Incertezas do amor JM + JK Seguir história

nyu_killerq Polaris _

Essa história não é sobre mim, tampouco é sobre o presente. Ela é sobre o tempo, sobre o mundo, sobre sorrisos, lágrimas, alegrias e tristezas, sobre amizade. Ela é o amor, suas formas e maneiras. Enfim, é sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. [Jikook]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © BTS não me pertence, BigHit tem todos os direitos autorais. Só estou brincando um pouco com os meninos. Tudo aqui é fictício, a intenção é divertir sem ofender ou causar nenhum outro dano.

#kookmin #jikook #bts
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Parte I

Conheci Jimin através de Taehyung, meu amigo.


Jimin era um hyung engraçado, pouca altura, bochechas salientes, olhos pequenos, cabelos negros, pele clara, tão clara como o alabastro e lábios grossos.Era do tipo que fazia a gente perder tempo encarando-o tentando entender aquele conjunto de traços tão únicos em seu rosto. Ele era diferente de tudo que eu já tinha visto na vida.


Foi há dez anos, mas todas as lembranças daquele tempo ainda estão vivas na minha memória.


Eu era um garoto tão comum, não tinha nada de especial, ao contrário do que Kim Taehyung dizia.O Kimme olhava em seus momentos mais intensos em que viajava refletindo sobre a vida, o universo e sobre o que existia e não existia no mundo, momentos esses em que estava bêbado, vamos ser mais claros, falava sempre com aquele olhar molenga: “ah, garoto, você precisa deixar de lado a timidez e libertar essa grandiosidade presa aí dentro. Deve ter tanta coisa boa ai guardada”, coisas assim. Ás vezes ele dizia algumas coisas que nem mesmo ele entendia, mas era legal.


Aquele tempo era legal.


Taehyung era o tipo de pessoa que quando você conhece quer tê-lo em sua vida. Você simplesmente olha e pensa "ah, seria ótimo ser amigo dessa pessoa".


Capricorniano, fazia jus ao signo e não precisava nem consultar o mapa astral para entender, de tão típico que era. Ou é, não sei, não o vejo faz um tempo. Mas pessoas de capricórnio são muito comunicativas, caprichosas e seguras de si, Taehyung era exatamente assim. Na primeira olhada você já dizia que ele era do tipogood vibes, sempre com alto astral, bem vestido e com dinheiro para gastar, talvez ele tenha sido a melhor pessoa daquela época.


Sempre rodeado de pessoas, porém dava para contar nos dedos quantas tinham a honraria de conhecer seu eu verdadeiro, aquele que nem sempre achava graça de tudo, que nem sempre estava alto astral, aquele que trabalhava duro para podertere se sentir seguro. Poucos sabiam sobre o verdadeiro Kim Taehyung e eu fazia parte dessa pequena contagem de dedos.


A gente se muito dava bem, éramosbrothers mesmo, sabe. Um podia contar com o outro para tudo.


Conheci ele no cursinho de violão, antes eu não tinha muitos amigos, só colegas da escola. Naquela época não entendia muito bem que eu era antissocial, mas também não fazia muita questão de entender, apenas nunca fez falta ter tantas pessoas próximas demais. A única relação que eu considerava o mais próximo de amizade era com aJieun, minha vizinha. Talvez eu só tenha me dado conta bem depois, mas era realmente o mais próximo de amizade que eu tinha antes de Taehyung surgir. Lee Jieun e eu crescemos juntos, éramos como família, mas sabíamos nossos limites, nunca nenhum ousou invadir o espaço pessoal do outro.


Taehyung chegou bem depois e se infiltrou na minha vida como nunca antes alguém tentou fazê-lo. Eu sequer precisei fazer esforço para criar algum laço com ele, pois ele, sozinho, conseguiu isso. Pensando hoje, acredito que era isso que ele buscava naquele lugaronde acontecia o cursinho de violão, aquele lugar que não fazia o estilo dele, de bicho solto.


Ele não precisava estar ali onde só havia pessoas presas que só estavam lá em busca de alguma liberdade. Taehyung já era livre. Ou pelo menos era isso que eu acreditava naquela época.


E foi assim, me arrastando para dentro de sua vida e se convidando para dentro da minha que nossa amizade aconteceu;apresar de eu ter sido uma pessoa introspectiva naquela época, senti que tudo aconteceu de forma natural.

E onde entra o Jimin, nessa história? Ah, o Jimin. A primeira vez que ouvi aquele nome, Taehyung e eu estávamos jogando sinuca. Vale informar que fazia uns diasque meu amigo parecia muito mais leveque de costume, estava muito mais sorridente e mais falante. Ele já era uma pessoa com essa natureza, mas sentia dentro de mim que guardava algo e por mais curioso que eu estivesse, respeitava seu espaço. Coloquei na minha cabeça que se existia algum tipo de segredo mesmo, deixaria que ele quando se sentisse a vontade me contasse, porém aquela sensação de sigilo deu uma amenizada repentina e foi quando o nome Jimin surgiu.


Estávamos matando nosso tédio naquela tarde de domingo nos fundos da minha casa, jogando sinuca na velha mesa de bilhar do meu pai, quando seu telefone tocou e ele desviou sua atenção da mesa para o nomeno seu telefone.


