A mulher na Janela Seguir história

opoetaurbano Rafael Reis

Uma mulher com um olhar perdido em uma janela, um homem a abraça a confortando, será esse apenas mais um corriqueiro relacionamento ou algo mais?


Conto Todo o público.

#assassinato #mulher #janela #rafael-reis
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Capítulo Único: Eu minto para ela...

Ela levantou da cama com seu corpo de deusa e se aproximou da janela com o olhar perdido, apenas um hobby transparente a vestia, eu poderia ficar apenas admirando-a por horas a fio mas decidi me levantar, me aproximo por trás em um abraço afetuoso terminando em um beijo suave em seu pescoço.


Ela sorri colocando a mão em meu rosto o acariciando.


- Está na hora de fazer a barba.


- Sim está, mas eu sei que você gosta dela assim.


Ela se vira e me prende em seus braços, afunda o rosto em meu peito enquanto eu acaricio a sua cintura a trazendo para mais perto, depois leva seus olhos aos meus, no começo parecia surgir alguma dúvida mas eu a beijo intensamente para acabar com ela.


- Está tarde, é melhor dormirmos, você estará aqui pela manhã?


- Sim estarei – eu minto para ela.


- Promete que nunca vai me deixar?


- Eu estarei com você o tempo que precisar – novamente uma mentira.


Eu a puxo para perto do meu corpo a apertando forte, ficamos assim por algum tempo até eu ir bom minha boca até sua orelha sussurrando.


- Eu ficarei aqui para ...


No meio da frase sem ela perceber eu já tinha levado a minha mão até as costas e retirado dali uma pequena arma com silenciador, dou um disparado preciso em seu coração.


Primeiro o susto do barulho, seus olhos vão de encontro aos meus me encarando com dúvida, eu a seguro, lágrimas escorrem e ela tenta inutilmente levar a sua mão até meu rosto, sua força está sumindo aos poucos. Os olhos agora passam de dúvida para medo, mas não medo de mim, do futuro ou de alguma outra incerteza, mas um profundo medo da morte. Quando de fato ela começa a entender o que está acontecendo perde todas as forças, ela morre em meus braços e de olhos abertos, aqueles olhos castanhos acusadores...


A deixo gentilmente em sua cama, limpo a arma e o apartamento apagando minhas digitais, saio dali indo pegar minhas coisas que estão em outro apartamento, um andar acima, horas antes já havia cuidado da câmera de segurança daquele andar e ninguém me viu entrando, nada poderia me comprometer.


De malas em mão desço pela escada até chegar ao hall do hotel, dou uma flertada com a moça do balcão e pago minha conta, ao sair meu celular vibra, uma mensagem do banco dizendo que estou um pouco mais rico do que era antes.


Um sorriso brota em meus lábios, o trabalho está terminado e só me resta voltar para minha casa.

7 de Outubro de 2019 às 00:00 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Rafael Reis Já escrevi muito em minha vida, hoje nem tanto, contudo busco voltar e desengavetar essas palavras suntuosas que insistem em me acordar de madrugada...

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