.

Estou ficando louco, pirado, maluquinho! Vou falar com Gus, ele sempre tem a resposta certa pra me dar. Então corri pra casa fui o mais rápido que pude. Parei em frente à minha casa e a vi pegando fogo em um lado dela, quando entrei vi meu pai, minha mãe mortos. E vi também um ser olhando para baixo ele vestia uma capa preta, uma foice na mão e uma corrente saindo de dentro de sua capa, suas mãos eram só os ossos ele segurava a Maggie em pendurada pela blusa. Ele levantou à cabeça e olhou pra mim, dentro do capuz não havia nada, a não ser duas esferas azuis, o que pareciam ser olhos.

Fiquei aterrorizado, estava imóvel, meus olhos não piscavam. Fui andando até meus pais e toquei no sangue deles. Beijei o rosto da minha mãe e de meu pai e me levantei, peguei um vaso que estava perto de mim e com toda fúria que estava dentro de mim atirei o vaso no ser flutuante, o vaso atravessou o ser. Eu gritei, chorei e me ajoelhei no chão, pus minhas mãos em meu rosto não acreditando no que eu via. Vi um caco de vidro no chão, peguei e o atirei sobre minha perna! Eu sentia dor, era agoniante, eu não estava sonhando. Tirei o caco rapidamente o que abriu ainda mais o corte, meu sangue começou a jorrar, o ser foi se aproximando de mim e tocou em minha ferida. O sangue começou a ficar azul e quando chegou a minha pele ela ficou cinza, de pouco em pouco minha pele branca ia ficando acinzentada. Eu não sentia mais dor, eu cai pra trás e fiquei deitado no chão. O ser falou umas palavras, era uma outra língua mas eu entendia. Ele disse:

“O herdeiro do trono já não mais pertencerá a este mundo e nem à Agne, sua morte será lenta.”

10 de Outubro de 2019 às 15:41 0 Denunciar Insira Seguir história
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