— Fala, pabo. — e um sorriso gigante brotou quando a pessoa do outro lado da linha começou uma série de xingamentos por conta do apelido. Taehyung apenas ria se divertindo enquanto parecia ser insultado, então o nome Jimin saiu de seus lábios. O somsaiu com um timbre diferente... parecia algo semelhante a doçura.


Naquela hora eu senti a curiosidade querendo se manifestar para saber quem era, mas minha natureza reservada não me permitiu abrir a boca. Não queria ser invasivo, era melhor deixar que Taehyung dissesse por conta. Mas a ligação terminou com ele dizendo que precisava desligar, pois era sua vez de jogar, sem me revelar nada.


Só fui apresentado a Jimin dois meses depois.


Quantas vezes tentamos encontrar uma razão

Para afastar os passos do caminho do adeus

Quantas vezes disfarçamos a rotina do amor

E esquecemos que matava pouco a pouco o coração


Jimin tinha uma aura leve, bonita, divertida, livre e uma personalidade bondosa, como mencionei no início: algo nunca visto antes.Não falava muito de si, mas falava bastante sobre tudo, sua presença chamava bastante atenção, não tanto como Taehyung, mas o bastante para despertar curiosidade.


Ele era mais ou menos como Taehyung aos meus olhos, olhava para ele e automaticamente a palavra liberdade vinha a mente. Era bonitoe falo com segurança, eraindependente e tinha um sorriso que fazia a gente ficar olhandoquerendo ver mais.Até uma pessoa que mostrava pouco os dentesse sentia contagiado ou obrigado a sorrir de volta.


Ele passou a andar quase sempre com a gente. Nada combinado, apenas Jimin estava presente em diversosmomentos. No inicio eu fiquei meio assim, tipo um gato arisco, não deixei que se aproximasse muito e falava apenas o necessário com ele. Não que fosse proposital, acontece que eu era daquele jeito mesmo, nunca sabia como deveria me comportar com pessoas de fora invadindo o meu espaço, então eu apenas me afastava sem querer chamar muito atenção ou ofender ninguém. Jimin logo notou aquele meu jeito e surpreendentemente (ao contrário de Taehyung) respeitou.


Porém, aquilo mudou conforme o tempo passou, quando dei por mim já tinha me acostumado com sua presença constante em nossas vidas.


Hoje percebo que foi Jimin com toda sua paciência que na verdade teve êxito em criar algum laço comigo, isto ése aproximando aos poucos.


Quando descobriu que eu era mais novo, seu olhar mudou. Ele me encarou diferente causando um misto de curiosidade e estranheza em mim ede repente um sorriso se abriu naquele rosto, ele se aproximou afagando meus cabelos. Foi estranho e fez algoem meu interiorse remexer desconfortável.


Passou a me chamar de Jungkookie e a ser muito protetor. Nesses momentos Taehyung sempre revirava os olhos e dizia que não precisava me tratar daquele jeito, pois já era tão ou mais maduro que eles. Jimin sempre sorria em resposta, passava a mão pela franja (mania que só ele tinha) e dizia que tudo bem, que ia parar, mas na verdade ele nunca parava.

Certa vez questionei Taehyung sobre aquele comportamento e foi onde tudo mudou.


— Ah isso, deve ser porque você lembra o irmão dele. — disseaqueleHyungtirando os olhos da tela do celular por um momento para me encarar. — Jimin tem um irmão que regula de idade com você e mora no Canadá com a mãe.


Lembro de ter ficado em um silêncio por um tempo.


Quer dizer, Jimin tinha um irmão,ok, não é porque sou filho único que o resto do mundo também é, mas... eunão sabia. Deveria estar fechando uns dois ou três meses que tinha conhecido Jimin e só naquele dia fiquei sabendo que existia um irmão morando fora do país.


Na hora não admiti em voz alta, mas fiquei um pouco aturdido porme dar conta que sabia muito pouco sobre Jimin.Aliás, o que eu sabia?


Seus pais eram divorciados e por isso decidiu morar por um tempo com a avó em Daegu, mas estava morando com o pai ali em Busan, devido a problemas financeiros, tinha uma madrasta e...?


E nada mais.


Me senti péssimoao constatar aquilo e nem sabia o porquê de estar me sentindo daquele jeito. Quer dizer, nunca fiz questão de saber da vida dos outros, não me interessava, pois não ia fazer diferença na minha vida saber ou não.


Mas era o Jimin...


Taehyung sabia mais sobre ele do que eu, o que não deveria ser tão espantoso assim, já que tinha sido o próprio que havia nos apresentado. Eu nem mesmo sabia como e de onde eles se conheciam. Talvez a culpa fosse minha por não ter percebido antes, ou por ser daquele jeito, quietodemais não dando muitas chances para que se aproximasse mais.

Foi então que coloquei na cabeça que ia mudar aquilo, Jimin era meu amigo e amigos sabem tudo.

1 de Outubro de 2019 às 01:14 0 Denunciar Insira 0
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Polaris _ ❝Seja como o fogo: saiba aquecer quem precisa e queimar quem merece.❞

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